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Despesas de vice-governadoria explodem com Geraldo Jr. e crescem 157% com relação a João Leão

  • Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
  • 26 Mai 2026
  • 10:35h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Os gastos da Vice-Governadoria da Bahia registraram aumento de 157% nos últimos três anos e meio sob a gestão de Geraldo Jr. (MDB), em comparação com o segundo mandato de João Leão (PP) no cargo, entre 2019 e 2022.

 

Desde que assumiu a função, em janeiro de 2023, o gabinete de Geraldo Jr. acumulou despesas de R$ 32,4 milhões. No período de quatro anos em que João Leão ocupou a Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 12,6 milhões. Com mais sete meses restantes de mandato, a tendência é que o atual vice-governador amplie ainda mais a diferença em relação ao antecessor.

 

Somente entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões dos cofres públicos. As principais despesas foram destinadas ao pagamento de diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra.

 

O ano de 2025 concentra o maior volume de gastos da atual gestão, com desembolso de R$ 10,8 milhões. Desse total, R$ 6,15 milhões foram destinados a despesas relacionadas a militares, incluindo salários, auxílios e diárias.

 

Em 2024, ano em que disputou a Prefeitura de Salvador e terminou a eleição na terceira colocação, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete alcançaram R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.

 

GASTOS DE LEÃO

Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões.

 

Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões. No ano seguinte, houve redução para R$ 2,8 milhões. Em 2021, as despesas chegaram a R$ 3,43 milhões, enquanto em 2022 recuaram para R$ 3,36 milhões.

PM intercepta carga com explosivos e prende suspeito em Seabra, na Chapada Diamantina

  • Bahia Notícias
  • 25 Mai 2026
  • 18:00h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A Polícia Militar interceptou, na tarde de sexta-feira (23), uma carga ilegal de materiais explosivos no município de Seabra, na região da Chapada Diamantina.

 

A ação foi realizada por policiais do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), da 29ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com apoio das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), após denúncia anônima sobre o transporte irregular.

 

Segundo a corporação, equipes montaram bloqueios em vias de acesso ao município após receber informações sobre um veículo que transportava material perigoso.

 

Durante a abordagem, os policiais localizaram no interior do carro detonadores pirotécnicos, cartuchos de emulsão explosiva em gel e substância semelhante a nitrato de amônio/ANFO.

 

O condutor não apresentou documentação exigida para transporte de material controlado pelo Exército Brasileiro. Ele foi preso em flagrante e encaminhado, junto ao material apreendido, para a Delegacia Territorial de Seabra.

Caso de jovem encontrada morta às margens da BA-262 é investigado como feminicídio; ex-namorado é principal suspeito

  • Bahia Notícias
  • 25 Mai 2026
  • 08:51h

Foto: Reprodução/Redes Sociais/G1

O caso de uma jovem de 25 anos encontrada sem vida em uma estrada às margens da BA-262, em Vitória da Conquista, neste domingo (24), foi registrado como possível feminicídio. Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Yasmim da Silva Santos.

 

A PC aponta ainda que Yasmin foi vista com vida pela última vez horas antes do crime, ao ser retirada à força da casa de um parente pelo ex-companheiro, que é considerado o principal suspeito do crime. A jovem deixa um filho de 6 anos.

 

Segundo informações do Blog do Anderson, o crime teria ocorrido no Loteamento Miro Cairo, no bairro Zabelê. O corpo da jovem foi encontrado com marcas de tiros. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. (A reportagem foi atualizada às 6h43)

Dono de Coffee Container Pub em Conquista é preso durante operação contra tráfico de drogas sintéticas

  • Bahia Notícias
  • 23 Mai 2026
  • 12:25h

Foto: Reprodução / Blog do Rodrygo Ferraz

O proprietário do Coffee Container Pub, Vinicius Barberino Brandão, foi preso durante a segunda fase da Operação Coffee, deflagrada pela Polícia Civil em Vitória da Conquista, no Sudoeste. O fato ocorreu na última quinta-feira (21).

Foto: Reprodução / Giro pela Bahia

Segundo o Giro pela Bahia, a investigação apura a suposta venda de drogas sintéticas em eventos promovidos no estabelecimento, localizado na Avenida Olívia Flores.

O empresário teria sido autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após uma análise pericial identificar adulteração em uma das armas apreendidas com ele. Ao todo, cinco armamentos foram encontrados com o dono do pub.

Além dele, um homem de 29 anos, apontado pelas investigações como um dos fornecedores de entorpecentes, também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Com o suspeito, os policiais apreenderam cerca de 100 gramas de maconha do tipo skank.

 

Um terceiro homem, de 55 anos, também foi detido por porte ilegal de arma de fogo após ser flagrado com dois armamentos. No total, a Polícia Civil apreendeu sete armas de fogo, 820 munições, um automóvel e uma motocicleta.

De acordo com as investigações, a primeira fase da Operação Coffee, realizada em janeiro deste ano, já havia identificado indícios de que a estrutura de festas e eventos do estabelecimento estaria sendo utilizada para a comercialização de drogas sintéticas, principalmente em eventos frequentados por jovens.

As diligências foram conduzidas pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Conquista), vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil e forças de segurança estaduais.

Polícia da Bahia registrou mais de 12,3 mil prisões em 2026 e média supera 100 capturas por dia, aponta SSP

  • Bahia Notícias
  • 23 Mai 2026
  • 10:23h

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

A Polícia da Bahia ultrapassou nesta semana a marca de 12,3 mil prisões realizadas neste ano. De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) neste sábado (23), as ações ocorreram entre os meses de janeiro e maio deste ano, o que representa uma média de 102 prisões por dia.

 

Segundo a SSP-BA, as prisões também incluem casos registrados em outros estados do país e também na Bolívia. O balanço inclui flagrantes e cumprimentos de mandados judiciais contra foragidos da Justiça. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 11,4 mil capturas, houve aumento de 7,2% no número de prisões.

 

Conforme o secretário de segurança pública da Bahia, Marcelo Werner, os resultados são atribuídos às operações integradas de inteligência e ao reforço do policiamento ostensivo.

 

“Estas capturas ocorreram durante as 300 operações norteadas pela inteligência promovidas pelas Forças Estaduais e Federais no território baiano, em outros estados da federação e até na Bolívia, além do patrulhamento diário ostensivo”, afirmou o secretário.

 

A SSP-BA também frisou o uso do Sistema de Reconhecimento Facial como ferramenta de apoio às ações policiais. Segundo o órgão, 1.001 foragidos da Justiça foram localizados pelas câmeras de monitoramento da secretaria ainda neste ano.

 

“Com o investimento do Governo do Estado em tecnologia, 1.001 foragidos da Justiça foram localizados pelas câmeras da SSP em 2026”, completou Marcelo Werner.

Ministro da Saúde pode receber Título de Cidadão Baiano na AL-BA

  • Bahia Notícias
  • 22 Mai 2026
  • 08:42h

Carolina Antunes / MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, poderá receber o Título de Cidadão Baiano concedido pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT), por meio de um projeto de resolução divulgado no Diário Oficial da Assembleia, nesta quinta-feira (21).

 

Segundo o parlamentar, a honraria busca reconhecer a contribuição do ministro para o fortalecimento das políticas públicas de saúde no estado, além da atuação em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ampliação do acesso da população aos serviços públicos.

 

No texto da proposta, Robinson destaca a trajetória de Padilha na vida pública. Médico infectologista formado pela Universidade de São Paulo (USP), o ministro também já ocupou cargos como deputado federal e ministro das Relações Institucionais da Presidência da República.

 

A proposta também cita a participação do ministro na criação e ampliação do programa Mais Médicos, apontado como uma das iniciativas responsáveis por ampliar a assistência médica em municípios do interior da Bahia. Caso seja aprovado pela ALBA, o título será entregue em sessão especial, em data ainda a ser definida.

União renova regularização de píer de R$ 1,86 milhão de condomínio no Corredor da Vitória

  • Por Maurício Leiro / Victor Hernandes/Bahia Notícias
  • 21 Mai 2026
  • 14:40h

Foto: Imagem Ilustrativa. Reprodução

O Governo Federal, por meio da Superintendência do Patrimônio da União na Bahia (SPU), realizou um acordo e cedeu um píer às margens da Baía de Todos-Os-Santos para a regularização do espaço. O equipamento pertence ao Condomínio Victoria Loft, localizado no Corredor da Vitória, um dos bairros mais nobres de Salvador.  

 

 

O imóvel no valor de R$ 1.866.849,72 é destinado à atracação de barcos neste edifício. Segundo informações obtidas pela reportagem, o local tem uma área de 300,26 m². De acordo com apuração do Bahia Notícias, a concessão e a regularização terão uma validade de 20 anos. 

O CONTRATO

Conforme o acordo de cessão, foram estabelecidos elementos para a formalização do uso do pier. Entre as medidas estão:

  • A Identificação do Imóvel: Incluindo o RIP (Registro Imobiliário Patrimonial) e a localização exata;

  • Dimensões: Definição da área do terreno/espaço (ex: 300,26 m²) e de eventuais benfeitorias;

  • Avaliação: Indicação do valor do imóvel;

  • Vigência: Estabelecimento de um prazo determinado, que no caso citado é de 20 anos;

  • E Partes: Identificação da União e do Condomínio.

 

REGULARIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE PIERES

Uma outra apuração do BN mostrou que, em 2020, a capital baiana possuía 14 prédios com estruturas do tipo irregulares na Baía de Todos-os-Santos.  Na lista dos empreendimentos, apareciam prédios como Condomínio Mansão Carlos Costa Pinto; Condomínio Sol Vitória Marina; Condomínio Victoria Loft; Condomínio Victory Side; Condomínio Professor José Silveira; Condomínio Porto Vitória e Condomínio Mansão Arthur Moreira Lima. 

 

Os processos de regularizações dos pieres foram iniciadas no ano de 2008 e, no ano de 2020, mesmo doze anos do começo da questão, alguns edifícios ainda não tinham regularizado os espaços. 

 

A falta de regularização junto à SPU pode causar sua demolição ou ajuizamento de ação civil pública pelo Ministério Público Federal. O condomínio Mansão Arthur Moreira Lima, residencial de luxo localizado também no Corredor da Vitória, em Salvador, recebeu licença ambiental para operação do píer e atracadouro, reforma e ampliação da área de 795,18 m², sendo 271,77 m² de acréscimo e 523,41 m² de área já existente, na Baía de Todos-os-Santos. 

 

A licença, concedida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano da capital baiana (Sedur), tem validade de quatro anos. Na ocasião, em nota enviada ao Bahia Notícias, a Sedur afirmou que a renovação da licença ambiental concedida para a ampliação do píer do condomínio foi realizada em “conformidade com a legislação”.

 

Além disso, a Superintendência do Patrimônio da União na Bahia (SPU) autorizou o Condomínio Edifício Mansão Margarida Costa Pinto, residencial de luxo, a utilizar o píer de atracação de embarcações na Baía de Todos-os-Santos, em maio do ano passado. 

 

Segundo a publicação, acessada pela reportagem do Bahia Notícias, neste caso o espaço é avaliado em R$ 5.302.957.00.

Ministério aprova prorrogação de concessão de malha ferroviária que passa pela Bahia

  • Por Maurício Leiro / Francis Juliano/Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 12:35h

Foto: Reprodução / VLI

O Ministério dos Transportes aprovou o Plano de Outorga da prorrogação antecipada da concessão da Malha Centro-Leste, concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI.

 

A medida, publicada nesta segunda-feira (18), considera os 4,1 mil quilômetros que a VLI continuará operando em vez do total de 7,2 km, uma vez que 3,1 mil km serão devolvidos à União, como indenização prevista de R$ 4,2 bilhões.

 

De acordo com a portaria, a aprovação ocorre com ressalvas que deverão ser observadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O primeiro deles é o Corredor Minas-Bahia, composto pelos trechos Corinto-Aratu e Aratu-Campo Formoso.

 

A devolução 3,1 mil km se refere exatamente a trechos que não teriam uma operação rentável, e envolveu fortes debates também sobre a Bahia. De acordo com a Agência Infra, no trecho de Campo Formoso, a manutenção da VLI será de três anos, para se reavaliar estudos que atestem a viabilidade do trecho e a que orientem eventuais investimentos.

 

O abandono do trecho em solo baiano passou a ser alvo de especulações, o que motivou reações do setor industrial do estado, que temia consequências negativas. Porém, em agosto do ano passado, o governo federal confirmou que havia um acordo de renovação. À época, o BN conversou com o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o baiano Marcus Cavalcanti, que já atuou como ex-titular da Secretaria Estadual de Infraestrutura da Bahia, que falou sobre a interlocução do estado para garantir o atendimento da região e uma negociação que beneficiasse os baianos.

 

Também integram a nova configuração o Corredor Centro-Leste e o Corredor Centro-Sudeste.

 

Em abril passado, a ANTT se posicionou favorável à prorrogação, por 30 anos, do contrato da concessão da FCA pela VLI. A expectativa é que a concessionária invista R$ 24 bilhões na malha.

Recém-criada, Secretaria da Ponte Salvador-Itaparica já gastou quase R$ 160 milhões apenas em 2026

  • Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 10:50h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.

 

Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.

 

O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).

 

O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.

 

O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão. 

 

MOVIMENTAÇÃO NA OBRA

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a chegada dos materiais para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. O gestor estadual relatou que um navio vindo da China atracou no porto da capital baiana durante a madrugada, transportando os insumos para a construção. A previsão é que as obras da ponte sejam iniciadas em junho deste ano, a partir do estabelecimento de três principais canteiros de obras em Maragogipe, Vera Cruz e Salvador. 

 

Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante. 

 

Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.

 

CONSULTORIA

Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".

 

Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".

 

Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.

 

CEO FORA

Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.

 

GARANTIAS DADAS

Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.

 

Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.

 

A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.

Disclosure: Operação investiga suposta ação de PMs em caso de desaparecimento de jovens no extremo sul da Bahia

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 08:47h

Foto: Divulgação / SSP-BA

Uma operação, deflagrada nesta quarta-feira (20), investiga o desaparecimento de dois jovens no município de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. Os jovens seguem desaparecidos desde 9 de novembro de 2025. 

 

As investigações da Operação Disclosure apontam indícios da participação de quatro policiais militares nos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado das vítimas. As investigações são parte de uma ação colaborativa entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). 

 

Dados de geolocalização obtidos durante as diligências indicam que a motocicleta utilizada pelos jovens permaneceu entre 22h35 e 1h13 em um galpão abandonado localizado nas proximidades da Avenida São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença de três veículos no local durante o mesmo período.

 

 

Segundo as investigações, os dois jovens foram abordados por uma viatura da Polícia Militar e colocados no compartimento traseiro do veículo. Após esse momento, não houve novos registros da movimentação das vítimas.

 

Segundo as forças de segurança, o nome da operação, “Disclosure”, faz referência à ideia de revelação e divulgação, simbolizando o objetivo central da ação: esclarecer os fatos e localizar as vítimas. As diligências seguem em andamento para identificar possíveis coautores e aprofundar a apuração sobre os demais fatos relacionados ao caso.

 

Recém-criada, Secretaria da Ponte Salvador-Itaparica já gastou quase R$ 160 milhões apenas em 2026

  • Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 08:00h

Foto: Divulgação

Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.

 

Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.

 

O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).

 

O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.

 

O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão. 

 

MOVIMENTAÇÃO NA OBRA

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a chegada dos materiais para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. O gestor estadual relatou que um navio vindo da China atracou no porto da capital baiana durante a madrugada, transportando os insumos para a construção. A previsão é que as obras da ponte sejam iniciadas em junho deste ano, a partir do estabelecimento de três principais canteiros de obras em Maragogipe, Vera Cruz e Salvador. 

 

Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante. 

 

Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.

 

CONSULTORIA

Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".

 

Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".

 

Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.

 

CEO FORA

Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.

 

GARANTIAS DADAS

Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.

 

Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.

 

A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.

PF deflagra operação contra fraudes no INSS e cumpre mandados em Salvador, Nazaré e Vera Cruz

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 12:13h

Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Colina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Vera Cruz e Nazaré, no Recôncavo baiano.

 

A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes previdenciárias relacionadas à manutenção e prorrogação irregular de benefícios por incapacidade no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

De acordo com a PF, as investigações tiveram início após análises realizadas pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS). Os levantamentos apontam que um servidor do INSS, lotado em Salvador, estaria promovendo remarcações indevidas e sucessivos adiamentos injustificados de perícias médicas.

 

Segundo a apuração, a prática impedia que segurados fossem submetidos à avaliação de peritos médicos oficiais, o que possibilitava a renovação automática e contínua de auxílios-doença por incapacidade temporária de forma considerada irregular.

 

Ainda conforme as investigações, foram identificados casos em que perícias foram adiadas sob justificativas falsas, como suposta ausência de atendimento médico, mesmo em dias de funcionamento normal das agências do INSS.

 

Ainda segundo apuração, a suspeita é que intermediários recolhiam valores de beneficiários [alguns já investigados em operações anteriores da PF] e repassavam vantagens financeiras indevidas ao servidor responsável pelas inserções fraudulentas nos sistemas corporativos da Previdência Social.

 

As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

Polícia Civil abre processo contra Douglas Pithon após críticas a investigação e exposição de bastidores em podcast

  • Por Paulo Dourado I Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 12:17h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) abriu um processo administrativo contra o policial civil e influenciador Douglas Pithon para apurar a conduta dele após declarações em um podcast, feitas em 2025, nas quais ele levantou questionamentos sobre a condução de investigações oficiais e procedimentos internos da instituição.

 

O processo administrativo foi publicado nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial do Estado da Bahia.

 

Nas declarações, o agente questiona a integridade de investigações conduzidas por setores da própria PCBA e cita o caso envolvendo o delegado Adailton Adam, exonerado em março de 2025 do cargo de coordenador técnico do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), após suspeitas relacionadas a um suposto esquema investigado internamente.

 

Entre os pontos levantados por Pithon está a chamada “carta sumida”, que, segundo ele, teria sido peça central da investigação, mas nunca teria sido apresentada de forma clara dentro do inquérito.

 

“O mais impressionante é que a carta sumiu no departamento dele... de Adam. Ele não tem essa carta na mão não. Sumiu. E não foi feito nenhuma apuração para verificar o sumiço dessa carta”, afirmou.

 

Ele também questiona a ausência de verificação sobre a origem do documento e diz que o suposto autor nega tê-lo escrito, além de classificar o inquérito como “extremamente hostil”.

 

Outro ponto citado nas falas é a investigação sobre o suposto desaparecimento de armamentos, que ele nega, chamando a narrativa de “fantasia” e questionando a consistência das apurações.

 

Em determinado momento, o policial ainda faz críticas a um perito envolvido no caso, com ataques diretos à atuação técnica do profissional.

 

Além disso, ele comenta divergências internas entre delegados e menciona episódios que envolveriam alinhamento de depoimentos e conflitos de atuação entre superiores, o que pode ter sido interpretado como exposição de procedimentos internos sob sigilo.

 

COMO FUNCIONA
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) é o instrumento utilizado pela administração pública para apurar a responsabilidade de servidores por eventuais infrações cometidas no exercício da função. No caso de policiais civis na Bahia, o procedimento segue as regras da Lei Estadual nº 6.677/1994 e é dividido em três etapas: instauração, instrução e julgamento.

 

A instauração ocorre com a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Estado, que constitui uma comissão processante formada por três servidores estáveis. É nessa fase inicial que são definidos os fatos que serão apurados. No caso do policial civil e influenciador Douglas Pithon, o processo foi justamente aberto neste estágio, com a publicação, nesta quarta-feira (13), da portaria que dá início à apuração das declarações feitas por ele, agora sob análise da Corregedoria.

 

Em seguida, o processo segue para a instrução e defesa, etapa em que são reunidas provas, ouvidas testemunhas e realizadas eventuais perícias. O servidor investigado tem direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar defesa escrita, ser acompanhado por advogado e prestar depoimento.

 

Após a análise do material reunido, a comissão elabora um relatório final, com base nas provas produzidas, indicando se há ou não responsabilidade do servidor. O documento é encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE), que emite parecer jurídico, e posteriormente à autoridade competente, responsável pela decisão final.

 

O PAD deve ser concluído em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado em casos excepcionais. Se houver indícios de interferência na apuração, o servidor pode ser afastado preventivamente por até 60 dias, sem prejuízo da remuneração. As penalidades variam conforme a gravidade da infração, podendo incluir advertência, suspensão, demissão ou cassação de aposentadoria.

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova operação

  • Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 10:13h

Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF. 

 

Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.

Shows de Maiara e Maraisa, Rey Vaqueiro e Léo Foguete em Paramirim entram na mira do MP-BA por suspeita de superfaturamento

  • Por Aline Gama I Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 11:12h

Foto: Reprodução / Rede Sociais | Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata de contratos firmados pela Prefeitura de Paramirim para apresentações artísticas nos festejos de Santo Antônio de 2026, após apontar indícios de sobrepreço e possíveis irregularidades nas contratações.

 

A medida consta na Recomendação nº 003/2026, inserida no bojo do Procedimento Administrativo IDEA nº 210.9.233726/2026, assinada pelo promotor de Justiça substituto Victor de Araújo Fagundes. O documento, publicado nesta quarta-feira (13), integra atuação do Ministério Público voltada ao controle externo da atividade administrativa e à fiscalização de gastos públicos relacionados aos festejos juninos no estado.

 

Na recomendação, o MP-BA cita que os festejos juninos possuem relevância cultural e proteção constitucional, mas ressalta que os investimentos públicos destinados aos eventos devem observar os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, eficiência, razoabilidade e economicidade previstos na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal.


A promotoria destacou ainda que as contratações artísticas precisam obedecer às exigências da Lei Federal nº 14.133/2021, especialmente quanto à justificativa de preços e à comprovação de compatibilidade dos valores com os praticados no mercado. O texto menciona também as Notas Técnicas Conjuntas nº 01/2025 e nº 01/2026, elaboradas pelo Ministério Público da Bahia, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), que estabeleceram parâmetros para avaliação da razoabilidade dos gastos com atrações juninas.


CONTRATAÇÕES
Entre os contratos questionados estão as apresentações dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, previstas para os dias 10 e 11 de junho, respectivamente, durante os festejos de Santo Antônio de Paramirim. Segundo o MP-BA, ambos os contratos foram divulgados no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP) pelo valor de R$ 450 mil cada.


De acordo com a promotoria, dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MP-BA apontam que a média das contratações de Rey Vaqueiro por municípios baianos nos festejos de 2025 foi de R$ 280 mil. Corrigido pelo IPCA, o valor chegaria a R$ 290.351,46 em 2026, o que, segundo o órgão, representaria uma diferença de 60,71% em relação ao contrato firmado por Paramirim.


No caso de Léo Foguete, o Ministério Público afirma que a média das contratações em 2025 foi de R$ 350 mil. Atualizado monetariamente, o montante alcançaria R$ 362.939,33, indicando uma diferença de 28,57% em comparação ao valor contratado pela prefeitura.


A recomendação também cita a divulgação da participação da dupla Maiara e Maraisa na grade da festa, embora, segundo o MP-BA, o contrato não tenha sido localizado no PNCP. O órgão afirma ter conhecimento de que os cachês cobrados pelas artistas em apresentações realizadas na Bahia em 2026 superariam R$ 700 mil, faixa considerada pela Nota Técnica nº 01/2026 como contratação de “alta materialidade”, exigindo instrução processual mais rigorosa e comprovação detalhada da capacidade financeira do município.


Além disso, o Ministério Público informou que outras atrações anunciadas nas redes sociais oficiais da Prefeitura de Paramirim, como Waldonys, Marcynho Sensação, Vitinho Forró, Xodó da Bahia e Bonde da 51, também não teriam sido localizadas no Painel Nacional de Contratações Públicas, o que, segundo o órgão, contraria o artigo 94 da Lei de Licitações.


Na recomendação, o MP-BA solicita que o município encaminhe cópia integral dos processos de inexigibilidade de licitação referentes às contratações artísticas dos festejos juninos, apresente justificativa para não adoção dos parâmetros previstos na Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 e publique todos os contratos relacionados ao evento no PNCP.


O órgão também pediu documentos que comprovem a saúde financeira do município caso o contrato com Maiara e Maraisa ultrapasse R$ 700 mil, incluindo Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), Relatório de Gestão Fiscal (RGF), demonstrativo de disponibilidade de caixa e manifestação do controle interno.

 

A recomendação ainda requer declaração de que não haverá suplementação orçamentária para a área da cultura, salvo em caso de superávit financeiro comprovado, além de manifestação do prefeito atestando que o município não está em situação de calamidade pública nem possui atraso no pagamento de servidores.


O Ministério Público fixou prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura de Paramirim informe se irá acatar ou não as medidas recomendadas e encaminhe a documentação solicitada. O órgão advertiu que eventual ausência de resposta ou recusa injustificada poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas, inclusive para apuração de possíveis atos de improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública.