BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Por Guilherme Botacini | Folhapress
- 10 Mar 2026
- 16:54h
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra no Irã vai "acabar bem rápido", nove dias após o início da guerra contra a República Islâmica, ampliada pela reação de Teerã aos ataques iniciais de Washington e de Israel, com ataques a outros países na região.
"Já vencemos de muitas formas, mas ainda não vencemos o bastante. Seguimos em frente, mais determinados do que nunca a alcançar a vitória definitiva que encerrará esse perigo de longa data de uma vez por todas", disse Trump, em evento com republicanos na Flórida.
"Em uma semana eles iriam nos atacar, com 100% de certeza. Eles estavam prontos. Tinham todos esses mísseis, muito mais do que qualquer um imaginava, e iam nos atacar, mas também iam atacar todo o Oriente Médio e Israel", afirmou o presidente americano, novamente justificando a ação contra a República Islâmica.
A reação iraniana mira principalmente países com bases americanas no Oriente Médio. Neste domingo (8), o país persa escolheu seu novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no começo das ações americanas e israelenses.
Teerã lançou sua primeira salva de novos ataques, agora sob Mojtaba, ainda no domingo, e atingiu a instalação de petróleo Al Ma'ameer, no Bahrein. O líder turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que violações do espaço aéreo turco são injustificáveis.
Em meio ao bloqueio do estreito de Hormuz, fundamental para o mercado de energia global, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que países árabes e europeus que expulsarem embaixadores dos EUA e Israel de seus territórios, teriam liberdade para passar pela via marítima.
Em entrevista coletiva na Flórida, Trump afirmou que, se necessário, os EUA farão escolta de navios no estreito de Hormuz e atingirão o Irã "muito, muito mais forte", se o bloqueio da passagem de combustíveis continuar.
Mais cedo, segundo a correspondente da rede CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente americano já havia dito acreditar que a guerra contra o Irã estava "praticamente concluída" e que Washington estava "muito à frente" de sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas para o fim do conflito.
"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse Trump, segundo Jiang, em rápida entrevista por telefone.
Sobre o novo líder supremo iraniano, Trump disse mais cedo à CBS News que não tinha "nenhuma mensagem para ele" e afirmou que cogita uma pessoa para substituir Mojtaba, mas não deu mais detalhes. Mais cedo ele havia dito não estar contente com a escolha, que classificou como um "grande erro".
Mojtaba, 56, é um clérigo linha-dura que operava nos bastidores do poder enquanto seu pai controlava o regime. Sua eleição pela Assembleia de Especialistas, composta por clérigos xiitas, indica continuidade na República Islâmica, ainda que agora com maior força da Guarda Revolucionária, próxima de Mojtaba.
Isso também indica que Teerã tenta passar a mensagem de que os ataques de Washington e Tel Aviv, até o momento, não foram suficientes para desmantelar o regime. Trump evita descartar o envio de tropas ao Irã, embora a medida tenha um alto custo político em importante ano de eleições legislativas nos EUA.
Um dos sujeitos ocultos do conflito, a Rússia declarou "apoio inabalável" ao Irã após a escolha de Mojtaba para a liderar o país.
"Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos", disse o presidente russo, Vladimir Putin, acrescentando que seu país tem sido e continuará sendo "um parceiro confiável" da República Islâmica.
"Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação", afirmou Putin.
Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não saiu em defesa de Teerã após o início dos ataques. Inicialmente, apenas condenou o que chamou de "passo inconsequente" dos EUA e de Israel que "não deixa dúvidas de que é um deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente".
De acordo com o Kremlin, o presidente russo conversou por telefone com Trump durante uma hora nesta segunda. Putin teria feito propostas para encerrar a guerra no Irã rapidamente, ainda segundo o Kremlin. Trump, mais tarde, afirmou que o presidente russo quer "ser construtivo" na discussão sobre o conflito.
Os dois também discutiram a guerra na Ucrânia e o cenário global do petróleo, ainda segundo o Kremlin. O preço do barril despencou para menos de US$ 90 após as declarações de Trump sobre um fim rápido do conflito —depois de haver aumentado quase 30%, a maior variação diária desde 1988, e se aproximado de US$ 1
- Por Carlos Matos/Bahia Notícias
- 10 Mar 2026
- 14:51h
Foto: Reprodução/Redes sociais
A contagem regressiva para a Copa do Mundo já começou. Faltando pouco menos de 100 dias para o início do torneio, seleções e jogadores entram na fase decisiva de preparação, marcada por avaliações finais, disputas por vagas e ajustes táticos. No caso da Seleção Brasileira, o período é tratado como determinante para a definição da lista de convocados que representará o país na competição.
O Brasil chega ao momento final do ciclo de preparação com uma base consolidada, mas ainda com lacunas e disputas abertas em diferentes setores do campo. Os próximos amistosos da equipe nacional devem servir como um dos últimos testes antes da divulgação da convocação definitiva.
O calendário prevê quatro compromissos importantes: amistosos contra a França, no dia 27, e contra a Croácia, no dia 31 de março, além de dois últimos duelos preparatórios diante do Panamá, sendo o encontro final da Seleção Canarinho com o povo brasileiro, disputado no Maracanã, no dia 31 de maio. Já próximo da abertura do Mundial, no dia 6 de junho, a equipe nacional enfrenta o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos, um dos países-sede, sendo este o principal, que a propósito, receberá a final da Copa do Mundo, no MetLife Stadium, no dia 19 de julho, que no Brasil é o dia nacional do futebol, vive tensões políticas, que até o momento, não colocam em questão, ao menos publicamente, a decisão dos EUA para sediar o torneio.
Em meio aos conflitos bélicos dos Estados Unidos contra o Irã, ora Cristiano Ronaldo, ora Lionel Messi se encontraram com o presidente estadunidense, Donald Trump. O que parece não passar de um simples aperto de mão pode validar, de alguma forma, as ações e escolhas de um país. Escolhas que também precisarão ser feitas por Neymar, Carlo Ancelotti, CBF e pelo Brasil, caso queiram entrar em junho com um objetivo e sair de julho com uma taça.
DISPUTA POR VAGAS SEGUE ABERTA
Embora alguns nomes sejam considerados praticamente certos na convocação de maio, a reta final do ciclo ainda apresenta uma concorrência significativa em determinados setores, principalmente no ataque e no meio-campo.
Atletas que vivem boa fase em clubes europeus aparecem como candidatos fortes a integrar a lista final, especialmente aqueles que mantiveram regularidade durante a temporada. Ao mesmo tempo, jogadores que já fazem parte do ambiente da seleção buscam reafirmar espaço diante da concorrência crescente.
A recente lesão de Rodrygo alterou parcialmente o cenário ofensivo. O atacante, que vinha sendo presença frequente nas convocações, passou a ser dúvida para o período final de preparação. A situação abre espaço para que outros nomes ganhem oportunidades nos amistosos, ampliando a disputa por vagas no setor ofensivo.
Entre os observados pela comissão técnica estão jogadores com características distintas, capazes de oferecer variações táticas. A definição final deve levar em conta não apenas desempenho individual, mas também o equilíbrio do elenco e a versatilidade dos atletas.
NEYMAR VIVE MOMENTO DECISIVO
Um dos casos mais acompanhados no processo de convocação envolve Neymar. Principal nome da Seleção Brasileira na última década, o atacante atravessa um período de avaliações sobre condição física e ritmo de jogo.
A participação nos amistosos pode se tornar determinante para a presença do jogador na Copa do Mundo. Integrantes da comissão técnica consideram que o desempenho recente e a capacidade de suportar a intensidade da competição serão fatores decisivos para a definição.
A situação reforça um cenário de transição vivido pela seleção brasileira nos últimos anos, com a consolidação de novos protagonistas no setor ofensivo, mas ainda com expectativa em torno da liderança técnica exercida por Neymar quando está em campo.
Foi confirmado, nesta segunda-feira (9), que o técnico Carlo Ancelotti adicionou o camisa 10 na pré-lista da convocação que vai acontecer na próxima segunda (16). O italiano também estará presente no confronto entre Mirassol e Santos, pela quinta rodada do Brasileirão.
O motivo da presença do treinador se dá justamente para acompanhar Neymar mais de perto. O problema é que logo depois da primeira confirmação, foi noticiado que Neymar não foi relacionado para o jogo em questão, pois o jogador sente desgastes físicos e será poupado para o clássico de domingo (15), contra o Corinthians, na Vila Belmiro, já pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
CENÁRIO POLÍTICO MARCA RETA FINAL
O contexto da Copa do Mundo também tem sido influenciado por questões políticas internacionais. Os Estados Unidos, uma das sedes do torneio, vivem um momento de tensão diplomática com o Irã, seleção já classificada para a competição.
O cenário gera discussões sobre logística, segurança e possíveis impactos no ambiente do torneio, ainda que autoridades esportivas e governamentais mantenham o discurso de que a competição será realizada normalmente.
Recentemente, dois dos maiores jogadores da era contemporânea do futebol, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, participaram de um encontro público com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorreu em meio à crescente visibilidade política em torno do Mundial e reforçou o protagonismo global do evento, que ultrapassa o campo esportivo.
Cristiano Ronaldo e Messi, que já protagonizaram uma das maiores rivalidades da história do futebol, devem disputar mais uma Copa do Mundo, o que amplia as expectativas sobre a competição e reforça o caráter simbólico do torneio para uma geração que acompanhou suas carreiras.
MUDANÇA NO GRUPO DO BRASIL
Outra movimentação recente que chamou atenção no cenário internacional foi a saída do técnico Walid Regragui do comando da seleção do Marrocos. A mudança ocorreu a cerca de três meses do início da Copa do Mundo.
Marrocos integra o Grupo C, o mesmo do Brasil, e a troca de treinador adiciona um elemento de imprevisibilidade ao cenário da chave. Mudanças de comando às vésperas de grandes competições podem gerar tanto instabilidade quanto um efeito de reação no elenco.
A seleção marroquina ganhou destaque internacional nas últimas competições pela organização tática e pela capacidade de enfrentar adversários tradicionais, o que faz com que a equipe continue sendo vista com atenção pelos analistas.
ÚLTIMO CAPÍTULO ANTES DO MUNDIAL
Com pouco menos de 100 dias para o início da Copa do Mundo, seleções e jogadores entram na etapa mais sensível da preparação. Lesões, desempenho nos amistosos e decisões técnicas devem moldar as listas finais.
No caso do Brasil, a expectativa gira em torno da definição do elenco que tentará conquistar mais um título mundial. A combinação entre jogadores experientes e novos protagonistas deve ser o eixo da seleção na competição.
A reta final até o Mundial promete consolidar escolhas e encerrar debates que se estenderam ao longo de todo o ciclo. Nos próximos meses, cada atuação e cada decisão podem representar um passo decisivo rumo ao maior torneio do futebol mundial.
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 10 Mar 2026
- 12:46h
Foto: Reprodução / Instagram / Belline Santana
Ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana será substituído no conselho fiscal da Centrus (Fundação Banco Central de Previdência Privada), após investigações identificarem evidências de envolvimento do servidor com o caso Master. A formalização da saída dele ocorrerá ainda neste mês.
A informação de que a substituição de Santana no fundo de pensão está sendo providenciada foi antecipada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela Folha de S.Paulo.
Segundo um interlocutor a par das discussões, ouvido pela reportagem na condição de anonimato, a mudança será oficializada depois que a equipe jurídica der orientação sobre o melhor encaminhamento para o caso.
Diante do ineditismo da situação, há dúvidas se o posto no conselho fiscal da Centrus será ocupado pelo suplente de Santana, Eduardo Russolo Ferreira, chefe do departamento responsável pela contabilidade e pela execução orçamentária do BC.
Foi solicitada urgência para a questão, e a expectativa é que a análise seja concluída nos próximos dias. Procurado por telefone e por mensagem via WhatsApp, por volta de 20h30, Santana não respondeu ao contato da reportagem. Sua defesa também não foi localizada.
A Centrus é uma entidade fechada de previdência complementar voltada para os servidores do Banco Central. O conselho fiscal é o órgão responsável pela fiscalização da gestão econômico-financeira do fundo de pensão. Ele é composto por quatro membros.
Santana tomou posse como conselheiro fiscal da Centrus em dezembro de 2024 para um mandato de quatro anos, em substituição a Everaldo Luis Bonetti. Economista e servidor do BC desde 1998, Santana integrou o colegiado como representante do patrocinador.
Santana e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza foram alvos de operação de busca e apreensão realizada na quarta-feira (4) pela Polícia Federal. O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que eles usassem tornozeleira eletrônica.
As investigações do caso Master apontam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, manteve interlocução direta e frequente com os dois servidores, discutindo temas relacionados à situação regulatória do banco e encaminhando documentos e minutas de normas do órgão regulador. Eles teriam alertado o ex-banqueiro sobre o monitoramento que o BC fazia sobre a instituição.
No despacho do ministro do STF são relatadas mensagens em que Vorcaro solicitava aos funcionários do BC orientações estratégicas sobre a condução de reuniões institucionais, a elaboração de documentos e a abordagem de temas sensíveis.
O Banco Central disse ter identificado indícios de vantagens indevidas por parte de dois servidores durante investigação interna sobre o caso Master. O processo está sendo conduzido sob sigilo pela corregedoria do órgão.
"De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal", disse a autoridade monetária em nota.
- Bahia Notícias
- 10 Mar 2026
- 10:36h
Foto: Reprodução / Alô Juca
Equipes do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) realizaram, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para cumprir mandados de prisão contra uma mulher suspeita de desviar mais de R$ 2 milhões do “Bahiano de Tênis”.
A investigada foi localizada em uma residência de alto padrão no condomínio Busca Vida, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Durante a ação policial, o companheiro dela também foi conduzido para prestar esclarecimentos.
No imóvel, os investigadores apreenderam um carro de luxo, uma motocicleta e outros objetos que podem contribuir para o andamento das investigações. A casa onde o casal foi encontrado é uma mansão avaliada em mais de R$ 10 milhões, conforme informações do site Alô Juca.
De acordo com a polícia, as apurações buscam esclarecer de que forma o dinheiro teria sido desviado e se há outras pessoas envolvidas no suposto esquema.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 10 Mar 2026
- 08:26h
Foto: Agência Senado
O Senado Federal viveu uma segunda-feira (9) movimentada, com diversos tipos de ações sendo apresentadas em função dos desdobramentos das revelações de conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pedidos de criação de CPI, de impeachment e até uma representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) foram apresentadas neste começo de semana.
Uma das ações do dia foi a apresentação do requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito para investigar os ministros do STF envolvidos com o Banco Master, a chamada CPI da Toga. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou o pedido de criação da CPI na noite desta segunda, em um requerimento com 35 assinaturas, mais do que o mínimo de 27 apoios necessários.
Segundo Vieira, que é o relator da CPI do Crime Organizado, a comissão a ser criada tem como objetivo investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em processos relacionados ao Banco Master. “O Brasil só será uma verdadeira república democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei”, disse Vieira em postagem nas suas redes sociais.
Para que seja instalada a CPI da Toga, é necessária a conferência de assinaturas pela Mesa Diretora, e posteriormente a leitura do requerimento em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Após essa leitura, haveria a indicação de membros pelos líderes partidários e a marcação de uma data para instalação da CPI e a eleição de presidente e vice da comissão.
Assinaram o pedido de CPI os seguintes senadores: Alessandro Vieira (MDB-SE); Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); Eduardo Girão (Novo-CE); Magno Malta (PL-ES); Luis Carlos Heinze (PP-RS); Sergio Moro (União Brasil-PR); Esperidião Amin (PP-SC); Carlos Portinho (PL-RJ); Styvenson Valentim (PSDB-RN); Marcio Bittar (PL-AC); Plínio Valério (PSDB-AM); Jaime Bagattoli (PL-RO); Oriovisto Guimarães (PSDB-PR); Damares Alves (Republicanos-DF); Cleitinho (Republicanos-MG); Hamilton Mourão (Republicanos-RS); Vanderlan Cardoso (PSD-GO); Jorge Kajuru (PSB-GO); Margareth Buzetti (PP-MT); Alan Rick (Republicanos-AC); Wilder Morais (PL-GO); Izalci Lucas (PL-DF); Mara Gabrilli (PSD-SP); Marcos do Val (Podemos-ES); Rogerio Marinho (PL-RN); Flávio Arns (PSB-PR); Laércio Oliveira (PP-SE); Dr. Hiran (PP-RR); Flávio Bolsonaro (PL-RJ); Carlos Viana (Podemos/MG); Efraim Filho (UNIÃO/PB); Marcos Rogério (PL/RO); Nelsinho Trad (PSD/MS); Tereza Cristina (PP/MS); Wellington Fagundes (PL/MT).
Mais cedo, o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), assumiu a liderança da ofensiva do partido Novo contra o ministro Alexandre de Moraes. Em uma entrevista coletiva no Salão Azul do Senado, Zema anunciou a apresentação de um pedido de impeachment do ministro do STF.
Zema disse que protocolou o pedido de impeachment na condição de “brasileiro indignado” e defendeu que o Judiciário não pode abrigar uma “casta de intocáveis”.
“Se nós já tivemos dois presidentes da República afastados, já passou da hora, pelos fatos que assistimos, do mesmo acontecer com ministros do Supremo. É pelo bem do Brasil e das instituições”, declarou o governador.
Romeu Zema também cobrou uma posição oficial de entidades ligadas ao Judiciário contra Alexandre de Moraes e o também ministro Dias Toffoli diante dos desdobramentos da investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro e o escândalo do Banco Master.
“Temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de fazer de tudo e ficar imune. Não é porque alguém julga que não pode ser julgado. Parece que, no Brasil, a magistratura passou a se considerar acima de erros”, criticou, sugerindo, ainda, alterações na lei da magistratura.
Na entrevista coletiva, que contou com a participação de parlamentares do partido Novo e pré-candidatos, como o ex-deputado Deltan Dallagnol, o deputado Van Hattem (Novo-R) afirmou que vai protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes. O deputado cobrou uma posição do procurador-geral Paulo Gonet diante dos indícios de uma possível relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A última ação do pacote do partido Novo foi a apresentação, no Conselho de Ética do Senado, de uma representação contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A representação foi protocolada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
O partido Novo pede o afastamento imediato de Davi Alcolumbre da cadeira de presidente por não dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF e por não instalar a CPMI do Banco Master. O senador Eduardo Girão disse que Alcolumbre deveria “pedir para sair” e afirmou que o atual presidente do Senado é “campeão de engavetamentos de pedidos de impeachment”.
“Nós estamos entrando pela primeira vez nessa legislatura com uma representação do Conselho de Ética do Senado pra afastamento imediato do presidente Davi Alcolumbre. Infelizmente todo esse caos que a gente está vivendo, essa insegurança jurídica, é decorrente da omissão da presidência do Senado que tem a solução ‘facinha’ desde 2019: se acumulam na mesa do presidente Davi Alcolumbre, primeiro do Pacheco e agora o Davi Alcolumbre, que é o campeão de engavetamentos de pedido de impeachment. Há dezenas de pedidos com documentação robusta e nada foi feito”, afirmou Girão.
- Por Fábio Pescarini | Folhapress
- 09 Mar 2026
- 16:14h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Veículos com frente mais alta e rígida, como SUVs e picapes, tendem a provocar lesões mais graves em pedestres nos casos de atropelamentos, alertam as novas diretrizes sobre segurança de trânsito que serão publicadas nesta segunda-feira (9) pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).
Chamado de "Tolerância Humana a Impactos: Implicações para a Segurança Viária", o documento a que a reportagem teve acesso cita ainda impacto de modalidades de deslocamento que recentemente passaram a dividir espaço no trânsito, como patinetes elétricas.
Segundo o médico Flávio Adura, diretor científico da Abramet e coordenador do trabalho, a explicação para os reflexos do impacto provocado por um veículo maior é biomecânica.
Em carros mais baixos, o choque inicial geralmente ocorre nas pernas, projetando o pedestre sobre o capô, o que pode reduzir a gravidade das lesões, diz Adura.
"Já nos SUVs, o primeiro impacto costuma atingir tórax, abdômen ou cabeça, regiões vitais, o que aumenta muito a gravidade das lesões", afirma.
Além disso, esses utilitários esportivos e picapes costumam ter maior massa e rigidez estrutural, o que também contribui para maior transferência de energia no impacto, aponta o estudo.
Com o aumento da participação dos SUVs na frota, pedestres e ciclistas passaram a ficar mais expostos a riscos, mesmo diante dos avanços na proteção dos ocupantes desses veículos, diz o documento.
"Em velocidades moderadas, acima de 30 km/h, os SUVs apresentam risco significativamente maior de provocar lesões graves em pedestres devido ao design frontal elevado", afirma a diretriz.
Conforme o médico Adura, as conclusões foram baseadas em diversos estudos epidemiológicos e biomecânicos realizados em vários países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Essas pesquisas analisaram bancos de dados de atropelamentos.
Os levantamentos, afirma o especialista, combinam análise de acidentes reais, simulações biomecânicas e testes experimentais de impacto com manequins instrumentados, permitindo compreender como a altura do capô e o desenho da frente do veículo influenciam o padrão de lesões.
A Abramet aponta que esses estudos mostram que cada aumento de 10 cm na altura da parte frontal do veículo pode elevar em cerca de 22% o risco de morte do pedestre.
"Em estudos de colisões reais, por exemplo, 30% dos pedestres atingidos por SUVs morreram em impactos entre 32 km/h e 64 km/h, contra cerca de 23% quando o veículo era um carro de passeio."
Uma análise recente com dados dos Estados Unidos e da Europa, cita, mostrou que a probabilidade de morte de um pedestre ou ciclista é cerca de 44% maior quando o impacto envolve um SUV ou veículo utilitário leve em comparação com carros de passeio menores. "Entre crianças, esse risco pode ser até 82% maior", afirma Adura.
VISIBILIDADE MAIOR
Um recente estudo do instituto norte-americano IIHS (Insurance Institute for Highway Safety) aponta que visibilidade limitada em veículos maiores aumenta risco de atropelamentos.
O trabalho analisou como as características estruturais de automóveis e utilitários influenciam a capacidade do motorista de enxergar pedestres ao redor do veículo.
Em comparação com carros menores, a probabilidade de colisão foi 69,7% maior quando a área cega era grande e 59% maior quando era considerada média.
"Veículos mais altos e volumosos possuem pontos cegos maiores ao redor da carroceria, especialmente na região frontal imediata e nas laterais próximas", afirma Adura.
"Pesquisas indicam que SUVs e picapes são de 23% a 42% mais propensos a atingir pedestres em manobras de conversão do que carros menores, justamente por causa da visibilidade mais limitada e do maior volume do veículo", diz.
Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, admite que faltam estudos brasileiros sobre os utilitários esportivos. Mas, segundo ele, atualizações dos modelos de veículos chegaram a aumentar de 20% a 60% a área de ponto cego, conforme a análise da IIHS.
"Isso contribui principalmente para atropelamentos de crianças e pessoas de baixa estatura", afirma.
OUTROS ENFOQUES
Uma das evidências reunidas na nova diretriz mostra que aumentar a velocidade permitida de uma via em 5% pode elevar em até 20% o número de mortes.
O documento é publicado em meio à publicação da medida provisória no fim do ano passado, que autoriza a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) sem a realização do exame de aptidão física e mental.
Segundo o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, a publicação representa um marco ao aproximar a segurança viária do campo da saúde pública.
"A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando eles são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais", afirma.
Conforme a publicação, o gerenciamento da velocidade deve ser o "pilar central de qualquer estratégia séria de prevenção de mortes e lesões no trânsito".
A diretriz reserva dois capítulos para veículos autopropelidos. "Estudos mostram que o risco de sinistros envolvendo patinetes elétricas é 3,8 vezes maior do que o observado com bicicletas", diz a publicação.
O documento afirma ainda que a maior parte das hospitalizações decorrentes de sinistros com patinetes envolve traumatismos cranianos, muitas vezes agravados pela ausência de capacete.
"Restrições à velocidade máxima e ao uso noturno de patinetes elétricas estão associadas a uma diminuição na quantidade de atendimentos hospitalares", afirma.
COMO AUMENTAR A SEGURANÇA
1. Melhorar o design dos veículos, com frentes mais absorventes de energia e capôs projetados para reduzir a gravidade das lesões em pedestres
Incorporar tecnologias de segurança ativa, como sistemas automáticos de frenagem de emergência com detecção de pedestres
RECOMENDAÇÕES PARA DIMINUIR ATROPELAMENTOS E ACIDENTES
Para gestores de trânsito
- Reduzir velocidades em áreas urbanas, uma vez que ela é o principal fator determinante da gravidade dos atropelamentos
- Melhorar a infraestrutura urbana, com travessias mais seguras, iluminação adequada e medidas de acalmamento de tráfego
- Ampliar a conscientização dos condutores, especialmente em áreas com grande circulação de pedestres
- Estabelecer limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, especial mente em áreas com pedestres, ciclistas, motociclistas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos
- Por Fábio Pescarini | Folhapress
- 09 Mar 2026
- 16:14h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Veículos com frente mais alta e rígida, como SUVs e picapes, tendem a provocar lesões mais graves em pedestres nos casos de atropelamentos, alertam as novas diretrizes sobre segurança de trânsito que serão publicadas nesta segunda-feira (9) pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).
Chamado de "Tolerância Humana a Impactos: Implicações para a Segurança Viária", o documento a que a reportagem teve acesso cita ainda impacto de modalidades de deslocamento que recentemente passaram a dividir espaço no trânsito, como patinetes elétricas.
Segundo o médico Flávio Adura, diretor científico da Abramet e coordenador do trabalho, a explicação para os reflexos do impacto provocado por um veículo maior é biomecânica.
Em carros mais baixos, o choque inicial geralmente ocorre nas pernas, projetando o pedestre sobre o capô, o que pode reduzir a gravidade das lesões, diz Adura.
"Já nos SUVs, o primeiro impacto costuma atingir tórax, abdômen ou cabeça, regiões vitais, o que aumenta muito a gravidade das lesões", afirma.
Além disso, esses utilitários esportivos e picapes costumam ter maior massa e rigidez estrutural, o que também contribui para maior transferência de energia no impacto, aponta o estudo.
Com o aumento da participação dos SUVs na frota, pedestres e ciclistas passaram a ficar mais expostos a riscos, mesmo diante dos avanços na proteção dos ocupantes desses veículos, diz o documento.
"Em velocidades moderadas, acima de 30 km/h, os SUVs apresentam risco significativamente maior de provocar lesões graves em pedestres devido ao design frontal elevado", afirma a diretriz.
Conforme o médico Adura, as conclusões foram baseadas em diversos estudos epidemiológicos e biomecânicos realizados em vários países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Essas pesquisas analisaram bancos de dados de atropelamentos.
Os levantamentos, afirma o especialista, combinam análise de acidentes reais, simulações biomecânicas e testes experimentais de impacto com manequins instrumentados, permitindo compreender como a altura do capô e o desenho da frente do veículo influenciam o padrão de lesões.
A Abramet aponta que esses estudos mostram que cada aumento de 10 cm na altura da parte frontal do veículo pode elevar em cerca de 22% o risco de morte do pedestre.
"Em estudos de colisões reais, por exemplo, 30% dos pedestres atingidos por SUVs morreram em impactos entre 32 km/h e 64 km/h, contra cerca de 23% quando o veículo era um carro de passeio."
Uma análise recente com dados dos Estados Unidos e da Europa, cita, mostrou que a probabilidade de morte de um pedestre ou ciclista é cerca de 44% maior quando o impacto envolve um SUV ou veículo utilitário leve em comparação com carros de passeio menores. "Entre crianças, esse risco pode ser até 82% maior", afirma Adura.
VISIBILIDADE MAIOR
Um recente estudo do instituto norte-americano IIHS (Insurance Institute for Highway Safety) aponta que visibilidade limitada em veículos maiores aumenta risco de atropelamentos.
O trabalho analisou como as características estruturais de automóveis e utilitários influenciam a capacidade do motorista de enxergar pedestres ao redor do veículo.
Em comparação com carros menores, a probabilidade de colisão foi 69,7% maior quando a área cega era grande e 59% maior quando era considerada média.
"Veículos mais altos e volumosos possuem pontos cegos maiores ao redor da carroceria, especialmente na região frontal imediata e nas laterais próximas", afirma Adura.
"Pesquisas indicam que SUVs e picapes são de 23% a 42% mais propensos a atingir pedestres em manobras de conversão do que carros menores, justamente por causa da visibilidade mais limitada e do maior volume do veículo", diz.
Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, admite que faltam estudos brasileiros sobre os utilitários esportivos. Mas, segundo ele, atualizações dos modelos de veículos chegaram a aumentar de 20% a 60% a área de ponto cego, conforme a análise da IIHS.
"Isso contribui principalmente para atropelamentos de crianças e pessoas de baixa estatura", afirma.
OUTROS ENFOQUES
Uma das evidências reunidas na nova diretriz mostra que aumentar a velocidade permitida de uma via em 5% pode elevar em até 20% o número de mortes.
O documento é publicado em meio à publicação da medida provisória no fim do ano passado, que autoriza a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) sem a realização do exame de aptidão física e mental.
Segundo o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, a publicação representa um marco ao aproximar a segurança viária do campo da saúde pública.
"A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando eles são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais", afirma.
Conforme a publicação, o gerenciamento da velocidade deve ser o "pilar central de qualquer estratégia séria de prevenção de mortes e lesões no trânsito".
A diretriz reserva dois capítulos para veículos autopropelidos. "Estudos mostram que o risco de sinistros envolvendo patinetes elétricas é 3,8 vezes maior do que o observado com bicicletas", diz a publicação.
O documento afirma ainda que a maior parte das hospitalizações decorrentes de sinistros com patinetes envolve traumatismos cranianos, muitas vezes agravados pela ausência de capacete.
"Restrições à velocidade máxima e ao uso noturno de patinetes elétricas estão associadas a uma diminuição na quantidade de atendimentos hospitalares", afirma.
COMO AUMENTAR A SEGURANÇA
1. Melhorar o design dos veículos, com frentes mais absorventes de energia e capôs projetados para reduzir a gravidade das lesões em pedestres
Incorporar tecnologias de segurança ativa, como sistemas automáticos de frenagem de emergência com detecção de pedestres
RECOMENDAÇÕES PARA DIMINUIR ATROPELAMENTOS E ACIDENTES
Para gestores de trânsito
- Reduzir velocidades em áreas urbanas, uma vez que ela é o principal fator determinante da gravidade dos atropelamentos
- Melhorar a infraestrutura urbana, com travessias mais seguras, iluminação adequada e medidas de acalmamento de tráfego
- Ampliar a conscientização dos condutores, especialmente em áreas com grande circulação de pedestres
- Estabelecer limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, especial mente em áreas com pedestres, ciclistas, motociclistas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos
- Bahia Notícias
- 09 Mar 2026
- 14:03h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A sociedade de advogados Barci de Moraes, que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota com informações detalhadas sobre os serviços de consultoria e atuação jurídica prestados ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. As informações são do O Globo.
O contrato, que previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões em três anos, foi encerrado em novembro de 2025, quando a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central.
De acordo com o documento, antecipado à coluna, o escritório mobilizou uma equipe de 15 advogados e contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob sua coordenação.
A nota detalha que foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas cada, para análise de documentos e discussão de questões jurídicas envolvendo as superintendências de Compliance e Corporativa e a gerência de Compliance da instituição.
O texto informa ainda que ocorreram 13 reuniões com a presidência do banco, sendo duas presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas, além de duas reuniões por videoconferência entre o jurídico da instituição financeira e a equipe jurídica da banca. Segundo a nota, foram produzidos 36 pareceres e opiniões legais sobre temas como aspectos previdenciários, contratuais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito.
O escritório afirma que uma das equipes jurídicas atuou na elaboração de opiniões legais para o Departamento de Compliance, na revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) e na revisão do Programa de Compliance para obtenção do Selo Pro-Ética, o que implicou revisão da estrutura do departamento, do Código de Ética e Conduta e elaboração de políticas como as de relacionamento com o Poder Público, licitações, conflito de interesses e partes relacionadas.
Outra equipe, conforme o documento, atuou na área penal e administrativa, com análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquéritos civis e ações civis públicas de interesse do Banco Master e seus dirigentes, muitos deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal ajuizada em 17 de outubro de 2024 e em inquérito policial federal no qual houve habilitação em 8 de abril de 2024.
A nota enfatiza que o escritório "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal)". O documento também destaca que a banca, que tem entre seus sócios dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, possui "trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica".
- Por Caio Spechoto | Folhapress
- 09 Mar 2026
- 12:01h
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tem buscado apoios para viabilizar uma candidatura ao Governo de Minas Gerais, mesmo sem admitir que é candidato. Aliado dos sonhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, o parlamentar tem tido conversas inclusive para atrair o apoio do PSDB de Aécio Neves, que não cogita se associar a Lula na eleição.
O petista quer que o senador seja candidato a governador porque precisa de um aliado disputando a eleição em Minas Gerais para fortalecer a própria campanha de reeleição. O estado tem o segundo eleitorado mais numeroso do Brasil.
O chefe do governo corteja Pacheco há meses. O senador indicou a aliados que encerraria sua vida política depois de ter sido preterido por Lula na indicação para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) -o petista preferiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias. Recentemente, passou a dar sinais de que será candidato.
As conversas entre Pacheco e o PSDB podem resultar em uma aliança com o deputado Aécio Neves, que avalia se candidatar a senador. Outra provável candidata a senadora aliada a Pacheco é a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).
Tucanos relatam nos bastidores que têm conversado sobre o assunto com o senador, mas que não aceitam uma aliança com o PT que impulsione a candidatura de reeleição de Lula. Um arranjo possível seria um acordo de apoio sem entrar na mesma coligação, permitindo aos tucanos pedir voto para Pacheco sem promover a campanha petista para o Planalto.
Aécio, que preside o PSDB, foi um dos maiores adversários dos governos do PT no início dos anos 2010. Ainda assim, integrantes do partido têm tratado com naturalidade, em conversas reservadas, a possibilidade de ele se associar a Pacheco.
Aliados de Lula já dão como certo que o senador vai concorrer, mas Pacheco demonstra a seu entorno que só pretende disputar o governo do estado caso sua candidatura seja viável. Um dos principais pontos a ser resolvido é por qual partido ele entraria na eleição, uma vez que o PSD, ao qual é filiado, deve lançar o vice-governador Mateus Simões como candidato.
O entorno de Rodrigo Pacheco afirma que é Lula quem tem de encontrar um partido forte para o aliado se filiar. É necessário que a legenda tenha expressão política em Minas Gerais, para oferecer a uma candidatura de Pacheco recursos como capilaridade no interior do estado e tempo para propaganda na TV.
As principais possibilidades em análise são União Brasil e o MDB. Há entraves nos dois casos.
O União Brasil tem deputados em Minas Gerais que querem apoiar o principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa presidencial. Por outro lado, o deputado Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, assumiu o diretório estadual do partido.
As conversas com o União Brasil são intermediadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um dos nomes mais poderosos do partido. Alcolumbre está distante de Lula. O movimento teria como objetivo não ajudar o petista diretamente, mas de viabilizar a permanência na política de Pacheco, de quem o presidente do Senado é amigo.
No caso do MDB, além de haver resistência a lançar uma candidatura que apoie Lula entre integrantes da legenda, o presidente do diretório local, Newton Cardoso Jr., lançou como pré-candidato Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Senadores do MDB buscam uma forma de viabilizar a filiação de Pacheco. A possível migração tem apoio de setores governistas do partido. Apesar disso, mesmo aliados próximos de Lula têm pouca esperança em um acordo com os emedebistas mineiros.
Uma opção de emergência seria o PSB, aliado do presidente da República em nível nacional. A ideia, porém, não agrada ao senador porque o partido tem pouca expressão em Minas Gerais e não garantiria uma estrutura robusta.
O prazo para filiação partidária a tempo de disputar as eleições deste ano é no início de abril.
No último sábado (28), Lula e Pacheco viajaram juntos, acompanhados de alguns ministros, ao interior de Minas Gerais. Foi a primeira aparição pública dos dois depois de o petista ter preterido o senador na escolha de seu indicado para o STF.
A reportagem apurou que, no avião presidencial, tanto o presidente quanto outros integrantes do governo, em tom de brincadeira, referiram-se a Pacheco como futuro governador. O senador sorria e não negava ou confirmava.
Ao chegarem ao destino, Juiz de Fora, cidade atingida por temporais, Lula deu protagonismo ao senador em duas oportunidades. Primeiro, colocou-o para falar na reunião fechada com prefeitos da região. Depois, deu a palavra ao senador durante um pronunciamento à imprensa.
POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO DE MG
Alexandre Kalil (PDT): Ex-prefeito de Belo Horizonte
Cleitinho (Republicanos): Senador, alinhado ao bolsonarismo
Flávio Roscoe: Cogitado pelo PL, é presidente da Fiemg
Gabriel Azevedo (MDB): Ex-vereador de Belo Horizonte
Mateus Simões (PSD): Atual vice-governador
Rodrigo Pacheco (PSD): Senador, pode ser o nome de Lula (PT), mas precisa de um novo partido
- Bahia Notícias
- 09 Mar 2026
- 08:51h
Foto: TV Globo
Wagner Moura celebrou o sucesso de 'O Agente Secreto', que disputa as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, no Oscar.
Em entrevista exclusiva ao Fantástico no último domingo (8), o baiano falou sobre como vem sendo a "reta final" da temporada de prêmios.
“Acabou agora o período de votação. Então parece que o trabalho já foi feito. Agora é parar e curtir. Curtir mesmo a onda de estar indicado a um prêmio desse tipo e participar de um momento tão importante para o cinema brasileiro”, contou o artista.
Desde a estreia da produção em Cannes, a equipe do longa de Kleber Mendonça Filho esteve em campanha por quase um ano divulgando o longa que conquistou mais de 50 prêmios.
“É uma loucura. A gente viajou muito para lugares onde tem votantes da Academia. Tem muitos eventos, jantares e sessões especiais do filme.”
Para Moura, o cinema brasileiro vive um momento especial desde a conquista com 'Ainda Estou Aqui'. “Acho que isso tem uma importância grande na geração de identidade, no entendimento do que é o Brasil, com sua complexidade, suas belezas e suas tragédias”, disse.
Às vésperas da cerimônia, que acontece no dia 15 de março em Los Angeles, Wagner se mostra positivo quanto ao resultado do Oscar.
“Claro que vou dar entrevistas no tapete vermelho, participar de tudo. Mas o trabalho mesmo já acabou, que era convencer as pessoas a votarem no filme. Agora é aproveitar. Eu estou com muita esperança de que ‘O Agente Secreto’, na categoria de Melhor Filme Internacional, tenha uma boa chance.”
- Por Ana Bottalo | Folhapress
- 07 Mar 2026
- 12:37h
Foto: Divulgação
A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan manteve a eficácia de 80,5% contra casos graves de dengue e quando a doença mostra sinais de alerta (como sangramento nas mucosas e dor abdominal intensa) após cinco anos de acompanhamento dos estudos.
Na pesquisa, foram registradas oito hospitalizações por dengue, nenhuma no grupo que recebeu o imunizante, isto é, a proteção da vacina é também elevada para evitar internações e complicações da doença.
O imunizante, o primeiro em dose única produzido contra a arbovirose em todo o mundo, teve uma eficácia geral contra casos positivos (para qualquer sorotipo) de 65%, considerado já acima do esperado para a aprovação de uma vacina pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de ao menos 50%.
Os resultados foram divulgados na última quarta-feira (4) no período científico Nature Medicine (do grupo Nature), em um artigo assinado por pesquisadores do Instituto Butantan, do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (RO), da Fiocruz de Recife, entre outros.
Para Esper Kallás, diretor do Butantan e primeiro autor do estudo, o maior desafio nesta etapa do acompanhamento de cinco anos foi que esse período se deu bem no meio da pandemia da Covid. "Estudos longos, em geral, sofrem com um problema de retenção, isto é, muitos dos participantes desistem no meio. E foi um desafio gigante manter essa análise no meio da pandemia, quando as pessoas não estavam saindo de casa para se proteger do Sars-CoV-2", afirma.
Houve, também, uma diminuição dos casos de dengue no período, resultado da frequência de outros vírus —como o próprio Sars-CoV-2— e pela diminuição da circulação, uma vez que a aglomeração de pessoas em locais de alta transmissão é um fator para a explosão de dengue.
A dengue é uma doença viral em sua maioria dos casos leves, mas a ocorrência de uma segunda infecção por outro sorotipo pode levar a casos graves. Existem quatro sorotipos do vírus (1, 2, 3 e 4), e a pessoa infectada por um tipo pode ainda contrair uma nova infecção pelos outros três.
Este ano, até o dia 21 de fevereiro, foram registrados 95.809 casos prováveis, com 18 óbitos confirmados e outros 115 em investigação.
O estudo clínico de fase 3 teve 16.235 participantes de 2 a 59 anos e foi conduzido entre 2016 e 2019. A análise de acompanhamento de cinco anos foi completada em 2024 e revela que a proteção contra casos confirmados de dengue após 28 dias de aplicação da vacina se manteve alta ao decorrer desse tempo.
Os pesquisadores também conduziram análises secundárias do imunizante para avaliar a eficácia por sorotipo e por exposição prévia ao vírus. Como resultado, a vacina apresentou uma eficácia de 77,1% para pessoas que tiveram dengue no passado e 58,9% para indivíduos sem exposição prévia ao vírus.
Quanto ao sorotipo, a vacina do Butantan teve uma proteção de 73% para o tipo 1 (independente de exposição prévia ao vírus) e 55,7% para o tipo 2. Durante o período do estudo, não houve circulação dos sorotipos 3 e 4, por isso não houve uma proteção estatisticamente significativa para essas formas do vírus.
As proteções se mantiveram maiores para pessoas que tiveram dengue no passado, sendo de 77,1%, para o sorotipo 1, em pessoas com infecção prévia contra 58,9% para aqueles que nunca contraíram a infecção, e 79,4%, para o sorotipo 2 em pessoas com histórico da doença contra 36,7% para os chamados soronegativos. Essa diferença, porém, não deve comprometer a eficácia do imunizante, explica o infectologista.
"Devido à construção da vacina, que incluiu o genoma completo dos sorotipos 1, 3 e 4, mas uma forma quimérica [construção a partir de mais de uma forma] do tipo 2, com proteínas da membrana e do envelope do DENV-2, mas não estruturantes, a nossa maior preocupação era que não tivesse uma eficácia alta contra esse sorotipo. E não foi o que a gente observou, mesmo nos indivíduos soronegativos, temos uma proteção alta contra dengue grave e dengue com sinais de alerta", diz Kallás.
Quanto aos tipos 3 e 4, um estudo experimental de infecção de voluntários com esses sorotipos conduzido nos Estados Unidos mostrou que a taxa de soroconversão (isto é, produção de anticorpos específicos) após seis meses foi de 100%, indicando que, na presença dos vírus em circulação, a vacina pode garantir uma boa proteção, diz Kallás.
"Uma outra coisa muito importante é que não identificamos [nesse tempo] nenhum sinal de doença com agravamento, mostrando que vacina protege a longo prazo, e também nenhum sinal de agravamento dependente de anticorpos [ADE, na sigla em inglês], que é aquele fenômeno onde a própria vacina leva a um quadro que é similar ao da doença."
Além da eficácia, o acompanhamento por um período mais longo confirmou a segurança do imunizante em todas as faixas etárias, com uma incidência de efeitos adversos similar entre os participantes que receberam a vacina e os que tiveram a injeção de placebo. A maioria dos efeitos colaterais foram moderados e esperados, como dor de cabeça, fadiga e dor no corpo, e não houve nenhum evento adverso grave no grupo de estudo.
A vacina recebeu a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em novembro do ano passado para uso em pessoas com 12 a 59 anos e teve início a aplicação em janeiro deste ano. Até o momento, o Butantan enviou 1,3 milhão de doses para o PNI (Programa Nacional de Imunizações) para vacinação no SUS (Sistema Único de Saúde).
A expectativa, diz Kallás, é agora iniciar os testes em participantes com mais de 60 anos para, após a análise do imunizante neste grupo, solicitar uma alteração em bula para a Anvisa. "Tivemos, na mesma data da publicação deste artigo com os resultados de acompanhamento de cinco anos, a inclusão do primeiro voluntário no estudo de mais de 60 anos. A expectativa é analisar 700 participantes e, como é um estudo para alteração de bula, a conclusão até o final deste ano", afirma.
- Bahia Notícias
- 07 Mar 2026
- 10:36h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
A Polícia Federal trata com cautela as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e não vê até o momento nenhum indício de conduta suspeita do magistrado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a corporação não viu indícios nas conversas que demandem uma apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.
A PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes, inclusive no dia de sua prisão. A existência desses diálogos foi revelada pelo jornal O Globo. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar a liquidação do Banco Master.
As imagens do bloco de notas constam em documento enviado pela PF à CPI do INSS. O diálogo entre Moraes e Vorcaro ocorreu por meio de mensagens de visualização única, onde o ex-banqueiro escrevia as mensagens que queria enviar em seu bloco de notas e, depois, encaminhava ao seu remetente como uma imagem que apagava logo após ser vista.
Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com referências a tratativas com a financeira Fictor. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Moraes nega ter recebido as mensagens e afirma, em nota, que elas foram encaminhadas a outra pessoa. Apesar de os horários da troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes coincidirem com o dos blocos de notas encontrados no celular do ex-banqueiro, um investigador diz não ser possível recuperar as fotos do bloco de notas que teriam sido enviadas pelo WhatsApp. E reitera que, até o momento, não há razão para investigar nem há menção ao ministro Moraes em relatórios da apuração.
Neste cenário, o contato com Moraes difere da situação envolvendo o ministro Dias Toffoli. No caso de Toffoli, a PF apresentou, em fevereiro, um documento entregue a Edson Fachin com informações sobre as relações de Toffoli com o Master que apontariam suspeitas de eventuais crimes financeiros.
O magistrado não é investigado pela PF, embora as apurações sobre o Master envolvam fundos que foram sócios do resort Tayayá, do qual ele e seus irmãos também eram sócios.
- Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 18:48h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Câmara dos Deputados do Brasil realizará as próximas três semanas de votações de forma remota. Durante esse período, os parlamentares poderão registrar presença e votar por meio do aplicativo Infoleg.
A mudança ocorre por causa da chamada janela partidária, período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária.
Para as eleições gerais de 2026, a janela partidária começou em 5 de março e segue até 3 de abril. Fora desse intervalo, a mudança de partido pode resultar na perda do mandato, já que a cadeira é considerada pertencente à sigla pela qual o político foi eleito.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a janela partidária ocorre nos 30 dias que antecedem o prazo final de filiação partidária exigido para quem pretende disputar as eleições. Durante esse período, é comum haver intensas negociações e movimentações entre as siglas no Congresso Nacional.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 12:42h
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou em suas redes sociais que na próxima segunda-feira (6) vai protocolar no Conselho de Ética uma representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A representação será assinada pelo Partido Novo, e acusará Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, Girão e o Partido Novo vão mencionar mais de 40 pedidos de impeachment contra ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, principais alvos dos requerimentos. Também será citada no documento uma acusação de obstrução dos trabalhos da CPMI do INSS, com a decisão de impor sigilo às informações relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Em vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta (5), o senador Eduardo Girão disse que há uma “omissão institucional” e “abuso de poder” das prerrogativas do presidente do Senado, e que essa atuação contribui para um cenário de caos institucional e insegurança jurídica.
“Não é de hoje que exponho e denuncio esse marasmo culposo que faz a Casa Revisora da República assistir de camarote ao esfacelamento das instituições por falta de ação em defesa da nossa Carta Magna. Os sucessivos pedidos de impeachemt engavetados, o sigilo de 100 anos das andanças do Careca do INSS nas dependências do Senado e a CPMI ou CPMI do Banco Master ignorada há 3 meses que o digam! Basta!”, afirmou Girão.
A representação do Partido Novo, segundo o senador, é motivada também por outros fatos, como o gasto de R$ 90 milhões em publicidade em ano eleitoral e a ausência de sessões deliberativas ao longo do mês de fevereiro. Durante a entrevista coletiva na próxima segunda, de acordo com Girão, serão detalhados os fundamentos da representação no Conselho de Ética e os próximos passos da iniciativa.
“Deixo claro que nós tomaremos todas as medidas cabíveis para que o Senado federal se levante e cumpra seu papel constitucional no momento mais dramático da República. Iremos até as últimas consequências em defesa do Brasil e dos brasileiros!”, concluiu o senador cearense nas suas redes sociais.
Na sessão plenária da última quarta (4), Eduardo Girão fez uma cobrança direta ao presidente do Senado sobre a instalação de CPIs e a abertura de processo de impeachment de ministros do STF. Ao final da fala do senador cearense, Alcolumbre cortou o microfone e pediu para que outro parlamentar iniciasse seu pronunciamento.
O Conselho de Ética, que receberá a representação do Partido Novo contra Alcolumbre, é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado. Na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.
Outro fator que deve complicar o andamento da representação contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. O colegiado encerrou o ano de 2025 sem realizar uma única reunião para analisar as representações ou denúncias protocoladas contra os senadores.
A última sessão do Conselho ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a cerca de 20 meses sem deliberação. Aguardam deliberação pelo Conselho, por exemplo, representações contra o senador Plínio Valério (PSDB-AM), por ataques à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
A representação que será protocolada pelo Partido Novo não é a primeira contra Davi Alcolumbre. Já existem no Conselho de Ética duas outras representações apresentadas contra ele, também pela falta de ação na análise e prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF.
Na primeira representação, o cidadão Alan Roberto Gonçalves Silva acusa Alcolumbre de prevaricação e cobra providências em relação aos pedidos de impedimento de seis ministros do Supremo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda, outro cidadão, Samuel Seabra Saraiva, pede apenas para que seja analisado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 10:31h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio às revelações sobre o escândalo do Banco Master e a teia de relações de Daniel Vorcaro com autoridades dos três poderes, o Palácio do Planalto enfrenta outras possíveis crises vindas de diversas direções. Uma delas pode ser uma futura acusação de que um ministro do governo Lula teria achacado um importante empresário brasileiro.
A informação foi dada pela coluna Radar, da revista Veja, na edição que chegou às bancas na manhã desta sexta-feira (6). De acordo com a coluna, esse empresário teria decidido negociar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para denunciar o achaque. A revista afirma que tudo teria sido documentado, e ele estaria disposto a entregar provas sobre a pressão recebida de um dos principais ministros do governo.
Segundo o jornalista Robson Bonin, titular da coluna, o caso seria tão comprometedor que envolveria uma grande banca de advocacia brasileira e um conhecido advogado em Brasília, com trânsito no Senado.
Além desse caso, a coluna afirma que um emissário da lobista Roberta Luchsinger teria levado uma mensagem direta dela a um auxiliar do presidente Lula. Na mensagem, conforme o “Radar” da Veja, Roberta, desesperada, exigiu proteção, avisou que não cairá sozinha e teria dito que “não aceita” ser abandonada.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e vem sendo investigada pela CPMI do INSS. Roberta Luchsinger é apontada como o elo entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e que está preso desde setembro de 2025.
A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha. A defesa de Roberta nega que ela tenha relações comerciais com o Careca.
Na semana passada, a CPMI quebrou o sigilo bancário e fiscal da lobista. Alguns dias depois, entretanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação da comissão.
Apesar da decisão de Dino, o ministro André Mendonça, relator do caso do INSS no Supremo, já havia autorizado a quebra de sigilo da lobista. Os dados bancários de Roberta Luchsinger e de Lulinha estão sendo analisados pela Polícia Federal.