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- Bahia Notícias
- 28 Jul 2024
- 08:09h
Foto: Reprodução / Metrópoles
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), prestou atendimento a uma mulher que passou mal durante um voo que saiu de Brasília rumo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã deste sábado (27).
Aproximadamente 20 minutos após a decolagem do avião, uma aeromoça da Latam solicitou ajuda de algum médico a bordo para atender a uma mulher, que teria tido um pico de pressão alta. Alckmin levantou e prestou os primeiros socorros.
“Levaram oxigênio e, quando ela estabilizou, o Alckmin saiu e ficaram outras duas médicas lá”, disse ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, um passageiro que pediu para não ter o nome divulgado. O voo LA 3007 decolou de Brasília às 7h05 e pousou em São Paulo às 8h42.
Alckmin é formado em medicina pela Universidade de Taubaté e possui especialidade em anestesiologia.
- Por Mayara Paixão | Folhapress
- 27 Jul 2024
- 16:20h
Foto: Reprodução Youtube / TV Brasil
Antigo asilo de refugiados políticos da América Latina nos anos de ditadura militar na região, a Venezuela se tornou na última década origem de uma das maiores diásporas do mundo, e nas eleições deste domingo (28) os milhões de imigrantes de nacionalidade venezuelana se tornaram arma política -da ditadura e também da oposição.
Estimada em 7,7 milhões de pessoas, a diáspora praticamente não irá às urnas. Há somente 69 mil eleitores no exterior registrados para votar, segundo levantamento da organização Votoscopio com base em dados eleitorais. É uma média de 1 eleitor para cada 110 imigrantes.
No Brasil, o terceiro principal destino dos venezuelanos na América Latina, atrás de Colômbia e Peru, há ao menos 560 mil migrantes do país vizinho. Apenas 1.026 estão registrados para votar, no entanto.
A dificuldade tem início na baixíssima representação diplomática venezuelana no Brasil, uma herança do rompimento temporário das relações bilaterais da época em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ditador Nicolás Maduro coincidiram no poder. Com o início do governo Lula 3, os laços foram retomados, mas ainda hoje apenas a embaixada venezuelana em Brasília está aberta. Os consulados, não.
Diversos venezuelanos que vivem no Brasil relataram à reportagem que ansiavam por participar das eleições presidenciais, mas nem sequer tentaram se registrar. A dificuldade de acessar o serviço consular é um dos fatores na ponta desse movimento, e muitos dizem que o sistema eleitoral de seu país praticamente os dissuade de votar.
A lei eleitoral venezuelana prevê que todos os seus nacionais que vivem no exterior e tenham direito de residência nos países onde estão ou qualquer outro tipo de visto que legalize sua situação migratória tenham direito de participar do pleito presidencial.
Na prática, o regramento usado neste ano foi bem mais rígido. A segunda parte das regras foi deixada de lado. Os únicos que puderam se registrar no exterior foram aqueles com visto de residência e um passaporte vigente, uma característica pouco ou nada comum para essa diáspora, que emigrou às pressas no ápice da crise econômica venezuelana, na maioria das vezes sem documentos.
No decorrer dos últimos anos e com o agravamento local da situação humanitária, muitos países criaram regimes excepcionais para facilitar a recepção a imigrantes da Venezuela, como o Brasil, com regras facilitadas para prontamente reconhecer os venezuelanos como refugiados. É depois que pedem seu visto de residência.
Organizações como a Alerta Venezuela, na ponta dos estudos sobre a diáspora, dizem que Caracas violou as suas próprias normas e, assim, excluiu da democracia eleitoral milhões de pessoas que, ainda que vivam em outros países, algumas inclusive de forma regular perante os sistemas migratórios locais, não dispõem do visto de residente.
Para Liga Bolivar, coordenadora da Alerta, o que se deu é uma espécie de "fraude eleitoral massiva" à medida que milhões de venezuelanos foram privados de seu direito ao voto.
Dos 69 mil que estão inscritos no exterior para votar, apenas 6.500 se registraram neste ano, ou porque só agora chegaram à idade de votar, ou porque conseguiram mudar seu centro de votação da Venezuela para o país no qual agora residem. Todos os demais eram eleitores inscritos no exterior desde 2012.
Essas cifras são nanicas perto do que a organização independente Votoscopio calculava. Segundo seu diretor, Eugénio Martínez, estima-se que ao menos 1,5 milhão de venezuelanos no exterior sejam novos votantes e que outros 4,5 milhões deviam ter mudado seu centro de votação para poder ir às urnas fora do país.
Ainda assim, apenas um mês antes das eleições, em junho, Nicolás Maduro anunciou a criação de um Vice-Ministério de Atenção para a Migração Venezuelana. Em suas palavras, um esforço para ajudar os migrantes a regressaram à nação caribenha.
Em tom semelhante, ainda que em espectros políticos diametralmente opostos, a oposição venezuelana, que desponta com apoio expressivo após 25 anos de chavismo, também tem capturado a diáspora como arma política no pleito presidencial.
A campanha representada pelo diplomata Edmundo González e liderada pela ex-deputada inabilitada María Corina Machado diz que sua vitória representará o retorno da diáspora para casa. Recorrentemente, afirmam que milhões de mães se reunirão novamente com seus filhos e muitas com seus netos, que nem chegaram a conhecer pois nasceram já no exterior.
Atipicamente, González até o momento não apresentou um plano de governo e, questionado, afirmou que só o fará depois das eleições. A base para rascunhar seus projetos tem sido, então, o antigo plano de María Corina, de quando ainda se pensava que a vencedora das primárias opositoras seria a candidata do setor nas urnas.
No material, ela afirma que começaria um "apoio ativo para emigrantes e refugiados venezuelanos, com incentivos de regresso". Para isso, criaria a figura de um alto comissionado, alguém de sua confiança que chefiaria o tema e se reportaria diretamente à Presidência.
Seriam facilitadas regras burocráticas para os que quisessem retornar e se criaria uma política de proteção aos que estão no exterior, com o fortalecimento dos serviços diplomáticos, por exemplo.
A grande dúvida é como mobilizar de fato milhões que fizeram suas vidas no exterior e, mais, que muitas vezes vivem em países com moedas muito mais valorizadas do que o bolívar frente ao dólar.
As remessas que essa diáspora envia a suas famílias é vista como fundamental para a retirada da Venezuela da bancarrota econômica.
Um levantamento da Consultores 21, uma das empresas mais antigas e respeitadas de pesquisas no país, mostrou que no final do ano passado ao menos 20% dos lares venezuelanos recebiam mensalmente remessas de parentes no exterior. A verba mensal girava em torno de US$ 79 (R$ 447). É mais de 20 vezes o valor oficial da pensão do seguro social no país (US$ 3,56).
- Por Diego Alejandro | Folhapress
- 27 Jul 2024
- 12:10h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
As companhias aéreas e os aeroportos têm autorização para cobrar valores extras por serviços adicionais dos aposentados que comprarem passagens pelo Voa Brasil, programa lançado na última quarta-feira (24). A única taxa obrigatória é a de embarque, cujo valor varia por aeroporto.
Nesta primeira fase, aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que não tenham viajado nos últimos 12 meses são os únicos beneficiados com as opções de passagens de até R$ 200, sem considerar taxas.
Eles podem escolher entre 3 milhões de bilhetes disponíveis para todo o Brasil, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
TAXA DE EMBARQUE
Essa é a única paga diretamente entre passageiro e aeroporto, logo cada concessionária pode definir um preço. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) define uma receita teto de R$ 1,2847. Porém, esse valor máximo "por passageiro" é recolhido pelo aeroporto em diversas taxas, como tarifas de pouso, permanência e conexão -essas incididas diretamente nas companhias aéreas.
Os aeroportos mais movimentados do Brasil possuem as seguintes taxas: Guarulhos (R$ 31,44), Congonhas (R$ 54,20), Brasília (R$ 29,51), Galeão (R$ 32,10), Viracopos (R$ 30,32), Confins (R$ 31,69), Recife (R$ 56,22), Salvador (R$ 42,09), Jacarepaguá (R$ 33,22) e Curitiba (R$ 44,99), segundo valores consultados pela reportagem dentro do simulador do Voa Brasil.
BAGAGEM DESPACHADA
As passagens adquiridas pelo Voa Brasil dão direito a uma bagagem de mão (de até 10 kg) e uma bolsa ou mochila pequena. A bagagem despachada é a bagagem que você entrega no momento do check-in e é transportada no porão da aeronave.
Cada companhia aérea estabelece esse preço, que varia de acordo com o tipo e a duração de voo, tarifa, antecedência de compra e programas de fidelidade. A bagagem despachada possui algumas regras e seu limite máximo é de 23 kg. A mala não pode exceder 1,58 cm em suas dimensões (soma de todos os lados).
Na Azul, os preços por bagagem variam entre R$ 120 e 260. Na Gol, entre R$ 110 e 260. A Latam cobra de R$ 50 a 260.
Se quiser despachar sua bagagem na ida e na volta, você deve adquirir uma bagagem para cada trecho. Ou seja, uma bagagem contratada para a ida e outra para a volta.
ESCOLHA DE ASSENTO
A Azul e a Gol não cobram pela marcação de assento realizada com menos de 48 horas de antecedência. Contudo, se o cliente ainda preferir, é possível marcar um assento antes desse período por custo adicional a partir de R$ 30 e R$ 35, respectivamente.
Segundo informações no site da companhia, a Latam atribuirá um assento aleatório ao passageiro caso não seja paga a tarifa. Para os clientes que optarem por comprar passagens na modalidade "Light", a cobrança será de R$ 15. Já na categoria "Promo" será de R$ 25. Essas modalidades são as consideradas mais baratas, segundo a companhia.
ANIMAL DE ESTIMAÇÃO
As regras aplicáveis são as mesmas das viagens aéreas regulares. A empresa aérea deve ser consultada antes e se reserva o direito de recusar o transporte do animal.
A Azul não transporta animais no porão da aeronave, e permite apenas cães ou gatos, a partir de quatro meses e com até 10 kg (somando pet e container). Para isso, ela cobra tarifa de R$ 250 por trecho.
Na cabine de passageiro de voos da Gol, são permitidos cães e gatos de até 10 kg na caixa de transporte, com no mínimo seis meses e atestado do veterinário. A companhia suspendeu por 30 dias o transporte de pets recentemente após a morte do cão Joca. O serviço para voos domésticos custa entre R$ 250 e R$ 300 por trecho, a depender do número de horas por voo.
A companhia também oferece o serviço Dog&Cat + Espaço, para cães e gatos que pesam até 30 kg, com a caixa de transporte. Esses animais são transportados no compartimento de carga, e os valores da taxa para voo doméstico variam entre R$ 850 e R$ 900.
A Latam conta com três modalidades de transporte de animal: na cabine com o passageiro, no bagageiro do mesmo voo ou via Latam Cargo. A primeira categoria sai por R$ 200. O pet não pode estar sedado e deve caber em pé e poder se movimentar em uma caixa de transporte que meça 25 cm de altura, 28 cm de largura e 40 cm de comprimento.
Na segunda, o preço varia entre R$ 500 e R$ 900, sendo permitida em itinerários com, no máximo, uma conexão inferior a sete horas em toda a viagem. Cada passageiro pode transportar até dois animais nesta modalidade, desde que eles não estejam sedados e pesem até 45 kg (contando a caixa de transporte).
O terceiro modelo é destinado a outras espécies além de cães e gatos. O preço, contudo, não é divulgado.
Para qualquer modalidade, o tutor deve apresentar um atestado de um médico veterinário com data de até dez dias antes do voo. O animal também deve ter pelo menos 16 semanas e ter sido desmamado, pelo menos, cinco dias antes da viagem.
CANCELAMENTO OU REMARCAÇÃO
O cancelamento é permitido somente antes do voo. No caso de não comparecimento (no-show), não haverá reembolso e somente as taxas de embarque poderão ser restituídas. Também não será possível alterar um voo do Voa Brasil.
VALOR QUINTUPLICADO
Ao somar as tarifas possíveis, é fácil passar da casa dos R$ 1.000 e mais do que quintuplicar o valor proposto pelo programa. Entretanto, isso contaria com o transporte de animal de grande porte e algumas malas despachadas, algo incomum.
Num cenário mais realista, um passageiro que sair de Congonhas, despachar uma mala de até 23 kg na hora do embarque e marcar um assento pela Latam, pagará R$ 139,90 a mais por trecho- quase o valor da passagem. Ida e volta, contando o Voa Brasil, o passageiro teria que reservar R$ 679,80 para a viagem.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 27 Jul 2024
- 10:13h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O impasse sobre a renegociação dos acordos de leniência da Operação Lava Jato ganhou mais um capítulo nos bastidores depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter estendido o prazo para os ajustes finais em mais um mês.
De um lado, o prazo adicional deu esperança para as empresas envolvidas de que poderiam melhorar as condições para os pagamentos de suas dívidas. De outro, o setor do governo Lula (PT) envolvido na negociação entende que o período extra servirá exclusivamente para discutir prazos das parcelas combinadas.
A postura frustrou as construtoras, que consideram que o governo se mostra ainda inflexível a respeito das reivindicações feitas e insensível à capacidade de pagamento de cada uma.
Até 10 de agosto, os envolvidos deverão concluir as discussões sobre o cronograma de pagamento do restante das dívidas e encaminhar os documentos com essas informações ao relator, o ministro André Mendonça --que vai então validar os termos propostos e definir os passos seguintes.
Estão na mesa de negociações a CGU (Controladoria-Geral da União) e a AGU (Advocacia-Geral da União), mas é a CGU quem encabeça as tratativas e tem definido possíveis concessões ou limites às empresas.
A expectativa das empreiteiras era a de que, com novo prazo, ponderações apresentadas no fim da primeira fase pudessem voltar à mesa de negociação.
Para representantes da União nas tratativas, no entanto, os termos gerais do acordo estão definidos e essa não é uma possibilidade aberta. Além disso, ao longo da negociação, Mendonça foi consultado sobre os termos e demonstrou concordância com o resultado alcançado até aqui.
A CGU tem feito novas reuniões com as construtoras nesta semana para debater as especificidades de cada uma delas. Os encontros individuais devem ser concluídos nos próximos dias.
As empreiteiras do grupo em renegociação têm demandas prioritárias diferentes entre si. São elas: a Metha e a Coesa (antiga OAS), UTC, Engevix, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e a Novonor (antiga Odebrecht).
Juntas, elas devem aos cofres públicos R$ 11,8 bilhões em valores corrigidos.
Os acordos foram firmados durante o auge das investigações da Lava Jato. A leniência é uma espécie de delação premiada das empresas, em que há pagamento em troca da possibilidade de continuar obtendo contratos públicos.
Construtoras e governo seguiram em conversas até o prazo final dado anteriormente por Mendonça, no dia 26 de junho, para a entrega do consenso fechado. Ao menos dois pontos foram debatidos de forma mais tensa.
Um deles envolve o uso para o pagamento da dívida dos chamados prejuízos fiscais. Eles são definidos contabilmente quando a empresa antecipa o pagamento de tributos sobre um lucro previsto, mas que depois não se concretiza. Quando isso ocorre, o governo permite que ela compense o valor em pagamentos futuros de tributos.
No fim do processo da primeira fase de negociação, as duas principais divergências eram se o uso do prejuízo fiscal seria calculado sobre o saldo restante da dívida, como quer o governo, ou sobre o valor global, como tentaram as empresas; e a respeito do índice de correção.
No acordo, ficou definido o teto para o uso dessa forma de pagamento. As empresas que pagaram uma parcela maior da dívida até aqui têm mais interesse nesse ponto. Isso porque consideram que, do contrário, os maus pagadores são premiados.
Outra discordância é a respeito da correção da dívida. Houve um desconto pela mudança de índice aplicado até o fim de maio. A correção, que era feita com juros compostos, pela Selic do Banco Central, na revisão, passou a ser feita pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Com a previsão, porém, de uso da Selic da Receita Federal, que é simples, a partir do fechamento do ciclo de renegociação.
Algumas das empresas queriam rever esse tópico para estender a revisão da correção, sob o argumento de que seguir aplicando o IPCA tornaria a dívida menos onerosa e passível de ser paga em menos tempo.
Sobre esses dois últimos pontos, o governo está irredutível e considera as reivindicações inexequíveis e superadas. Com isso, as empreiteiras entendem que será preciso um prazo mais flexível para pagamento e parcelas mais diluídas, o que pode significar um novo entrave nesta etapa da negociação.
As construtoras pretendem discutir também, dentro do debate sobre os prazos e as cláusulas, eventuais duplicidades de pagamentos, as garantias exigidas pelo governo e o tamanho das parcelas iniciais e finais.
Além disso, não desistiram por completo ainda dos temas anteriores, que quase emperraram o acordo. Sem avanço com o governo, elas devem tentar sensibilizar Mendonça sobre os pedidos. São, portanto, três questões desta etapa e outras duas remanescentes do debate anterior.
Uma demanda das empresas é avançar em discussões sobre compensações de valores para evitar que alguns pagamentos sejam feitos duas vezes. O governo, por outro lado, entende que a discussão vai demandar análises mais aprofundadas e, assim, mais tempo que o disponível agora.
Na época da Lava Jato, tanto acordos de leniências (com empresas) quanto colaborações premiadas (com pessoas) foram fechados, com diferentes órgãos públicos. Nos dois tipos de acordos, há a previsão de devolução de recursos, que podem se referir aos mesmos fatos, relatados por diferentes agentes.
Há ainda empresas que querem discutir as garantias estipuladas, previstas para o caso de os acordos serem descumpridos e cujos níveis o governo tende a ampliar.
Sobre a curva de pagamentos, as empresas argumentam que, como estão em dificuldades financeiras, o ideal é ter parcelas menores no início e deixar as mais pesadas para o fim, quando esperam estar restabelecidas. Elas acreditam que vão conseguir avançar sobre esse ponto, mas não tanto quanto gostariam.
A CGU indicou o prazo de cerca de 20 anos para as empreiteiras quitarem as dívidas. O governo também determinou que cada uma delas contratasse outra empresa para fazer um estudo independente da capacidade de pagamento delas as projeções estão sendo usadas por elas para as conversas atuais com o órgão.
- Bahia Notícias
- 27 Jul 2024
- 08:16h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O edifício-sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, foi atingido por um incêndio na manhã deste sábado (27) que mobilizou dezenas de bombeiros. A forte fumaça chamou atenção no Setor de Autarquias Sul. Ainda não há informações sobre a causa do incêndio, de acordo com o Metrópoles.
Em nota, a OAB explicou que as chamas tiveram início no 3º andar, mas a fumaça se espalhou pelo prédio, “dando a impressão de que o incêndio ocorreu no último andar”. O Corpo de Bombeiros informou, por volta das 10h, que o incêndio foi controlado.
- Bahia Notícias
- 26 Jul 2024
- 14:18h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) comemorou nesta quinta-feira (25) a inclusão da proposta de taxação de super-ricos no comunicado do G20 e classificou a aprovação de uma declaração sobre tributação internacional como uma "conquista moral".
O chefe da equipe econômica reconheceu, contudo, que o avanço desse tipo de proposição na agenda global tem avanço "relativamente lento", citando o chamado pilar 1 da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), relativo à taxação a grandes multinacionais, que está em discussão há quase uma década nos fóruns mundiais.
"É uma conquista de natureza moral, antes de mais nada. Buscar justiça tributária, evitar a evasão fiscal, reconhecer que existem procedimentos e práticas inaceitáveis num mundo com tanta desigualdade, com tantos desafios, e buscar reparar essa injustiça se debruçando sobre um assunto que, a julgar pela manifestação de 20 países, os mais ricos do mundo, esse tema é importante, eu não penso que isso seja pouco", afirmou. As informações são da Folha de S. Paulo.
Haddad admitiu que houve resistência em alguns pontos por parte dos negociadores, mas disse ter ficado satisfeito com o apoio recebido pelo Brasil. Ele afirmou ainda que houve um reconhecimento de que é preciso avançar na questão tributária em todo o mundo.
"Obviamente que há preocupações e ressalvas, há preferências por outras soluções, mas ao final todos concordamos que era necessário fazer constar essa proposta, como uma proposta que merece a atenção devida e a mobilização dos organismos internacionais e do próprio G20 para que, mesmo quando o Brasil deixar a presidência, esse tema não perca centralidade, esteja na agenda econômica da tributação internacional." A partir de dezembro, o G20 será presidido pela África do Sul.
De acordo com Haddad, o documento dedicado exclusivamente à discussão tributária e o comunicado mais amplo sobre diversos aspectos da economia global serão publicados simultaneamente nesta sexta-feira (26).
"Deixa-se tudo para o final, porque muitas vezes uma palavra ou outra pode sofrer alteração e ninguém quer divulgar um documento que possa ainda passar por uma pequena revisão de ordem técnica ou de redação", disse.
O texto negociado não deve conter uma promessa de implementação de um sistema para tributação internacional de super-ricos. Em um tom mais brando, deve reafirmar o compromisso dos países com a promoção do "diálogo global sobre tributação justa e progressiva", incluindo "indivíduos com patrimônio líquido ultraelevado.
O Brasil defende a proposta elaborada por Zucman, que prevê um imposto global de 2% sobre o patrimônio de cerca de 3 mil super-ricos —o que corresponde a US$ 250 bilhões (cerca de R$1,4 trilhão) de potencial de arrecadação por ano.
Durante o processo, o país precisou fazer concessões para conseguir incluir no texto uma menção, sem promessas, à chamada taxação dos super-ricos, principal bandeira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na trilha de finanças do G20. O bloco é composto pelas 19 principais economias do mundo, a União Europeia e a União Africana.
- Por Stéfanie Rigamonti | Folhapress
- 26 Jul 2024
- 12:13h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em um raro momento de crítica pública ao governo atual, o ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (25) que o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva "chutou o balde" com o fim do teto de gastos.
Durante evento da Avenue com investidores em São Paulo, Guedes evitou fazer referências diretas ao governo atual, mas teceu várias críticas aos métodos adotados pela gestão Lula, fazendo distinção entre a social-democracia e a liberal-democracia -que é defendida pelo economista.
Fazendo um retrospecto das políticas no campo fiscal na história recente, Guedes disse que os tucanos, em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e sua equipe, instituíram a regra de superávit primário, mas que ela não foi eficiente por ser uma medida de longo prazo que não faz frente a períodos de crise.
O ex-ministro então citou o teto de Gastos adotado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Segundo Guedes, a regra ajudou o Brasil "um pouco", mas ela também não foi suficiente para períodos de necessidade de alta de gastos, como foi na pandemia de Covid.
"Como você vai respeitar o teto se você é obrigado a combater uma doença?", questionou. "Então, a gente criou um 'teto retrátil'. Abre o teto, bota a cabeça de fora; acabou a tempestade, bota a cabeça para dentro e baixa o teto de novo. Foi o que nós fizemos. O déficit foi lá em cima e voltou de novo", justificou o ex-ministro sobre os furos ao teto da gestão Bolsonaro.
Segundo levantamento do economista Bráulio Borges, pesquisador do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), feito a pedido da BBC News Brasil, os gastos do governo Bolsonaro acima do teto somaram R$ 794,9 bilhões de 2019 a novembro de 2022.
Ao tocar no assunto, Guedes disse que o governo atual foi para uma direção contrária. "Assim que o governo chegou, tirou o teto, tirou tudo, e falou: 'vou chutar o balde, vou fazer o que eu quiser. Aí foi para o outro extremo", disse.
O ex-ministro fez questão de frisar que não estava fazendo críticas ao governo atual, mas sendo teórico e "socrático". Depois, pediu desculpas à plateia por não poder ser mais aberto em sua análise, justificando que aprendeu com o tempo que é preciso ser mais cuidadoso com as palavras.
"Quando eu era um economista jovem, eu podia falar abertamente, rasgado. Hoje eu tenho responsabilidade, passei por lá, vi as coisas, vi as dificuldades. Vi injustiças, ainda vejo injustiças. Agora, muita gente boa ajudando a fazer a coisa certa. E como em qualquer lugar do mundo, tem sempre aquela gente disposta a colocar fogo no parquinho", disse.
Por meio de perguntas, Guedes questionou a plateia se o governo atual estava diminuindo ou aumentando gastos e quais os efeitos disso para os juros. Sem falar do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o economista também comentou a elevação de arrecadação como meio de equilibrar as contas públicas.
"Na hora que o excesso de gasto começa a pressionar aumento de impostos, aí fica todo mundo irritado, aí vem endividamento em bola de neve, juro alto, fica todo mundo irritado de novo. Vai ter uma hora que vão falar: 'espera aí, se você é um social-democrata e quer gastar mais, aumenta os impostos e explica por que está aumentando os impostos'", afirmou.
Guedes criticou o inchaço do Estado e disse que o governo precisa se responsabilizar por assuntos como segurança pública, não por fazer "chapa de aço". O ex-ministro defendeu que o governo faça desinvestimentos e privatize empresas públicas.
Ele afirmou, ainda, que "quando o Estado começa a ficar grande demais, ele caminha para o totalitarismo", controlando a verba de publicidade da mídia e perseguindo pessoas. O economista também voltou a defender uma aliança entre liberais e o conservadorismo para limitar o poder do Estado.
Guedes, por fim, defendeu como solução para o equilíbrio fiscal, um problema histórico do Brasil, segundo ele, a criação de uma meta de dívida pública. Para o ex-ministro, essa deve ser uma regra que precisa valer para qualquer governo, independentemente do viés econômico.
O economista defendeu que haja uma regra obrigando os governos a desestatizarem, desalavancarem e desobrigarem o Estado de gastos se houver estouro da meta de dívida.
"Não preciso cortar gastos, só não posso deixar subir", disse. "Em situação de crise, eu sou obrigado a fazer isso. 'Ah, mas acabou tudo [a crise] de novo'. Ok, pode até criar mais quatro estatais aí, se tiver juros baixinhos, economia crescendo e a dívida pública na faixa de baixo, cria aí estatal", completou.
- Por Fernando Duarte / Mauricio Leiro / Gabriel Lopes
- 26 Jul 2024
- 10:10h
Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia | Foto: Divulgação
Quatro das 10 maiores cidades da Bahia não receberam valores de parlamentares através das transferências especiais em 2024. Segundo dados levantados pelo Bahia Notícias, os deputados e senadores baianos não destinaram nenhum centavo via "emendas pix", como são popularmente conhecidas, aos municípios de Feira de Santana, Ilhéus, Porto Seguro e Barreiras.
As cidades ocupam, respectivamente, as posições de 2ª, 8ª, 9ª e 10ª no ranking de mais populosas do estado. Considerando números do último censo demográfico realizado pelo IBGE, Feira possui 616.279 habitantes; Ilhéus tem 178.703 moradores; Porto Seguro aparece com 167.955 residentes e Barreiras chega a 159.743.
Ainda dentro do "top 10", os municípios que receberam recursos através das emendas pix são: Salvador, Vitória da Conquista, Camaçari, Juazeiro, Lauro de Freitas e Itabuna.
O levantamento feito pelo Bahia Notícias também aponta que 185 municípios baianos foram agraciados com recursos oriundos das emendas mencionadas. O número representa 44,3% do total de cidades do estado que possui 417 cidades ao todo.
As transferências especiais estão em alta no Congresso Federal desde o início do mês de julho, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou mais de R$ 4 bilhões em repasses da modalidade.
O recurso funciona como uma modalidade de emenda individual usada por deputados e senadores. O valor é repassado diretamente aos cofres do governo, seja municipal ou estadual, sem necessidade de apresentar um projeto ou detalhar a área em que a verba será aplicada.
Na Bahia, o município que lidera o ranking de repasses dos parlamentares baianos é Coração de Maria, com montante que chega a R$ 20,3 milhões. Considerando que a população da cidade é de 26.692 pessoas, conforme censo do IBGE de 2022, o valor pago por habitante é de R$ 759,87.
- Por Mateus Vargas | Folhapress
- 25 Jul 2024
- 14:38h
Foto: Reprodução / Instagram
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desistiu nesta quarta-feira (24) de enviar técnicos para acompanhar as eleições na Venezuela após o ditador Nicolás Maduro questionar, sem provas, o sistema eleitoral do Brasil.
Maduro afirmou, em comício na noite de terça-feira (23), que as eleições no Brasil, Estados Unidos e Colômbia não são auditadas. Disse ainda que o "o melhor sistema eleitoral do mundo" é o venezuelano."
"Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo", disse o TSE em nota divulgada na noite desta quarta (24).
"A Justiça Eleitoral brasileira não admite que, interna ou externamente, por declarações ou atos desrespeitosos à lisura do processo eleitoral brasileiro, se desqualifiquem com mentiras a seriedade e a integridade das eleições e das urnas eletrônicas no Brasil", afirmou ainda o tribunal.
O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela fez ao TSE convite para dois técnicos acompanharem as eleições do país, marcadas para este domingo (28). O tribunal chegou a recusar o convite, mas havia decidido enviar os servidores na condição de convidados internacionais.
O ataque de Maduro ao sistema brasileiro ocorreu um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que está assustado com declarações do venezuelano sobre um "banho de sangue" caso ele seja derrotado nas eleições.
Maduro voltou a provocar Lula nesta quarta (24), citando o Brasil durante uma entrevista coletiva. "Temos fronteiras e boas relações com Colômbia, Brasil e o resto do Caribe. Boas relações, ou seja, ninguém deve se meter nos assuntos internos da Venezuela, porque nós não nos metemos nos assuntos internos de ninguém", disse Maduro.
- Por Ana Cora Lima| Folhapress
- 25 Jul 2024
- 12:13h
Foto: Divulgação / Globo
Arthur Aguiar, 35, usou as redes sociais para denunciar uma influencer que estaria mandando para a namorada, Jheny Santucci, supostas trocas de mensagens dela com o ator. O campeão do BBB 22 contou ter registrado um boletim de ocorrência contra a mulher, que ele não quis identificar: "Não vou dar palco. Não vou falar o nome porque é o que ela gostaria que eu fizesse. É muito sério o que ela fez contra mim".
Aguiar anunciou que já registrou um boletim de ocorrência por divulgação de fake news e está reunindo provas para que a influencer responda por outros crimes. "Ela vai responder na Justiça. Entrei com um pedido para Meta [empresa responsável pelo Instagram] para que ela se pronuncie e mostre que nunca existiu esse diálogo", disparou. "Estou também levantando material para denunciá-la por danos morais".
Arthur publicou vários stories na noite desta terça-feira (23) para mostrar que o vídeo era falso, atentando a detalhes da tela no celular. Ele apontou os níveis diferentes da bateria do aparelho durante a suposta troca de mensagens. "Foi bem feito, inclusive quase acreditei", ironizou o também cantor.
Ele também alertou sobre a possibilidade de simular as vozes das pessoas, por isso, há um áudio na conversa. "Fiz questão de vir aqui gravar e mostrar para vocês a diferença de um vídeo real para um vídeo montado como o dela."
Ele então terminou: "Ela cometeu um crime, aliás, eu perdi um trabalho hoje por conta dessa palhaçada dela, isso também vai estar no processo".
- Bahia Notícias
- 24 Jul 2024
- 16:35h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
O ex-BBB Davi Brito está de "nave" nova. Dono de um Chevrolet S10 e Chevrolet Trailblazer, ambos conquistados dentro do Big Brother Brasil 24, o baiano adquiriu um novo veículo que equivale a 15,06% do valor que ele ganhou no reality show global.
A escolha de Davi foi uma Hilux SW4 2024 zero km, no valor de R$ 400 mil, adquirida na concessionária DuBoss Motors, localizada em Lauro de Freitas e especializada em veículos de luxo. A novidade foi anunciada pela própria empresa nas redes sociais. "Hoje tivemos o prazer de receber o campeão Davi, que adquiriu uma linda nave!", informou a loja.
A gafe cometida pelo ex-BBB ficou na divulgação do vídeo da compra. Ao mostrar a visita ao espaço e a negociação do carro, Davi deixou parte do contrato ser filmado e com isso acabou revelando o próprio documento de identificação, além de revelar que vendeu um veícullo para comprar o novo.
Esta é a segunda "gafe" tecnológica envolvendo o ex-BBB. A primeira gerou polêmica e colocou fim no affair do ex-motorista por aplicativo com a dançarina Tamires Assis. Na ocasião, Davi usou a foto de um termômetro que encontrou no Google para dizer que estava doente.
ALTO INVESTIMENTO EM IMÓVEIS E CARROS
Em entrevista ao Bahia Notícias durante o São João da Bahia, o ex-BBB afirmou que o desejo dele é seguir no ramo de investimentos. O baiano, que anunciou uma casa para temporada em Barra do Jacuípe a partir de R$ 3 mil, o final de semana, comprou um apartamento e afirmou que este é o mercado em alta no momento.
Para o ex-motorista por aplicativo, desta forma ele irá conquistar a estabilidade financeira que tanto sonha, mesmo após conquistar mais de R$ 2 milhões no reality.
“Acho que é o maior investimento que a gente pode estar fazendo hoje aí, é o ramo imobiliário, que é uma coisa que a gente não perde, né? Então, esse é o barco para tentar tocar a minha vida aqui para adiante. Esse ramo de imobiliário e empresarial e galgar a minha vida aos pouquinhos. Quem sabe lá na frente para ter uma estabilidade, para poder dar o melhor a toda a minha família.”
- Bahia Notícias
- 24 Jul 2024
- 14:10h
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz
Uma criança, de quatro anos, morreu após sofrer um espancamento em Alcobaça, no Extremo Sul baiano. O sepultamento do garoto Henry Miguel Langkamer Trindade deve ocorrer nesta quarta-feira (24).
A morte do garoto ocorreu na segunda-feira (22) após ele ser transferido para o Hospital Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, na mesma região. Antes do falecimento, ele teve confirmada a morte cerebral.
Segundo a TV Santa Cruz, a mãe e o padrasto do garoto foram presos suspeitos pelo espancamento após levarem a criança desacordada para uma unidade de saúde.
O garoto tinha sido levado ao local com hematomas pelo corpo, sangramento na boca e sinais de pancadas na cabeça.
- Por Aguirre Talento e Mateus Coutinho | Folhapress
- 24 Jul 2024
- 12:20h
Foto: Arquivo/ Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-deputado federal Roberto Jefferson (sem partido) pagou R$ 39,5 mil para consertar a viatura da Polícia Federal contra a qual ele disparou 42 vezes em 2022, quando agentes da corporação cumpriram uma ordem de prisão contra o político no Rio de Janeiro.
O ex-deputado foi intimado pela Justiça a bancar o valor do conserto, após a PF encaminhar um laudo pericial que aponta 42 disparos de Jefferson no veículo: 25 no teto, 14 no para-brisa, dois na lateral e um no capô.
Foi necessário, ainda, trocar as luzes (giroflex), o forro do teto e do para-brisa, além de fazer nova pintura e lanternagem e reparar ar-condicionado e no motor.
A defesa do ex-congressista não questionou os valores. Ele quitou a Guia de Recolhimento da União no valor do conserto em 9 de julho, como consta o comprovante de pagamento apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Jefferson disparou contra o veículo e agentes da PF ao receber ordem de prisão em sua casa, em Comendador Levy Gasparian (RJ). O episódio ocorreu em outubro de 2022, uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais.
Ele era um dos aliados de Jair Bolsonaro (PL), que tentou se afastar do ex-congressista após o imbróglio. A campanha do então mandatário, entretanto, ficou na defensiva após o episódio.
O pedido de prisão à época foi motivado por descumprimento de ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ex-deputado estava em prisão domiciliar e proibido de utilizar as redes sociais, mas publicou vídeo com ofensas à ministra Cármen Lúcia, também do Supremo. Moraes, então, determinou que ele voltasse à reclusão.
Jefferson continua em prisão preventiva desde então. O último pedido de soltura apresentado por sua defesa foi protocolado no STF em 21 de julho e ainda não foi analisado por Moraes, responsável pelo processo envolvendo o ex-deputado.
- Bahia Notícias
- 23 Jul 2024
- 18:29h
Foto: Reprodução Redes Sociais / Luan Santana
A internet entrou em polvorosa na noite desta segunda-feira (22) após o cantor Luan Santana postar uma sequência de cinco fotos com a noiva Jade Magalhães. Em uma fotos, ele aparece beijando a barriga da moça, sugerindo que um bebê está a caminho.
Apenas 25 minutos após as fotos viralizarem, mais de 70 mil pessoas já haviam comentado. A maioria das mensagens eram de felicitações ao casal pelo primeiro bebê.
O fato intrigante, no entanto, é que nem Luan, nem Jade escreveram legendas nas fotos, deixando os fãs felizes e, ao mesmo tempo, ansiosos por uma confirmação.
Em contato com a assessoria do cantor, o portal LeoDias confirmou a gravidez e descobriu que o casal está no quarto mês de gestação. Luan Santana e Jade Magalhães ainda não se pronunciaram por comunicado escrito ou vídeo.
- Por Danielle Castro | Folhapress
- 23 Jul 2024
- 16:26h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O CFM (Conselho Federal de Medicina), a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) solicitaram à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância) o fim da suspensão do uso do fenol no país.
As entidades protocolaram na última sexta-feira (19) um documento no qual apresentam evidências científicas da eficácia da substância no tratamento contra dor em diversas doenças, como câncer e neuralgia do trigêmeo, desde que aplicada por profissionais médicos. O relatório pede com urgência a revogação da Resolução 2384/24 de 25 de junho, que suspendeu o uso da substância.
O pedido das entidades inclui "cerca de 200 referências bibliográficas que comprovam cientificamente os diferentes usos seguros atribuídos ao fenol, desde que feito em obediência a normas e protocolos médicos estabelecidos". Usado por especialidades como urologia, neurologia, otorrinolaringologia, coloproctologia, oncologia e dermatologia, o fenol se destaca por suas finalidades "antissépticas e cauterizantes", diz o documento.
Não há prazo para um retorno sobre o pedido, mas o CFM e os conselhos já estiveram em reunião com a diretoria da Anvisa e estão em contato com o órgão para que haja celeridade na retomada do fenol. Para eles, a regulação da compra e dos usos do produto são alternativas melhores para lidar com os riscos da aplicação indevida.
"O que nós defendemos é que este procedimento de suma importância seja feito em ambiente adequado para segurança do paciente e com prescrição médica. Não podemos prejudicar os pacientes não fazendo uso desse produto", afirmou o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo.
Além do rejuvenescimento prometido pela técnica de peeling, o fenol também é indicado para grandes tumores, sangramentos internos de proctologia e manejo de dores crônicas, como dor de membros fantasma, na próstata, miofascial e cística ou otalgia.
Em todos eles, incluindo o tratamento dermatológico estético, a recomendação das entidades médicas é que a aplicação seja feita por profissionais que conheçam as contra indicações e possíveis efeitos adversos.
"Os cirurgiões plásticos e diversas especialidades têm o direito de continuar usando [o fenol em tratamentos]. Suspender, como foi feito, é como dizer que esses médicos fizeram errado a vida toda, quando isso não é verdade", diz Heitor Gonçalves, presidente da SBD.
Gonçalves reforça ainda que o fenol deve ser aplicado apenas por um médico habilitado, mas, apesar de invasivo, às vezes é a alternativa mais segura para o paciente. "Na dermatologia, por exemplo, para dor intensa da hidradenite supurativa [processo inflamatório crônico], às vezes é necessário usar derivados de morfina, que causam dependência, mas o fenol regride sem esse efeito", diz Gonçalves.
Ele cita também o fenol como indicação de primeira escolha que simplifica procedimentos e evita riscos cirúrgicos em casos como remoção de verrugas persistentes recidivantes, matrizes de unhas ou granulomas na parte interna da boca causados por doenças como a infecção por HIV.
O QUE É PEELING DE FENOL
O tratamento estético com fenol pode ser feito por cirurgiões plásticos e dermatologistas especializados na técnica, em hospital ou ambulatório monitorado. A aplicação é feita em etapas para evitar altas concentrações e sobrecarga do coração, sendo indicada apenas para peles claras ou de baixa melanina.
O uso do peeling de fenol para rejuvenescimento da face começou na década de 1960, mas ganhou fama no Brasil com a técnica menos tóxica do médico José Kacowicz, consistindo em uma remoção química de camadas profundas de pele.
O pós-operatório é bem doloroso e semelhante à recuperação por uma queimadura profunda. O procedimento remove rugas, cicatrizes e manchas. O custo depende do tamanho da área que passa pela aplicação e fica na casa das dezenas de milhares de reais (podendo ultrapassar os R$ 30 mil).
MORTE DO EMPRESÁRIO POR USO DE FENOL
A decisão da Anvisa de suspender o uso de fenol ocorreu após a morte do empresário Henrique Chagas, 27. Ele fez o procedimento na clínica da influenciadora Natalia Fabiana de Freitas Antonio, que se apresenta como Natalia Becker. Ela não tem formação médica e aprendeu a aplicar o produto depois de fazer um curso online.
O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Chagas teve uma parada cardiorrespiratória após um edema pulmonar agudo provocado pela inalação de fenol.