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“No combate à COVID-19, o comportamento humano pode ser parte do problema ou da solução”

  • eCycle
  • 22 Nov 2020
  • 07:48h

Especialistas em ciências sociais e comportamentais elencaram fatores psicológicos, políticos e culturais | Imagem de K8 no Unsplash

Quando se trata de enfrentar uma doença altamente transmissível como a COVID-19, o comportamento humano pode ser tanto parte do problema quanto da solução, de acordo com especialistas em ciências sociais e comportamentais. Enquanto não há vacina ou tratamento eficaz disponível, aderir a medidas como distanciamento físico, uso de máscara e higienização frequente de mãos e objetos segue sendo a principal forma de conter a disseminação. Mas por que algumas nações estão lidando com esse desafio de forma tão mais eficiente que outras?  Para Jay Van Bavel, professor de Psicologia e Ciências Neurais da Universidade de Nova York (Estados Unidos), o perfil de liderança de cada país é um dos fatores determinantes da qualidade da resposta à pandemia, uma vez que ela envolve medidas de âmbito nacional, como fechamento de fronteiras, restrição de viagens, desenvolvimento de políticas públicas e mobilização de recursos médicos e científicos. Levam vantagem, segundo o pesquisador, nações comandadas por “líderes identitários”, isto é, capazes de inspirar confiança, promover a cooperação e um senso compartilhado de identidade entre seus seguidores, como é o caso da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

“Jacinda Ardern talvez seja a liderança mais eficiente do planeta, especialmente no que se refere ao enfrentamento da COVID-19. Ela ficou famosa por usar a estratégia da liderança identitária e costuma se referir à Nova Zelândia como seu ‘time de 5 milhões de pessoas’. Quando a epidemia foi controlada no país, Jacinda saiu para tomar um brunch e mostrar às pessoas que era seguro voltar a circular. Mas não havia lugar no restaurante escolhido, então ela saiu e aguardou. Não quis fazer a foto de divulgação em uma condição insegura, que contrariava as regras sanitárias, ou se valer dos privilégios de sua condição. Isso seria uma clara violação da liderança identitária, que tem muito a ver com ser um modelo de comportamento”, explicou Bavel.

No outro extremo da escala de eficiência o pesquisador coloca seu próprio país, os Estados Unidos, campeão mundial em casos e mortes por COVID-19. “Temos universidades de classe mundial, grandes grupos de pesquisa, somos líderes no desenvolvimento de vacinas e fármacos e ainda assim falhamos catastroficamente. Por que tamanha diferença?”, questionou.

Com o objetivo de responder a essa pergunta, seu grupo de pesquisa rastreou durante meses a movimentação de 15 milhões de norte-americanos por meio de seus smartphones e notou um padrão consistente: a população se mostrava mais engajada em manter o distanciamento social nas regiões do país em que a candidata Hillary Clinton, do partido Democrata, havia tido mais votos na eleição presidencial de 2016 do que nos condados onde o mais votado foi Donald Trump, do partido Republicano. De modo geral, as distâncias percorridas pelos cidadãos passaram a aumentar a partir de abril, assim como o gap comportamental entre liberais (eleitores democratas) e conservadores (eleitores republicanos).

“Os condados que votaram majoritariamente em Trump apresentaram, em média, uma adesão 14% menor ao isolamento social e tal fato claramente precedeu o aumento nas taxas de morte e infecção”, disse Bavel.

Com o intuito de ampliar a análise para outros contextos, o cientista coordenou entre abril e maio uma pesquisa on-line com 46,5 mil voluntários de 67 países. O trabalho envolveu colaboradores de 170 instituições, entre eles Paulo Boggio, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que também participou do webinário organizado pela FAPESP. O objetivo do estudo foi investigar, por meio de um questionário, o que levava as pessoas a adotar determinados comportamentos sanitários e a endossar intervenções como o fechamento de bares, restaurantes e escolas. A conclusão foi que, quanto mais os indivíduos se identificam e se preocupam com a nação onde vivem, mais propensos se mostram a seguir as diretrizes de saúde pública e a apoiar políticas que têm como objetivo manter a população segura.

“A identidade nacional se mostrou um preditor robusto de adesão às diretrizes sanitárias em todo o globo”, contou Bavel durante o evento. “Tivemos o cuidado de separar o nacionalismo saudável daquele que chamamos de nacionalismo narcísico – representado pelo sentimento inflado e agressivo de quem pensa que seu país é sempre o melhor e está acima de tudo. O nacionalismo narcísico não se mostrou um preditor tão robusto de adesão às medidas sanitárias e, em alguns casos, como nos Estados Unidos, esteve associado a comportamentos de risco.”

O questionário também buscou avaliar a influência da ideologia política sobre o comportamento dos indivíduos no contexto da pandemia. Segundo Bavel, foi possível observar entre os voluntários que se declararam de esquerda uma tendência levemente maior de apoio às medidas sanitárias. “Foi um efeito diferente e bem menor do que o relacionado com a identidade nacional”, comentou o pesquisador.

Os resultados completos da pesquisa foram divulgados em artigo ainda sem revisão por pares disponível na plataforma PsyArXiv. No texto, os autores ressaltam achados de trabalhos anteriores que mostraram como a identidade nacional pode motivar as pessoas a se envolverem em comportamentos custosos, mas que beneficiam outros membros da comunidade em que moram.

Soma-zero

Entender essa relação entre interesses individuais e coletivos torna-se fundamental quando o objetivo é promover o esforço cooperativo global, como destacou Boggio em sua apresentação.

“É comum pensarmos que o ganho de uma pessoa representa necessariamente uma perda para outra. Na Teoria dos Jogos é o que se chama de soma-zero. Mas, quando se trata de solucionar problemas globais, como uma pandemia ou a mudança climática, fica evidente que a natureza da soma é diferente. A infecção de um indivíduo é uma ameaça para ele e todos ao seu redor. A perda de um é a perda de todos, então a soma é negativa. Do mesmo modo, o ganho de alguém com a adesão às políticas de saúde pública representa o ganho de muitos, e a soma é positiva”, explicou o professor do Mackenzie.

Segundo Boggio, nesse contexto em que o comportamento individual tem impacto sobre a saúde coletiva, o processo de tomada de decisão se dá no campo da moralidade. No caso da COVID-19, porém, ainda há incertezas quanto aos riscos associados a determinados comportamentos, como circular por locais públicos sem máscara, por exemplo.

“Evidências da literatura científica indicam que as pessoas se mostram menos dispostas a fazer sacrifícios pelas outras quando os benefícios não são claros. Por isso, o modo como se informa a população sobre os riscos e sobre como lidar com o problema faz toda a diferença. É realmente importante que as lideranças políticas e a mídia promovam a cooperação incentivando os comportamentos pró-sociais. Estudos mostram que o ato de valorizar aqueles que cooperam aumenta as chances de que eles continuem agindo dessa forma e também faz com que outros passem a cooperar. Por outro lado, a falta de sanção a comportamentos antissociais pode reduzir a cooperação até mesmo entre os já engajados”, explicou o pesquisador.

O grande desafio da atualidade, na avaliação de Boggio, é fazer a mensagem (o sinal) se sobressair às fake news e às teorias conspiratórias (o ruído). “Se tornou difícil até mesmo saber qual é o sinal, pois muitas teorias da conspiração foram aceitas como informação factual. Algumas são simplesmente tolas, mas outras estimulam o preconceito e a polarização ou trazem consequências perigosas para a saúde, como é o caso das mensagens antivacinação”, afirmou.

Além de combater o ruído quebrando as “câmaras de eco”, como ele chama as redes articuladas para disseminar desinformação, Boggio considera importante ampliar a intensidade do sinal, ou seja, aumentar o poder de persuasão da mensagem. “O primeiro passo para isso é ter lideranças confiáveis e figuras de destaque na sociedade como portadoras desse conteúdo”, argumentou.

Divisões sociais

A taxa de adesão das populações às diretrizes sanitárias para enfrentamento da COVID-19 varia enormemente não só entre os países, mas também entre diferentes regiões de um mesmo país. Para Ortwinn Renn, professor do Instituto de Estudos Avançados de Sustentabilidade da Universidade de Stuttgart (Alemanha), a explicação para esse fenômeno inclui fatores psicológicos, sociopolíticos e culturais.

No campo da Psicologia, contou Renn, há evidências de que 40% das pessoas tendem a buscar proteção (fugir) ao se deparar com uma grande ameaça, ainda que esse comportamento, se levado ao extremo, também represente um risco à integridade física (desidratação ou desnutrição por medo de sair do local escolhido como refúgio, por exemplo). Entre 10% e 15% dos indivíduos, por outro lado, tendem a enfrentar a ameaça. No caso da COVID-19, como o vírus é muito pequeno e não podem lutar com ele diretamente, a tendência é que busquem bodes expiatórios para atacar, como estrangeiros ou conterrâneos de outras matizes ideológicas. Há ainda um terceiro grupo composto pelas pessoas que tendem a ignorar a ameaça e a seguir a vida normalmente. A este grupo pertencem os chamados “superespalhadores” do novo coronavírus, que, por não se sentirem vulneráveis ao patógeno, contribuem para transportá-lo de um local para outro.

“Qualquer tipo de ação governamental ou estratégia de comunicação deve levar em conta esses três padrões básicos de resposta individual. No caso dos que tendem a fugir, por exemplo, é preciso estimular os cuidados com a saúde, para que não deixem de ir ao médico ou de comprar alimentos e remédios. Também é preciso avaliar se aqueles que brigam não estão atacando o alvo errado e deixar claro para os indivíduos do terceiro grupo que, ainda que se sintam seguros, eles podem ser um vetor de transmissão”, disse Renn.

A forte polarização política em países como Estados Unidos e Brasil foi apontada pelo pesquisador alemão como um dos fatores que diminuem a taxa de adesão às diretrizes sanitárias. “Nesses locais, não apenas a eficácia das medidas se tornou tema do debate político, mas a própria periculosidade do vírus. Há uma divisão entre os que acreditam que podemos voltar às atividades e hábitos de antes e os que pensam ser necessário adotar uma série de medidas de prevenção. Vemos grupos nas redes sociais para os quais a doença não significa algo realmente importante”, afirmou.

Do ponto de vista cultural, Renn dividiu os países entre aqueles de mentalidade coletivista e os individualistas. Na avaliação do pesquisador, as nações asiáticas foram as que menos tiveram dificuldades para conter a doença após a primeira onda – independentemente de serem democracias, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan, ou autocracias, como a China. “Todas têm em comum a cultura de incentivar os cidadãos a se comportar de modo a contribuir para o bem comum e isso inclui tanto usar máscara quanto aceitar que dispositivos eletrônicos rastreiem suas atividades para poder avisar quando há uma ameaça de contaminação. Em países como o meu [Alemanha] isso não seria aceitável. Mesmo diante de uma ameaça como a COVID-19, isso seria considerado uma violação de privacidade”, contou.

Ainda do ponto de vista cultural, Renn argumentou que em países como Suécia, Noruega e Dinamarca a população confia fortemente no governo central e isso contribui para a adesão voluntária às medidas de saúde pública. Já na França, na Alemanha e no Reino Unido – onde, segundo ele a confiança nos governantes é menor – se faz necessário um esforço maior para convencer os cidadãos de que as medidas de prevenção são eficazes, proporcionais (à ameaça representada pela doença) e justas.

“Em toda a Europa, vemos que entre 70% e 80% das pessoas acreditam que as medidas são eficazes, proporcionais e justas. Cerca de 20% ainda estão em dúvida e entre 5% e 6% pensam ser ineficazes e por isso fazem oposição”, disse.

Renn ressaltou ainda que, à medida que o tempo passa, as populações tendem a se acostumar com a ameaça, o que faz com que a adesão às medidas sanitárias diminua. “Chamamos esse fenômeno de descalibração da normalidade: passa a ser normal conviver com o novo coronavírus e fica mais difícil perceber a proporcionalidade das medidas de prevenção. Minha visão do futuro é que, a menos que tenhamos uma vacina muito eficiente, que nos permita voltar ao velho normal, teremos uma adesão cada vez menor às medidas sanitárias, ainda que venha uma terceira ou quarta onda”, avaliou.

Reforço positivo

Para entender as variações individuais na resposta à pandemia, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Martha Hubner, especialista em análise de comportamento, recorre a uma fórmula conhecida como tríplice contingência, ou contingência de três termos (resposta, consequência e estímulos que antecedem a resposta), que é fundamentada na ideia de que o comportamento é um fenômeno natural e é selecionado por suas consequências.

“O grande problema no caso da COVID-19 é que as consequências decorrentes do comportamento – que são a parte mais importante da tríplice contingência – não aparecem de forma tão evidente ou imediata. Se alguém lhe pede que use máscara você pode obedecer, mas a consequência dessa resposta não está logo ali, na sua frente. Você não terá a certeza de que esse comportamento o deixou mais protegido”, explicou a pesquisadora durante o seminário.

Hubner destacou ainda que o enfrentamento da pandemia envolve muitas respostas novas a serem assimiladas e, portanto, não basta simplesmente transmitir as informações para os cidadãos. Os novos comportamentos precisam ser treinados, moldados e socialmente estimulados. Hubner defende a necessidade de se fazer o “reforço positivo” (mostrar que boas coisas poderão ser alcançadas com um determinado comportamento) e de se criar consequências sociais para determinados comportamentos.

“Respostas que vão de encontro aos desejos das pessoas, como ficar longe de entes queridos, são difíceis de serem assimiladas. Levam tempo para se tornarem algo estável e precisam ser constantemente treinadas. Tem de haver regras simples e sem contradição, transmitidas em linguagem amigável e constante. A ciência precisa falar com o público a todo o momento”, ressaltou.

A moderação do seminário foi feita pela professora Deisy Souza, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A abertura do evento contou com a participação do diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello. A íntegra das discussões poder ser conferida em: www.youtube.com/watch?v=VgnF-wkPguI.


Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original

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Auxílio emergencial tem datas para contestação

  • Agência Brasil
  • 22 Nov 2020
  • 06:57h

Ministério ampliou prazo para quem deixou de receber benefício | Foto: Divulgação

Começa neste sábado (21) o prazo de contestação para beneficiários do Bolsa Família que receberam o auxílio emergencial e o auxílio emergencial extensão, mas tiveram o pagamento cancelado.

Para quem obteve apenas o auxílio emergencial extensão, que é de R$ 300, a data final de contestação do cancelamento vai até amanhã (22). Para quem recebeu as parcelas regulares do auxílio emergencial, que foram de R$ 600, o prazo vai até 30 de novembro para registro de reclamações.

O governo não informou os prazos de análise dos processos que serão recebidos. Caso a análise do cadastro do beneficiário seja positiva, a conta voltará a receber as parcelas do benefício no mês subsequente.

Conforme o governo, as informações cadastrais dos beneficiados são cruzadas com diversas bases de dados, o que pode resultar em situações incompatíveis com as exigências de cadastro para o benefício.

Pessoas com renda acima da regra, ocupantes de cargos eletivos, militares, servidores públicos e portadores de CPFs (Cadastro de Pessoa Física) em situação irregular na Receita Federal não podem receber as parcelas do auxílio emergencial.

Para registrar a ocorrência

Para registrar uma queixa sobre a suspensão do auxílio, basta acessar o portal Dataprev de consulta do auxílio emergencial e preencher as informações básicas do beneficiado, com nome completo, CPF, data de nascimento e nome da mãe.

Após o login, o beneficiado poderá ver a razão da suspensão do auxílio e contestá-la. Uma nova análise cadastral será feita para checar irregularidades.

Brumado: Coelba comunica desligamento programado da rede elétrica para o domingo, dia 22

  • Redação
  • 22 Nov 2020
  • 06:32h

(Foto: Reprodução)

A Coelba, através do seu Departamento de Comunicação, comunica aos consumidores de Brumado, que neste domingo, dia 22, haverá desligamento programado da rede elétrica no Centro da cidade, das 9h às 15h. A medida afetará a Avenida Mestre Eufrásio, a Praça Coronel Zeca Leite, a Travessa Silvio Schettini e as Ruas dos Estudantes, Deolino Carvalho e José Costa de Oliveira. O desligamento será necessário para que os técnicos da empresa realizem, com segurança, serviços de melhoramento na rede elétrica do local. A interrupção programada, excepcionalmente, poderá ser cancelada sem aviso prévio, caso as condições atmosféricas não permitam a realização dos trabalhos ou ocorra alguma situação de contingência que impossibilite as manobras para desligar a rede elétrica. Para evitar acidentes, a Coelba recomenda que eventuais reparos nas instalações elétricas internas ou em equipamentos sejam feitos com a chave geral desligada e os aparelhos retirados das tomadas mesmo durante o período da interrupção de energia, pois o fornecimento pode ser restabelecido antes do horário previsto.

MP-BA recomenda que Inema cancele autorizações concedidas a fazenda na Chapada

  • Redação
  • 21 Nov 2020
  • 14:25h

Promotoria argumentou que autorização de supressão vegetal é ilegal, ao contrariar Código Florestal e se basear em Cefir irregular | Foto: MP-BA

O Ministério Público estadual (MP-BA) recomendou que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) cancele as autorizações de supressão de vegetação nativa (ASV) e de manejo de fauna concedidas para o proprietário da Fazenda Piabas, em Piatã, na Chapada Diamantina. O promotor Augusto César Matos argumenta que a autorização de supressão vegetal é ilegal, na medida que contraria o Código Florestal e se sustenta em Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) irregular. O MP-BA recomendou também a interdição de qualquer atividade decorrente da autorização e que o proprietário suspenda qualquer ação de retirada de cobertura vegetal na fazenda e de interferência nas áreas encharcadas e corpos hídricos do imóvel. Se as autorizações foram mantidas, há risco de danos irreversíveis ao meio ambiente da Chapada. “O imóvel rural está, totalmente, assentado sobre as áreas de recarga dos rios Gritador, Três Morros e de Contas e dos seus respectivos afluentes, área essencial para a produção e manutenção das águas que alimentam os referidos rios, propiciando as condições de sobrevivência à biodiversidade e assegurando o bem-estar das populações humanas da região por meio da provisão dos recursos hídricos para abastecimento e consumo humano”, destacou o promotor. Segundo a recomendação do MP-BA, a ASV concedida em outubro deste ano com validade de dois anos não considerou a existência de 104,83 hectares de área permanentemente brejosa e encharcada e de 50,58 hectares de área de preservação permanente decorrente da área brejosa e encharcada. O promotor se baseou em pareceres realizados por equipe técnica do Centro Integrado de Geoinformação (Cigeo), ligado ao Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Ceama). Os documentos apontaram que, sem considerar análise da perda da cobertura vegetal e sua influência direta na manutenção da malha hídrica existente nos limites diretos da fazenda, só poderiam ser passíveis de supressão 880,69 hectares – 77,7 hectares a menos que o autorizado. No entanto, o promotor explicou que a supressão não pode ocorrer nesses 880 hectares, porque se trata de uma área de recarga. O promotor Augusto César lembrou ainda que existem espécies da fauna ameaçadas de extinção na área de supressão da vegetação, como anta, pantera, onça-pintada e cachorro-do-mato-vinagre.

Saúde diz que caso haja segunda onda insistirá na cloroquina

  • Redação
  • 21 Nov 2020
  • 12:10h

Pasta afirmou que continuará fornecendo a estados, municípios e o Distrito Federal cloroquina, hidroxicloroquina e oseltamivir | Foto: Freepik

Com alerta ligado sobre a possibilidade de uma segunda onda de contaminação da Covid-19, o Ministério da Saúde disse que, caso ocorra, a pasta continuará fornecendo a estados, municípios e o Distrito Federal cloroquina, hidroxicloroquina e oseltamivir, três medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. A informação da pasta foi divulgada nesta sexta-feira (20) após um pedido de informação feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) sobre quais as ações que serão adotadas pelo governo federal caso haja necessidade de endurecimento de medidas. De acordo com o portal IG, o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, vinculados à pasta, chefiada pelo general Eduardo Pazuello, informou que não cabe ao órgão determinar medidas de combate ou enfrentamento a eventual segunda onda da doença e que caso não haja mudança nas orientações para uso precoce de medicamentos, seguirá fornecendo os medicamentos a estados, municípios e o Distrito Federal. Ainda segundo a publicação, o comitê ressaltou que a competência de combater e determinar medidas contra a disseminação da Covid-19 são dos estados e municípios, de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), embora o governo federal também tenha suas obrigações. E para o Ministério da Saúde, a segunda onda, a menos que haja novas recomendações, seria tratada da mesma forma que a primeira no Brasil.

Artistas baianos demostram preocupação com folião em polêmica sobre Carnaval 2021

  • Júnior Moreira Bordalo
  • 21 Nov 2020
  • 11:32h

(Fotocomposição: BN)

Um dos símbolos da retomada do carnaval de rua do Rio de Janeiro, a cantora Preta Gil virou assunto em diversos portais do Brasil ao defender o adiamento da folia em 2021 por conta da permanência da pandemia da Covid-19. Em uma live com Zeca Camargo para o UOL, disse: "Não tem como. Só depois da vacina. É burrice insistir, se martirizar e ficar sofrendo por uma coisa que é tão óbvia". "Deveria cancelar. Pular mesmo e, em 2022, quem sabe. É complicado nesse momento. Como vamos celebrar a vida com tanta gente morrendo? Como viver a maior festa popular com tantos doentes?", indagou, Em setembro, Ivete Sangalo já tinha comentado sobre esta dúvida. "Faz parte da etiqueta da empatia eu não me deprimir com a ausência do Carnaval, porque esse definitivamente não é o maior problema que nós temos. É preciso ter distanciamento crítico e alguma maturidade", falou  Claudia Leitte, por sua vez, colocou a esperança "no divino". "Só se Deus não quiser, também estou com saudades", comentou durante uma live em maio. A discussão está em alta aqui na Bahia. Se, por um lado, empresários do entretenimento estudam a realização de festas privadas na capital caso a festa momesma realmente não ocorra, por outro o governador Rui Costa (PT) voltou a dizer que Réveillon e outras comemorações que gerem aglomeração não serão autorizadas enquanto uma vacina não estiver disponível. Já o prefeito ACM Neto prometeu bater o martelo sobre a situação até o final de novembro. 

E o que será que pensam outros artistas baianos a respeito deste impasse? O Bahia Notícias entrou em contato com alguns dos nomes que fazem a festa por aqui. Apesar da declaração anterior de Ivete, desta vez, sua equipe informou que a baiana só irá comentar quando tiver certeza de como ficará o cenário. Léo Santana, Tony Salles - cantor do Parangolé - e Denny Denan seguirão a mesma linha de posicionamento. Já outros decidiram se manifestar e expressaram preocupação com a doença e com a proteção da população. Artistas como Márcio Victor (Psirico), Bell Marques, Rafa e Pipo Marques foram procurados, mas não responderam até o fechamento da matéria. Confira:

 

FELIPE PEZZONI, CANTOR DA BANDA EVA

"Entendemos que a saúde da população é importante e não podemos colocar as pessoas em risco. Preservar vidas é o principal objetivo. Lamentamos todo o contexto, pois o carnaval é gerador de renda para milhares de pessoas, centenas de empresas, movimenta a economia da cidade, gera arrecadação de tributos importantes para as políticas públicas. Sem falar que a nossa maior festa proporciona momentos de felicidades para baianos e turistas e é uma importante manifestação cultural. Torcemos para que a vacina chegue logo e medidas de valorização da vida sejam tomadas para que possamos retomar para as nossas atividades com segurança e muita alegria".

TATAU

"Estamos vivendo um momento de muita incerteza, insegurança e medo, né? Esse vírus está apavorando todo mundo e a gente não tem ainda um prazo definido, apenas especulações sobre o começo da vacinação. Então, Carnaval é uma festa de segurança; é um momento muito mais de lidar com a segurança DO POVO! Acho que o adiamento nesse momento seria a coisa mais sensata de se fazer. Eu sou a favor da alteração de datas para a retomada dos eventos, principalmente um evento de grandiosidade como o Carnaval".

LINCOLN SENNA, DO DUAS MEDIDAS

"Acredito que qualquer demonstração de modificação de datas já mostra uma questão de humanidade e preocupação com a integridade da população, a integridade do seu público. O que a gente torce é que, seja em qual data venha a acontecer, que aconteça na data em que a integridade física de todos nós esteja salvaguardada".

BRUNO MAGNATA, DA LA FÚRIA

"Acredito que a festa deve ocorrer quando tivermos a certeza de que todos os envolvidos nela estejam seguros e protegidos. Se trata da maior festa popular do mundo, então é preciso pensar no coletivo, é preciso que a saúde de todos não seja colocada em risco. Se houver a vacina e todos puderem estar protegidos, acredito que poderemos voltar a ter nossa alegria compartilhada".

KATTÊ

"Nós amamos o Carnaval, mas não podemos fazer uma festa popular gigantesca e colocar tantas pessoas em risco, num momento onde tantos já morreram por conta do vírus. Estamos esperando ansiosamente pela vacina e pelo momento que teremos segurança para comemorarmos com um grande e esperado Carnaval. Estou na torcida para que isso aconteça ainda em 2021".

ALEXANDRE PEIXE

"Por mais que estejamos extremamente ansiosos para o retorno normal aos shows, acredito que falar do Carnaval de rua nos moldes tradicionais, sem uma data estabelecida para vacina, é simplesmente especular".

DAN MIRANDA, DO ARA KETU

"Acho que, com a população em segurança, o Carnaval deve ser feito em 2021. Em uma nova data, talvez num formato reduzido. Muita gente precisa do Carnaval. Família, pessoas que estão sem trabalhar desde fevereiro/março. É preciso olhar para o nosso setor também. Eu torço todos os dias pela aprovação das vacinas para ter um passo mais otimista".

DANNIEL VIEIRA

"Esse é um problema da humanidade nesse momento. Covid não é brincadeira, não é apenas uma gripezinha, ela está matando muita gente e o risco do contágio quando se tem uma aglomeração é muito maior. Então eu acho que infelizmente é necessário, sim, adiar. Acho que não tem pra onde correr. É muito melhor a gente adiar felicidade do que antecipar tristezas e mortes".

 

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Identificado homem que morreu em acidente na estrada Conquista-Anagé

  • BRF
  • 21 Nov 2020
  • 10:58h

(Foto: Reprodução)

Por volta das 19h50 de ontem(20/11/2020) a guarnição  da Polícia Rodoviária Estadual deslocou à BA-262, KM-352, trecho que liga Vitória da Conquista a Anagé, para atender a um acidente de trânsito, tipo colisão frontal envolvendo os veículos: PALIO WEEK, PP.:JSL-7550, conduzido por Roque Moreno Vieira(vítima fatal) e um ÔNIBUS MARCOPOLO/VOLARE PP.:NTL-3463 O ônibus transportava 08 pessoas, das quais , 04 vítimas foram conduzidas ao hospital de Anagé, sendo liberadas logo em seguida. O corpo de Roque foi levado ao Departamento de Polícia Técnica de Conquista.

TSE encontra R$ 60 milhões em irregularidades nas contas de candidatos

  • Agência Brasil
  • 21 Nov 2020
  • 09:59h

(Foto: Reprodução)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou indícios irregularidades no valor de R$ 60 milhões nas prestações de contas de candidatos às eleições municipais deste ano. A informação faz parte de uma investigação realizada pelo núcleo de inteligência da Justiça Eleitoral.  A maior parte das irregularidades envolve doações feitas por pessoas que não têm emprego formal. Nesse caso, houve 9.068 casos que somaram R$ 33 milhões. Também foram registrados R$ 17 milhões em repasses incompatíveis com a renda e 15 doadores que aparecem como falecidos em um sistema de controle de óbitos. O TSE também encontrou 1.289 prestadores de serviços que são beneficiários do Bolsa Família, além de 1.227 doadores que recebem outros benefícios sociais do governo. 925 empresários que são parentes de candidatos receberam R$ 1,6 milhão das campanhas. As irregularidades encontradas pelo grupo inteligência da Justiça Eleitoral serão enviadas para providências dos tribunais regionais eleitorais e do Ministério Público. O grupo é composto por representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério da Cidadania, entre outros

Mega-Sena: sorteio deste sábado (21) pode pagar R$ 75 milhões

  • Redação
  • 21 Nov 2020
  • 09:22h

(Foto: Reprodução)

O concurso 2.320 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio acontecerá às 20h deste sábado (21) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada pela internet – saiba como fazer.

Eduardo Vasconcelos comprovando que o alinhamento a Rui e Wagner é cada vez mais forte

  • Brumado Urgente
  • 20 Nov 2020
  • 17:58h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

Várias vêm sendo as postagens e, até afirmações, de que o prefeito de Brumado, engenheiro Eduardo Vasconcelos (PSB) iria anunciar o seu apoio ao candidato à reeleição em Vitória da Conquista, o radialista Herzem Gusmão (MDB), só que essa possibilidade foi totalmente pulverizada nesta sexta-feira (20). Ainda segundo os “plantadores de notícias”, Eduardo iria comparecer ao encontro que teria a presença do presidente do DEM, ACM Neto, só que, para decepção dos críticos e dos adversários que ainda não engoliram o gosto amargo da derrota nas eleições do último domingo (15), isso não aconteceu. O gestor brumadense cumpriu a sua agenda de trabalho como rotineiramente faz, visitando obras e fazendo ajustes em sua administração. Conforme apuração do Brumado Urgente, Vasconcelos está cada vez mais alinhado ao governador Rui Costa e ao senador Jaques Wagner que já estaria com seu planejamento político no tubo de ensaio para disputar novamente a cadeira de governador da Bahia. Com isso, Eduardo que vai para o seu quarto mandato como prefeito de Brumado, comprovando fidelidade e gratidão ao governador e ao senador, que deram o seu apoio incondicional à sua reeleição, calando mais uma vez os críticos e opositores.

MPF não recorre de decisão sobre prisão em segunda instância e finaliza ação no STF

  • Cláudia Cardozo
  • 20 Nov 2020
  • 17:21h

(Foto: Reprodução)

As ações declaratórias de constitucionalidade (ADC 43, 44 e 53) sobre a possibilidade de execução provisória de uma prisão após condenação em segundo grau transitaram em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira (19), foi publicado uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF) reconhecendo a publicação do acórdão do Supremo, declarando a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal (CPP), na redação dada pela Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011.  O documento foi assinado no dia 17 de novembro pela subrocuradora-Geral da República Lindôra Maria Araújo. Desta forma, não cabe mais embargos sobre o acórdão do STF, publicado no último dia 12 de novembro. O documento apresenta 486 páginas com votos de todos os ministros sobre o tema, além da transcrição do debate da sessão plenária do dia 7 de novembro de 2019, quando foi reconhecido a constitucionalidade do tema, sob relatoria do ministro Marco Aurélio. Na ocasião, votaram pela inconstitucionalidade do artigo 283 do CPP os ministros Alexandre Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Já os ministros Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli seguiram o relator para declarar a constitucionalidade do texto, que expressa: “Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. 

Brumado: RHI Magnesita oferta cursos de qualificação para moradores de Pedra Preta; inscrições vão até o dia 25

  • REDE
  • 20 Nov 2020
  • 16:10h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A RHI Magnesita lança em dezembro o projeto Crescer, em parceria com o SENAI, voltado para a qualificação profissional dos moradores da Comunidade de Pedra Preta, em Brumado. Serão oferecidos cursos de qualificação profissional de auxiliar civil, instalador hidráulico, manutenção de infraestrutura de sistemas elétricos industriais, auxiliar de manutenção mecânica e eletricista instalador residencial de baixa tensão. Alguns dos cursos terão a parte prática realizada nas instalações da RHI Magnesita. Os interessados devem se inscrever no dia 25 de novembro na Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais das Fazendas Campo de Dentro, Lagoa dos Algodões e adjacências (Associação Pedra Preta). “Atuamos de forma ativa em busca do desenvolvimento social e responsabilidade socioambiental para perenizar nosso negócio e gerar valor aos nossos investidores, à sociedade, ao mercado, aos colaboradores e fornecedores em geral, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Os nossos programas fomentam a geração de emprego, o empreendedorismo, o envolvimento comunitário, o desenvolvimento de crianças e jovens, o equilíbrio social e a formação e qualificação profissional, além de termos projetos voltados para a proteção ambiental”, comenta Lucilla Soledade, especialista em Comunicação e Relacionamento com as Comunidades da RHI Magnesita, complementando ainda que “o projeto vai atender mais de 100 pessoas em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a elevação da qualidade da mão de obra local”.

Inep intensifica monitoramento após ataque hacker a sistema do TSE

  • Agência Brasil
  • 20 Nov 2020
  • 15:08h

Avaliação digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro, após a versão tradicional, marcada para 17 e 24 de janeiro | Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está em alerta com os ataques hacker aos sistemas federais nas últimas semanas. Isso porque pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será feito de forma online, além do modo presencial.

O exame está previsto para acontecer nos dias 17 e 24 de janeiro na versão tradicional, impressa. A avaliação digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro.

Ao O Globo, o presidente interino e diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais, Camilo Mussi, afirmou que o órgão intensificou monitoramento depois do ataque ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no final de semana. Por outro lado, o gestor garantiu que o modelo de segurança do Enem é baseado em dados criptografados. Dessa forma, ainda que as provas sejam atacadas, não será possível decodificar as informações em tempo hábil para a avaliação.

“Depois do dia 29, o principal acontecimento envolvendo tecnologia é o Enem digital. A gente está fazendo o máximo para não ter nada. A cada momento estamos nos preparando mais. A responsabilidade do Inep, devido aos acontecimentos que tivemos no início de novembro e nas eleições, aumentou muito”, explicou Mussi, se referindo ao segundo turno das eleições municipais.

Além da criptografia, o sistema usado para o Enem digital tem como característica a conexão à internet apenas no momento de carregar as provas em cada computador. Antes disso, todos os computadores são alvo de um programa que apaga qualquer ferramenta existente na máquina, como calculadoras e outras funcionalidades.

O Inep informou também que tem um servidor específico para rodar as provas, além de reservas. Se houver problemas técnicos no dia do Enem digital, os candidatos poderão trocar de computador durante a avaliação. Se o tempo exceder 15 minutos de falha, poderá ser solicitada reaplicação.

‘Saiu forte, elegeu sucessor e trabalhou corretamente’, diz Wagner sobre Neto

  • Redação
  • 20 Nov 2020
  • 13:35h

Senador elogiou a gestão do democrata, mas alfinetou o fato de ele ter desistido de concorrer ao governo do Estado em 2018 | Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil | Valter Pontes/Secom PMS

Para o senador Jaques Wagner (PT), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ‘sai forte’, tanto da prefeitura, quanto das eleições deste ano. Em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (20), ele elogiou a gestão do democrata, contudo, alfinetou o fato dele ter desistido de concorrer para governo do Estado em 2018. “Óbvio que ele saiu forte. Elegeu sucessor dele. Trabalhou corretamente. Colocou Bruno de vice. Evidentemente foi visto. Como falei: as pessoas olhavam pra Rui, sabiam do peso de Rui, mas qualquer pessoa que entende de pesquisa sabe que em disputa de cargo de prefeito, a referência maior é o prefeito atual”, afirmou. “Ele superou a crise de 2018, quando largou o grupo dele na mão, conseguiu se recuperar”, completou.

A música como terapia

  • por Amarílio Lima
  • 20 Nov 2020
  • 11:06h

Foto: Reprodução / Google

 Você sabia que a música, além de ampliar a atividade cerebral, melhorando o desempenho escolar e no trabalho, também tem poder de cura? Ela desenvolve potenciais e restaura funções do indivíduo, reforçando o organismo para agir contra doenças e com isso proporcionando uma melhor qualidade de vida através da prevenção ou reabilitação e tratamento.

A música causa liberação de endorfinas e ameniza o estímulo da dor, tornando-a bem mais suportável. Além de aliviar a dor a música também pode ser utilizada para melhorar comportamentos, comunicação e promover o bem-estar físico e psíquico do paciente para que ele consiga mais facilmente superar as barreiras que a sua patologia impõe. Também é eficaz nos transtornos neurológicos, depressão, estresse e sintomas de ansiedade. O ato de tocar um instrumento musical ajuda a melhorar as frequências cardíacas, respiratórias e pressão de pacientes portadores de doença arterial coronária. Estudos comprovam que a musicoterapia também é eficiente para prevenir e tratar várias doenças da terceira idade como problemas associados à perda de memória, equilíbrio e movimentos, além de atuar como coadjuvante no tratamento do Alzheimer, retardando seus efeitos colaterais.

Aproveite as férias para realizar o sonho de tocar um instrumento musical e ser mais saudável, feliz e admirado por seus amigos e familiares!