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- Bahia Notícias
- 29 Dez 2024
- 14:30h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Justiça Federal concedeu habeas corpus ao capitão da Polícia Militar de São Paulo Diego Costa Cangerana, ex-segurança do governador Tarcísio de Freitas, preso em 26 de novembro pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O alvará de soltura foi expedido e, no dia 20 de dezembro, Cangerana foi reintegrado ao serviço ativo da corporação. Ele havia sido afastado de suas funções no dia 2 de dezembro. Atualmente, o oficial está lotado no 13º Batalhão de Polícia Militar.
Cangerana possui mais de 12 anos de atuação na Casa Militar do governo paulista. Durante a gestão de Tarcísio de Freitas, entre 2022 e setembro de 2023, exerceu o cargo de chefe da Divisão de Segurança de Dignitários do Departamento de Segurança Institucional, acompanhando o governador em 25 agendas oficiais no Brasil e no exterior.
- Bahia Notícias
- 29 Dez 2024
- 12:25h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos o projeto de lei que muda as regras para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O despacho presidencial prevendo as mudanças foi publicado em edição extra do Diário Oficial, na noite desta sexta-feira (28).
O texto sancionado prevê biometria obrigatória para novos benefícios e atualização cadastral, no mínimo, a cada dois anos. Também determina a realização de cadastro biométrico para receber e manter aposentadoria e pensão. Atualmente a exigência é válida apenas para o BPC.
VETOS
Um dos vetos feitos pelo presidente, em relação ao texto enviado pelo Congresso Nacional, foi relativo ao artigo 6º, que limitava a concessão do benefício a pessoas que atestavam deficiências de graus médio ou grave. Com o veto, a concessão passa a abranger, também, aqueles que apresentam grau leve de deficiência.
A justificativa do veto, apresentada pelo Planalto, diz que “a proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que poderia trazer insegurança jurídica em relação à concessão de benefícios”.
A derrubada do veto já havia sido acertada no Senado, quando ocorreu a votação do projeto de lei que tratava do BPC. Por meio de um acordo, o governo se comprometeu a vetar o ponto do projeto, que havia sido incluído na Câmara.
Sob justificativa similar, foi vetado também o trecho que revogava regras para reinserção de beneficiários do programa Bolsa Família: "contraria o interesse público, uma vez que poderia suscitar insegurança jurídica em relação às regras de elegibilidade para reingressar no Programa Bolsa Família”, justificou o Planalto.
O benefício, no valor de um salário mínimo mensal, é um direito da pessoa com deficiência e do idoso com 65 anos de idade ou mais, se não tiver condição de se sustentar ou ser sustentado pela sua família.
“No caso da pessoa com deficiência, esta condição tem de ser capaz de lhe causar impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo (com efeitos por pelo menos 2 anos), que a impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas”, informa o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em seu site.
- Por Isabella Menon | Folhapress
- 29 Dez 2024
- 10:23h
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, determinou que o uso das câmeras corporais por parte da Polícia Militar de São Paulo deve acontecer obrigatoriamente em três situações: operações de grande envergadura, incursões em comunidades vulneráveis e em operações deflagradas para responder a ataques contra policiais.
Para especialistas, as especificações do ministro são importantes, porém não cessam o problema de violência policial no estado de São Paulo. Pedro Souza, professor da Universidade de Queen Mary no Reino Unido, afirma ser importante estabelecer a clareza sobre as circunstâncias que devem justificar o uso das câmeras.
"A discricionariedade no uso do equipamento não é benéfica para a polícia ou cidadãos", diz o professor, que também pondera que as três situações delimitadas alcançam uma pequena fração das ocorrências atendidas pela polícia e, assim, a maior parte das mesmas seguirão sem obrigatoriedade de uso.
O especialista também recomenda que todas as viaturas ou grupos tenham ao menos uma câmera, mesmo que nem todos os policiais faça uso do equipamento.
"No longo prazo, o ideal é que haja câmeras em quantidade suficiente para todo o efetivo. Estudos mostram que câmeras corporais podem reduzir a letalidade policial em cerca de 50%", conclui.
O pesquisador Pablo Nunes, do CeSec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania), concorda com a importância da medida e destaca que chama atenção que, nos últimos anos, o Judiciário tenha se manifestado para aumentar a transparência da atividade policial.
Além da decisão sobre as câmeras corporais, ele cita o caso do Rio de Janeiro, com a ADFP 635, que teve início em 2020 com a restrição de operações policiais nas favelas em meio à pandemia de Covid-19, exceto em casos excepcionais e devidamente justificados pelo estado.
"A força pública, aquela que possui monopólio do uso da força pelo Estado, tem que ser a mais transparente para que a gente possa garantir exatamente que não haja desvios", diz Nunes.
Em relação à recente decisão de Barroso, ele considera as decisões dão um sinal de que é desejável que se retorne para a política de câmeras corporais tal qual ela foi desenhado no início, ou seja, um projeto que conseguiu registrar grandes reduções de violência policial no estado de São Paulo.
"Menos as determinações em si e mais o espírito sobre os quais essas determinações do STF são feitas dão um sinal ao governo que, dentro da legalidade e da Constituição, não será possível desmantelar e comandar a política pública de flexibilização de direitos e de brutalidade policial", afirma o pesquisador.
Ele também relembra que há casos também em que as câmeras foram violadas, com a cobertura dos equipamentos e mudanças técnicas. "Temos que estudar para não permitir que essas estratégias continuem sendo usadas e que as câmeras possam sim servir de um meio de controle de violência policial".
A decisão de Barroso também define que os equipamentos devem ser estrategicamente distribuídos pela corporação para regiões com maior índice de letalidade policial.
De acordo com informações enviadas ao tribunal pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), as câmeras corporais estão distribuídas apenas em parte do estado, em especial na capital e região metropolitana, e contemplam cerca de 52% das unidades da PM.
Na decisão, o presidente do STF afirmou que a definição das três situações de uso obrigatório não significa que o porte dos equipamentos não seja importante e recomendável em outras circunstâncias.
"O estado de São Paulo deve garantir que unidades que realizam patrulhamento preventivo e ostensivo também sejam contempladas, conforme diretrizes a serem publicizadas", disse.
A definição do Judiciário acontece após o governo paulista pedir um detalhamento a respeito da obrigatoriedade do uso do equipamento.
No dia 9 de dezembro Barroso determinou o uso obrigatório de câmeras por policiais militares do estado. Na ocasião, a assessoria jurídica de Tarcísio alegou que a adoção de um conceito amplo de operações policiais, incluindo atividades de rotina, tornaria inviável o cumprimento integral da decisão.
Em resposta, Barroso afirmou que a delimitação do alcance do que fora por ele determinado deve "conciliar as limitações materiais e operacionais apresentadas com a necessidade de conferir efetividade à política pública de uso de câmeras corporais".
O Governo de São Paulo informou ao STF que não tem câmeras suficientes para todos os funcionários. No estado, há 80 mil PMs, porém apenas 10.125 equipamentos de gravação.
- Por Folhapress
- 28 Dez 2024
- 15:48h
Foto: Reprodução / Instagram / anacastela
A cantora Ana Castela criticou nesta sexta-feira (27) a divulgação nas redes sociais de vídeos e imagens que simulam a nudez de seu corpo, os nudes falsos. A artista publicou um texto sobre o assunto nos Stories do seu perfil de Instagram.
Ela ainda afirmou que nunca fez nudes do tipo e compartilhou na internet, dizendo que o material existente seria feito por inteligência artificial.
"Estão fazendo imagens e vídeos para maiores de 18 anos meus e [eles] estão circulando por aí, acho que no Telegram!? Não sei. Enfim, é falso", escreveu Castela na plataforma, dizendo ainda que a internet é podre por disseminar material do tipo.
"Sei que sou linda, mas não preciso disso e todo dia vejo algo relacionado com o meu nome... seja em sites adultos, Only[Fans]...", ela continuou. "Eu não faço isso! Tudo fake! Que Deus me dê mais paciência em 2025, amém!"
- Bahia Notícias
- 28 Dez 2024
- 13:20h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
Uma fatia de R$ 4,2 bilhões do Orçamento segue bloqueada por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao impasse na execução das emendas de comissão. Em resposta à decisão do ministro Flávio Dino, que exigiu esclarecimentos sobre a indicação dos recursos, a Câmara dos Deputados reafirmou que agiu dentro da legalidade, mas atribuiu ao Executivo a responsabilidade por liberações que descumpriram ordens judiciais.
Flávio Dino, que determinou o bloqueio de 5,4 mil emendas de comissão, havia solicitado que a Câmara apresentasse respostas objetivas e anexasse atas que comprovassem a aprovação das indicações das emendas. A exigência poderia identificar os “padrinhos” das verbas. No entanto, no prazo final para envio, na noite desta sexta-feira (27), a Câmara apresentou um documento, mas não protocolou as atas requisitadas.
Desde agosto, o ministro tomou decisões voltadas à transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. As medidas geraram tensões na Praça dos Três Poderes e impactaram votações no Congresso até poucos dias antes do recesso parlamentar.
As informações são do site Metrópoles.
- Por Douglas Gavras | Folhapress
- 28 Dez 2024
- 09:19h
Imagem ilustrativa | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Quando provocados a pensar nos efeitos para a economia brasileira do fim da escala 6x1, 49% dos brasileiros avaliam que ele seria ótimo ou bom, 24% o veem como ruim ou péssimo, isso teria um impacto regular para 22% e 5% não sabem. É o que aponta a pesquisa Datafolha feita nos dias 12 e 13 de dezembro.
A proposta de acabar com a escala 6x1 viralizou nas redes sociais no mês passado e está em debate na Câmara dos Deputados.
Para chegar a esses números, o Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil, em 113 municípios. Quando considerado o total da amostra, a margem de erro é de até dois pontos percentuais, para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%.
Os possíveis efeitos econômicos da redução da jornada de trabalho vêm alimentando os debates. De um lado, os trabalhadores demandam mais tempo de descanso e lazer e uma rotina menos extenuante.
De outro, empresários argumentam que o fim da 6x1 seria insustentável para parte dos negócios, sobretudo no comércio e no setor de serviços, em que esse tipo de jornada é mais comum.
Segundo a pesquisa Datafolha, a maior parte (72%) dos entrevistados diz acreditar que terminar com a jornada vai ser ótimo ou bom para a qualidade de vida dos trabalhadores; para 14%, a consequência será ruim ou péssima; para 11%, regular; 3% respondem não saber.
O otimismo com os efeitos sobre a vida do trabalhador é maior entre os mais jovens, com até 24 anos (78%), enquanto 19% dos que têm mais de 60 anos são mais pessimistas.
Já quando imaginam as consequências para as empresas, a população se divide: 35% veem a redução da jornada como algo positivo, 42% preveem um cenário negativo, 19% imaginam um efeito regular e 4% não fizeram uma avaliação.
Na visão de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e especialista em mercado de trabalho, é preciso dimensionar os efeitos levando em conta também as diferenças entre os vários setores da economia.
"O setor de serviços tem muitas empresas pequenas, se ele passa por uma redução de 44 horas para 36 horas, como sugere a PEC [proposta de emenda constitucional], pode ser bastante problemático em alguns casos", avalia. "Qualquer mudança precisa garantir emprego e sustentabilidade para as empresas."
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 27 Dez 2024
- 13:02h
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias
O valor do salário mínimo subirá dos atuais R$ 1.412 para R$ 1.518 em 2025. Um aumento de R$ 106, o equivalente a 7,5%.
Segundo integrantes do governo ouvidos pela Folha, o valor de R$ 1.518 é o previsto pela nova regra de correção do salário mínimo, aprovada pelo Congresso no pacote de contenção de gastos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Não há indicações de mudanças, de acordo com os técnicos.
Um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União com o novo valor, que passará a vigorar a partir de 1º de janeiro.
Se a antiga regra ainda estivesse valendo, o salário mínimo subiria para R$ 1.528 (sem arredondamentos para cima). Com a revisão da regra, haverá uma perda de R$ 10.
Pela lei anterior, os reajustes eram feitos com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada nos 12 meses encerrados em novembro, mais a variação do PIB de dois anos antes.
O limite ao ganho real do salário mínimo é o pilar central do pacote e representa um recuo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na política de valorização que seu próprio governo implementou.
A medida foi considerada uma vitória de Haddad no processo de ajuste fiscal e contenção do crescimento das despesas obrigatórias. Haddad obteve consenso no governo para a revisão da regra e a alteração passou sem dificuldades no Congresso.
O valor do mínimo é um indicador fundamental para elaborar o Orçamento, porque a maior parte das despesas obrigatórias, como aposentadoria, pensões, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e outros benefícios, está atrelada ao seu valor.
O governo prevê uma economia de R$ 15,3 bilhões como a revisão da política nos anos de 2025 e 2026.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2024
- 11:32h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Os destroços de um avião de pequeno porte, desaparecido desde sexta-feira (20/12), foram encontrados na tarde da última quarta-feira (25) em uma área de floresta densa e de difícil acesso, em Manicoré, no interior do Amazonas. De acordo com a Prefeitura de Manicoré, duas pessoas morreram na tragédia: o piloto Rodrigo Boer e o passageiro Breno Braga Leite.
O desaparecimento da aeronave foi comunicado por Nagila Boer, mãe do piloto. Em suas redes sociais, ela fez um apelo emocionado por buscas ao filho e revelou que Rodrigo sonhava em conhecer a Amazônia, uma viagem planejada com o apoio da família.
Os destroços foram localizados a cerca de dois quilômetros da Comunidade Bom Jesus, na estrada Igarapé Grande. Em nota oficial, a prefeitura lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2024
- 09:54h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, avalia a possibilidade de deixar o Brasil em 2025 para trabalhar no exterior. Demitido após denúncias de importunação e assédio sexual, Almeida tem mantido conversas com aliados e revelou ter recebido convites para atuar como professor em universidades estrangeiras.
Apesar das propostas, o ex-ministro ainda não tomou uma decisão definitiva, conforme informações do site Metrópoles.
Silvio Almeida já tem experiência no meio acadêmico internacional. Ele foi professor visitante na Universidade Columbia e pesquisador na Universidade Duke, ambas localizadas nos Estados Unidos.
O ex-ministro foi demitido após denúncias de assédio sexual. Uma das vítimas foi a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Após as acusações, negadas pelo ex-ministro desde o início, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar os fatos.
- Bahia Notícias
- 26 Dez 2024
- 16:09h
Foto: TV Globo
O ator e diretor Ney Latorraca, de 80 anos, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (26), após seis dias de internação na Clínica São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro.
De acordo com o g1, o veterano, diagnosticado com um câncer de próstata em 2019, faleceu em decorrência de uma sepse pulmonar. Ney já tinha sido operado e retirado a próstata, no entanto, em agosto deste ano, a doença voltou com metástase.
A carreira do ator na Globo teve início em 1975, na novela 'Escalada'. Ney se tornou uma referência no humor, e teve personagens marcantes como Quequé, em "Rabo de saia" (1984), o vampiro Vlad, em "Vamp" (1991) e Barbosa, em "TV Pirata".
O currículo do artista tem 18 novelas, seis minisséries e oito seriados na Globo. Ney também atuou em 23 longa-metragens e 13 peças. A última aparição do ator na Globo foi uma participação no seriado "A Grande Família", em 2011.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 26 Dez 2024
- 10:40h
Foto: Antonio Augusto / STF
O STF (Supremo Tribunal Federal) prevê uma pauta cheia de casos de relevo na economia para 2025. Estão previstos julgamentos sobre temas com impacto ao governo e à vida do cidadão, como casos ligados ao Orçamento federal e à publicidade de alimentos nocivos à saúde.
O Supremo tem no horizonte também temas tributários bilionários, debates na área da saúde e uma ação referente às bets. Aguarda-se, ainda, a definição sobre o Marco Civil da Internet, as emendas parlamentares e as questões ambientais ligadas às queimadas e incêndios.
Em setembro, o atual presidente Luís Roberto Barroso deixa a presidência da corte e Luiz Edson Fachin assume o posto. É prerrogativa do presidente definir a pauta do plenário --os relatores podem levar os próprios casos ao ambiente virtual. Um dos processos que ele pretende concluir antes de deixar o cargo é o do Marco Civil da Internet.
Até o momento, três votos foram dados para ampliar a responsabilidade das plataformas por conteúdos de terceiros. No fim da penúltima sessão antes do recesso, André Mendonça pediu vista, suspendendo a análise. Regimentalmente, ele tem 90 dias para devolver o caso ao colegiado. Ainda assim, Barroso, ao encerrar a sessão, pediu ao ministro para não segurar a matéria por muito tempo.
"Gostaria de o mais rápido o possível avançar em uma solução. É uma questão aflitiva neste momento, para a gente estabelecer limites. Vossa excelência é extremamente diligente, que eu bem sei, de modo que imagino que com a brevidade possível nós retomaremos", disse.
Ainda no primeiro semestre, os magistrados podem decidir a ação que trata das apostas online. O relator, Luiz Fux, disse em novembro querer medidas jurídicas para proteger os mais vulneráveis e os mais afetados com prejuízos pelas bets.
No dia 14, o tribunal confirmou a decisão provisória de Fux que determinou ao governo Lula (PT) fixar ferramentas para impedir beneficiários de programas sociais de usarem recursos do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) em apostas esportivas. O caso precisa ser debatido de forma definitiva.
Flávio Dino, por sua vez, espera concluir imbróglio das emendas parlamentares, além das ações da pauta ambiental. Nas duas matérias, o relator impôs obrigações aos outros Poderes e instâncias, pediu informações, abriu mesas de negociações.
Os casos foram encerrados no plenário. Mas falta o governo entregar os planos de combate a incêndios de 2025. Dino tem feito audiências para acompanhar o cumprimento das decisões.
Na área tributária, está pendente a conclusão do debate sobre a incidência do ISS na base de cálculo do PIS/Cofins. Este pode causar um impacto de R$ 35 bilhões em cinco anos à União. O julgamento começou em 2020 em sessão virtual, e foi ao plenário físico em agosto, mas foi suspenso sem nova data definida.
Logo em fevereiro, entre os dias 7 e 14, os ministros retomam uma discussão bilionária que envolve a Vale. Trata-se da incidência do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre empresas nacionais por lucros de coligadas e controladas instaladas em países com os quais o Brasil tem tratados. O caso é avaliado em R$ 20 bilhões.
Para 2025, ainda, deve ser julgada a competência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para regulamentar a propaganda de alimentos nocivos à saúde, especialmente a crianças e adolescentes. Cristiano Zanin já votou, em outubro, reconhecendo a competência do órgão. A análise foi interrompida por pedido de vista de Carmen Lúcia.
Na área trabalhista, a expectativa gira em torno do debate do vínculo entre motoristas de aplicativo e as empresas. Representantes de trabalhadores defendem o modelo da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) como forma de segurança.
Empresas como a Uber afirmam serem do ramo da tecnologia, não do transporte, e os motoristas são profissionais autônomos. A decisão é esperada pelo setor, porque pode pacificar mais de 10 mil processos.
- Bahia Notícias
- 25 Dez 2024
- 16:32h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O empresário Carlos André de Brito Coelho e o vice-prefeito de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Vidigal Cafezeiro (Republicanos) deixaram nesta quarta-feira (25) o Complexo da Mata Escura, em Salvador. Presos na segunda fase da Operação Overclean, os dois foram beneficiados com recursos deferidos pelo desembargador federal João Batista Moreira, durante o plantão judicial, nesta terça-feira (24).
Ambos foram alvo de prisão preventiva na última segunda-feira (23) em que também foram detidos o secretário de mobilidade de Vitória da Conquista, no Sudoeste, Lucas Dias; e um policial federal, Rogério Magno. Os últimos seguem presos.
Carlos André e Vidigal Cafezeiro saíram do presídio na companhia dos advogados Daniel Jacobina e Caio Graco, respectivamente. A defesa de Carlos André argumentou que os fatos atribuídos ao empresário não são recentes, apontando ausência de contemporaneidade dos atos investigados. Também foram apresentados argumentos relacionados à saúde do acusado, que necessita de medicação contínua.
Cafezeiro e Carlos André vão cumprir prisão domiciliar com exigências como uso de tornozeleira eletrônica.
A segunda fase da Overclean, feita junto com o Ministério Público Federal (MPF) na Bahia, dá sequência ao trabalho de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Os recursos seriam oriundos de emendas parlamentares.
Além das quatro prisões preventivas, os agentes cumpriram na última segunda dez mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Vitória da Conquista, além de Brasília (DF).
- Por Folhapress
- 25 Dez 2024
- 16:00h
Foto:Instagram/Bahia Notícias
Em pleno Natal, Zezé di Camargo e Graciele Lacerda tiveram uma surpresa: o nascimento de Clara, primeira filha do casal.
A informação foi confirmada por pela pediatra da família, Dra. Lilian Zaboto. "Foi mágico! Que Deus abençoe a sua vida. Te amamos, princesa", escreveu a médica ao mostrar quarto especial montado para a chegada do bebê.
Durante a ceia de Natal, Graciele simulou o nascimento e surpreendeu Zezé, Wanessa e toda a família que estava sentada à mesa. A brincadeira foi "armada" por Luciele Camargo, irmã do cantor.
Horas depois, a brincadeira deu lugar à verdade. Wanessa, filha de Zezé, compartilhou um vídeo no qual aparece no hospital. "Tô aqui esperando. Não sei por que cheguei aqui e me deu dor de barriga... Tá me dando contração. Os padrinhos estão aqui, eu e João, no Natal, 25 de dezembro, Clarinha vai nascer agora, 4h33. Minha irmã, você escolheu o dia. Vamos contar sobre isso no futuro", disse ela. "Nasceu! Uhul! Tô aqui do outro lado. Linda demais", respondeu a pediatra da família.
- Bahia Notícias
- 25 Dez 2024
- 14:02h
Foto: YouTube
O cantor Gusttavo Lima celebrou o Natal em família após uma internação que assustou o público. Longe dos palcos desde o dia 14 de dezembro, quando se apresentou pela última vez para o público de São Paulo com o Buteco, o sertanejo falou sobre a vontade de voltar a ver os fãs após o incidente que fez com que ele cancelasse a apresentação no Villa Mix.
Na web, o artista agradeceu ao carinho dos internautas durante o período de internação para tratar um desconforto gastrointestinal e tratou o episódio como um desafio.
"Gostaria de expressar minha profunda gratidão a todos vocês pelas mensagens de carinho e apoio que recebi durante meu período de internação. Cada palavra, cada gesto e cada pensamento positivo significaram muito para mim e me deram forças para enfrentar esse desafio."
O 'Embaixador' também falou sobre a ansiedade que está para retornar aos palcos. "Agradeço de coração por estarem do meu lado, mesmo à distância, e por todo o amor que compartilharam. Estou ansioso para me recuperar e poder reencontrar todos vocês em breve. Muito obrigado por tudo".
De acordo com a equipe do artista, as apresentações de fim de ano estão mantidas. O próximo show do cantor está marcado para acontecer no dia 28 de dezembro em São Paulo. Gusttavo Lima ainda tem três shows para fazer até o fim do ano, o último acontece no dia 31 de dezembro no Réveillon de Aracaju.
- Bahia Notícias
- 25 Dez 2024
- 12:17h
Foto: Diomício Gomes / O Popular
O governador Ronaldo Caiado (União) criticou um decreto presidencial que estabelece regras rígidas para uso da força policial. A medida foi decretada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (24).
Pela medida, os agentes de segurança só devem usar armas de fogo em circunstâncias que representem riscos aos profissionais. Para Caiado, a norma seria um “presente de Natal” para criminosos. O governador, tornado inelegível pela Justiça Eleitoral de Goiás por abuso de poder político, disse que o critério promoveria “o engessamento das forças policiais” no que chamou de “modelo PT-venezuelano”. Caiado usou as redes sociais para criticar Lula.
“O decreto impõe aos estados que, caso não sigam as diretrizes do governo do PT para a segurança pública, perderão acesso aos fundos de segurança e penitenciário. Trata-se de uma chantagem explícita contra os estados, que acaba favorecendo a criminalidade", diz em trecho da postagem.