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- Tribuna da Bahia
- 23 Nov 2016
- 19:02h
Desde o dia 21 de novembro - até o fim do mês -, mais de 400 profissionais participam da Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco (FPI) da Tríplice Divisa, que envolve os estados de Bahia, Alagoas e Sergipe. São promotores de Justiça, procuradores da República, procuradores do trabalho e técnicos de 56 instituições e entidades que formam uma grande força-tarefa na tentativa de salvar o rio da integração nacional da depredação ao qual vem sendo exposto. Os resultados da operação será apresentado em audiência pública, no dia 01 de dezembro, em Paulo Afonso. Coordenado pelo Ministério Público da Bahia, a força-tarefa conta com a parceria de trinta órgãos do estado, a exemplo do Comitê de Bacias Hidrográficas do São Francisco (CBHSF), Inema, Ibama, Crea, Ipac, Adab, Seagri, Sefaz, Incra, Funai, Marinha, Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, entre outros.
A operação atua nas áreas de saneamento, fauna, propriedades rurais, mineração, loteamentos, psicultura, patrimônio cultural, patrimônio espeleológico (cavernas), combate a agrotóxicos e comunidades tradicionais indígenas e quilombolas. Na Bahia, estado pioneiro nessa ação de fiscalização, onze municípios estão sendo visitados: Paulo Afonso, Jeremoabo, Pedro Alexandre, Macururé, Abaré, Rodelas, Glória, Chorrochó, Santa Brígida, Canudos e Coronel João Sá. O objetivo é cuidar da saúde e da segurança do trabalho dos ribeirinhos e dos patrimônios natural e cultural dos municípios que integram a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. “A união de tantos órgãos e entidades representa uma ótima oportunidade para que possamos ampliar a potencialidade de atuação na defesa da sociedade, do meio ambiente e da saúde pública. Então, a mensagem que queremos passar é que a FPI do São Francisco se apresenta como um programa continuado e permanente, que visa, especialmente, preservar a qualidade ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e a qualidade de vida do seu povo. Nossa missão é permanecer diagnosticando os danos ambientais causados contra o manancial e sua população, adotando as medidas preventivas e de responsabilização dos agentes causadores de todos esses males”, declara a promotora do MP-BA Luciana Khoury, coordenadora da FPI Bahia.
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- ASCOM/Educação
- 23 Nov 2016
- 16:01h
Foto: Geraldo Magela - Agência Senado
O secretário da Educação do Estado da Bahia, Walter Pinheiro, participou, nesta terça-feira (22), de uma audiência pública no Senado Federal sobre a Reforma do Ensino Médio estabelecida pela Medida Provisória/MP–746/2016. O evento foi promovido pela Comissão Mista para Examinar a MP-746/2016 e Pinheiro foi um dos representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) juntamente com os secretários de Pernambuco e Paraíba Pinheiro diz que a reforma por MP não foi acertada. O secretário defendeu um amplo debate sobre o assunto, principalmente no que se refere ao financiamento que impactará no orçamento dos estados. “Acho fundamental um debate em uma condição como esta. A MP deve ser discutida no tempo, no orçamento e na pedagogia”, afirmou, ao destacar a necessidade da centralidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Estamos falando de algo que vai se processar para o próximo ano, que estamos antecipando no currículo. Sou amplamente favorável botar na roda sobre que estrutura e modificações vamos experimentar a partir de fevereiro de 2017. É necessário que a MP tenha um caminho que interligue com a BNCC, ter a Base Nacional como orientadora, transformar a MP em um elemento capaz de traçar os caminhos.
O segundo é o tempo, tínhamos que insistir na tese desde a época da Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB), pois um prazo de 10 anos para a Educação não é longo, insere dois planos plurianuais e dá uma folga para as dimensões e dificuldades orçamentárias que temos no Brasil”. Pinheiro também manifestou preocupações sobre a forma de financiamento previsto na MP. “O financiamento é o definidor. Não vamos alterar a lógica do financiamento, o Ensino Fundamental continuará sendo responsabilidade dos municípios. Se isso não vai mudar, precisamos pensar como corrigir isso com etapas do ensino que liguem as pontas; pensar nas estruturas de ensino existentes e fazer com que elas dialoguem e trabalhem juntas. Na Bahia temos 10 instituições de ensino superior. Chamei todo mundo e disse que todos precisam assumir, vir para a sala de aula, colocar a tese, a expertise desse povo na prática, na sala de aula”. O secretário também falou da necessidade do entendimento sobre como a Educação em Tempo Integral e a Educação Profissional podem compor um novo cenário no Ensino Médio e enfatizou também a importância da formação continuada, inclusive para os gestores escolares. “Como é que a gente prepara as nossas escolas porque quem vai tocar a escola precisa de Formação Continuada. Nossos diretores de escolas são verdadeiros heróis. Muitos tocam a escola com excelência”, destaca.
Na Bahia – Na Bahia, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia vem promovendo uma série intitulada Dialogando sobre o Ensino Médio que tem entre as abordagens a reforma do Ensino Médio nas escolas estaduais. Na próxima segunda-feira (28) será realizada uma mesa temática, no auditório Zezéu Ribeiro, da Fundação Luís Eduardo Magalhães, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), com da Superintendente de Ensino Médio do Estado de Minas Gerais, Cecília Alves e de representante do Centro de Estudo Nacional de Pesquisas em Educação e Cultura. A atividade é destinada a estudantes, pais, professores, gestores e pesquisadores.
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Mãe luta para enterrar corpo da filha há dois anos (Foto: Reprodução/TV Norte)
Uma família de Juazeiro, no norte da Bahia, luta para enterrar o corpo de uma jovem que foi assassinada há dois anos e não foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade por causa do resultado do exame de DNA, que ainda não saiu. Segundo o DPT, o exame é complexo e sem prazo para conclusão da análise e divulgação do resultado. Arlene Costa Borges foi morta pelo cunhado, em setembro de 2014. A jovem era garçonete e desapareceu depois de sair da lanchonete onde trabalhava. Quase dois meses depois, o corpo dela foi encontrado no bairro Sol Levante, em Juazeiro. O suspeito, Wellington da Cruz Bispo, está preso e confessou ter enforcado, estuprado, matado a marretadas e enterrado o corpo de Arlene no banheiro de uma casa em construção. De acordo com o depoimento de Wellington à polícia na época, a esposa dele, Cláudia Borges, irmã da vítima, era influenciada por Arlene para trair o marido. "Eu não durmo direito, eu não durmo. Só pensando nisso, nas coisas que aconteceram com ela e ela ainda está em cima da terra. É muita dor para uma mãe", lamenta a mãe da vítima, Maria Borges. Dois anos depois do crime, a família ainda espera enterrar o corpo de Arlene.
"Eu nunca vi uma coisa dessas, um corpo de um ser humano passar dois anos em cima da terra, sem tomar providência nenhuma", revolta-se Francisco Borges, pai da jovem. "Não basta o sofrimento da gente, ainda tem que sofrer com isso. Não liberar o corpo dela, não poder ter um enterro digno, é muito triste", se desespera Adriana Borges, irmã de Arlene. Segundo a família, o Departamento de Polícia Técnica em Juazeiro nunca liberou o corpo de Arlene porque falta fazer um exame de DNA. A família diz que já procurou várias vezes a polícia. "No complexo que eu fui com minha mãe é a mesma conversa de sempre. Que tem que esperar a ordem em Salvador, de DNA, é a mesma conversa", diz Adriana. A polícia técnica disse que o corpo que seria de Arlene Costa Borges foi encontrado em estado avançado de decomposição, o que impediu a identificação por impressões digitais. A identificação por arcada dentária também não foi possível porque Arlene não tinha um prontuário odontológico. A polícia técnica informou ainda que o único exame que pode comprovar a identidade do corpo, neste caso, é o de DNA. "Eu quero é enterrar a minha filha e mais nada", apela a mãe.
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(Foto: Reprodução)
A Polícia Federal deflagra em sete cidades do sul da Bahia, na manhã desta quarta-feira (23) na Operação Melaço, que pretende desarticular uma organização criminosa que fraudava vínculos empregatícios para obter benefícios de seguro-desemprego e previdenciários. A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e da Polícia Militar. São cumpridos 31 mandados expedidos pela Justiça Federal, 13 de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, nos municípios de Ipiaú, Ibirataia, Valença, Prado, Porto Seguro, Itamarajú e Santa Cruz Cabrália, todos na Bahia. Segundo a investigação, a organização criminosa contava com a participação de técnicos em contabilidade, aliciadores e atendentes do Sine Bahia, que atuavam de forma coordenada há mais de 10 anos. Os aliciadores recrutavam indivíduos dispostos a ceder seus documentos, como carteira de trabalho e cartão cidadão.
Os técnicos em contabilidade inseriam contratos de trabalho retroativos, normalmente de um ano, nas carteiras de trabalho e no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para essas pessoas em empresas geralmente inativas ou constituídas em nome de "laranjas". Então eram forjadas as rescisões dos falsos vínculos laborais, e requeridos os benefícios de seguro-desemprego e previdenciários. Conforme a PF, a organização fazia apenas o recolhimento do FGTS, que em seguida era sacado em razão de rescisão sem justa causa. A investigação apurou que foram inseridos mais de seis mil vínculos empregatícios falsos em pelo menos 236 empresas utilizadas nas fraudes. Praticamente em todos os casos, houve requerimento de seguro-desemprego. Esses requerimentos foram recepcionados, na maioria, nas agências do Sine de Ipiaú, Itamarajú, Santa Cruz Cabrália, Prado e Valença, indicando a participação dos agentes públicos na fraude. De acordo com levantamento preliminar da polícia, foram gastos mais de R$ 17 milhões em pagamentos de seguro-desemprego com suspeita de fraude, e R$ 1 milhão em benefícios previdenciários com suspeita de fraude. Com a desarticulação da organização criminosa, calcula-se que o prejuízo evitado para o Programa Seguro-Desemprego é de aproximadamente R$ 5.500.000,00 e para a Previdência, projetado ao logo dos anos, é de pelo menos R$ 2 milhões, podendo ultrapassar dezenas de milhões de reais, em função dos milhares de vínculos fictícios identificados que poderiam ser futuramente utilizados para a obtenção de benefícios previdenciários fraudulentos. O nome da Operação Melaço é uma referência a um homem conhecido como "Melado", como é conhecido o principal investigado. Ademais, no curso das investigações, observou-se que assim como um doce, as fraudes atraíram inúmeras pessoas, as quais eram usadas como “laranjas” pela organização criminosa, ora cedendo suas carteiras de trabalho, ora constituindo empresas fictícias, recebendo como retribuição uma pequena parcela dos valores obtidos com as fraudes. Os presos responderão pelos crimes do art. 2º, parágrafo 4º, II, da Lei n. 12.850/13 (Organização Criminosa), art. 171, parágrafo 3º CP (estelionato), art. 313-A CP (inserção de dados falsos nos sistemas da administração pública) e art. 297, I, II e III CP (estelionato previdenciário).
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(Foto: Reprodução)
A Bahia já iniciou os preparativos para atender uma nova demanda surgida no mercado internacional de agronegócios, a exportação de pele, couro e carne de jumento. A ideia do governo é estruturar uma cadeia produtiva em torno da criação de jumentos, envolvendo fazendas, melhoramento genético, abatedouros e canais de exportação. Um primeiro passo já foi dado neste ano, quando em um experimento foram exportados 4 mil quilos de pele de jumento. Toda esta produção foi direcionada aos chineses, que utilizam a pele do jumento na indústria de cosméticos. Segundo Rui Leal, diretor de defesa sanitária da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a frente de melhoramento genético do jumento baiano inclui trazer sêmen de espécies de jumentos chineses, que pesam, em media, 400 kg. Os jumentos do sertão baiano atingem, em média, 100 quilos. Além disso, o governo acompanha as negociações de um grupo empresarial – não revelado – que negocia com a JBS (dona da Friboi) o arrendamento do frigorífico que a companhia fechou em Amargosa para exportar a carne e o couro dos jumentos baianos. A vantagem deste novo negócio é que o jumento é um animal resistente e convive bem com as condições ambientais do semiárido, que ocupa em torno de 60% do território baiano. O objetivo é levar a criação deste tipo de animal para além do extrativismo, gerando trabalho e renda nesta região.
Estímulo a construções sustentáveis
A prefeitura de Salvador avançou no objetivo de estimular mais construções sustentáveis na cidade. Um grupo de técnicos de órgãos municipais está em campo para divulgar a Outorga Verde, instrumento recém-criado que dá desconto para construtoras no pagamento da outorga onerosa, valor devido quando a edificação avança do Coeficiente de Aproveitamento Básico (uma espécie de gabarito médio das regiões da cidade) para o Coeficiente de Aproveitamento Máximo (o maior número de andares permitido pelo plano diretor para cada bairro). Para utilizar o novo instrumento, a edificação precisa estar certificada pelo IPTU Verde, a primeira iniciativa da prefeitura para aumentar o número de prédios construídos com práticas sustentáveis. “Com a Outorga Verde, fechamos a cadeia, pois atingimos os construtores. O IPTU alcança mais aos moradores”, explica André Fraga, secretário municipal de Cidade Sustentável. “A Outorga Verde é um instrumento inovador, que só existe em Salvador e que conecta empresas e consumidores ao objetivo de termos mais construções sustentáveis na cidade”. Fraga acredita que tanto o IPTU e a Outorga Verde vão atrair para a capital baiana empresas fornecedoras de material e serviços sustentáveis para a construção civil, a exemplo de empresas de venda e manutenção de placas residenciais de geração de energia solar ou de sistemas de reaproveitamento de água.
Fique por dentro
OI A Bahia recebeu um investimento de R$ 143 milhões da empresa de telefonia Oi entre 1º de janeiro e 30 de setembro deste ano. O dinheiro foi aplicado na instalação de 13 mil novas portas para o serviço de banda larga fixa (acesso à internet), na implantação de 54 novos sites de telefonia móvel e na ampliação e modernização de outros 299 sites (locais onde ficam as antenas que realizam a transmissão do sinal do serviço móvel). No estado, a Oi oferece cobertura 4G nas cidades de Camaçari, Feira de Santana, Itabuna, Salvador e Vitória da Conquista.
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(Foto: Reprodução)
A Justiça Federal de Eunápolis realizou uma audiência conjunta de conciliação sobre ações civis públicas relativas às barracas de praia da orla norte de Porto Seguro, extremo sul da Bahia. A sessão, ocorrida na última quinta-feira (17), resultou em um acordo feito com os donos das barracas para que sejam feitos ajustes nas estruturas, depois do impasse em que a Justiça chegou a determinar a demolição e posteriormente suspender a derrubada das barracas, por meio de liminar, em setembro desse ano. Na audiência, ficou ajustado que os donos das barracas devem apresentar um projeto de requalificação das barracas, com adequação que atenda a critérios ambientais, administrativos e de patrimônio histórico, com base nos critérios estabelecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), até o dia 23 de fevereiro do próximo ano. Quem desrespeitar o prazo deverá pagar multa de R$ 5 mil. Já a prefeitura de Porto Seguro se comprometeu a emitir um parecer conclusivo sobre o projeto até o dia 18 de maio do próximo ano. Em seguida, o Iphan, com o parecer da prefeitura, deverá emitir parecer técnico conclusivo até o dia 20 de junho. De acordo com a Justiça Federal, cerca de 40 processos fizeram parte da audiência. Participaram da sessão os donos das barracas, os advogados deles, representantes do Ministério Público Federal (MPF), União, Iphan, Ibama e da prefeitura de Porto Seguro.
(Foto: Reprodução)
O número de denúncias de casos de intolerância religiosa contra religiões de matrizes africanas têm crescido na Bahia. Segundo dados do Ministério Público, apenas neste ano já foram registrados 56 casos, sendo que apenas um deles não foi direcionado para prática religiosa de matriz africana. No ano passado, foram registrados 13 casos. Isso significa um aumento de 330% em um ano. Motivado pelo aumento, o órgão expediu uma nota técnica que orienta os promotores sobre a imposição de limites sonoros durante cultos e liturgias de religiões de matriz africana. De acordo com a promotora Lívia Santana, muitas denúncias de poluição sonora que chegam ao MP são, na verdade, casos de intolerância religiosa sobre os cultos praticados nos terreiros de candomblé, e não crime ambiental. “A nota orienta que os membros do MP analisem com mais afinco esses casos, antes de assinarem um termo de ajustamento de conduta, antes que inviabilizem a atividade do terreiro, obrigando a fazer isolamento acústico, por exemplo. Que se coloque na balança os dois direitos, liberdade de crença e do ambiente”, explicou a promotora.
Ainda segundo ela, em alguns casos realmente acontece a poluição sonora, mas antes que se chegue a essa conclusão, é necessário investigar. Na nota técnica, o texto ressalta que “observa-se, com bastante clareza, que a aplicação estrita das normas técnicas sobre poluição sonora nos casos de celebrações originárias de matrizes africanas, é medida deveras limitada diante das peculiaridades desses ritos, nos quais os instrumentos sonoros constituem elementos caracterizadores da própria religiosidade e, de certo modo, da crença e identidade dessas comunidades”. De acordo com o documento, o MP não pode deixar de analisar e garantir a liberdade religiosa. “O Ministério Público não pode se esquivar da tarefa de enfrentar os contornos discriminatórios que se escondem nas entrelinhas das denúncias que visam a restringir o direito à liberdade religiosa e até mesmo a impedir o exercício das manifestações litúrgicas das religiões de matriz africana”, diz o documento. A nota foi expedida pelo Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (GEDHDIS), pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) e pelo Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama). Esta é a segunda nota técnica expedida pelo MP este mês. A primeira se refere ao combate a fraudes no sistema de cotas. Ao todo, serão duas notas técnicas e quatro recomendações expedidas até o final do mês, em virtude do Novembro Negro. “Esse ano, ao invés de fazermos um evento, resolvemos fazer medidas concretas”, explicou a promotora.
Racismo
Na próxima semana, uma recomendação será expedida para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) respeite o Estatuto da Igualdade Racial, de 2014, que determinou a implantação de uma delegacia especializada em crimes de racismo e intolerância religiosa. A secretaria terá 30 dias para explicar quais medidas serão tomadas para efetivar a delegacia. Ainda essa semana, outra recomendação será expedida para a Polícia Civil, sugerindo que os delegados tenham um cuidado maior com a tipificação com os casos de racismo e injúria racial. De acordo com a promotora, a tipificação equivocada dos crimes atrasa os processos. “Deveria ter um inquérito policial, que vai apurar o fato, encaminhar ao Ministério Público. Atualmente, o processo vai direto para o Juizado Criminal e, chegando na audiência, o promotor está acompanhando o processo, pelo fato narrado pela vítima, tem que voltar para o Ministério Público. Às vezes, as provas e as testemunhas se perdem nesse tempo e o processo não vai adiante”, explicou.
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Pichação em muro de Pernambués traz estrela símbolo da Katiara
Aparentemente inofensiva, a imagem de um pentagrama com as letras PCRFNK é o principal símbolo da facção criminosa Katiara. Mais do que isso, a imagem representa a identificação entre os membros da quadrilha, que costumam tatuá-la no lado esquerdo do peito. As letras são a sigla para Primeiro Comando Recôncavo Facção Nazaré Katiara, primeiro nome do bando, de acordo com Alden José Lázaro da Silva, especialista em análise criminal e autor da cartilha de orientação policial ‘Linguagens Simbólicas do Crime’, que reúne as facções atuantes na Bahia. “Todos os membros da Katiara tatuam esse símbolo. É obrigatório. Inclusive, é algo determinado no estatuto da facção”, afirmou Silva. O especialista informou ainda que, antigamente, o pentagrama com as iniciais da facção era acompanhado por uma coroa na parte superior da imagem. “Hoje já não se vê mais a coroa”, afirmou Silva. “Esse símbolo é inspirado em grupos criminosos que atuam na América Latina e nos Estados Unidos, cujos símbolos também possuem as iniciais do nome da gangue”, completou. Investigações feitas por policiais da Delegacia de Nazaré (distante 74,9 Km de Salvador) indicam que o pentagrama com as letras PCRFNK geralmente é tatuado por integrantes que ocupam cargo de liderança no grupo. “Essa estrela é tatuada no peito pelos integrantes com alto nível hierárquico dentro da facção, como os gerentes, por exemplo. Essa tatuagem é o que identifica os líderes”, afirmou o delegado Marcos Maia, titular da Delegacia de Nazaré.
Iniciais dos idealizadores
Para o delegado Marcos Maia, as letras no pentagrama representam as iniciais dos idealizadores da Katiara. No último dia 11, o delegado prendeu Urias Lucas Costa de Lima, 18, o Palestina, que possui a marca tatuada no peito esquerdo. “Ele possui papel de destaque na organização. É um dos braços fortes, um dos gerentes”, afirmou o delegado. Além da tatuagem, os integrantes da Katiara são identificados, no bando, por um número. “O intuito é dificultar a identificação pela polícia e para não serem pegos em escutas telefônicas”, explicou Alden da Silva. “Roceirinho é o número 33”, afirmou o delegado Marcos Maia. A Katiara foi criada por Adílson Souza Lima, o Roceirinho, que comanda a facção de dentro do sistema prisional. Ele é da cidade de Nazaré, onde trabalhava na roça – daí o apelido. Segundo o delegado Maia, aos 18 anos, ele virou ‘avião’ do tráfico e, tempos depois, queria agir de forma independente. Acabou expulso da cidade pelo então chefe do tráfico local. “Roceirinho foi para Valéria, em Salvador, onde tinha parentes. Acabou preso e levado para a Lemos de Brito. A Katiara surgiu na Lemos Brito, com ajuda de outros presos”, contou Maia. Tempos depois, Roceirinho voltou a Nazaré e expulsou o traficante que havia feito o mesmo com ele. “A Katiara é a única facção que atua em Nazaré hoje”, completa Maia. Palestina foi preso com Rosemilton Costa Santos, o Rosé, em um carro onde os policiais encontraram maconha e crack. “Palestina é da Valéria, em Salvador. Acredito que ele foi designado para instalar uma ‘boca’ em Barra Grande, na Ilha. E Rosemilton foi contratado por ele”, disse o delegado. No último dia 15, outro suspeito de integrar a Katiara foi preso em Nazaré: Janderson do Carmo dos Santos, 27, foi preso em uma van, saindo do povoado de São Roque do Paraguaçu para Nazaré. Com ele, foram apreendidos 1.002 pinos de cocaina e 450 gramas de maconha. “Ele era um dos alvos da operação deflagrada por nós, ano passado, para prender integrantes da Katiara”, completou o delegado.
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- Brumado Urgente
- 22 Nov 2016
- 09:46h
Idosa Dora Berkovitz Teixeira de 77 anos
Um daqueles casos de deixar estarrecidos até os mais céticos ocorreu na pacata Rio do Antônio no sudoeste baiano, onde a própria filha está sendo acusada pelo filho e pelo neto da idosa Dora Berkovitz Teixeira de 77 anos, de ter aplicado um golpe de mais de R$ 45.000,00, através de empréstimos consignados em nome da idosa, fato que causou muita indignação nos familiares da aposentada. Segundo o neto e o filho da idosa, respectivamente André Berkovitz e José Ricardo Souza Teixeira, eles desconfiaram das atitudes da filha da aposentada que constantemente se dirigia a agência bancária, onde através de extrato bancário da conta de Dora Berkovitz foi confirmado a suposta fraude, desta forma ficou constatado que Deocleciana fez diversos empréstimos consignados em nome da mãe e que transferia o dinheiro para a sua própria conta. Segundo os denunciantes que procuraram a redação do Brumado urgente munidos dos respectivos boletins de ocorrência, na qual prestaram queixa contra Deocleciana de Souza Teixeira, a filha acusada, o suposto golpe se deu porque a filha possui uma procuração para sacar a aposentadoria da mãe, mas que em nenhum momento houve o conhecimento ou a anuência da idosa no que diz respeito aos empréstimos realizados pela filha. A aposentada, que, além da idade avançada, possui todo um lado do corpo paralisado por ter sofrido um AVC, que além do comprometimento locomotor, também comprometeu a fala, e a mesma se comunica com muita dificuldade. Ainda segundo os denunciantes, como se não bastasse, após a descoberta do ocorrido feita pelos dois, a acusada rapidamente foi para São Paulo, mas passou a caluniá-los nas redes sociais, já que o filho da idosa possui uma oficina mecânica no município e o neto é figura pública, onde exerce mandato de vereador atualmente e foi reeleito para o próximo pleito, o que segundo eles vem arranhando a imagem ilibada de ambos. Os denunciantes asseveram que já ingressaram na justiça para que sejam tomadas a devidas providências, e que esperam que a acusada seja punida nos rigores da lei, para que fatos como este não voltem a acontecer, sobretudo com pessoas idosas que têm especial tutela do Estatuto do Idoso.
André Berkovitz e José Ricardo Souza Teixeira com os boletins de ocorrência
Polícia Federal recolheu material durante mandados de busca e apreensão (Foto: PF/Divulgação)
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (22), a operação Darknet II para combater uma rede de distribuição de pornografia infantil na internet. São cumpridos 70 mandados de prisão, busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte,Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas. Mais de 300 policiais federais integram a segunda fase da ação. São investigadas 67 pessoas suspeitas de trocarem e distribuírem fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Sete ordens judiciais foram antecipadas durante a investigação para evitar o possível abuso de crianças no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná. Conforme a PF, desde a primeira operação da Darknet, em 2014, é desenvolvida uma metodologia para investigar e identificar usuários da chamada Deep Web, considerado um meio para divulgação de conteúdos de maneira anônima. Ainda de acordo com a Polícia Federal, estes ambientes virtuais são arquitetados para impossibilitar a identificação do ponto de acesso (IP) ao ocultar o real usuário que acessa a rede.
(Foto: Brumado Urgente)
A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) realiza a partir desta segunda-feira (21) uma semana de atividades especiais em homenagem ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, que é comemorado no dia 25 deste mês. Os eventos seguem até sexta-feira (26) e serão realizados em Salvador e no interior da Bahia. Os candidatos à doação de sangue que comparecerem ao hemocentro coordenador, localizado na ladeira do Hospital Geral do Estado (HGE), vão participar de atividades diversas, incluindo oficinas de enfeites natalinos, artes com garrafas pet, caixas para presentes e apresentações musicais.Confira a programação no site do Hemoba. Com o tema: "Desafio no Sangue" a fundação pretende estimular a prática da doação regular de sangue. A campanha deste ano é motivada pelo fato da Bahia operar com o estoque inferior necessário de bolsas de sangue. Apenas 1,4% dos baianos doam regularmente, percentual abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, o ideal é que de 3% a 5% da população doe regularmente. De acordo com o o diretor geral da Hemoba, Marinho Marques, há um baixo estoque de sangue com fator RH negativo. "O A negativo, o O Negativo, principalmente que a gente pode utilizar em qualquer paciente, a gente precisa reforçar esse estoque. Essa é a atual difivuldade", relatou.
Doadores
Este ano a Hemoba aproveitará a data para homenagear os cidadãos especiais que fazem a diferença na vida de milhares de pessoas após a doação de sangue. É o caso de Arnaldo Sant'anna, que começou a doar após o pai de um amigo precisar de transfusão de sangue. Ele é considerado o mais antigo doador de sangue da Bahia. "Até hoje, toda vez que eu faço uma doação, eu sei que estou contribuindo para o sucesso, para promover ou prolongar a vida de um ser humano", disse. Arnaldo não se sentia satisfeito em somente ele fazer doações e por isso fez campanhas na família também. Foi dessa forma que o cunhado dele, Deócles Nascimento, passou a doar sangue. "É uma sensação que dá alívio, por vocês estar contribuindo para que as pessoas que precisam realmente, receber essa força nossa e ter vontade de sorrir", disse Deócles.Serviços
As unidades móveis vão atender a população no Shopping Salvador, de 22 a 25 de novembro, das 8h às 17h. Os Hemóveis atenderão a todos os interessados, na entrada da Praça de Serviços – Piso G1, do centro de compras. Algumas unidades da Hemoba abrirão com horários especiais no sábado (26). Na capital o hemocentro coordenador vai funcionar em horário estendido, das 7h 30 às 18h30.
Critérios de doação
Para doar sangue, o voluntário deve estar em boas condições de saúde, pesar 50 quilos ou mais e ter idade entre 16 e 69 anos – menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal. É necessário estar bem alimentado, tendo, preferencialmente, ingerido alimentos sem gordura, e portar um documento oficial com foto (RG, carteira de trabalho, carteira de motorista ou de reservista) em bom estado de conservação.
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(Foto: Reprodução)
Mais preocupados com segurança e a possibilidade de roubos e furtos, os baianos são os que mais gastam, em média, com seguros automotivos no Brasil. Isso é o que mostra um levantamento da Minuto Seguros, que diz ainda que o custo para assegurar o carro é de R$ 753, mais de R$ 100 acima da média nacional. Para quem quer economizar e fazer o valor da segurança caber no bolso, é preciso pesquisar opções e traçar prioridades. “Estes números mostram que aqueles que vivem na Bahia têm mais consciência da importância do seguro. O que observamos é que, no estado, as pessoas procuram se proteger mais quanto à violência urbana e conseguem enxergar a necessidade de proteger o veículo de acidentes que possam ocorrer”, afirma Marcelo Blay, presidente da Minuto Seguros. De acordo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, em 2015 ocorreram 19.960 roubos e furtos de veículos na Bahia. Neste ano, até março, o número foi 4.942.
Com uma frota de 1,65 milhões de automóveis (dados do Denatran), os baianos desembolsaram ao todo R$ 1,24 bilhão com prêmios de seguro entre julho de 2015 e junho de 2016, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ainda segundo a Susep, 70% da frota circulante brasileira - não há números regionais - não é segurada.
Cuidado
Aposentado, Manoel Aleluia comprou seu primeiro automóvel há duas semanas e já saiu com ele assegurado da concessionária. “Sempre pensei que, quando finalmente comprasse um carro, faria logo o seguro. Quando a hora chegou, pesquisei bastante os preços, mas achei todos bem parecidos. Como coloquei no nome da minha filha, ele saiu por R$ 1.900, R$ 400 mais caro do que se estivesse no meu nome”, conta o aposentado. Aleluia afirma que a preocupação com a segurança foi o principal fator que o motivou a contratar o serviço. “Independentemente de qualquer coisa, corremos o risco de sermos assaltados. Me preocupo bastante com a possibilidade de ser roubado. Comprar um bem de quase R$ 40 mil e não colocar no seguro é um risco muito grande”, destaca. Assim como ele, a fisioterapeuta Catucha Lessa afirma que assegurar o carro é prioridade. "Nem saio da concessionária se não tiver seguro. Já passei pela experiência de ser roubada. Nesse momento você vê como ele faz diferença ", diz ela, que paga cerca de R$ 700 mensais pelo serviço. Por usar o carro para trabalhar, atendendo pacientes a domicílio, ela diz ser importante ter a certeza de que não tem nada de errado com o veículo. “Se eu ficar sem carro, isso abala diretamente na minha receita mensal”, afirma. Além disso, a fisioterapeuta constantemente faz uso de serviços adicionais, como o de mecânico e o de assistência 24 horas.Economia Para a educadora financeira Meira Cardeal, contratar um seguro, por si só, já é uma forma de economizar. “Muitas pessoas fazem o planejamento de comprar o carro e não considera adquirir o seguro, o que é equivocado. O seguro já é uma economia, ele não é um luxo, e sim uma necessidade. Adquirir um bem ou patrimônio sem incluir a garantia dele é um grande risco, principalmente nas cidades mais violentas”, adverte. Antes de escolher uma seguradora, porém, é preciso pesquisar e comparar as opções. “Antes da aquisição ou renovação, faça uma pesquisa. Existem vários custos que podem ser minimizados, a exemplo da taxa de corretagem que pode variar bastante entre os corretores”, diz Segundo ela, um dos maiores erros dos consumidores é deixar para tomar a decisão em cima da hora. “Assim, tendem a deixar para fazer as escolhas no momento da compra ou da renovação. É importante analisar o que está dentro do preço do prêmio e pensar essas coisas dentro das suas necessidades. Isso demanda certo tempo, não é feito de uma hora para a outra”, conclui.
Opções
Sócio-diretor da Nossa Corretora, Mário Almeida explica que a depender do que o cliente precise, serviços podem ser cortados ou adicionados. “A maioria dos seguros já incluem cobertura em casos de pane, pneu furado e reboque. Mas tem também aqueles que oferecem adicionais, a exemplo de chaveiro, assistência doméstica e até serviço de petshop". Para se chegar ao valor do seguro, diversos fatores são levados em consideração. Dentre eles o objetivo da utilização, idade e sexo do condutor (veja simulações de valores de seguros para os 10 veículos mais procurados).
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O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) encerrou na última sexta-feira (18), a Semana Regional da Conciliação, e alcançou a marca de R$ 19,8 milhões, em 928 acordos, nas 1209 audiências marcadas, com 2732 pessoas atendidas. A Semana Regional se destinou a solucionar, em sua grande maioria, processos que têm relação com municípios (precatórios). “É um fato inédito e simbólico, mostra que o TRT-BA está voltado para a efetividade e cumprimento das decisões judiciais'', afirmou a presidente, desembargadora Maria Adna Aguiar. Um dos destaques da Semana Regional foi o acordo no valor de pouco mais de R$ 2 milhões celebrado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) e a Contrate Gestão Empresarial Ltda., proveniente da rescisão do contrato mantido entre a empresa e o Governo do Estado da Bahia, para prestação de serviços de limpeza e conservação à Secretaria de Educação. O acordo, que foi homologado no Juízo de Conciliação de 2ª Instância, vai garantir a 1.706 empregados o recebimento do aviso-prévio indenizado e da multa de 40% do FGTS, bem como expedição de alvará coletivo para habilitação no Seguro Desemprego.
O TRT também realizou a Semana Nacional de Conciliação, com realização de 700 audiências, nas 88 Varas do Trabalho em todo o estado, e no juízo de Conciliação de 2ª Instância. O evento é promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, este ano, traz como slogan a conciliação como ''o caminho mais curto para resolver seus problemas''. Além disso, ao passo que a Semana Regional de Conciliação focou na solução de ações contra entres públicos - os chamados precatórios - o movimento nacional focará a conciliação em ações individuais. Até o final do ano, o TRT terá realizado quatro movimentos para conciliação. O Regional já participou da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, da Semana Nacional de Execução Trabalhista, ambas promovidas pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). No primeiro evento foram realizados 2.065 acordos e movimentados mais de R$ 47 milhões. Já no segundo, ocasião em que foram atendidas mais de duas mil pessoas, o TRT-BA arrecadou quase R$ 30,2 milhões, dentre valores transacionados em 355 acordos e nos quatro leilões realizados.
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) abriu, no mês de maio, uma série de inquéritos para investigar denúncias contra policiais militares que atuam na Bahia. Entre as denúncias, há suspeitas de espancamento, tortura e condução de investigações ilegais por parte da PM, sobretudo no interior do estado. À frente das investigações está a promotora pública Isabel Adelaide, que decidiu abrir os inquéritos após solicitação de juízes baianos. Até o momento, segundo publicou o portal de notícias UOL, além dos casos de tortura, também é investigado se policiais militares conduziram, por conta própria, investigações criminais, o que é proibido por lei, já que investigações cabem à Polícia Civil. O CORREIO procurou o MP-BA, mas o órgão informou que a promotora Isabel Adelaide não falará sobre o assunto a fim de não atrapalhar as investigações. Na manhã desta segunda-feira (21), o governador Rui Costa (PT) disse que "o Ministério Público cumpre o seu dever de apurar" e que "o governo do estado estará aberto num diálogo franco para identificar possíveis erros ou desvios".
No entanto, Rui disse não ter conhecimento de irregularidades apontadas pelo Ministério Público, que não pela imprensa, e demonstrou insatisfação com o fato de a investigação ter sido publicizada. "Sentei com a representante do MP e disse o que eu achava que não estava correto e não fui pra imprensa para anunciar que não estava sendo feito de maneira correta. Estou disposto a corrigir qualquer problema que tenha sido identificado", disse. Ainda segundo Rui, o MP não fez pedidos de reunião para falar com o Executivo sobre o assunto. "Quando o MP achar conveniente, procura o secretário de Segurança, o Comando da Polícia Militar para resolver o que deve ser resolvido", completou, durante visita a obras no Centro Antigo de Salvador. O CORREIO procurou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e a Polícia Militar (PM-BA) para comentar as investigações, mas ainda não obteve resposta dos dois órgãos.
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O Banco do Brasil divulgou a lista das agências que serão fechadas na Bahia. Salvador é o município que terá mais perdas, três: as agências do Pelourinho, do Salvador Shopping e na Petrobras. Os demais a perder agências do BB são: Antas, Apora, Barreiras (Rio de Ondas), Biritinga, Boninal, Caem (Caem), Candeal (Candeal), Conceição da Feira (Conceição da Feira), Conceição do Almeida (Conceição do Almeida), Crisópolis (Crisopolis)Feira de Santana (Av. Getúlio Vargas, Ibititá (Ibititá), Iguai (Iguai), Itapitanga (Itapitanga), Juazeiro (Shopping Águas Center), Lauro de Freitas (Vilas do Atlântico), Lençóis (Lençóis), Luís Eduardo Magalhães (Mimoso do Oeste), Mata de São João (Costa do Sauípe), Olindina, Ribeira do Amparo, São Felipe, São Sebastião do Passé, Sátiro Dias, Serrolândia, Tanquinho, Teodoro Sampaio, Uibaí e Vitória da Conquista (Praça Barão Rio Branco). O BB decidiu neste domingo (20) encerrar a atividade de 402 agências bancárias e transformar outras 379 em postos de atendimento.