BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Meta tem 72 horas para prestar esclarecimentos ao Brasil sobre a moderação de conteúdo em plataformas

  • Bahia Notícias
  • 11 Jan 2025
  • 16:12h

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A empresa Meta, conglomerado de tecnologia a qual pertencem os aplicativos Instagram, Facebook e WhatsApp, terá um prazo de até 72 horas para esclarecer dúvidas do governo brasileiro sobre a mudança nas políticas de moderação de conteúdos anunciada pelo CEO Mark Zuckerberg, na última terça-feira (7). 

A notificação será publicada nesta sexta-feira (10) pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação foi divulgada nesta sexta após uma reunião, em Brasília, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral Jorge Messias e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Conforme anúncio do Palácio do Planalto, por meio da Casa Civil, o governo brasileiro teme o impulso de discursos de ódio mediante a ausência do controle de conteúdo. “Isso impacta de forma muito grande a sociedade brasileira. Impacta nas crianças, quando se fala de conteúdo impróprio e de tráfico de crianças. Impacta na segurança pública, quando se trata de informações que dizem respeito à segurança das pessoas, à prática criminosa”, disse o Ministro Rui Costa. 

Mediante o cenário da produção de fake news, que em suas palavras chegou a afetar a reputação do ministro Fernando Haddad e a economia do país, Rui Costa afirmou que o governo pretende criar um grupo de trabalho envolvendo ministérios e o setor de comunicações, na busca de aperfeiçoamento do arcabouço legal brasileiro. 

“Buscaremos interlocução com as entidades que representam os meios de comunicação em geral, inclusive a imprensa brasileira, buscando manter o princípio fundamental da democracia, que é a total liberdade de expressão. Não se pode ter diferenciação de tratamento entre uma TV que opera no Brasil, sujeita a um conjunto de regulamentos, e alguém que tem o alcance gigantesco [das redes sociais]”, argumentou.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, por sua vez, disse que a sociedade brasileira não ficará à mercê desse tipo de política que a Meta tenta emplacar. “Nossa preocupação neste momento é que a empresa venha a público [para se manifestar claramente], já que ela não foi transparente em momento algum.”

“Nós apresentaremos uma notificação judicial, e a empresa terá 72 horas para informar o governo brasileiro qual é, de fato, a política da Meta para o Brasil”, informou o advogado-geral da União, Jorge Messias, após participar, em Brasília, de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

No entanto, ressaltou o ministro, liberdade de expressão de opinião sobre qualquer tema não significa ausência de responsabilidade de crimes cometidos. As informações são da Agência Brasil. 

Wagner diz que ida de embaixadora à posse de Maduro foi "formalidade" e que relação entre Brasil e Venezuela "azedou"

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 11 Jan 2025
  • 12:20h

Foto: Reprodução / Instagram

Em entrevista à CNN, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, disse que o envio da embaixadora brasileira na Venezuela à posse do presidente Nicolás Maduro em seu terceiro mandato, nesta sexta-feira (10), foi apenas um "ato de formalidade". A embaixadora Glivânia Maria de Oliveira compareceu, em Caracas, à cerimônia de posse de Maduro na Assembleia Nacional, representando o governo Lula.

Para o senador Jaques Wagner, o governo brasileiro já se posicionou sobre o resultado eleitoral na Venezuela, não reconhecendo a vitória de Maduro enquanto não forem apresentadas as atas de votação. Para Wagner, essa atitude do Brasil "já azedou a relação" com o governo venezuelano.

"Todo mundo sabe que a relação nossa com eles [Venezuela], nesse momento, não é boa. Agora, por enquanto, não tem uma proposta de rompimento, então a ida da embaixadora do Brasil lá para assistir a posse evidentemente é um ato de formalidade", afirmou o senador baiano.

Nicolás Maduro prestou juramento à Constituição nesta sexta com uma homenagem ao ex-presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013. O atual líder do regime chavista não apresentou provas de que venceu o pleito, mas criticou seus opositores: "Ninguém impõe um presidente à Venezuela", disse Maduro, em seu discurso de posse.

Jaques Wagner reforçou que o governo brasileiro não apoiou formalmente a posse do terceiro mandato de Maduro, mas apenas teria reforçado o que chamou de "processo institucional".

"A embaixadora assistir a posse mantém relação institucional com a Venezuela, o que não quer dizer concordância", concluiu Jaques Wagner ao falar na CNN.

Oficialmente, o governo brasileiro não reconheceu ainda a vitória de Maduro nem tampouco a vitória da oposição. O presidente Lula, por sua vez, a exemplo de outros líderes internacionais, tem cobrado a divulgação das atas.

Embora o Conselho Nacional Eleitoral e a Suprema Corte venezuelana tenham proclamado a vitória de Nicolás Maduro, a oposição, organismos internacionais e outros países alegam que houve fraude no processo eleitoral de 2024. Alguns desses países reconhecem o candidato oposicionista Edmundo González como presidente legítimo e eleito pelo povo.

Segundo a oposição, a divulgação das atas eleitorais demonstraria a vitória de González. A Suprema Corte do país, entretanto, alinhada a Maduro, proibiu a divulgação dessas atas.
 

BBB 25 em duplas será dividido em duas fases e terá apenas um ganhador

  • Por Folhapress
  • 11 Jan 2025
  • 10:45h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O apresentador do BBB 25 (Globo), Tadeu Schmidt, e o diretor do programa, Rodrigo Dourado, revelaram detalhes da dinâmica de como será a nova edição do reality show, que estreia na próxima segunda-feira (13).

Jogo será dividido em duas fases. Na primeira parte, a edição será constituída por duplas, com as estratégias e as eliminações dos participantes também feitas em dupla. Em um determinado momento na segunda fase da atração, que ainda não foi revelada, as duplas serão desfeitas e, no final, apenas uma pessoa poderá ser dada como campeã do BBB 25.

"Todos entrarão em dupla e o jogo vai ter algumas fases. Na primeira fase, é como se a dupla fosse uma pessoa só: dupla de líder, dupla de anjo e eliminados em dupla no início da temporada", disse Dourado.

Prêmio pago ao vencedor do BBB 25 será milionário. Ao final da temporada, o participante que se sagrar campeão pode sair com até R$ 6 milhões, sendo R$ 3 milhões em dinheiro do prêmio do vencedor, e mais R$ 3 milhões fracionados em prêmios, como carros, ao longo do jogo.

Entre as principais novidades para a edição deste ano, também está "Seu Fifi", que será o robô fofoqueiro do jogo. O roBBB vai filmar e registrar conversas entre os participantes e vai mostrar de acordo com a escolha do público.

"Esse é um fofoqueiro incrível. Seu Fifi vai passar por tudo quanto é lugar", disse entusiasmado Schmidt durante conversa com a imprensa, na tarde desta sexta-feira (10).

Confinados serão divididos entre Vip e Xepa na estreia do programa. Os brothers do Vip terão mais regalias na cozinha que os integrantes da Xepa.

O líder da semana não terá apenas um quarto exclusivo, mas sim um apartamento para chamar de seu. "Tem uma cozinha só para ele, forninho. Ele está com um apartamento completo. O líder vai ser mais feliz do que em qualquer outra edição", contou o apresentador.

Festas das quartas-feiras serão sempre grandes shows e o artista da semana chegará em dupla. "Eles vão trazer alguém muito importante na vida deles para mostrar ao público os laços na vida dele", declarou Dourado.

Caravana BBB 25. Os brothers vão sair do hotel numa caravana com vários carros de uma marca que patrocina o programa, e o público vai poder acompanhar.

Claudia Leitte teria se decepcionado com comportamento de Ivete Sangalo nos bastidores da música

  • Bahia Notícias
  • 10 Jan 2025
  • 15:20h

Foto: Instagram/ Rafa Mattei

unfollow de Claudia Leitte em Ivete Sangalo ainda dá pano para manga. Apesar de não terem se pronunciado sobre o assunto, teorias foram criadas sobre o afastamento das divas da Axé Music, entre eles uma suposta ligação feita por Claudinha para Ivete, na qual a intérprete de 'Energia de Gostosa' teria batido o telefone na cara da dona do 'Liquitiqui'.

De acordo com a revista Veja, a gota d'água para o afastamento das duas, que já chegaram a dividir os palcos em projetos e colaboraram em uma música, teria sido o posicionamento de Ivete Sangalo a favor da crítica feita pelo ex-secretário de Cultura de Salvador, Pedro Tourinho, pela mudança do nome de Yemanjá para Yeshua na música 'Caranguejo'.

A publicação ainda afirmou que Claudia Leitte estaria chateada após ter descoberto que Ivete estaria falando mal dela nos bastidores da música. Pessoas próximas especulam que Ivete estaria prejudicando a carreira de Claudia e vetando a artista de participar de eventos como o Rock in Rio, além de impedir que ela tenha espaço na TV Globo.

Nas redes sociais, os fãs já tomaram partido das respectivas divas e a “briga” furou a bolha, deixando os ânimos exaltados na web. 

Ivete Sangalo ignorou a polêmica e no Instagram postou apenas sobre o dia em Praia do Forte ao lado de Liniker e Jorge Vercillo. Claudia Leitte teve o mesmo comportamento e só postou no Instagram sobre a mudança de visual.

Governo Lula enviou carregamento de spray de pimenta à Venezuela na época da eleição de Maduro, diz BBC Brasil

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 10 Jan 2025
  • 13:54h

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Informações exclusivas divulgadas nesta quinta-feira (9) pela BBC News Brasil revelam que o governo brasileiro teria exportado para a Venezuela, em junho e julho de 2024, dois carregamentos com cerca de 20 mil frascos de spray de pimenta. Esse produto é comumente utilizado por forças de segurança para controlar protestos como os que estão sendo realizados nesta semana nas principais cidades venezuelanas, por conta da posse do presidente Nicolás Maduro em seu terceiro mandato, que será realizada nesta sexta (10). 

Maduro toma posse em novo mandato quase seis meses após resultado duvidoso verificado após a eleição, em julho, que desde então vem gerando protestos na Venezuela, com mortos e presos. A falta da apresentação das atas eleitorais que comprovem a vitória de Nicolás Maduro é apontada como o principal motivo que gera questionamentos da oposição. 

Os dados sobre a exportação do spray de pimenta do Brasil à Venezuela foram obtidos pela BBC News Brasil junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os 20 mil frascos importados pela Venezuela fizeram do país o maior comprador do produto em 2024. Em segundo lugar ficou o Chile, com 4 mil. A compra feita pela Venezuela em 2024 é maior que os 9,1 mil somados de todas as compras feitas por outros países.

Segundo a reportagem da BBC Brasil, a venda do produto para o governo Maduro chama atenção porque a sua exportação teve o aval do Ministério da Defesa e do Exército Brasileiro. Esse aval foi dado em um momento no qual a comunidade internacional e até mesmo o governo brasileiro já tinham dado demonstrações de preocupação com relação ao tratamento dado pelo regime à oposição venezuelana. O governo Lula inclusive não reconheceu oficialmente a vitória de Maduro.

Procurado pela BBc Brasil, o governo brasileiro disse que a exportação do produto ocorreu dentro das normas vigentes. O governo da Venezuela não se manifestou. A empresa ou as empresas responsáveis pela venda não foram identificadas. 

A BBC News Brasil também questionou o Exército sobre o assunto, mas o órgão informou que não poderia divulgar o nome da companhia que vendeu o produto à Venezuela. Da mesma forma, não há informações sobre se a compra foi feita por empresas privadas da Venezuela ou pelo governo do país.

De acordo com os dados obtidos pela BBC News Brasil, os frascos saíram de São Paulo até Roraima e de lá foram enviados à Venezuela. O produto foi remetido ao país vizinho em duas cargas nos meses de junho e de julho do ano passado. As eleições presidenciais na Venezuela foram realizadas no dia 28 de julho e o resultado divulgado no dia 29 de julho.

A denúncia sobre a venda do carregamento de spray de pimenta pelo governo brasileiro à Venezuela vem sendo repercutida por parlamentares de oposição e influenciadores de direita nas redes sociais. O deputado Mario Frias (PL-SP), que foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro, acusou o governo Lula de ser "cúmplice" da ditadura e da repressão aos oposicionistas promovidas por Maduro.

Ano de 2024 foi o mais letal da aviação brasileira em ao menos uma década

  • Por Fábio Pescarini | Folhapress
  • 10 Jan 2025
  • 11:47h

Imagem ilustrativa | Foto: Divulgação / Secretaria de Segurança de São Paulo

O acidente com um avião da Voepass, em agosto do ano passado, quando 62 pessoas morreram em Vinhedo (SP), tornou o ano de 2024 o mais letal da aviação brasileira em uma década, período comparado pela Força Aérea Brasileira em seu site.
 

Segundo dados estatísticos disponibilizados pelo painel Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), no ano passado 163 pessoas morreram em acidentes com aviões, helicópteros e outras aeronaves no país.
 

O número é superior às 104 mortes de 2016, até então, o ano mais letal na série histórica comparada.
 

Foram 175 acidentes aéreos durante todo o ano passado passado —sendo que 44 com mortes—, o maior na década, com três óbitos a mais que os registrados em 2015.
 

O recorde de letalidade foi atingido nos últimos dias do ano passado. Em 22 de dezembro, a queda de um turbohélice em uma área urbana de Gramado, na Serra Gaúcha, matou dez pessoas.
 

Segundo a Infraero, a aeronave levantou voo em meio à chuva no aeroporto de Canela (RS), e caiu minutos depois. O avião seguiria para Jundiaí, no interior de São Paulo.
 

Mas foi no acidente de 9 de agosto, em Vinhedo, que inflou as estatísticas. Na tragédia, um um avião comercial caiu em parafuso na área residencial.
 

O desastre foi o mais letal do país desde 2007, quando o acidente com o voo 3504 da TAM nos arredores do aeroporto de Congonhas, na zona sul paulistana, deixou 199 mortos, e um dos dez piores já registrados no Brasil.
 

A aeronave de modelo ATR 72-500 era operado pela empresa Voepass. O voo seguia de Cascavel (PR) para Guarulhos (Grande São Paulo), desceu em queda livre, girando, até atingir a área o condomínio Recanto Florido, no bairro Capela.
 

O copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva disse que havia "bastante gelo" um minuto antes da queda, segundo relatório preliminar do Cenipa. O relato dele coincidiu com alertas de possível congelamento de partes da aeronave, a provável causa do desastre.
 

Com 457 relatos na década, falha ou mau funcionamento de aeronaves estão entre as principais causas de acidentes. Em 299 vezes houve perda de controle em voo.
 

O estado de São Paulo lidera as estatísticas, com 287 acidentes —o levantamento não distingue casos com ou sem mortes.
 

Na conta de letalidade entram 20 acidentes de helicópteros (sete deles fatais), que provocaram 15 mortes em 2024. Em um deles, quatro bombeiros, um médico e um enfermeiro morreram em 11 de outubro quando tentavam resgatar o corpo de um piloto vítima de queda de avião horas antes na região de Ouro Preto (MG).
 

Especialistas ouvidos pela reportagem defendem a segurança na aviação brasileiras e dizem que a alta nos acidentes aéreos está diretamente relacionada ao crescimento das operações aéreas no país.
 

Levantamento da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostra que 8 milhões de pessoas foram transportadas em voos comerciais no país em novembro de 2024 (dado mais recente). O número é 8% maior às 7,4 milhões de pessoas embarcadas em aviões no mesmo mês de 2015, mas ainda ligeiramente inferior aos 8,1 milhões de viajantes em novembro de 2019, antes da pandemia.
 

As operações no aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, por exemplo, foram superiores no ano passado ao período pré-Covid. De acordo com a concessionária GRU Airport, durante todo 2024, foram 43,6 milhões de viajantes, o maior número registrado no local na história. O recorde anterior era de 2019, quando foram 43 milhões de embarques e desembarques.
 

"Os aviões estão voando mais, tanto que há aeroportos, como o de Congonhas, quase saturados", diz Roberto Peterka, piloto aposentado da Força Aérea Brasileira e perito em investigações sobre acidentes aéreos.
 

Em geral, diz ele, a segurança da aviação brasileira é comparada a dos principais países. Mas alerta para mais trabalho de prevenção em segurança junto a empresas, pilotos e escolas de pilotagem.
 

Para Henrique Hacklaender, piloto de avião comercial e presidente do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), como há mais aeronaves no céu, é possível que a aviação brasileira esteja até mais segura que em anos anteriores, mesmo com a estatística recorde de acidentes.
 

Ele, porém, reclama de fadiga em tripulações por causa de "escalas extremamente otimizadas" pelas empresas aéreas.
 

"A aviação ainda é um ambiente seguro, mas é claro que se voa cada vez mais perto dos limites", diz.
 

A Anac começou a discutir no ano passado propostas de alterações em requisitos relativos ao gerenciamento do risco de fadiga de tripulantes nas operações da aviação comercial —um estudo norueguês estimou que de 70% a 80% dos acidentes aéreos são provocados por erro humano.
 

Atualmente, o processo está em discussão na área técnica da agência e depois deverá ser repassado para a diretoria para elaboração de um documento.
 

"É uma briga grande entre sindicatos e empresas", afirma Hacklaender. Procurada para falar sobre o documento, a Anac não respondeu até a publicação deste texto.

Sogro de mulher presa por suspeita de envenenar bolo ingeriu arsênio

  • Bahia Notícias
  • 10 Jan 2025
  • 09:49h

Foto: Reprodução/RBS TV

Foi verificado arsênio no corpo de Paulo Luiz dos Anjos, sogro da mulher presa por suspeita de envenenar o bolo que matou três pessoas em Torres, segundo informações do Jornal Zero Hora.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP), através de exames, confirmou a presença da substância, a mesma presente no bolo de Natal que resultou na morte de três pessoas em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Paulo Luiz morreu em setembro de 2024, após consumir leite em pó e bananas que teriam sido levados à sua casa, em Arroio do Sal (RS), pela nora. Sua esposa, Zeli dos Anjos, também passou mal na ocasião, mas sobreviveu. 

Dias antes, Deise havia visitado o casal com o marido e o filho, levando itens como produtos de limpeza, flores, leite em pó, farinha e bananas.

A suspeita de envenenamento surgiu após a investigação do bolo de Natal, preparado por Zeli e levado para uma confraternização familiar. Análises do IGP revelaram que a farinha usada no doce estava contaminada com arsênio, provocando a morte de três pessoas e a hospitalização de outras.

A exumação reforçou as suspeitas contra Deise. Durante a perícia em seu celular, foram identificadas cerca de 100 buscas relacionadas a "arsênio" e termos como "veneno para o coração" e "veneno para humanos". 

Deise Moura dos Anjos está detida no Presídio Estadual Feminino de Torres, sendo investigada por triplo homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio.

CASO

Seis pessoas passaram mal após comer um bolo durante um café da tarde em 23 de dezembro de 2024, cidade de Torres, no Rio Grande Sul.

Devido a ingestão do bolo envenenado, três mulheres morreram. Tatiana Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva tiveram parada cardiorrespiratória. Já Neuza Denize Silva dos Anjos teve a morte divulgada como "choque pós-intoxicação alimentar".

Haddad desmente 'imposto do cachorrinho' após vídeo falso feito com IA, e AGU pede remoção ao Facebook

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 10 Jan 2025
  • 08:28h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) publicou nas redes sociais um vídeo para desmentir informações falsas sobre taxação de transações via Pix e até de animais de estimação.
 

"Imposto sobre Pix, mentira. Imposto sobre quem compra dólar, mentira. Imposto sobre quem tem um animal de estimação, mentira. Pessoal, vamos prestar atenção, está circulando uma fake news. Prejudica o debate público, prejudica a política, prejudica a democracia", disse o ministro.
 

O "imposto do cachorrinho de estimação" é citado em um vídeo deepfake, no qual a imagem de Haddad é manipulada por meio do uso de inteligência artificial para fazer parecer que o ministro foi o autor da declaração pró-taxação. O vídeo foi compartilhado pelo ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).
 

A AGU (Advocacia-Geral da União) enviou nesta quinta uma notificação extrajudicial ao Facebook para pedir a remoção do vídeo em até 24 horas.
 

"A postagem, manipulada por meio de inteligência artificial, contém informações fraudulentas e atribui ao ministro declarações inexistentes sobre a criação de um imposto incidente sobre animais de estimação e pré-natal", diz a notificação.
 

"A análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de cortes bruscos, alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa", afirma o documento.
 

Caso o vídeo não seja removido, a AGU pede que o conteúdo receba uma tarja para informar que o vídeo foi gerado com uso de inteligência artificial. Ainda não há informações sobre se o órgão vai expedir notificações para outras plataformas onde o vídeo também foi compartilhado, como o X (ex-Twitter).
 

Nesta semana, a Meta, dona de Instagram e Facebook, anunciou a decisão de eliminar o programa de checagem de fatos de suas redes sociais.
 

Nos últimos dias, também circularam nas redes uma informação falsa de que a Receita Federal taxaria as transações via Pix.
 

A fake news surgiu após uma medida que amplia a fiscalização sobre transações digitais entrar em vigor, no último dia 1º de janeiro.
 

Desde o dia 1º, o serviço de monitoramento de transações financeiras foi ampliado para transferências Pix que somam ao menos R$ 5.000 por mês, no caso de pessoas físicas. Para pessoas jurídicas, o montante estabelecido foi de R$ 15 mil mensais.
 

Agora, operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento, como bancos digitais, deverão notificar à Receita Federal operações que ultrapassem esses valores. A norma já se aplicava para bancos tradicionais e cooperativas de crédito, bem como para outras modalidades de transação.
 

A nova norma "não implica qualquer aumento de tributação" e visa apenas melhorar o "gerenciamento de riscos pela administração tributária", disse a Receita.
 

"Essas coisas são mentirosas e às vezes elas misturam com uma coisa que é verdadeira para confundir opinião pública", criticou Haddad.
 

Segundo o ministro, a "única coisa verdadeira" é que o governo vai tributar as empresas que atuam no segmento de apostas esportivas, as chamadas bets, e os cassinos virtuais.
 

"São casas de apostas que lucram uma montanha de dinheiro. Essas casas de apostas vão ter que pagar impostos devidos como qualquer outra empresa instalada no Brasil. Fora isso, é tudo falso", afirmou.
 

"Fake news prejudica a democracia e traz uma série de inseguranças para as pessoas", acrescentou o ministro, pedindo que as pessoas "deixem a mentira de lado".

Tiago Leifert retorna à TV e será novo narrador na SBT

  • Bahia Notícias
  • 09 Jan 2025
  • 16:30h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Thiago Leifert está de volta à televisão. Na última quarta-feira (8), o SBT anunciou oficialmente que o comunicador será o mais novo contratado da emissora, mas desta vez como narrador. A função nunca foi exercida por ele enquanto apresentador da Rede Globo, mas sim no FIFA, jogo de futebol eletrônico para consoles e computadores, e na Amazon Prime Video, narrando a Copa do Mundo de 2022. 

Thiago Leifert iniciou sua carreira como repórter no SporTV em 2006 e, dois anos depois, foi promovido a repórter de esportes na TV Globo. Em 2009, assumiu o Globo Esporte São Paulo como editor-chefe e apresentador. Em 2010, apresentou o programa Central da Copa, voltado para a cobertura da Copa do Mundo na África do Sul.

A partir de 2012, Leifert migrou para o entretenimento, comandando The Voice Brasil e The Voice Kids. Também apresentou o programa de games Zero1, integrou o É de Casa em 2015 e foi apresentador do Big Brother Brasil entre 2017 e 2021.

No SBT, Thiago Leifert fará sua estreia no dia 21 de janeiro, narrando Benfica x Barcelona pela Liga dos Campeões da Europa. A partida será transmitida pelo SBT e pelo canal +SBT às 16h45 (horário de Brasília), válida pela sétima rodada da competição. Em março, ele também participará das transmissões da Copa Sul-Americana.

Leifert estará acompanhado por uma equipe que inclui Luiz Alano, Mauro Beting, Nadine Basttos, Benjamin Back no Arena SBT e Renata Saporito no SBT Sports.

'Ainda Estou Aqui' é o 2º filme mais bem avaliado de 2024, diz rede social

  • Por Folhapress
  • 09 Jan 2025
  • 14:24h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O rede social especializada em filmes, o Letterboxd, revelou a lista dos filmes mais bem avaliados de 2024 e "Ainda Estou Aqui" figura em segundo lugar.

O filme brasileiro ficou atrás apenas e "Duna: Parte 2"; ambos ficaram com 4.4 -de 5-, mas o longa americano teve mais notas altas. A relação de longas foi divulgada nesta quarta-feira (08).

Além disso, "Ainda Estou Aqui" também figurou como melhor drama do ano, melhor filme sul-americano, e é o terceiro filme mais bem avaliado da década.

Abaxo, veja a lista das dez produções mais bem avaliadas de 2024

1. "Duna: Parte 2"

2. "Ainda Estou Aqui"

3. "Como Ganhar Milhões Antes que a Vovó Morra"

4. "Look Back"

5. "Sing Sing"

6. "Robô Selvagem"

7. "HAIKYU!! The Dumpster Battle"

8. "Hundreds of Beavers"

9. "Rap World"

10. O Brutalista"

Casa Civil mandou que ministérios votassem contra resolução do Conanda sobre aborto legal

  • Por Folhapress
  • 09 Jan 2025
  • 10:15h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Partiu da Casa Civil a ordem para que os ministérios do governo Lula votassem contra a resolução do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente) com diretrizes sobre o atendimento de aborto legal a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União

O documento, que está no centro de um imbróglio jurídico e político, foi aprovado em 23 de dezembro, com 15 votos favoráveis, dados por conselheiros da sociedade civil, e 13 votos contrários, de representantes do governo federal.

A resolução estabelece protocolos para a interrupção da gestação, com a prioridade de crianças e adolescentes nos serviços de aborto legal, "sem a imposição de barreiras sem previsão legal", e afirma que o acesso a informações claras e imparciais sobre interrupção da gestação é direito da criança e do adolescente, "sendo vedada conduta diversa com base em conviccoes morais, politicas, religiosas e crencas pessoais".

A reportagem apurou que a orientação da Casa Civil foi dada em uma reunião apenas dos representantes do governo, no dia 20 de dezembro, e causou mal-estar entre os conselheiros, muitos dos quais têm ligações com movimentos de mulheres e pretendiam votar a favor do texto.

Segundo presentes, a posição foi repassada por Amarildo Baesso, suplente da Casa Civil no Conanda, informando que não haveria espaço para divergência dentro do governo. A reunião teria levado conselheiras às lágrimas.

Durante a reunião de 23 de dezembro, a conselheira Pilar Lacerda, secretária nacional dos direitos da criança e do adolescente do MDH (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania), apresentou pedido de retirada de pauta da minuta da resolução, o que foi rejeitado pela maioria dos conselheiros.

Após a derrota do pedido de retirada de pauta, Baesso, que representava a Casa Civil comandada por Rui Costa na assembleia, entrou com novo pedido de vista. A medida foi vista por integrantes do conselho como uma manobra regimental.

A reunião antes do Natal era a última possibilidade de votar a resolução antes da troca de mandato na presidência do Conanda, que é alternada entre sociedade civil e governo. O presidente do Conanda possui voto com peso duplo.

 

Em 2024, o conselho foi presidido pelo Conselho Federal de Psicologia, representado por Marina de Pol Poniwas. Caso o pedido de vista fosse acatado, o texto só poderia ser pautado novamente durante a gestão deste ano, em que o comando pertence ao governo.

Como o governo já havia feito um pedido de vistas anterior, em reunião do dia 2 de dezembro, a assembleia decidiu em votação não acatar o novo adiamento. A votação seguiu adiante e a resolução foi aprovada.

O MDH publicou nota após a votação afirmando que parecer da consultoria jurídica do órgão indicou que a resolução apresentava definições que só poderiam ser dispostas em leis.

No dia seguinte, em 24 de dezembro, a Justiça federal suspendeu a publicação da resolução, acatando mandado de segurança impetrado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Em uma parceria improvável, a ex-ministra do governo Bolsonaro usou o pedido de vista realizado pela Casa Civil de Lula para argumentar contra a validade da votação.

A reportagem telefonou nesta quarta-feira (8) para o conselheiro Baesso. Ele não quis se manifestar sobre o pedido de vista e a informação de que a ordem para votar contra a resolução tivesse partido da Casa Civil e encerrou a ligação.

O ex-secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Ariel de Castro Alves, que é ex-presidente do Conanda, afirmou que divergências públicas não são comuns no conselho, que costuma aprovar resoluções por unanimidade.

Ele também apontou estranheza no fato de que o recurso contra a decisão que suspendeu a resolução tenha sido apresentado pela ONG Gajop (Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares) e não pela AGU (Advocacia-Geral da União).

"Afinal, se trata de uma decisão majoritária de um órgão do governo", afirma Alves. "Isso mostra o quanto o governo está boicotando essa resolução."

Na segunda-feira (6), o juiz Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal), acatou o recurso e determinou a publicação da resolução, que foi oficializada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).

Procurado, o MDH reafirmou o posicionamento da nota publicada em 23 de dezembro. Além de Amarildo Baesso, a Casa Civil foi procurada através de sua assessoria de imprensa, mas até a publicação desta reportagem ainda não havia se posicionado.

CONTINUE LENDO

Governo Lula libera R$ 51 bi em novos empréstimos a estados e municípios em 2024

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 09 Jan 2025
  • 08:41h

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou R$ 51,2 bilhões em novos empréstimos a estados e municípios em 2024, segundo levantamento feito pela reportagem a partir de dados do Banco Central.

O valor representa um aumento nominal de 18,1% em relação aos R$ 43,3 bilhões contratados em 2023 e consolida a guinada na política de financiamento aos governos regionais, movida principalmente por bancos públicos federais.

A injeção de R$ 94,5 bilhões nos primeiros dois anos de mandato representa uma parte do quadro, já que os registros do BC não incluem operações externas com organismos multilaterais.

Segundo outra base de dados, do Tesouro Nacional, essas transações foram autorizadas em até US$ 3,29 bilhões no ano passado (algo próximo de R$ 20 bilhões, segundo a cotação atual).

Técnicos e economistas temem que o boom de empréstimos vire uma bomba-relógio, reeditando a flexibilização ocorrida entre 2012 e 2014, no governo Dilma Rousseff (PT). A política foi considerada o embrião da crise que, nos anos seguintes, levou ao parcelamento de salários, ao calote nas dívidas com a União e à sequência de socorros aprovada pelo Congresso Nacional.

Procurado para comentar os dados, o Ministério da Fazenda não se manifestou.

Com mais acesso a crédito e irrigados por outras transferências (inclusive emendas), governadores e prefeitos já pisaram no acelerador dos gastos.

O desequilíbrio é mais evidente nos municípios. Eles haviam saído de um superávit primário de R$ 25,9 bilhões em 2022 para um déficit de R$ 9,8 bilhões em 2023. No ano passado, a situação se agravou, e o rombo chegou a R$ 18,1 bilhões entre janeiro e novembro.

Os governos estaduais ainda exibem um superávit mais robusto em 2024 (R$ 36 bilhões entre janeiro e novembro), mas têm as contas sobrecarregadas pelo custo de suas dívidas. Quando o pagamento das prestações entra na balança, o resultado vira um déficit nominal de R$ 38,9 bilhões.

Além disso, fatia considerável (R$ 12,3 bilhões) dos empréstimos aos estados foi liberada no último trimestre do ano, e as despesas correspondentes só devem ocorrer a partir de 2025. Ou seja, há risco de deterioração das contas à frente.

A ampliação dos empréstimos a estados e municípios é uma orientação de Lula, que na campanha eleitoral já prometia facilitar o acesso a recursos para ampliar investimentos e contribuir na sustentação da atividade econômica. Mas o impulso dado nos primeiros dois anos da gestão também aproveita uma brecha criada na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Em 15 de dezembro de 2022, o Executivo decidiu retirar do limite fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) as operações contratadas por estados que renegociaram suas dívidas com a União em 1997 e aqueles que ingressaram em programas de socorro mais recentes, como o RRF (Regime de Recuperação Fiscal).

A decisão criou uma esteira paralela de empréstimos. Para se ter uma ideia, o limite para novas operações no ano passado era de R$ 26 bilhões, mas a contratação efetiva foi o dobro. Neste ano, o limite fixado pelo CMN é de R$ 15 bilhões, mas outros R$ 42 bilhões podem ser contratados por fora.

No fim de 2023, o governo Lula ainda flexibilizou as regras de classificação de risco dos entes subnacionais, facilitando a conquista das notas A e B, que os credenciam a contratar empréstimos com garantia do Tesouro Nacional -que se compromete a pagar a dívida em caso de inadimplência.

O temor dos técnicos da área econômica se deve ao potencial de desequilíbrios a partir dessas operações.

Alguns estados e municípios usam o dinheiro para ampliar investimentos, mas outros desvirtuam essa finalidade e manobram para aumentar despesas correntes (como salários de servidores). É o que se chama de "troca de fontes" no jargão orçamentário: o empréstimo financia um investimento já previsto, e o ente usa o caixa próprio para elevar outros gastos.

O problema ocorre quando o fôlego acaba ou a economia desacelera, reduzindo a arrecadação com ICMS, principal fonte de receitas dos estados. Nessa situação, cresce a dificuldade para honrar obrigações com servidores, credores e o próprio serviço da dívida.

"Com todo esse aperto da política monetária [via aumento da taxa de juros], vai ter um arrefecimento da atividade econômica, e o imposto que reage mais rapidamente é o ICMS", afirma o chefe de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Segundo ele, o risco de deterioração pode levar a uma nova onda de calotes, obrigando a União a honrar as parcelas.

O especialista ressalta que a última crise levou a situações extremas nos estados. "Lembro casos em que a desorganização das finanças dos estados levou a problemas na segurança pública, com aumento nos índices de criminalidade", diz Bittencourt.

A recente aprovação do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados) gera preocupação adicional. O programa de socorro reduz o juro da dívida dos estados com a União e cria disponibilidade adicional no caixa desses entes para incrementar gastos, a menos de dois anos da eleição de 2026.

O aumento de despesas de estados e municípios também preocupa economistas pelas consequências no PIB e na eficácia da política de juros do Banco Central. O maior impulso fiscal vindo dos governos regionais estimula uma atividade econômica já superaquecida e alimenta a inflação, dificultando o trabalho do BC.

Bráulio Borges, economista-sênior da LCA 4intelligence, pesquisador-associado do FGV Ibre, tem chamado a atenção para esse tema. No terceiro trimestre de 2024, a despesa ficou próxima a R$ 630 bilhões. Até o início de 2022, estavam abaixo de R$ 510 bilhões por trimestre, segundo dados já atualizados.

O crescimento foi tão expressivo que os estados e municípios ultrapassaram os gastos do governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência e do BC. Segundo Borges, parte disso reflete transferências da União por meio de fundos, emendas e royalties, mas outra parte pode vir da expansão dos empréstimos.

O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, afirma que o fluxo de recursos está "enterrando os municípios", pois o dinheiro adicional chega carimbado para honrar determinada obrigação que não necessariamente é a mais urgente.

"Nem deveria ter novos empréstimos. Vai pagar como depois? Com dinheiro que vai fazer falta na saúde? Para inaugurar uma obra? Tudo que falta estoura sempre no pequeno, no mais desprotegido, que é o cidadão", critica.

O maior aumento entre 2023 e 2024 veio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Em nota, a instituição afirma que a expansão do crédito ao setor público representa a "retomada da atuação histórica do banco".

Já o Banco do Brasil, que mantém sua liderança em valores absolutos de contratação, disse que essa posição é resultado de "decisão estratégica".

Primeiro evento público de Sidônio após ser confirmado como ministro deve acontecer nesta quarta-feira

  • Bahia Notícias
  • 08 Jan 2025
  • 16:14h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O publicitário baiano Sidônio Palmeira, anunciado como novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), deve participar nesta quarta-feira (8) de um ato organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em memória aos dois anos dos atos golpistas de 2023.

O atual titular da pasta, Paulo Pimenta, foi comunicado sobre sua saída na terça-feira (7), após reunião com Lula. A posse de Sidônio está prevista para a próxima semana. As informações são do site Metrópoles.

Antes de aceitar o convite para integrar o governo, Sidônio esteve presente na confraternização de fim de ano dos ministros, realizada no Palácio da Alvorada no dia 20 de dezembro. A troca no comando da Secom ocorre em meio a ajustes na equipe ministerial.

Ministros do STF veem aproximação da Meta com X e minimizam declaração de Zuckerberg

  • Por Ana Pompeu | Folhapress
  • 08 Jan 2025
  • 14:44h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Ministros e assessores do STF (Supremo Tribunal Federal) observam com cautela o movimento de aproximação da Meta ao modelo do X (ex-Twitter). Ao mesmo tempo, integrantes da corte minimizam a declaração do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de que tribunais da América Latina emitem decisões de forma secreta.

Em vídeo publicado no Instagram nesta terça-feira (7), o fundador da Meta anunciou o fim do programa de checagem de fatos criado em 2016 para conter a disseminação de desinformação em seus aplicativos. No mesmo discurso, ele atacou a atuação do Judiciário no continente.

"Países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa", disse Zuckerberg.

De acordo com a avaliação dos integrantes da corte e pessoas próximas ouvidas pela Folha, a alteração da Meta atinge apenas os Estados Unidos. No entanto a menção aos tribunais da América Latina demonstra que a nova política pode ser aplicada na região em breve.

Ao menos quatro magistrados afirmam que é preciso refletir mais sobre o tema e os novos passos de Zuckerberg antes de tirar conclusões e reagir. Seria, portanto, cedo para entender a dimensão do impacto da mudança da Meta tanto sobre o julgamento do Supremo a respeito da regulação das plataformas quanto sobre a própria relação da empresa com a corte e o Brasil.

Além disso, entendem que as mudanças podem não ter alcançado o Brasil neste momento porque o país já demonstrou ter uma postura diferente, em referência à decisão que confirmou de forma unânime na Primeira Turma a suspensão ao X no Brasil, como determinado por Alexandre de Moraes no fim de agosto passado. A plataforma ficou fora do ar no país por 38 dias na ocasião.

Em novembro passado, o Supremo começou a análise dos dois recursos que tratam da responsabilidade de redes sociais sobre conteúdos publicados por terceiros, em julgamento sobre o Marco Civil da Internet. Três votos foram dados: dos relatores Dias Toffoli e Luiz Fux e do presidente Luís Roberto Barroso. André Mendonça pediu vista e suspendeu a análise do caso.

A Meta criticou as propostas feitas pelos ministros e defendeu que se chegasse a uma "solução balanceada" e com "diretrizes claras".

"Nenhuma grande democracia no mundo jamais tentou implementar um regime de responsabilidade para plataformas digitais semelhante ao que foi sugerido até aqui no julgamento no STF", dizia o texto na ocasião.

Barroso votou para que a atual regra sobre responsabilidade das plataformas de rede sociais seja declarada apenas parcialmente inconstitucional. Com isso, o presidente do STF abriu a divergência.

Toffoli disse que o modelo atual confere uma imunidade às redes sociais e votou pela inconstitucionalidade completa do modelo atual, assim como Fux.

Nas sessões do plenário dedicadas ao Marco Civil, o ministro Alexandre de Moraes, que teve conflitos com o Telegram e o X, chegou a elogiar a postura do WhatsApp, da Meta, durante as últimas eleições presidenciais.

"Nas eleições de 2022, o WhatsApp, justiça seja feita, foi extremamente colaborativo com a Justiça Eleitoral. Diminuiu o número de participantes de grupo. Quando percebia que um discurso de ódio estava sendo divulgado em relação aos participantes, bloqueava esse grupo. Até, depois de algum tumulto inicial, o Telegram fez isso também", disse.

O advogado-Geral da União, Jorge Messias, acredita que a mudança em curso na Meta não muda o quadro do julgamento do Marco Civil da Internet no Supremo. Isso porque já há uma tendência na corte de fixar um modelo de responsabilização das plataformas mais rígido que o atual. Ainda assim, para ele, a declaração coloca mais pressão sobre a necessidade de o Brasil criar um novo marco jurídico para a regulação das redes sociais.

Ele usou a mesma expressão utilizada por Zuckerberg em referência à América Latina para falar da própria empresa.

"A Meta decidiu focar na expansão de seu modelo de negócios. Infelizmente, como os algoritmos da empresa são secretos, essa escolha tende a intensificar a desordem informacional em um ecossistema digital que já enfrenta desafios significativos relacionados à disseminação de fake news e discursos de ódio", disse Messias.

Da mesma forma, magistrados e o advogado-geral afirmam que há sentido em falar em decisões secretas. A corte tem julgamentos televisionados e decisões públicas sobre o tema, ao contrário dos EUA.

Janja abre eventos do 8 de janeiro destacando combate ao discurso de ódio e trabalho para restaurar patrimônio destruído

  • Bahia Notícias
  • 08 Jan 2025
  • 12:32h

Foto: Reprodução/ YouTube

Com um discurso feito pela primeira-dama, Janja Lula da Siva, foram iniciados no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (8), os eventos para lembrar os acontecimentos do dia 8 de janeiro de 2023 em Brasília, com a invasão e depredação das sedes dos três poderes por manifestantes bolsonaristas. Os atos desta quarta são voltados também à defesa da democracia e das instituições brasileiras. 

O primeiro evento desta manhã tem como objetivo reinaugurar o relógio de Balthasar Martinot, do século 18, destruído por manifestantes na invasão ao Palácio do Planalto. O relógio, trazido ao Brasil pela família real portuguesa, foi consertado na Suíça sem custos para o governo brasileiro. 

Em seu pronunciamento, acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo vice Geraldo Alckmin, pelo vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego, e pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a primeira-dama destacou o minucioso trabalho de restauro das peças que foram destruídas no 8 de janeiro. A cerimônia, na Sala de Audiências do Palácio, teve o simbolismo da entrega de 20 obras que foram restauradas por uma equipe que atuou nos últimos dois anos para reparar os estragos.

Na sua fala, de cerca de sete minutos, Janja disse que a sede do Poder Executivo foi uma das vitimas do "ódio" de manifestantes extremistas.

"O Palácio do Planalto foi vítima do ódio que estimula e continua estimulando atos antidemocrático e falas fascistas. A nossa resposta é a união, a solidariedade e o amor", afirmou Janja.

A primeira-dama falou também sobre a necessidade de se manter a defesa intransigente da democracia, não importando o esforço para esse fim.

"Preservar nosso patrimônio histórico é tão importante para sempre nos lembrarmos daquilo que fomos e dos caminhos que devemos trilhar para construímos um amanhã em que todos os brasileiros tenham vez e voz", disse Janja.

Outro ponto destacado pela primeira-dama foi o comprometimento dos restauradores na tarefa de recuperar o patrimônio destruído, como um símbolo da força da democracia brasileira.

"Em cima dessas lágrimas dos trabalhadores, essa reconstrução se fez. Nada é maior do que a vontade do povo brasileiro de permanecer livre e com plenos direitos. Arte e liberdade são inseparáveis", completou Janja da Silva.