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CBF critica punição da Conmebol em caso de racismo contra jogadores do Palmeiras

  • Bahia Notícias
  • 10 Mar 2025
  • 12:21h

Foto: Divulgação/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestou indignação com a decisão da Comissão Disciplinar da Conmebol sobre os atos de racismo cometidos por torcedores do Cerro Porteño (PAR) contra os jogadores Luighi e Figueiredo, do Palmeiras, durante a Libertadores Sub-20.

Em nota oficial divulgada neste domingo (9), a entidade destacou a ineficácia da punição aplicada, considerando-a insuficiente para combater a discriminação racial. A CBF também criticou o fato de a penalidade atingir apenas a equipe sub-20 do clube paraguaio, que está perto de deixar a competição, tornando a sanção ainda menos relevante.

A entidade reforçou seu compromisso com a tolerância zero contra atos discriminatórios e afirmou que tomará todas as medidas cabíveis diante da falha da Conmebol em seguir o Protocolo Global Antirracismo da FIFA, que é de cumprimento obrigatório desde maio de 2024.

Governo Lula expande publicidade e pode alcançar R$ 3,5 bi em contratos

  • Por Mateus Vargas | Folhapress
  • 10 Mar 2025
  • 10:30h

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Os contratos de publicidade de ministérios, bancos e estatais no governo Lula (PT) podem alcançar R$ 3,5 bilhões neste ano, após a conclusão de licitações que estão abertas para a seleção de agências de propaganda.

A expansão ocorre no momento em que o presidente tenta reverter a queda de popularidade de seu governo. Em janeiro, Lula mudou o comando da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência após criticar publicamente o trabalho da pasta.

O petista deseja ainda ampliar a divulgação de programas que pretende emplacar como marcas do terceiro mandato, como os programas Pé-de-Meia, do Ministério da Educação, e Mais Acesso a Especialistas, do Ministério da Saúde.

Os órgãos públicos ligados ao governo federal argumentam que a expansão dos contratos de publicidade melhora a transparência e a promoção de informações sobre as políticas públicas, com a divulgação das ações tocadas por ministérios e estatais.

O valor total da previsão de gastos com publicidade considera 21 órgãos ligados ao governo federal que têm contratos já firmados com agências de propaganda ou licitações abertas. Entre eles, há quatro seleções em andamento que somam cerca de R$ 700 milhões.

A principal disputa é pela conta de R$ 380 milhões dos Correios, estatal que deixou de investir em propaganda em 2019. Agora, a empresa afirma que deseja "reposicionar a marca" e que disputa o mercado nacional de encomendas e logística com grandes companhias, "inclusive multinacionais que investem fortemente em publicidade".

O contrato dos Correios só será inferior aos do Banco do Brasil (R$ 750 milhões), da Secom (R$ 562,5 milhões) e da Caixa (R$ 468,1 milhões). A menor conta desse grupo é a da Infraero, que prevê investimento de R$ 7 milhões por ano.

No fim da gestão de Jair Bolsonaro (PL), os contratos de publicidade dos órgãos federais somavam cerca de R$ 2,5 bilhões em valores corrigidos pela inflação. Esta cifra considerava as contas de R$ 83 milhões da Eletrobras e da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), que foram privatizadas em 2022.

O valor dos contratos leva em conta uma previsão do total que pode ser gasto pelos órgãos. Por isso, essa cifra costuma ser maior do que a verba efetivamente desembolsada, que depende dos planos de propaganda e da demanda por publicidade.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, por exemplo, destinou R$ 90,3 milhões para publicidade em 2024, embora o contrato da pasta tivesse uma previsão de despesas de até R$ 120 milhões por ano.

Além dos Correios, outros órgãos decidiram investir em publicidade sob Lula.

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) assinou recentemente um contrato de R$ 40 milhões, dividido por duas agências. O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) fez um acordo de R$ 10 milhões.

Antes dessas contratações, os dois órgãos não possuíam contas de publicidade.

No caso específico da Petrobras, o levantamento da Folha considerou os valores efetivamente investidos pela empresa em publicidade em 2022 e 2024, em vez da cifra fixada no contrato. A razão é que a estatal não utiliza um contrato de valor anual, mas um acordo de prazo mais longo com as agências.

Em julho de 2022, a Petrobras assinou um contrato de 900 dias, no valor de R$ 375 milhões, com duas agências. Este acordo foi renovado em janeiro de 2025, pelo mesmo período, com previsão de investimentos de mais R$ 474,25 milhões.

De forma geral, as verbas de publicidade são utilizadas na produção das propagandas e, principalmente, na compra de espaço em veículos de comunicação. As agências ficam com um percentual do valor das campanhas.

Sob Lula, veículos do Grupo Globo se consolidaram como principais escolhas do governo para anúncios publicitários. A empresa chegou a ser a terceira colocada em verbas publicitárias no governo Bolsonaro, atrás da Record e do SBT.

O TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu, em 2020, que faltavam critérios técnicos na distribuição das verbas a TVs abertas pelo governo Bolsonaro. Nos anos seguintes, a Globo voltou a liderar o ranking da publicidade federal, ainda que próxima da Record.

Em outubro passado, o tribunal citou novas falhas e determinou que sejam incluídos mecanismos para estimar melhor os custos e o retorno das propagandas. O processo avaliava as "campanhas publicitárias vultosas financeiramente" da Secom.

CAMPANHAS VISAM INFORMAR SOCIEDADE E DIVULGAR DIREITOS, DIZ SECOM

Procurada, a Secom afirmou que as suas campanhas de mídia seguem a tarefa institucional da pasta de "dar amplo conhecimento à sociedade das políticas e programas do Poder Executivo Federal" e de "divulgar direitos", entre outros pontos.

Em nota, o MEC afirmou que os recursos direcionados para propaganda "refletem a expansão das novas políticas educacionais" e que o orçamento da pasta também subiu 40% em relação a 2022. O ministério comandado por Camilo Santana (PT) tem uma licitação aberta que deve elevar a R$ 140 milhões o contrato anual de publicidade, hoje de R$ 27,4 milhões.

A Caixa disse que é a principal parceira do governo federal na operacionalização de políticas públicas e que desenvolve atividades comerciais "que requerem à instituição se manter competitiva frente aos concorrentes, inclusive com relação à publicidade".

"Os investimentos do banco nessa área observam rigorosamente os limites legais e orçamentários e são compatíveis com o porte e a complexidade de seus negócios", disse a instituição.

O Banco do Brasil afirmou que possui contratos "compatíveis" com a atuação no "acirrado mercado financeiro" nacional e internacional. Ainda afirmou que mede a participação das campanhas publicitárias no seu resultado financeiro.

"Por exemplo, em uma dessas operações, a cada R$ 1 investido em publicidade apuramos R$ 1.200 em resultado financeiro, para além de outros critérios, como formação de imagem da marca", disse.

Já o Inmetro disse que, apesar de o contrato ter um valor de R$ 40 milhões, a previsão de gastos com publicidade neste ano é de R$ 10 milhões.

"As campanhas publicitárias têm caráter preventivo e educativo, buscando esclarecer a sociedade sobre o correto manuseio, exposição e comercialização de produtos e serviços, de forma a reduzir riscos à segurança da população e coibir crimes contra a economia popular, com fraudes e irregularidades", disse o instituto.

O Serpro declarou que atua em mercado concorrencial e que 70% das ações de marketing serão voltadas aos "desafios mercadológicos".

"Isso significa cobrir um portfólio de mais de 80 soluções, enquanto os 30% restantes são direcionados para o fortalecimento da marca institucional", afirma o órgão. Na licitação para escolha de agências, o Serpro também citou que deve realizar uma campanha publicitária sobre os seus 60 anos.

Dólar e Bolsa sobem, com dados de emprego dos EUA e PIB do Brasil em foco

  • Por Folhapress
  • 08 Mar 2025
  • 16:24h

Foto: Ahmad Ardity / Pixabay

O dólar apresenta alta nesta sexta-feira (7), à medida que os investidores avaliam os dados do relatório de emprego "payroll" (folha de pagamento, em inglês) dos Estados Unidos.

Na cena doméstica, o foco está no PIB (Produto Interno Bruto) de 2024. A economia brasileira perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou o último ano com alta de 3,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Às 14h10, a moeda norte-americana subia 0,54%, cotada a R$ 5,790. Já a Bolsa tinha forte alta de 0,93%, a 124.507 pontos.

Os EUA abriram 151 mil postos de emprego em janeiro, de acordo com o Departamento do Trabalho. O número veio ligeiramente abaixo das 160 mil vagas esperadas em pesquisa da Reuters, mas representa um aumento em relação às 125 mil abertas em janeiro, em dado revisado para baixo.

A taxa de desemprego, por outro lado, subiu para 4,1%, ante expectativa de manutenção dos 4% do mês anterior.

Esse é o primeiro relatório de emprego da gestão Donald Trump. A política comercial do republicano, até agora marcada por constantes idas e vindas, e os cortes de gastos do governo federal têm criado incertezas sobre a trajetória da economia e do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Segundo economistas, o vai-e-vém do "tarifaço" está dificultando o planejamento futuro dos empregadores. Sinal disso é a deterioração da confiança das empresas e dos consumidores desde janeiro, que apagou todos os ganhos obtidos após a vitória eleitoral de Trump em novembro.

Principal dado do dia, o payroll é analisado de perto por ser um dos termômetros para a política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). A autoridade norte-americana pausou os cortes na taxa de juros no início do ano sob o argumento de resiliência do mercado de trabalho e persistência da inflação acima da meta.

Para André Valério, economista sênior do Inter, o relatório indicou "solidez do mercado de trabalho americano, sem nenhuma indicação de que uma recessão é iminente, como o mercado passou a precificar nas últimas semanas em meio às incertezas das tarifas".

"A tendência ainda é de acomodação gradual, com setores cíclicos perdendo força na margem. O dado de hoje reforça a visão de que o Fed manterá a taxa de juros no atual patamar na próxima reunião do dia 19."

Para a reunião de maio, porém, operadores precificam chances de 45% de uma redução de 0,25 ponto percentual, que levaria os juros à banda de 4% e 4,25%. As estimativas são da ferramenta CME Fed Watch.

Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, pontua que o relatório "não indica um enfraquecimento abrupto da economia" e está "condizente com a ideia de pouso suave do mercado de trabalho", mas não ajuda a diminuir as preocupações com sinais de desaceleração que podem ter escapado do período de coleta da pesquisa.

"O período do relatório se encerrou na semana anterior aos desligamentos em massa do governo federal, então o número de março corre riscos de ter uma leitura bem mais fraca em relação à de fevereiro. Além disso, indicadores recentes têm apontado para um princípio de enfraquecimento do consumo doméstico e para um cenário de negócios também bastante incerto, em função das mudanças das políticas comerciais americanas."

As expectativas se voltam, agora, ao discurso desta tarde do presidente do Fed, Jerome Powell, que pode indicar qual é a visão da autoridade monetária sobre a atual conjuntura econômica.

Os planos tarifários de Trump têm sido a tônica dos últimos meses. Na quinta, depois de adiar a implementação de tarifas de importação a montadoras do Canadá e México em um mês, Trump fez mais um grande recuo na política comercial.

Agora, produtos mexicanos e canadenses em conformidade com as regras do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), de 2020, estarão isentos de tarifas por mais um mês, até 2 de abril. É a mesma exceção aberta na véspera aos veículos importados, requerida pelos CEOs das montadoras General Motors, Ford e Stellantis em ligação com o republicano.

A legislação USMCA impõe regras de conteúdo de toda a América do Norte para acesso livre de tarifas ao mercado dos EUA.

Os recuos de Trump fortalecem a tese de que as tarifas têm sido usadas como ferramenta de barganha, mas ainda inspiram cautela.

"O mercado não tem medo de notícias ruins; o mercado tem medo do escuro. Os anúncios das tarifas lembram o conto do 'Menino que Gritava Lobo', onde o menino mentia sobre um lobo que comia as ovelhas e, quando ele de fato comeu, ninguém acreditava mais no menino", diz Davi Lelis, especialista e sócio da Valor Investimentos.

"Trump anuncia tarifas, depois suspende. Anuncia e suspende. Depois de várias vezes nessa dança, essa estratégia começa a perder a elasticidade e a não ter o mesmo impacto no mercado. Perde a eficácia. Há muita volatilidade, especialmente no câmbio, mas os anúncios de tarifas não têm atingido o mercado com tanta contundência quanto nas primeiras vezes."

O dólar disparou no final do ano passado sob a sombra das ameaças tarifárias. Isso porque o aumento de tarifas, além de estimular uma guerra comercial ampla, tem o potencial de encarecer o custo de vida dos norte-americanos, o que pode comprometer a briga do Fed contra a inflação e forçar a manutenção da taxa de juros em patamares elevados.

Quanto maiores os juros por lá, mais atrativos ficam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os chamados treasuries, o que fortalece o dólar globalmente.

Com os recuos, os investidores estão reavaliando as posições compradas em dólar no ano passado, e a divisa tem registrado perdas firmes nesta semana.

Em menor relevância para os investidores, segundo analistas, o destaque da ponta doméstica fica com os números do PIB.

Ainda que a economia tenha desacelerado nos últimos meses do ano, 2024 fechou com alta de 3,4%. O crescimento veio após os 3,2% de 2023 e ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 3,5%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 3,2% a 3,6%.

"O dado reforça a interpretação de que a economia perdeu ritmo de crescimento, o que piora as perspectivas para 2025. Por outro lado, um crescimento menor também pode representar menores pressões inflacionárias, o que talvez leve o BC (Banco Central) a não subir a taxa de juros tão rápida e bruscamente", comenta Leonel Mattos, da StoneX.

Cármen Lúcia suspende julgamento sobre pena menor a militares por estupro de vulnerável

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2025
  • 14:22h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez um pedido em um plenário virtual e suspendeu o julgamento que defende o fim da pena menor para militares acusados de estupro de vulnerável, cuja ação foi protocolada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Procuradoria contesta a punição de 8 a 15 anos da Lei nº 14.688/2023 para militares por estupro de vulnerável. A mesma punição para as pessoas, conforme o Código Penal, é de 10 a 20 anos de reclusão. Com o pedido da ministra, o julgamento, que começaria nesta sexta-feira (7) em plenário virtual, será levado ao plenário físico, ainda sem data.

O pedido feito pela PGR foi para que a punição para estupro de vulnerável praticada por um militar seja conforme o código penal. 

A AGU, Advocacia-Geral da União, declara inconstitucional permitir que um civil seja condenado com uma pena maior que um militar, cometido o mesmo crime. 

“Não é possível imaginar uma pena mais branda aos militares que comentam crime militar de estupro de vulnerável com resultado lesão grave ou gravíssima, em cotejo à mesma reprimenda prevista na legislação penal comum”, alegou em ação.

O caso, analisado na Ação Direta Inconstitucionalidade (ADI) n 7.555, é de relatória de Cármen Lúcia. 

STF forma maioria para manter decisão de Moraes que suspendeu Rumble no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2025
  • 12:19h

Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (7), para validar a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela suspensão da plataforma de vídeos Rumble em todo o território nacional. Votaram a favor da suspensão os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, restando os votos de Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, O relator pautou o tema para ser analisado pelo colegiado entre esta sexta e a próxima sexta (14) em plenário virtual, o ambiente remoto por meio do qual os ministros depositam os votos.

A Rumble é uma plataforma de compartilhamento de vídeos canadense, com sede em Toronto, popular entre influenciadores da direita. A suspensão da plataforma no território nacional ocorreu em  21 de fevereiro e, segundo a decisão, ordens judiciais para remoção de conteúdo feitas à empresa não foram cumpridas.

A decisão foi dada na mesma semana em que o ministro se tornou alvo de uma ação conjunta em um tribunal federal americano, impetrada pelo próprio Rumble e por uma empresa de mídia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Em posicionamento similar ao adotado com relação à plataforma X, durante o ano passado, Moraes também mandou que seja indicado um representante no Brasil do Rumble.

Janones firma acordo e pagará R$ 131 mil para encerrar investigação de 'rachadinha'

  • Por Ana Pompeu | Folhapress
  • 07 Mar 2025
  • 11:45h

Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Avante-MG) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) firmaram um acordo no qual o parlamentar se compromete a pagar R$ 131,5 mil à Câmara dos Deputados como reparação de danos pelo caso das "rachadinhas" e, assim, não ser processado criminalmente.

O vice-procurador geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho enviou manifestação sobre os termos ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (6).

O parlamentar também precisará R$ 26,3 mil de prestação pecuniária, equivalente a 20% do dano aos cofres públicos.

Segundo documento protocolado nesta quinta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal), Janones admitiu a irregularidade e se comprometeu a ressarcir o dano causado.

Um trecho citado pela PGR no compromisso diz que o parlamentar confirmou expressamente que pediu a um assessor que "providenciasse um cartão de crédito adicional" em seu nome. "Esse cartão foi utilizado pelo compromissário [Janones] para pagamento de despesas pessoais durante os anos de 2019 e 2020. As respectivas faturas foram pagas pelo referido assessor, sem quitação, pelo compromissário, até o presente momento."

De acordo com os termos assinados, o acordo está restrito a?s conseque?ncias criminais e não alcanc?a eventuais reflexos na esfera ci?vel e administrativa.

Em outubro passado, a PGR propôs o chamando ANPP (acordo de não persecução penal), uma medida alternativa por meio da qual as partes estabelecem cláusulas para o investigado cumprir e evitar o processo judicial tradicional.

Janones foi indiciado pela Polícia Federal em 12 de setembro de 2024 por suspeita dos crimes de corrupção passiva, peculato e associação criminosa.

Em peça enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a PF diz que o parlamentar, que esteve na linha de frente da campanha digital de Lula (PT) em 2022, possivelmente foi beneficiário da devolução de parte dos salários de dois assessores, também indiciados.

Em um dos casos, isso teria ocorrido pelo uso por Janones de um cartão de crédito que tinha a fatura paga por meio da conta corrente de um dos auxiliares.

"Não haverá uma queda nos preços do café no estado para 2025", diz diretor da Faeb

  • Por Hugo Leite /Bahia Notícias
  • 07 Mar 2025
  • 09:20h

Foto: Divulgação / Faeb

Com a alta no preço do café, o tradicional hábito de consumir o produto ficou mais difícil. Em entrevista ao Bahia Notícias, Guilherme Moura, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), mostrou otimismo com a produção do estado para este ano, mas admitiu que os valores não devem sofrer uma redução significativa.

“A produção encontrou dificuldades neste último ano [2024], em locais tradicionais na região sudeste, sobretudo. Na Bahia, menos. Esse cenário impacta os preços globalmente. Entretanto, este ano [2025] deve ser ótimo para o produtor baiano”, explicou o dirigente.

Ele explicou como funciona a lógica singular da precificação do café. “Há uma relação direta entre o preço do grão e os valores que chegam até o consumidor final, isso é uma questão do próprio produto, não acontece com outros produtos agropecuários. Assim, não haverá uma queda nos preços do café no estado para 2025, eles tendem a permanecer altos e ainda com alguma valorização”, pontuou.

Guilherme ressaltou a importância do agro para a população. “Não é somente o aspecto alimentar, mas a roupa que vestimos, a cama que dormimos, o papel que escrevemos. Quando o campo vai bem, o impacto é positivo para todos, contudo, as intempéries climáticas afetaram os diversos produtos agropecuários”.

PRODUÇÃO BAIANA
O dirigente da Faeb comentou sobre os tipos de café produzidos no estado. “Na Bahia a produção se dá no extremo-sul com o robusta, também conhecido como Conilon, que está muito presente no varejo. E temos o Arábica, produzido na Chapada Diamantina e na região sudoeste do estado, sobretudo em Vitória da Conquista", disse.

“Há uma expectativa de crescimento tanto para o Conilon quanto para o Arábica aqui na Bahia. O clima ajuda o estado nesse início de ano. Estamos vivendo o fenômeno da La Niña, mas regra geral no estado, a safra agropecuária tende a ser melhor em 2025, e isso vale para o café. Por outro lado, na região sudeste se espera uma quebra de safra e é por isso que os preços estão altos. No Brasil, regra geral, a produção deverá ser menor”, acrescentou.

De acordo com Guilherme, a Bahia tem um papel importante no fornecimento de café no país. “O Brasil é o maior exportador cafeeiro. Entretanto, uma boa parte da produção abastece o mercado interno. E temos algumas marcas aqui no estado como a Rigno, Latitude 13 e outras que são comercializadas em todo o país”.

Segundo o dirigente, o café baiano, além de ser uma referência nacional de qualidade, já ganha fama no exterior. “O café Arábica, da Chapada [Diamantina], é exportado para diversos países, isso mostra uma excelente reputação no mercado internacional. Na Europa, a Alemanha é uma consumidora do nosso café, ele é vendido nos EUA também. Vale lembrar, que há um crescimento das exportações cafeeiras e de produtos agropecuários para o mercado asiático”.

Bolsonaro tem até quinta para apresentar ao STF sua defesa no processo sobre tentativa de golpe

  • Bahia Notícias
  • 06 Mar 2025
  • 17:20h

Foto: Marcos Corrêa/PR

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm até quinta-feira (6) para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manifestação no processo sobre a tentativa de golpe de estado. A defesa chegou a solicitar uma prorrogação no prazo desta entrega, mas o pedido foi negado. 

No último dia 18, Jair Bolsonaro foi denunciado, juntamente com outras 36 pessoas, pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de estado de 2022. Ele foi acusado de ser o líder da organização.

Os advogados do ex-presidente Bolsonaro, em documento enviado ao supremo, declararam que não tiveram acesso total aos autos e que isso poderia prejudicar na construção e no direito da ampla defesa.

“A dificuldade de obter o que de fato pode ser considerado ‘acesso amplo’ cobra um preço alto e impagável, porque atinge direta e fatalmente o próprio exercício do contraditório e da ampla defesa”, alegou a defesa do político do PL. 

Em possível déficit, Lula suspende reajuste de 6% de tarifas da Itaipu

  • Bahia Notícias
  • 06 Mar 2025
  • 15:38h

oto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Diário Oficial da União publico, nesta quarta-feira (5), um decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que suspende o reajuste de tarifa de Itaipu de 6%. A assinatura do petista ocorreu na última terça-feira (4).

A medida publicada deixa à empresa responsável pela gestão de energia da usina, a ENBPar, a possibilidade de criar uma reserva técnica financeira, sempre que houver saldo positivo, para acabar mitigando variações de repasse de tarifa de Itaipu. O valor máximo de repasse será de 5% do montante anual.

O decreto ainda diz que a Agência Nacional de Energia Elétrica vai homologar o valor da reserva.

No ano de 2025, a previsão de superavit é de 1,5 bilhão de reais, dos quais 333 milhões vão ser usados para evitar aumento tarifário de 6%. O valor, caso bata esses números, seria suficiente para cobrir a diferença e manter os preços da energia estáveis.

Virginia Fonseca é criticada por 'comemorar' engajamento de post sobre internação do filho

  • Por Adrielly Souza/Bahia Notícias
  • 06 Mar 2025
  • 13:40h

Foto: Reprodução / SBT / Redes Sociais

Virginia Fonseca, influenciadora e apresentadora, está sendo criticada na internet após exibir a marca de 15 milhões de visualizações em uma publicação sobre a alta hospitalar de José Leonardo, seu filho caçula.

O bebê, de cinco meses, passou cinco dias internado com um quadro de bronquiolite. Durante o período no hospital, a influenciadora compartilhou a rotina de tratamento com seus mais de 50 milhões de seguidores e nesta quarta-feira (05), contou sobre a alta de José.

"Não sei nem expressar meu sentimento agora, foi a primeira vez desde que virei mãe que tive que passar por isso. Quando cheguei ao hospital eu só queria chorar", escreveu Virginia em sua publicação mais recente.

Nos stories, a influenciada também divulgou o engajamento de seu perfil após a postagem, destacando que ultrapassou 15 milhões de visualizações e 200 mil interações. A imagem rapidamente viralizou e gerou uma onda de críticas, com internautas acusando-a de "comemorar números enquanto mostrava o filho doente".

"Ela divulgando engajamento pras marcas disfarçadas em amor de seguidores. Ela não é boba nem nada, adora fazer o povo de otário e o povo adora ser otário", criticou @Christopher_lms.

Já @depreshows mencionou: "Expor a própria vida no nível que ela expõe já é bizarro, mas o que me deixa mais chocada é o tanto que ela expõe os filhos. A internet tá cheia de predador, e ela expondo essas crianças ao máximo. Eles não têm escolha, sinto pena".

A polêmica também trouxe à tona um episódio envolvendo Bruna Marquezine. O usuário @2022_renan lembrou: "Vocês julgaram muito a Bruna Marquezine, mas ela tava mais do que certo em não querer ter o nome associado a uma pessoa dessas".

A atriz foi assunto neste ano após rumores de que teria proibido filmagens dela no aniversário de João Guilherme, filho de Leonardo e cunhado de Virgínia.

Governo calcula perda de quase R$ 1,3 tri com renegociação de dívida dos estados

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 06 Mar 2025
  • 11:36h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A União pode abrir mão de quase R$ 1,3 trilhão de receitas financeiras até 2048 com a renegociação da dívida dos estados, aprovada por meio do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados).

Esse é o impacto potencial do texto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo cálculos do próprio Tesouro Nacional obtidos pela Folha por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

Até então, o órgão só havia divulgado dados referentes aos primeiros cinco anos de vigência do novo programa, sem dar publicidade ao impacto integral, incluindo os períodos seguintes.

Além disso, o cálculo foi feito só depois da aprovação do projeto pelo Congresso Nacional, eliminando a possibilidade de os números servirem de alerta aos parlamentares sobre o risco para as contas do país.

Embora os valores retratem a hipótese de adesão de todos os estados, quatro deles respondem, sozinhos, por 90% da dívida com a União: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Na prática, significa que seu ingresso já será suficiente para materializar a maior parte das perdas estimadas pelos técnicos.

Para chegar aos números, o Tesouro Nacional simulou as prestações devidas pelos estados sob as regras atuais e em dois cenários do Propag. Em um deles, as perdas anuais começam em R$ 30 bilhões e alcançam R$ 82,6 bilhões -seria como abrir mão de 18% a 50% do orçamento do Bolsa Família por ano.

Desde 18 de fevereiro, a reportagem tentou obter esclarecimentos adicionais sobre as projeções, mas o órgão não respondeu.

A perda de receitas financeiras não afeta o limite de despesas do arcabouço fiscal, nem o cumprimento das metas de resultado primário, mas pode impulsionar a dívida pública do país.

Hoje, a União usa esses recursos para honrar seus próprios compromissos. Deixar de recebê-los amplia a necessidade do governo federal obter financiamento do mercado financeiro para rolar sua dívida e quitar obrigações.

Do lado dos estados, a redução do endividamento pode abrir espaço para ampliar gastos. A combinação desses resultados tende a agravar a percepção de risco fiscal, afetando câmbio, juros e, consequentemente, o custo da dívida pública.

O Propag prevê duas mudanças significativas nos encargos da dívida dos estados com a União. A primeira delas é a possibilidade de reduzir os juros reais de 4% para 0% ao ano, mediante entrega de ativos ou compromisso com investimentos em áreas específicas.

A segunda é a simplificação do coeficiente de atualização monetária da dívida, que hoje segue uma fórmula complexa e resulta em uma correção ao redor de 6,5% ao ano, acima da inflação. O texto substitui essa variável pelo IPCA, que deve ficar em 5,65% em 2025, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.

O impacto de quase R$ 1,3 trilhão nas receitas financeiras da União até 2048 considera o cenário em que todos os estados façam adesão ao Propag na modalidade com juro real zero. Essa seria a opção mais vantajosa para os entes regionais.

Em outro cenário, com menos exigências e cobrança de juro real de 2% ao ano, a adesão de todos os estados implicaria uma renúncia de quase R$ 794 bilhões em receitas financeiras até 2047, segundo os dados do Tesouro Nacional.

Em ambos os casos, a União passa a ter um ganho de receitas no fim da década de 2040, quando os estados pagarão parcelas maiores que as atuais devido ao alongamento da dívida. Ainda assim, isso é insuficiente para compensar as perdas acumuladas nas mais de duas décadas que precedem essa etapa.

Para obter o benefício máximo (juro zero), os estados precisam abater 20% do saldo devedor mediante entrega de ativos, ou destinar parte do alívio a investimentos em educação, infraestrutura de saneamento, habitação, adaptação às mudanças climáticas, transportes ou segurança pública. É possível também optar por uma combinação intermediária das duas contrapartidas.

Quando fez a divulgação dos impactos do programa no período de cinco anos, o Tesouro incluiu na conta o ganho que teria com a apropriação dos ativos (como ações de empresas estatais ou imóveis), um valor equivalente a R$ 162,5 bilhões. Essa cifra é maior do que a perda de receitas verificada em cinco anos (R$ 157 bilhões). O Tesouro usou esse dado para apontar um suposto lucro com o Propag.

Mas os dados obtidos pela Folha mostram que o ganho é muito menor do que o impacto total da renegociação. Além disso, os cálculos desconsideram o fato de que esses ativos nem sempre representam dinheiro imediato, e a venda pode ocorrer por um preço distinto.

Alguns estados, por sua vez, veem obstáculos à adesão com juro zero, uma vez que a entrega de ativos depende do sinal verde da União. Mas técnicos experientes em contas públicas avaliam que o texto é abrangente e permite enquadrar gastos já realizados pelos estados nos investimentos previstos na lei. Em outras palavras, eles teriam brecha para aderir à modalidade mais vantajosa sem assumir novas obrigações.

A economista Selene Nunes, que atuou na elaboração da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e é especialista em finanças públicas, critica o fato de o Tesouro Nacional não ter divulgado o impacto integral do Propag, sobretudo durante a tramitação do projeto no Congresso.

"Eu acho importante mostrar para os parlamentares, para que eles tenham consciência do que isso representa para o país. Isso certamente impacta o mercado", diz.

Para ela, a ausência de avaliação de impacto durante a tramitação de um projeto é negativa para o cumprimento das regras fiscais. "O Brasil foi precursor de um modelo que combina regras com transparência. Se você solapa a transparência, você impede que os agentes políticos atuem no sentido de cumprir as regras, porque o impacto fica escondido."

A economista afirma que as conversas sobre a dívida dos estados partiram do pleito inicial de revisão do coeficiente de atualização monetária, considerado muito duro pelos estados. "A questão foi escalando no Congresso Nacional. Em alguns casos, a dificuldade [de pagamento] realmente é grande, mas eles alegam que o que está sendo feito por eles ainda é insuficiente. Fica muito complicado. Não dá para tratar todos com equidade e a conta é da União."

Ela ressalta que as projeções mais recentes do próprio Tesouro, que apontam dívida bruta acima de 80% do PIB (Produto Interno Bruto), não incluem os efeitos do Propag. "O que vai acontecer? Você sinaliza para o mercado que vai ter um aumento de dívida ao longo do tempo, e [não há] nenhuma iniciativa do governo para reduzir gasto."

PRAZO PARA ADESÃO AO PROPAG ACABA EM DEZEMBRO

O Propag tem como objetivo renegociar as dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. O texto foi sancionado por Lula em janeiro.

O prazo para aderir ao programa termina em dezembro de 2025.

Na sanção do projeto, Lula manteve um dispositivo que permite federalizar estatais para abater parte do saldo devedor.

Esse é um dos pilares da proposta patrocinada pelo ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que defende a federalização de estatais de Minas Gerais.

Só PSDB e outros 4 partidos no Congresso nunca integraram 1º escalão dos governos de Lula

  • Por Ranier Bragon | Folhapress
  • 06 Mar 2025
  • 09:31h

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Dos 20 partidos hoje com representação no Congresso Nacional, apenas 5 nunca integraram o primeiro escalão de nenhum dos três governos de Lula (PT), de 2003 a 2010 e de 2023 em diante.

Rival histórico do PT e seu antagonista desde os anos 1980, o PSDB é o principal deles. Depois, vêm os centro-direitistas Podemos e Avante, o centro-esquerdista Solidariedade e o oposicionista Novo.

Dos 15 partidos restantes, os que mais tiveram ministérios nos governos Lula são o próprio partido do presidente, o PT, e o MDB (chamado PMDB até 2017). As duas siglas formaram uma parceria a partir de 2004, rompida no impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e retomada em Lula 3.

Até mesmo o PL de Jair Bolsonaro foi, lá atrás, anos antes da entrada do ex-presidente em seus quadros, integrante dos governos Lula e Dilma, tendo controlado a área de Transportes do governo federal.

Nos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a sustentação de seu governo se deu principalmente pela trinca PSDB-PFL (hoje União Brasil)-MDB.

Após Lula derrotar os tucanos em 2002 e assumir o poder no ano seguinte, ele iniciou seu mandato amparado apenas no apoio do próprio partido e de outras siglas menores de esquerda, como PPS (hoje Cidadania), PSB e PDT.

Já em 2004 Lula fechou a negociação para ingresso no governo de parte do MDB, que havia sido o terceiro maior partido em número de deputados federais eleitos. Ao ser reeleito, em 2006, reforçou o papel dos emedebistas no governo, dobrando de 3 para 6 o número de ministérios da legenda. Na ocasião, os emedebistas haviam eleito a maior bancada para a Câmara.

A busca pelo MDB era uma necessidade tendo em vista que os outros dois partidos peso pesados da época, PSDB e PFL, eram essencialmente de oposição.

A relativa calmaria do segundo mandato renovou a parceria PT-MDB para o mandato seguinte, de Dilma Rousseff.

A petista teve como vice um dos principais líderes dos emedebistas, Michel Temer, além de começar o governo com seis ministros do partido.

Isso não impediu que, com a deterioração de sua relação com o Congresso e a aproximação do impeachment, os principais líderes do movimento fossem do MDB. Além do vice Temer, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que em 2015 havia vencido o candidato de Dilma para o comando da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).

No atual governo Lula, o MDB comanda três pastas. Renan Filho é o ministro dos Transportes, área que nos dois mandatos anteriores de Lula foi do PL. Simone Tebet é a titular do planejamento, pasta que em Lula 1 e 2 sempre foi do PT. Cidades, antigo feudo do PP, está com Jader Filho.

Diferentemente dos dois primeiros governos, em que caminhou basicamente apenas ao lado de MDB e dos outros partidos menores de esquerda, no atual Lula teve que ampliar bastante o leque.

Hoje os ministros de outras legendas e sem vinculação partidária somam mais da metade dos que são filiados ao PT, 26 a 11.

Entre os aliados estão o União Brasil, que tem na sua gênese o DEM, nome pelo qual passou a ser chamado em 2007 o PFL, arquirrival do PT e com origem na Arena, o partido do regime militar (1964-1985).

Outros são o PSD de Gilberto Kassab (que surgiu de uma dissidência do DEM e de outras siglas de direita), o PP, também de origem na Arena, e o Republicanos, que é vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Já os pequenos partidos de esquerda que sempre estiveram com Lula ganharam a companhia, em 2023, da Rede de Marina Silva, e do PSOL, partido criado em 2004 a partir de uma dissidência do próprio PT.

O Brasil tem atualmente 29 partidos políticos, mas um grupo de sete legendas domina o cenário político nacional. Esse G7 concentra 80% das cadeiras do Congresso, 70% dos governos estaduais e das bilionárias verbas eleitorais, além de ser maioria também em prefeituras, Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas.

Puxam esse grupo o PL de Bolsonaro e o PT de Lula. Logo depois, vêm União Brasil, PSD, MDB, PP e Republicanos.

O PSDB, outrora uma potência, sofreu um encolhimento nas urnas nas últimas disputas e, atualmente, negocia uma fusão ou federação com outros partidos.

Solidariedade e Novo foram criados depois de Lula 2. O principal líder do primeiro, o sindicalista e deputado federal Paulo Pereira da Silva, vive uma relação de altos e baixos com o governo. Atualmente, mais de baixos.

"Tem alguns que estão falando 'está desembarcando'. Eu nunca embarquei", disse recentemente Paulinho da Força, como é conhecido.

O partido apoiou a candidatura de Lula, mas depois passou a reclamar de que não recebeu espaço de participação compatível ao empenho demonstrado na campanha.

O Novo é oposição ao PT. Já o Avante (ex-PT do B) sempre transitou na esfera dos nanicos e, por isso, não atraiu o interesse dos petistas.

O Podemos (ex-PTN) da deputada federal Renata Abreu (SP), por sua vez, tem crescido, contando hoje com 15 deputados federais e 4 senadores. A sigla tem em seu quadro políticos tanto de oposição como de maior alinhamento ao governo.

Em despedida de Neguinho, Beija-Flor vence pela 15° vez carnaval do Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 05 Mar 2025
  • 18:04h

Foto: Tata Barreto / Riotur

A escola de samba Beija-Flor se sagrou campeã do carnaval carioca deste ano. A escola, oriunda de Nilópolis, na Baixada Fluminense, desfilou na segunda-feira (3), homenageando "Laíla de Todos os Santos”, carnavalesco reconhecido, falecido em 2021, e que ganhou 14 títulos na escola.

 

Neste ano, Neguinho da Beija-Flor também anunciou a aposentadoria na passarela do samba, após 50 anos.

POR QUE “ANORA” LEVOU A MELHOR

  • João Batista de Castro Júnior tem Doutorado em Língua e Cultura pela UFBA e é professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), onde foi docente e Vice-Coordenador do Mestrado em Letras e Linguagens
  • Por João Batista de Castro Júnior
  • 05 Mar 2025
  • 09:37h

Foto: Reprodução

Na Copa do Mundo de 1982, na estreia do Brasil contra o time da antiga União Soviética, aquela seleção, que é considerada por muitos a melhor de todos os tempos, terminou com uma boa exibição técnica de nossos jogadores na vitória de 2x1. Todavia, o marcador poderia ter sido favorável ao adversário, que abriu a contagem, se o árbitro espanhol Lamo Castillo vergonhosa e acintosamente não tivesse deixado de marcar dois pênaltis claros cometidos pelos jogadores brasileiros. O episódio reforçou um discurso muito murmurado aqui e ali com muita razão pelos comunistas durante a Guerra Fria: “nunca irão deixar a União Soviética ganhar uma Copa”.

 

A Europa Central, mesmo com certa autonomia para falar certas coisas, mas que nunca disfarçou bem a relação de capatazia política e ideológica, sobretudo naquela época, fazia o jogo dos EUA: se os ianques não sabiam jogar futebol, a acirradíssima disputa esportiva nos jogos olímpicos, sobre qual regime econômico era mais capaz de produzir campeões saudáveis, não seria decidida pela habilidade soviética no futebol, pois já bastava a inquestionável superioridade no campo da literatura, sem similar ontem, hoje e, posso vaticinar, no futuro em terras norte-americanas. Afinal, não se produzem Dostoievskis, Tolstois, Gorkis etc com espetáculos de cassino.

 

Esse pequeno respigo geopolítico, que atravessa a disputa, surpreendentemente nunca é percebido por certos críticos brasileiros de cinema, sempre ciosos de conhecerem, de cabeça, datas, nomes e sobrenomes dos artistas, além de se deleitarem em simplesmente repetir fofocas que leram pela imprensa de língua inglesa, pululando de entusiasmo que lembra o de uma criança que vai à primeira vez à Disneylândia. Pra ficar mais fácil essa compreensão: é como se o cinema fosse um desfile de modas (embora Hollywood não deixe também de sê-lo) em que o trabalho crítico se limitasse a analisar o que se desenrola na passarela sem nunca se perguntar sobre o que estranhamente ficou fora dela.

 

Com certa ingenuidade terceiro-mundista, esse tipo de crítico brasileiro parece ainda teimar em acreditar que aquela frase em latim, “ars gratia artis”, que aparece acima do leão que ruge na abertura dos filmes da Metro-Goldwyn-Mayer, traduzível como “a arte mira exclusivamente produzir prazer estético” – copiada de “L’art pour l’art”, de Baudelaire –, seja de fato a melhor leitura para as votações que ditam os ganhadores do Oscar.

 

O filme “Anora” – que, não se pode esquecer, é dirigido por um estadunidense, e não por um russo – não esconde a velha cortina ideológica de enaltecimento dos valores ianques que, em realidade, enfrentam avançada corrosão pela deterioração econômica e fiscal, com consequente ameaça futura a seu capital geopolítico, pelas condições cada vez mais indignas de trabalho e saúde para os próprios americanos, e ainda pelo consumismo destrutivo da Natureza e por suas licenças morais, sendo estes dois últimos os principais argumentos que os russos – falando nesse ponto por toda a Ásia e Oriente de um modo geral – sempre brandiram no campeonato discursivo travado com os EUA.

 

Quando “Anora” retrata então que até oligarcas russos se esbaldam com o que o capitalismo-raiz dos EUA ainda pode oferecer, desde que se tenha muito dinheiro para torrar, a ideologia carregada por uma Hollywood cada vez mais decadente, e já sem o glamour das décadas de 1950-1970, se sentiu representada e contemplada.

 

O ponto alto do filme, que pode ter passado despercebido, nem é aquele “plot twist” do final, mas sim a alegria esfuziante do personagem Ivan “Vanya” Zakharov, filho de um bilionário russo, em poder possuir a cidadania americana. Ou seja, ali se pretende a Rússia em humilhante capitulação de joelhos perante tio Sam, levada ao extremo quando o padrinho russo Toros, interpretado por Karen Karagulian, nascido na União Soviética, que injustamente não foi nem ao menos indicado ao prêmio de melhor ator, constata que a nova geração que vive nos EUA não dá importância alguma aos valores tradicionais de que tanto se orgulha a pátria-mãe.

 

Hollywood realmente não tolera Trump, que passa como um trator até sobre seus aliados, mas nem por isso deixa de ser trumpista em gostar de vender suas mercadorias e seus valores como bom comerciante que todo ianque é. Portanto, um herdeiro russo bilionário infantilizado sob o poder das drogas, incapaz de conquistar alguma americana de “boa estirpe”, mas que aparece comprando o desprezível amor de uma prostituta que mora no subúrbio ferroviário, é um presentaço para um império que vive às tontas por estar em declínio.

 

Nessas horas, esse fio temático tem que passar à frente de qualquer outra produção, por mais bela e refinadamente artística que seja, tal como “Ainda estou aqui”, capitaneada pela deslumbrante atuação de Fernanda Torres, como há muito tempo não se vê nas películas nativas dos EUA.  O filme nacional está de parabéns. Ao contrário de “Anora”, inspira profunda paz e elegante dignidade ao mostrar a resistência emocional de uma mulher recimentando, com as lágrimas do silêncio, os tijolos familiares, para evitar desagregação, e mostra que há poética possível na superfície mesmo com os uivos vindos dos porões da brutalidade mais sórdida.

Ex-participante do MasterChef, Aritana Maroni é presa por tráfico de drogas no Carnaval de Salvador

  • Bahia Notícias
  • 04 Mar 2025
  • 08:23h

Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora Aritana Maroni, ex-MasterChef Brasil e ex-participante da A Fazenda, foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante o Carnaval de Salvador, na madrugada desta segunda-feira (3).

De acordo com informações do g1, o registro da prisão não detalha o tipo nem a quantidade exata da droga encontrada com a influenciadora. A Polícia Civil confirmou a prisão, mas não forneceu mais informações, pois o caso está sob sigilo.

Ainda segundo o portal, Aritana estava acompanhada de duas amigas quando foi abordada durante o desfile de um bloco no Circuito Dodô (Barra-Ondina). Até a última atualização desta reportagem, a assessoria da influenciadora não havia se pronunciado sobre o caso.