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Governo Lula vai à OMC contra tarifaço imposto pelos EUA

  • Por Isadora Albernaz | Folhapress via Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 14:41h

Tomaz Silva / Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a acionar nesta segunda-feira (27) a OMC (Organização Mundial do Comércio) após a administração Donald Trump confirmar um tarifaço que pode chegar a até 37,5% sobre alguns produtos brasileiros.

 

A decisão de apresentar um pedido de consulta aos Estados Unidos foi comunicada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Trata-se da primeira etapa do processo na organização.
 

A gestão petista contesta tanto a taxa de 25%, aplicada com base em uma investigação por práticas do Brasil consideradas desleais no comércio com os Estados Unidos, anunciada em 15 de julho, como também à tarifa de 12,5%, com base em apuração sobre falhas no combate à importação de produtos feitos com o uso de trabalho forçado. Essa última foi anunciada na quinta (23).
 

A disputa na OMC, porém, não deve ter efeitos práticos. Desde 2019, a implementação de decisões não é obrigatória pelos países-membros.
 

"O Brasil considera que as medidas norte-americanas são injustificadas e incompatíveis com obrigações dos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC", diz a nota do Itamaraty.
 

As duas taxas entraram em vigor neste mês. O governo brasileiro estima que 16,5% das exportações brasileiras aos EUA são alcançadas simultaneamente por elas. É o caso de produtos como máquinas e equipamentos, madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
 

Como mostrou a Folha, já era esperada a abertura de uma nova disputa com os EUA na OMC por parte do governo Lula.
 

Segundo apurou a reportagem, membros da gestão petista avaliam que o procedimento aberto em agosto do ano passado, quando o Brasil foi atingido por uma sobretaxa de 50%, não poderia ser reaproveitado porque os objetos das consultas são diferentes.
 

Na época, os americanos chegaram a aceitar o pedido de consultas feito pelo Brasil, mas afirmaram que as queixas eram temas de segurança nacional e, portanto, não estavam sujeitas à revisão da entidade.
 

Agora, com a nova medida, as autoridades brasileiras buscam evitar qualquer questionamento jurídico que invalide a ação.
 

Na última semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo Lula não pretende retaliar os Estados Unidos pelo tarifaço, apesar das críticas à decisão.
 

"A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que [no] olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é [dizer] ‘estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso’. Temos instrumentos para fazê-los, no momento oportuno, da forma adequada", disse.
 

Em comunicados oficiais, a gestão petista disse que iria "imediatamente" iniciar os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade contra os EUA
 

Apesar disso, a equipe econômica de Lula adotou um tom diferente em relação à possibilidade de acionar os mecanismos da lei aprovada pelo Congresso Nacional, após setores da economia afetados pedirem ao governo negociações que tentassem reverter as taxas sem recorrer a medidas de reciprocidade.
 

Caso fosse acionada a lei, que permite que um país adote medidas recíprocas (sejam elas econômicas, diplomáticas e outras), alguns produtos e setores importantes para o comércio brasileiro poderiam acabar prejudicados.
 

ENTENDA O PASSO A PASSO NA OMC
 

Se as consultas não resolverem a disputa, o demandante –no caso o Brasil– pode pedir a instauração de uma segunda etapa: um painel.
 

As partes formam os painéis com três membros, escolhidos em comum acordo. Os dois países apresentam petições escritas e participam de audiências. O painel emite um relatório sobre as medidas em contestação e sua compatibilidade com acordos da OMC.
 

O prazo teórico para a apresentação desse relatório é de até seis meses, prorrogáveis por mais três. Na prática, a fase de painel tem durado cerca de 12 meses —a não ser em casos de maior complexidade, que podem se arrastar por até cinco anos.
 

O país derrotado pode entrar com recurso, dando início a uma terceira e última etapa: uma contestação no Órgão de Apelação. O colegiado pode manter, modificar ou reverter as conclusões de um painel, e a decisão é de implementação obrigatória pelos países-membros. O problema é que essa última instância está paralisada desde 2019.

Governo Lula teme interferência externa nas redes após ofensiva de Trump e Milei a favor de Flávio

  • Por Caio Spechoto, Catia Seabra e Mariana Brasil | Folhapress
  • 28 Jul 2026
  • 10:06h

Foto: Agência Brasil / The White House

Integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha do presidente Lula (PT) interpretaram a recente ofensiva dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como tentativas de interferência estrangeira na eleição brasileira e temem que as investidas se tornem mais intensas às vésperas da votação.

 

A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à pressão de Trump sobre grandes empresas de tecnologia —o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.
 

Aliados de Lula dizem apostar em uma iniciativa preventiva do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir ferramentas de inteligência artificial na campanha, mas a avaliação desse grupo político é de que não haveria como evitar uma ação articulada.
 

Em conversas reservadas com aliados nas últimas semanas, Lula relatou avaliar o atual contexto eleitoral como diferente de outros que já enfrentou por causa das possibilidades de intervenção estrangeira.
 

Os embates foram acirrados desde a atuação do argentino na convenção do PL no último sábado (25) que escolheu Flávio como candidato à Presidência.
 

Nesta segunda (27), questionado por jornalistas, Lula evitou embate direto, mas ironizou Milei. "Quem é esse cara?", respondeu. O presidente da Argentina, por sua vez, compartilhou uma série de posts nas redes sociais com críticas ao petista.
 

Ainda nesta segunda, o governo chinês afirmou que apoia os esforços do Brasil para preservar soberania e independência e se opor a "interferência externa". A manifestação veio depois de um telefonema entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.
 

No sábado, Milei manifestou apoio a Flávio, que, segundo ele, pode "parar Lula". Em seu discurso, também chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca". O magistrado não permitiu que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.
 

As falas de Milei geraram uma crise entre os países. Em uma frente, Lula chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina, uma atitude considerada radical na diplomacia. Em outra, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) reuniu-se com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e expressou "repulsa" ao que classificou de "impropérios" de Milei.
 

Também na convenção, o PL exibiu um vídeo feito por ferramentas de inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente em formato de IA disse que Flávio é seu sucessor.
 

A exibição do material foi vista por aliados de Lula como um sinal de que a campanha bolsonarista testa os limites das regras eleitorais, uma vez que Jair Bolsonaro não pode aparecer em redes sociais por decisão judicial.
 

No dia anterior, sexta-feira (24), o jornal americano The Washington Post revelou que Donald Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral do país. O Itamaraty negou vistos aos dois funcionários do governo Trump.
 

O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende os interesses de seu grupo político principalmente junto ao Departamento de Estado americano.
 

No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista.
 

Na época, o Planalto ainda minimizava possibilidades de intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras. Apesar disso, as autoridades não descartavam a chance de que isso ocorresse devido à imprevisibilidade do governo americano e à sequência de ataques num período de um ano.
 

Além disso, no ano passado, o governo americano citou o julgamento que condenaria Jair Bolsonaro por tentativa de golpe como um dos motivos para a aplicação de sanções econômicas ao Brasil, o primeiro tarifaço. A medida animou forças políticas de direita na época, mas depois passou a causar desgaste ao grupo político de Bolsonaro.

Brasileiros com mais de 60 anos são os mais engajados nas eleições, aponta pesquisa

  • Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 08:11h

Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A maior taxa de engajamento nas eleições é registrada entre os brasileiros com mais de 60 anos, faixa em que 60% afirmam ter muito interesse na eleição presidencial de outubro. O percentual está nove pontos acima da média nacional, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27). No conjunto do eleitorado, 51% dizem ter muito interesse no pleito, enquanto 25% declaram ter um interesse razoável. Os 24% restantes somam os que declaram ter pouco ou nenhum interesse, ou não souberam responder.

 

O menor índice de engajamento intenso foi registrado entre os eleitores de 25 a 40 anos, faixa em que 43% afirmam ter muito interesse nas eleições. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, o percentual é ligeiramente maior, de 45%. Embora o interesse máximo seja inferior ao observado entre os eleitores mais velhos, os jovens apresentaram o menor índice de desinteresse, apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse nas eleições para presidente.

 

"Os dados indicam que o engajamento político consolidado cresce com a maturidade do eleitor, atingindo seu ápice entre a população idosa. Por outro lado, o eleitorado jovem não se mostra indiferente às eleições, mas sim cauteloso. Embora registre um interesse mais moderado neste momento, com 35% classificando seu interesse como razoável, é a faixa etária que apresenta a menor taxa de desinteresse absoluto, o que aponta para uma margem expressiva de mobilização ao longo da campanha eleitoral", analisou o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

 

A pesquisa, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou por telefone 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Lula e Xi Jinping discutem zona de livre comércio e buscam acelerar acordo Mercosul-China

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 18:19h

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, discutiram a criação de uma zona livre de comércio entre os dois países em ligação telefônica realizada neste domingo (26). A conversa durou mais de uma hora. Entre os temas centrais, os líderes trataram da possibilidade de formalizar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China.

 

Segundo informações da Agência Brasil, a conversa foi confirmada por nota da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Os presidentes "coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades", conforme o comunicado oficial.

 

A pauta bilateral abrangeu ainda a cooperação em setores estratégicos e de alta tecnologia. Inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes foram áreas destacadas como prioritárias pelos dois líderes.

 

Lula e Xi Jinping também avaliaram positivamente iniciativas já em vigor entre os dois países. A isenção de vistos para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio de 2026, foi citada como exemplo de ação concreta. As atividades promovidas pelas celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026, voltadas à ampliação do conhecimento mútuo entre os dois povos, receberam avaliação favorável dos presidentes.

 

O balanço do comércio bilateral também foi considerado positivo na conversa entre os dois chefes de Estado.

 

Na agenda internacional, os presidentes abordaram os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética. Lula e Xi Jinping manifestaram preocupação com as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, apontando que essas limitações produzem efeitos negativos sobre a economia mundial.

 

A situação em Gaza também foi tema do diálogo. "Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza", informa o comunicado da Secom.

 

Os dois líderes destacaram o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática conduzida por Brasil e China na Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de buscar solução pacífica para os conflitos por meio do diálogo entre países do Sul Global, como instrumento relevante para o encerramento da Guerra na Ucrânia.

 

Apesar de reconhecerem a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de responder de forma adequada às crises em curso, Lula e Xi Jinping reiteraram o compromisso com o multilateralismo e a disposição de atuar de maneira coordenada nos fóruns internacionais.

Partido Novo oficializa candidatura presidencial de Romeu Zema e tenta acordo com Joaquim Barbosa para vice

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 16:16h

Foto: Reprodução CNN

Em convenção nacional realizada em Brasília nesta segunda-feira (27), o partido Novo oficializou a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à presidência da República. Zema, com 61 anos, será candidato a presidente pela primeira vez em sua carreira política. 

 

A convenção contou com a participação de algumas das principais lideranças nacionais do partido, como o senador Eduardo Girão, candidato ao governo do Ceará, e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, que concorrerá ao Senado pelo Paraná. Com a definição do Novo, já são quatro os candidatos a presidente oficializados em convenção: Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). 

 

“O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula. Se tem alguém que sabe como derrotar o PT, sou eu. Sou o mais qualificado para fazer o Brasil prosperar novamente, assim como fiz em Minas”, afirmou Zema no evento.

 

Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o "Brasil real".

 

"No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT", prosseguiu Zema.

 

O partido Novo ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente. No último sábado (25), Romeu Zema afirmou que gostaria de contar com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em sua chapa, mas a definição depende de novas conversas. Barbosa era pré-candidato a presidente pelo DC, mas desistiu da postulação. 

 

Empresário e administrador de empresas, Romeu Zema iniciou sua carreira política em 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais. Em 2022 o então governador ganhou a disputa para um segundo mandato pelo estado. 

 

Na campanha deste ano, Zema busca se apresentar como uma alternativa dentro do campo da direita em meio à polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (27), o candidato do Novo aparece com 3% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula (40%), Flávio (32%), Ronaldo Caiado (6%) e Renan Santos (5%). 

Cortes no orçamento do BC ameaçam segurança e inovação do Pix

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 27 Jul 2026
  • 14:15h

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês.

 

Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers.
 

Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. "O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC", disse a autoridade.
 

Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco.
 

O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário.

Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.
 

O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema.
 

A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro.
 

Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso.
 

A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix.
 

Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.
 

O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado.
 

O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha. Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema.
 

RISCO DE ATAQUES HACKERS
 

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC.
 

Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços.
 

A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão.
 

Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.
 

Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema.
 

O primeiro é a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado.
 

Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões.
 

Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão.
 

O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura.
 

"Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores", diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos.
 

Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes.
 

Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. "Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo."

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Toy Story 5" ultrapassa US$ 1 bilhão e é o maior sucesso de bilheteria de 2026

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 12:12h

Foto: Reprodução

 

"Toy Story 5" ultrapassou a marca de US$ 1,02 bilhão em bilheteria mundial e se tornou o filme de maior arrecadação de 2026. O novo capítulo da franquia da Pixar alcançou o resultado poucas semanas após a estreia, superando "Michael" e "Super Mario Galaxy: O Filme" no ranking anual, e passou a integrar o seleto grupo de produções que ultrapassaram a marca do bilhão de dólares nos cinemas ao redor do mundo.

 

A animação chegou a esse patamar após seis fins de semana em cartaz, somando cerca de US$ 448,5 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e Canadá e US$ 573,5 milhões nos mercados internacionais. O resultado consolida mais um sucesso para a Disney, que tem no filme um dos principais responsáveis por sua arrecadação global em 2026.

 

O desempenho reforça a força comercial da franquia iniciada em 1995. Desde o lançamento do primeiro filme, "Toy Story" se tornou uma das marcas mais importantes da Pixar, acumulando bilhões de dólares em bilheteria ao longo de suas cinco produções, além de sucesso em produtos licenciados e parques temáticos. Com esse resultado, a franquia passa a ter três filmes que superaram a casa do bilhão de dólares, "Toy Story 3", "Toy Story 4" e agora "Toy Story 5".

 

O quinto filme reúne novamente personagens como Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os demais brinquedos, apresentando uma nova aventura para o grupo. A produção chegou aos cinemas cercada de expectativa e teve forte desempenho desde o fim de semana de estreia, mantendo a liderança das bilheterias em diversos mercados internacionais. Segundo analistas do setor, o longa deve encerrar sua trajetória nos cinemas entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,2 bilhão em arrecadação mundial.

 

TSE diz que foi procurado por governo Trump, mas que tema da agenda não foi informado

  • Por José Marques | Folhapress via Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 18:21h

Foto: Reprodução

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou em nota neste sábado (25) que foi procurado pela embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita dos funcionários do Departamento de Estado que viajariam ao Brasil nos próximos dias e tiveram o visto negado pelo Itamaraty.
 

Segundo o TSE, embaixada fez a consulta à área internacional do tribunal e não informou da temática da agenda. Nenhuma reunião foi marcada devido ao recesso de julho do Judiciário.
 

Em junho, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se reuniu com 25 embaixadores para explicar como funciona o sistema eletrônico de votação do Brasil. O órgão afirma que ele defendeu as urnas eletrônicas aos representantes estrangeiros.
 

"No próximo dia 17 agosto, um novo encontro com embaixadores será promovido dentro do próprio TSE, e a diplomacia dos EUA será convidada, além de todos os países com representação no Brasil. Na ocasião, novamente o presidente falará sobre o funcionamento da urna eletrônica, patrimônio do povo brasileiro", diz a nota do TSE.
 

O tribunal lista que já aceitaram compor a missão de observadores eleitorais nas eleições de outubro a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, o Uniore e a Rojae-CPLP. "A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites", diz.
 

Segundo revelou o The Washington Post nesta sexta-feira (24), o presidente americano, Donald Trump, planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro, segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal.
 

Integrantes do corpo diplomático brasileiro afirmaram que a decisão de negar o visto foi tomada após detectarem uma possível ligação entre o ataque às urnas promovido pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governo Donald Trump.
 

Os vistos foram solicitados no dia 20 de julho pelo secretário-assistente Riley M. Barnes e pelo subsecretário-assistente Samuel Samson. A divulgação de informação falsa sobre as urnas por Flávio ocorreu no dia 21, e a negativa do Itamaraty foi na sexta-feira (24).
 

A intenção dos funcionários do governo americano era chegar ao Brasil semanas antes do primeiro turno, que acontecerá no dia 4 de outubro. O governo Lula e o Itamaraty ligaram o alerta temendo a instrumentalização da viagem.

Condenada pelo STF, Carla Zambelli reaparece nas redes sociais para prestar apoio à mãe em disputa por vaga na Câmara

  • Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 16:19h

Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados

A ex-deputada federal, Carla Zambelli (PL), voltou a se manifestar nas redes sociais neste sábado (25), anunciando a pré-candidatura de sua mãe, Rita Zambelli (PL), na disputa pela vaga de deputada federal pelo partido em São Paulo. Foragida da Justiça no Brasil, Carla também afirmou que permanecerá na Itália, onde se encontra desde junho de 2025.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zambelli agradeceu o apoio recebido desde que deixou o Brasil e disse que a mãe representará suas posições políticas durante sua ausência. “Minha mãe foi nosso esteio nessa luta, uma verdadeira matriarca. Agora ela estará na linha de frente e será a minha voz, minha pré-candidata a deputada federal pelo nosso amado Estado de São Paulo, pelo nosso PL”, afirmou a ex-deputada.

 

A ex-deputada ainda agradeceu o apoio de seu eleitorado a ela e à família. Ao encerrar a mensagem, a deputada ainda fez questão de declarar que seus familiares “venceram uma batalha” e convidou seus apoiadores a continuarem mobilizados. “Agora temos que vencer juntos a maior das batalhas, a de libertarmos o nosso país”, completou Zambelli.

 

Carla Zambelli deixou o país em junho de 2025, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal por participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Ela chegou a ser presa na Itália ainda em 2025, mas foi solta em maio deste ano, após a Justiça italiana anular a decisão que autorizava sua extradição ao Brasil.

Pesquisa Datafolha indica que Lula lidera com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro

  • Bahia Notícias
  • 25 Jul 2026
  • 18:35h

Fotos: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) pelo jornal Folha de S. Paulo. No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do senador pelo Rio de Janeiro.

 

O levantamento, registrado sob o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). O resultado indica estabilidade em relação a junho e aponta baixo impacto nas intenções de voto das crises acumuladas na campanha do pré-candidato do PL.

 

Em votos válidos, critério utilizado no dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula totaliza 45% e Flávio, 36%. O instituto pondera que os 8% de brancos, nulos e nenhum registrados agora tendem a cair conforme o pleito se aproxima, o que exige cautela na leitura do dado.

 

EM NÚMEROS
O grupo de candidatos abaixo dos dois líderes está concentrado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. As intenções de voto do primeiro turno para esse conjunto são:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
  • Romeu Zema (Novo): 3%;
  • Renan Santos (Missão): 3%;
  • Augusto Cury (Avante): 2%;
  • Samara Martins (UP): 1%;
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%.
  • Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Outros 3% se declararam indecisos.

 

Em confrontos diretos de segundo turno testados pelo Datafolha, Lula venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%. O quadro permanece estável em relação a junho.

CRISE E REJEIÇÃO
A consolidação de Flávio como principal adversário de Lula aparece também na pesquisa espontânea; 17% dos entrevistados citaram o senador como favorito, contra 30% que mencionaram o presidente. A má notícia para o pré-candidato do PL é que esse quadro não se alterou desde maio.

 

A estabilidade persiste, apesar de um mês marcado por turbulências na campanha de Flávio. A mais recente envolveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou, cerca de um mês atrás, um vídeo em que acusava o enteado de tê-la tratado mal e considerado dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou em xeque sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal.

 

A retratação de Flávio chegou nesta sexta-feira (23), e Michelle respondeu com um vídeo aceitando as desculpas. O efeito prático para a campanha, no entanto, ainda é incerto. O isolamento acumulado dificultou a montagem da chapa do senador, com aliados potenciais se recusando a integrá-la.

 

Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra do Datafolha, 50% declaram preferência por Lula num eventual segundo turno, ante 40% que escolhem Flávio. A rejeição geral ao senador chega a 48% dos eleitores, um ponto acima dos 46% que rejeitam o petista. Os demais candidatos registram rejeição inferior a 13%.

 

Também pesaram no período a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a abertura de investigação sobre recursos que Vorcaro destinou ao financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre Jair Bolsonaro, preso por golpe de Estado. Além da foto do sicário, que abriu novas críticas à sua campanha. 

 

A volta das tarifas de Donald Trump contra o Brasil, prática associada ao clã Bolsonaro, também figurou no intervalo entre as duas pesquisas. Na aplicação anterior das medidas punitivas, a família trabalhou ativamente por elas; Lula respondeu com uma campanha pela soberania nacional que está sendo retomada como eixo da eleição.

 

Os pesquisadores foram a campo no dia seguinte ao discurso de Flávio a diplomatas estrangeiros, em que o senador divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, replicando conduta que rendeu ao pai a inelegibilidade antes da prisão.

 

Do ponto de vista socioeconômico, o petista mantém vantagem entre nordestinos (55% do grupo, que representa 28% da população), eleitores com menor escolaridade (51% entre os 30% da amostra nessa faixa), os mais pobres (47% entre os 50% entrevistados nessa faixa de renda) e católicos (46% entre os 49% que se declaram assim).

 

Flávio performa melhor na classe média, que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (38% entre os 34% desse grupo), entre sulistas (41% dos 15% da amostra dessa região) e entre evangélicos (47% dos 25% que se identificam com essa denominação). A candidatura de Flávio Bolsonaro deve ser formalmente confirmada em convenção do PL neste domingo (25).

Justiça condena servidor do Ministério Público e mais dois em caso de vazamentos ao PCC

  • Por André Fleury Moraes | Folhapress via Bahia Notícias
  • 25 Jul 2026
  • 14:28h

Foto: Divulgação / TJ-SP

 A juíza Raianne Galiza Marcolino dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes (SP), condenou no último dia 3 um servidor do Ministério Público de São Paulo e outras duas pessoas por vazarem informações sigilosas sobre operações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

A sentença afirma que o oficial de Promotoria Felipe Coelho Lopes, de Lençóis Paulista, forneceu suas credenciais, o que permitiu que investigados se antecipassem a eventuais prisões ou buscas e apreensões. O caso tramita sob segredo de Justiça. Cabe recurso.
 

Sua defesa declarou à Folha que ele não tem relação "com a devassa nas operações do Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público]".
 

A função de Lopes no Ministério Público lhe conferia acesso a procedimentos sigilosos. Ele foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão e à perda do cargo público, mas poderá recorrer em liberdade.
 

Outros dois condenados são o advogado Dario Reisinger Ferreira e o empresário Thomaz Malho Franzese. A magistrada considerou que ambos se beneficiaram das credenciais de Lopes e atuaram para obter dados de procedimentos sensíveis, sobre os quais apenas o Ministério Público tinha conhecimento.
 

Foram 16 anos e 9 meses de reclusão aplicados a cada um.
 

À frente da defesa de Franzese, o advogado Eugenio Malavasi disse que respeita a sentença, mas que discorda de seus fundamentos e buscará revertê-la em recurso no Tribunal de Justiça. O advogado que representa Dario Reisinger afirmou que não vai se manifestar.
 

Irmão de Felipe, Gustavo Lopes também foi responsabilizado, mas recebeu a menor das penas, de um ano e quatro meses. Ele é acusado de ter utilizado as credenciais de Felipe para fins pessoais. Seu advogado disse que ele não tem ligação com o episódio.
 

O caso começou a ser investigado em junho de 2024, na esteira de duas operações que, segundo o Ministério Público, foram objeto de vazamento: a Munditia e a Khalifa, que apuravam, respectivamente, esquemas de fraude a licitações e agiotagem envolvendo o PCC.
 

As suspeitas sobre o vazamento de informações surgiram de diferentes frentes.
 

Em uma, a Promotoria estranhou o pedido de um advogado para acessar uma representação sigilosa do Ministério Público que pedia a quebra de sigilo de investigados. As outras vieram nas próprias operações: parte dos alvos fugiu e outros, embora localizados, haviam trocado de celulares.
 

O caso levou o Gaeco a pedir ao Tribunal de Justiça de São Paulo um relatório sobre quem havia acessado o processo.
 

A resposta veio em junho e atestou que "o usuário Felipe Coelho Lopes acessou, por diversas vezes, a medida cautelar de afastamento do sigilo das comunicações telemáticas e o procedimento de investigação criminal da operação Khalifa".
 

As entradas ocorreram entre 13h20 e 20h35 de 22 de fevereiro de 2024, pouco mais de dois meses antes das diligências. A auditoria do tribunal levou o Ministério Público a rastrear os endereços de IP (protocolo de internet) a partir dos quais os acessos haviam sido feitos.
 

A auditoria do tribunal levou o Ministério Público a rastrear os endereços de IP (protocolo de internet) a partir dos quais os acessos haviam sido feitos, o que levou as investigações a Franzese, que havia acessado e baixado procedimentos sigilosos com as credenciais do oficial de Promotoria, "beneficiando pessoas diretamente vinculadas às investigações".
 

Uma delas era o próprio Dario, ex-presidente do União Brasil em Suzano e alvo da operação que apurou fraude a licitações com atuação do PCC. A Folha procurou a legenda para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
 

A sentença diz que Thomaz e Dario mantinham "um vínculo associativo estável" e atuavam também em parceria. Segundo o Gaeco, Reisinger procurava potenciais atingidos e oferecia serviços advocatícios em troca de valores ante as informações privilegiadas.
 

Um dos alvos disse durante interrogatório que teve acesso às investigações via advogados que o procuraram via WhatsApp e que pediram R$ 250 mil para defendê-lo na causa. Afirmou também que "eu nem queria ter tido essa informação porque ela acabou com meu sono, acabou com a minha vida".
 

A Justiça concluiu que o advogado responsável pela oferta foi Dario. Além de violação de sigilo funcional e invasão de dispositivo de informática, tanto ele como Thomaz foram condenados também por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas.
 

O mesmo não aconteceu para Felipe.
 

Ele chegou a ser denunciado por isso, mas o Ministério Público pediu sua absolvição ao final do caso. A Justiça acolheu. Disse que "não se extrai, com o grau de certeza exigido à condenação, que ele tenha aderido ao propósito específico de embaraçar investigação envolvendo organização criminosa".
 

Conforme o Gaeco, o oficial de Promotoria em Lençóis Paulista oferecia sua senha como um serviço profissional. A investigação encontrou indícios, por exemplo, de que ele repassava credenciais de diferentes maneiras e propagava a possibilidade de obter informações sensíveis em plataformas online.
 

O Gaeco identificou 233 endereços de IP distintos que utilizaram as credenciais de Felipe Coelho Lopes para acessar casos de grande repercussão —muitos dos quais simultaneamente.
 

Além daqueles relacionados ao PCC, a sentença cita ações envolvendo o apresentador Danilo Gentili, o jogador Neymar e políticos como Guilherme Boulos (PSOL), Márcio França (PSB), Arthur do Val (Missão), Ricardo Nunes (MDB) e Geraldo Alckmin (PSB).

Pré-candidato à Presidência da República promete iPhone e internet grátis para quem concluir curso do governo

  • Bahia Notícias
  • 25 Jul 2026
  • 12:26h

Foto: Reprodução / Instagram @leonardoavalanche

O pré-candidato à Presidência da República, Leonardo Avalanche (PRTB), anunciou que pretende distribuir um iPhone e oferecer um ano de internet gratuita para brasileiros que concluírem um curso de empreendedorismo do governo, em um eventual mandato. A proposta também contempla beneficiários do Bolsa Família.

 

Segundo a pré-campanha, o aparelho seria utilizado como ferramenta de capacitação, inclusão digital e acesso ao mercado de trabalho. Avalanche será oficializado como candidato durante a convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 29 de julho.

 

O plano de governo ainda prevê a criação de um imposto único de 3,5% sobre transações financeiras, substituindo tributos federais, estaduais e municipais. A equipe do pré-candidato afirma que a medida reduziria o custo de produtos como alimentos, veículos e imóveis, embora ainda não tenha detalhado o impacto fiscal da proposta.

 

Outra iniciativa apresentada é facilitar o financiamento de veículos para motoristas de aplicativo, permitindo que os profissionais adquiram o próprio carro. Avalanche também promete negociar a redução das taxas cobradas pelas plataformas e, caso não haja acordo, criar um aplicativo público de transporte com cobrança de 3,5% sobre o valor das corridas.

Wagner diz que terreno citado no caso Master foi vendido e classifica episódio como "palhaçada"

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2026
  • 18:52h

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) disse que não tentou comercializar um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões, citado no caso Master. Em entrevista nesta sexta-feira (24), o petista classificou o episódio como uma "palhaçada" e apontou que a negociação foi concluída ainda em 2025.

 

"Eu vendi esse terreno e recebi a entrada em maio de 2025. Está tudo registrado, paguei imposto em 2025. Simplesmente agora a empresa que assumiu o projeto foi registrar, e fizeram, para variar, uma palhaçada de dizer que eu 'tentei vender' o terreno. Não tentei nada: o terreno já estava vendido, tem promessa de compra e venda, tem a escritura. Em 2018, você se lembra, teve o caso da Fonte Nova, lembra? Em ano eleitoral inventaram que tinha superfaturamento na Fonte Nova, fizeram aquele escarcéu todo. Eu estou com a minha cabeça livre, leve e solta. Estou absolutamente tranquilo", declarou  Levante a Voz.

 

De acordo com o Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, o petista explicou que o terreno foi comprado no ano 2000 e a venda ocorreu após a valorização natural do imóvel ao longo de 26 anos. 

 

"Talvez tenha sido a única propriedade na Bahia onde uma obra foi feita para o benefício dos baianos sem pagamento de desapropriação. A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou um pedaço do terreno, e eu disse que não cobraria nenhuma desapropriação. Eu comprei esse terreno no ano 2000, há 26 anos. Veja como é canalhice: o cara vem falar de um terreno de 26 anos atrás… É óbvio que tudo valoriza em 26 anos! Então, estou muito tranquilo", afirmou.

 

O senador negou sobre as suspeitas envolvendo a negociação e disse que os comprovantes dos pagamentos estão registrados.

"Os depósitos na minha conta foram feitos, o DARF da Receita Federal pagando o imposto sobre o que recebi de entrada está pago desde maio e junho de 2025, no ano passado. Para você ver a palhaçada que alguns tentam fazer por estar em ano eleitoral. Mas estou firme e tranquilo", completou.

Durigan defende mais regras para bets e compara apostas a cigarro

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2026
  • 16:48h

Fotos: Washington Costa / MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa ampliar a regulamentação e a tributação das casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, para reduzir o incentivo ao uso pela população, destacou matéria do portal Bp Money.

 

Durante a Expert XP, evento da XP Investimentos, Durigan comparou o setor de apostas ao mercado de cigarros e defendeu maior controle sobre as empresas que atuam no segmento. “Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. As empresas que operam nesse segmento precisam informar ao governo sobre todas as apostas feitas e pagar o tributo devido”, afirmou o ministro.

 

Segundo Durigan, a cobrança de impostos também funciona como uma forma de desestimular uma atividade que, na avaliação dele, pode prejudicar financeiramente parte da população.

 

GOVERNO QUER LIMITAR APOSTA DE PESSOAS ENDIVIDADAS

Além da tributação, o ministro defendeu restrições para impedir que pessoas em situação financeira vulnerável utilizem plataformas de apostas.

 

Durigan afirmou que beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de pessoas endividadas que participam do Desenrola, não deveriam apostar. “Quem recebe Bolsa Família, BPC ou quem está endividado e vai tentar renegociar dívida no Desenrola, não pode apostar em bet”, disse.


Além disso, o ministro afirmou que o governo trabalha para reduzir a publicidade de casas de apostas no país.


FAZENDA DEBATE USO DE DADOS PARA REDUZIR ENDIVIDAMENTO

Durigan também defendeu uma maior atuação do governo e do sistema financeiro na concessão de crédito ao consumidor. 

Segundo ele, informações financeiras poderiam ajudar bancos a avaliar melhor o risco antes de liberar novos empréstimos. “Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão?”, questionou.

 

O ministro afirmou que parte relevante das dívidas atuais surgiu durante a pandemia, quando muitos brasileiros contrataram crédito e depois tiveram dificuldades para reorganizar os pagamentos.

 

Além disso, Durigan destacou que o cartão de crédito é um dos principais fatores de impacto no endividamento das famílias. Segundo ele, o governo busca estimular a troca de dívidas com juros elevados por modalidades mais baratas.

 

 

DURIGAN PROJETA ESTABILIDADE DA DIVIDA PÚBLICA ENTRE 2029 E 2030

Durante o evento, o ministro também voltou a defender o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

 

Durigan afirmou que a expectativa da equipe econômica é estabilizar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) entre 2029 e 2030.

 

Segundo ele, o governo trabalha com uma projeção de superávit primário de 0,5% em 2027, ou seja, receitas superiores às despesas antes do pagamento de juros.

 

O ministro afirmou ainda que uma melhora nos preços do petróleo e uma eventual redução de subvenções poderiam contribuir para um resultado fiscal mais positivo.

 

No entanto, Durigan ressaltou que o cenário econômico ainda enfrenta desafios externos, como a política de juros dos Estados Unidos, a guerra no Irã e as tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2026
  • 12:06h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, o que favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

Diante deste cenário, o Ministério da saúde emitiu uma nota técnica para alertar estados e municípios sobre o aumento de arboviroses, como dengue e Chikungunya. De acordo com as projeções do InfoDengue/Fiocruz, o país pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.

 

A elevação das temperaturas e o aumento das chuvas em certos locais estimulam o acúmulo de água, o que cria ambientes propícios para criadouros do vetor.

 

RECOMENDAÇÕES

Para atenuar esse cenário, o Ministério da Saúde defende que haja a intensificação de ações de vigilância e controle por parte de estados e municípios.

 

O órgão recomenda bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, reestruturação das tarefas executadas pelos agentes de combate às endemias e a aplicação das tecnologias de controle de vetores indicadas pelo ministério.

 

Também é importante que a população fique atenta a possíveis criadouros de mosquitos em suas casas, além de prestar atenção aos sinais e sintomas dos vírus.

 

Por se tratar de estimativas epidemiológicas, as projeções podem passar por ajustes e atualizações de acordo com novas informações implementadas nos modelos.

 

CASOS EM QUEDA

Apesar do cenário de atenção, o país apresentou redução no número de casos dessas doenças neste ano.

 

Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de Chikungunya também apresentaram redução, de 46%.