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Após ter combustível furtado em aeroporto de Itapetinga, avião de deputado escapa de acidente por pane seca

  • Aratu OnLine
  • 17 Abr 2021
  • 08:27h

(Fotos: Aratu Online)

O piloto de um deputado federal pela Bahia por pouco não sofre um acidente aéreo em Salvador, segundo informou a Secretaria da Segurança Pública nesta sexta-feira (16/4). É que a aeronave teve parte do combustível furtado por dois homens enquanto estava parada no aeroporto do município de Itapetinga, a 455 km da capital.

A dupla foi apresentada na 21ª Coordenadoria Regional de Polícia de Interior (Coorpin/Itapetinga), na quinta-feira (15/4). Um deles, que trabalhava como vigilante, confessou o crime. De acordo com a Polícia Civil, o piloto do bimotor, após 40 minutos de voo de volta Salvador, percebeu uma pane seca no motor direito.

Ainda assim, o piloto, que estava sozinho, conseguiu pousar no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, onde foi constatada a falta de aproximadamente 200 litros de combustível. O nome do político, que voltou do município localizado no Sudoeste em um outro avião, não foi revelado pela polícia.

“A subtração do combustível por pouco não causou a queda da aeronave. O vigilante contou em depoimento que o comparsa subtraiu o combustível porque precisava de dinheiro. O vigilante ainda mostrou aos policiais como era retirado o combustível, através de um dreno que fica sob as asas das aeronaves”, informou o coordenador da 21ª Coorpin, Antônio Roberto Gomes Silva Júnior.

Segundo o autor confesso do furto, o combustível foi colocado em um barril e levado em um veículo. “O carro foi localizado e apreendido. No porta-malas, foi encontrado um vasilhame com um resto do combustível. Havia um forte odor no carro. O material foi levado para a perícia. O outro homem se apresentou na delegacia, mas negou o envolvimento”, acrescentou o coordenador.

Outros pilotos fizeram contato com a 21ª Coorpin e afirmaram que o furto de combustível pode ter ocorrido com diversas aeronaves que pernoitaram no Aeroporto de Itapetinga. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.

Governadores pedem ajuda à ONU para obter vacinas

  • Agência Brasil
  • 17 Abr 2021
  • 07:54h

Até agora Brasil recebeu apenas 1 milhão de doses do Covax Facility | Foto: Reprodução

O Fórum de Governadores se reuniu hoje (16) com representantes da secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohamed, e com representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para solicitar auxílio na viabilização de mais doses de vacinas. Os governantes estaduais defenderam um tratamento especial ao Brasil como uma “ajuda humanitária” diante do reconhecimento dos órgãos internacionais de que o país é o novo centro da pandemia.

Os governadores solicitaram apoio das instituições internacionais para destravar o repasse de doses previstas no acordo do mecanismo Covax Facility, consórcio coordenado pela OMS. Segundo o coordenador do Fórum, o governador do Piauí, Wellington Dias, o Brasil teria direito a 9,1 milhões de doses oriundas do mecanismo, mas só recebeu até o momento 1 milhão.

“Haverá esforço para que uma entrega que estava prevista para maio possa ser antecipada para até o fim de abril, de 4 milhões de doses. Vamos tratar com Coreia, Índia e China, que estão neste esforço de produção [dos imunizantes]. Até o mês de maio completa essa entrega e maio-junho tem perspectiva de regularização”, declarou Dias em entrevista coletiva após a reunião.

IFA

Outro pleito foi a participação de tratativas junto à Índia para enviar 15 milhões de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) – as matérias-primas chave da fabricação de uma vacina – para a produção e novas doses da vacina CoronaVac, desenvolvida a partir de uma parceria entre Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

Os 15 milhões de IFAs foram prometidos e seriam disponibilizados pelo laboratório Serum, da Índia. Contudo, com a explosão de casos nesse país os insumos e produção de imunizantes estão sendo voltados para atender ao mercado interno.

A demanda dos governadores é que sejam entregues até o fim de abril pelo menos 10 milhões de IFAs ou de doses prontas da Coronavac pela China. Isso porque eles alertam para o risco da falta desta quantidade deixar pessoas desprotegidas sem a aplicação da 2ª dose ainda no mês de abril.

Transferência de tecnologia

Tanto no caso da CoronaVac quanto no da vacina de Oxford/AstraZeneca, o Fórum defendeu a atuação da ONU e OMS na interlocução com as farmacêuticas para antecipar a transferência de tecnologia aos laboratórios brasileiros: o Instituto Butantan e a Fiocruz, respectivamente.

Tal antecipação permitiria que as duas instituições passassem a produzir novas doses inteiramente no Brasil, sem dependência do envio de insumos de outros países, o que agilizaria o atendimento do mercado interno.

Os governadores requisitaram aos representantes dos dois organismos internacionais ajuda na intermediação também junto ao governo e Congresso dos Estados Unidos para alterar a proibição de exportação do excedente de vacinas produzidas no país.

A expectativa do governo estadunidense é imunizar toda a sua população até maio. A previsão de é que sobrem doses. Os governadores querem que a venda ou empréstimo de parte deste excedente sejam autorizados ao Brasil como uma situação excepcional de “ajuda humanitária”.

Insumos e patentes

Os governadores também trataram do colapso no sistema de saúde nacional e da falta de insumos, especialmente dos medicamentos que fazem parte do chamado “kit intubação”, usado no suporte ventilatório de pacientes com covid-19. Eles requisitaram à secretária-geral adjunta da ONU auxílio no diálogo com países que possuam estoques desses medicamentos que possam disponibilizá-los.

Outra proposta apresentada foi que, a exemplo do que ocorreu no caso das drogas para tratamento de pessoas com HIV/AIDS, ocorra uma quebra das patentes para que outros laboratórios possam também produzir as vacinas.

Governo prorroga toque de recolher e proibição de shows e festas em toda a Bahia

  • Redação
  • 17 Abr 2021
  • 07:29h

(Foto: Reprodução)

O Governo do Estado decidiu prorrogar as medidas restritivas em toda a Bahia. O toque de recolher noturno e a suspensão de shows, festas e atividades esportivas coletivas continuam até o dia 26 de abril. A prorrogação das medidas, que têm o objetivo de conter a disseminação da Covid-19, será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (17).

A restrição de locomoção noturna vale das 20h às 5h, sendo vedado a qualquer indivíduo a permanência e o trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas. Os shows e as festas, públicas ou privadas, continuam proibidas, independentemente do número de participantes, em todo território baiano.

Excepcionalmente, desde que respeitados os protocolos sanitários, os eventos exclusivamente científicos e profissionais podem ocorrer com público limitado a 50 pessoas. A exceção fica por conta de 99 municípios, onde permanecem suspensos eventos e atividades independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas.

Também fica proibida a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por delivery, das 18h de 23 de abril até as 5h de 26 de abril, em toda a Bahia.

 

Transporte

A circulação dos meios de transporte metropolitanos segue suspensa das 20h30 às 5h, até 26 de abril. A circulação dos ferry boats deve ser suspensa das 20h30 às 5h de 19 de abril a 23 de abril, ficando vedado o funcionamento nos dias 24 e 25 de abril.

Já a circulação das lanchinhas permanece suspensa das 20h30 às 5h, até 26 de abril, limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade da embarcação nos dias 17, 18, 24 e 25 de abril.

Região de Irecê

Por conta do alto índice de contaminação da Covid-19, o Governo do Estado também decidiu prorrogar as restrições na região de Irecê. O toque de recolher permanece das 18h às 5h, em 23 municípios, até 26 de abril: América Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Bonito, Cafarnaum, Canarana, Central, Gentio do Ouro, Ibipeba, Ibititá, Irecê, Itaguaçu da Bahia, João Dourado, Jussara, Lapão, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Presidente Dutra, São Gabriel, Souto Soares, Tapiramutá, Uibaí e Xique-Xique.

Fica vedada ainda, nesses municípios, a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por delivery, até as 5h do dia 26 de abril.

Eventos proibidos

Ao todo, 99 municípios não podem realizar qualquer tipo de evento, independentemente da quantidade de pessoas. São eles: América Dourada, Angical, Baianópolis, Barra, Barra da Estiva, Barra dos Mendes, Barreiras, Barro Alto, Bom Jesus da Lapa, Bonito, Boquira, Botuporã, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Brumado, Buritirama, Caculé, Caetité, Cafarnaum, Canápolis, Canarana, Candiba, Carinhanha, Catolândia, Caturama, Central, Cocos, Contendas do Sincorá, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Dom Basílio, Érico Cardoso, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro e Guanambi.

Os eventos estão proibidos ainda em Ibiassucê, Ibicoara, Ibipeba, Ibipitanga, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Ipupiara, Irecê, Itaguaçu da Bahia, Ituaçu, Iuiu, Jaborandi, Jacaraci, João Dourado, Jussara, Jussiape, Lagoa Real, Lapão, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Macaúbas, Malhada, Mansidão, Matina, Morporá, Morro do Chapéu, Mortugaba, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Palmas de Monte Alto, Paramirim, Paratinga, Pindaí, Presidente Dutra, Riachão das Neves e Riacho de Santana.

Completam a lista os municípios de Rio de Contas, Rio do Antônio, Rio do Pires, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Felix do Coribe, São Gabriel, Sebastião Laranjeiras, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Tanhaçu, Tanque Novo, Tapiramutá, Uibaí, Urandi, Wanderley e Xique-Xique.

Latino causa polêmica ao afirmar que macaco Twelves foi morto por macumba; veja vídeo

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 19:50h

O animal morreu ao ser atropelado por um ônibus escolar dentro do condomínio em que Latino mora, no Rio de Janeiro em 2018 | Foto: Arquivo Pessoal

O cantor Latino ficou entre os assuntos mais comentados das redes sociais na última quinta-feira (15) após um trecho da entrevista do artista para o podcast Flow viralizar. Na ocasião, o cantor foi duramente criticado pelo “show” de intolerância religiosa que deu no programa ao afirmar que seu macaco de estimação, Twelves, foi morto em 2018 devido a um trabalho feito por alguém do candomblé.

O animal morreu ao ser atropelado por um ônibus escolar dentro do condomínio em que Latino mora, no Rio de Janeiro. “Dizem que foi macumba. Que os caras fizeram trabalho pra mim e o macaco foi no meu lugar. Quem conhece o mundo espiritual aí pode dizer melhor. É o que uma médium e um profeta me falaram. ‘Fizeram um bagulho pra tentar levar tua vida e ele pediu pra ir no teu lugar’. O macaco nunca saiu de casa, tomava café comigo, tinha uma vida como se fosse filho. Fiquei muito mal”, contou o artista.

Latino, que se considera uma pessoa espiritualizada e chega a realizar célula evangélica em casa para se comunicar com Deus, disse respeitar todas as religiões, mas em outro momento voltou a ser intolerante com as religiões de matriz africana.

“Nessa parada de centro espírita, nesse bagulho de macumba, os caras fazem trabalhos pesados pra infernizar a vida do outro. E aí fizeram um trabalho, sei lá, de ebó… Sei lá que porra que chama essa merda de ‘macumbaria’. Eu não acredito nessa porra. Acredito que o mal está na gente (…) Ficar falando da vida alheia. A gente vê muito no meio artístico”.

Na web, internautas questionaram a relevância do intérprete de ‘Me Leva’ para alguém se preocupar a ponto de fazer um trabalho desejando mal para ele.

eu fico chocada como as pessoas tem a facilidade de associar sua incompetência á macumba. queria saber quem ia perder tempo e dinheiro fazendo trabalho p Latino?

Projeto de lei define teto para reajuste de aluguel e gera críticas no setor

  • Danielle Brant | Folhapress
  • 16 Abr 2021
  • 17:29h

(Foto: Reprodução)

Em resposta à disparada do IGP-M, índice que reajusta o valor do aluguel, a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para um projeto de lei que limita a correção dos contratos à inflação. A iniciativa, no entanto, vem sendo criticada como uma tentativa de intervir em uma relação de mercado.

A proposta que tramita na Câmara prevê que o teto para reajuste dos contratos seja o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou outro índice oficial de inflação, caso ele seja extinto.

Em março, o IGP-M acumulava alta de 31,1% em 12 meses, enquanto o IPCA subiu 6,10% no mesmo período. Assim, um aluguel de R$ 2.000 corrigido pelo IGP-M aumentaria para R$ 2.622, já pelo IPCA esse valor seria de R$ 2.122 --uma diferença de R$ 500.

A discrepância entre o IGP-M e a inflação já fez com que algumas imobiliárias, como a QuintoAndar, mudassem o índice utilizado como referência nos reajustes.

De autoria do deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), o projeto permite correção do valor acima do índice de inflação convencionado apenas se o inquilino concordar.

Na justificativa, o congressista diz que inquilinos "estão desesperados com os índices de reajuste dos contratos de aluguel neste período de pandemia". Ele destaca que a alta recente do IGP-M em 2020 respondeu a uma aceleração de variáveis como dólar e commodities.

A aprovação da urgência no dia 7 de abril ocorreu em votação simbólica, o que dispensa o projeto de exigências ou formalidades regimentais, acelerando sua tramitação.

A discussão expôs divergências dentro da própria Câmara, com respaldo de partidos de oposição e críticas de legendas de centro e centro-direita.

Quem se opõe à mudança afirma que contratos de aluguel são celebrados a partir de uma relação privada, o que limita a interferência do Estado.

Por esse motivo, o líder do Cidadania na Câmara, deputado Alex Manente (SP), afirma que o projeto é inconstitucional.

"Precisamos amadurecer juridicamente para poder, de fato, aprovar um projeto que tenha viabilidade de ser implementado", diz o deputado.

Também crítico ao projeto, o líder do Partido Novo na Câmara, deputado Vinicius Poit (SP), afirma que "o congelamento de aluguéis é mais um exemplo de boa intenção com efeitos extremamente negativos".

"Berlim, na Alemanha, também achou que era solução e viu os preços dispararem e a procura por imóveis diminuir, gerando problemas de habitação", afirmou. "Precisamos parar de olhar para o que deu errado e prestar mais atenção nos bons exemplos e nas lições que essas políticas públicas executadas ao redor do mundo podem nos trazer."

Em resposta, o deputado afirma que, apesar de fixar o IPCA como reajuste máximo, o texto deixa a porta aberta para a livre negociação. Se o dono do imóvel não concordar, poderá propor índice superior, mas caberá ao inquilino aceitar ou não.

"Defendemos a livre negociação, mas também não podemos deixar o lado mais fraco dessa relação à mercê das regras do mercado", indica a justificativa.

O líder do PC do B na Câmara, Renildo Calheiros (PE), está entre os que defendem a proposta. "Neste ambiente econômico em que vivemos de pandemia, não pode o Brasil conviver com os reajustes que estamos vendo", diz. "O projeto tem o mérito, ao menos, de colocar uma referência razoável para esses reajustes."

Na mesma linha, o líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral ( PE), afirma que a pandemia aprofundou as desigualdades no acesso à moradia.

"Houve um claro aumento da população de rua em função da vulnerabilidade social. É preciso adequar a legislação para, onde for possível, estabelecer regras de transição que procurem preservar o direito à moradia", disse.

No setor imobiliário, o projeto é visto como engessamento. "Isso é um absurdo. Estamos voltando ao tempo da tabela, de congelamento de preços. Essa interferência do Legislativo no acordo privado é completamente desnecessária", diz Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP (sindicato da habitação).

Segundo ele, a negociação quanto ao reajuste já está acontecendo entre as partes.

Sartori afirma ainda que a aprovação do projeto poderia criar insegurança jurídica. "Isso afasta investidores. Eles não se sentem confortáveis com esse tipo de medida, com esse tipo de interferência", diz. "O maior problema é a interferência governamental numa relação privada."

Ele critica também a escolha do IPCA para reajustar aluguéis, porque não seria um índice que captura a realidade do mercado imobiliário.

"O grande desafio de desenvolver um índice de aluguéis é que tem de considerar variações regionais e o nicho de mercado. Uma coisa é relação de oferta e demanda no mercado residencial, outra no galpão e logística e uma terceira em comercial ou shopping center", diz. "Não dá para adotar um índice que capta variação de mercado olhando só para nicho ou região."

Thiago Lins, sócio conselheiro do Bichara Advogados, destaca que a Lei do Inquilinato, de 1991, não define um índice de correção monetária.

O texto diz ser livre a convenção do aluguel quanto a preço, periodicidade e indexador de reajuste, e proíbe que seja vinculado à variação do salário mínimo, variação cambial e moeda estrangeira.

"O problema é que o mercado imobiliário tem como praxe usar o IGP-M, que bateu 31% em 12 meses", diz. "Gerou uma realidade que não está de acordo com a inflação brasileira."

Segundo ele, está havendo negociação entre proprietários e inquilinos para tentar ajustar um índice que atenda as duas partes.

"O Legislativo tem de tomar cuidado para não engessar o mercado imobiliário e prever substituição do IGP-M, que nem sequer está previsto na lei de locação, por um índice como o IPCA", diz. "Tem de tomar cuidado para não deixar as partes sem poder de negociar o índice que elas entendem ser mais adequado."

Teixeira de Freitas: Carga de 130 mil cigarros falsificados avaliada em R$ 650 mil é apreendida

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 16:45h

Foto: Reprodução / SSP - BA

Uma carga com 130 mil carteiras de cigarros falsificados foi apreendida com um homem na noite desta quinta-feira (15),na cidade de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano. De acordo com a Polícia Civil (PC), o valor estimado da mercadoria apreendida é de R$ 650 mil.  Os cigarros estavam distribuídos em 180 caixas que foram encontradas em um fundo falso de um caminhão e em uma van. O coordenador em exercício da 8ª Coorpin, delegado Ricardo Amaral explicou como se deu o momento da prisão. “O homem foi preso em flagrante por contrabando de cigarros. Ele estava descarregando o caminhão, dando voltas com uma van branca, quando o interceptamos e apreendemos a carga”, relatou.  De acordo com a PC,  o homem contou em depoimento que a carga veio de São Paulo e seria distribuída em Teixeira de Freitas. “Recebemos denúncias anônimas e fomos averiguar, quando encontramos a carga”, finalizou.  O acusado está preso e segue à disposição da Justiça. 

Lula liberado, oposição a Bolsonaro ganha fôlego. E na Bahia, turbina Jaques Wagner

  • Levi Vasconcelos
  • 16 Abr 2021
  • 15:42h

Rejeição a Bolsonaro e a Lula abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois | Fotos Reprodução

O PT, que governa a Bahia há 14 anos e meio (oito de Jaques Wagner + seis e meio de Rui Costa), já dava sinais de exaustão, mas ontem ganhou um gás novo, com a decisão do STF que carimba a anulação das condenações de Lula.

Lula, por ironia do destino, volta à cena turbinado exatamente por seu inimigo maior, Bolsonaro com sua governança atabalhoada, vezes tresloucada, que na pandemia caminha a galope para o fundo do poço, com os 362 mil mortos do país numa circunstância que preocupa o planeta pelo desgoverno.

E se Lula lá está livre, os petistas baianos cá batem palmas. Jaques Wagner é amigo pessoal dele e admite que fala com ele toda semana. É o maior ganhador com a situação que se configurou.

Terceira via

Óbvio que o jogo está só começando, mas agora com ingredientes de peso. Lula, que já estava quase de malas prontas para morar em Lauro de Freitas, condenado como estava, seria mais estorvo do que ajuda. Desistiu do projeto, prefere ficar em São Paulo.

A rejeição a Bolsonaro e a de Lula na qual ele surfou abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois.

Dizem os aliados de Neto que um novo nome haverá de surgir. Quem? Sabe-se lá. Ciro Gomes aposta, como diz o deputado Félix Mendonça Jr., que Lula e Bolsonaro, um apontando os podres do outro, abrem espaço para isso. E abre. Fica para adiante saber quem o ocupará.

Tristeza: Identificadas 4 mulheres que morreram em acidente trágico na BR-101

  • 16 Abr 2021
  • 15:05h

Policial suspeito de matar companheira em Minas Gerais é preso em Cândido Sales

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 14:33h

(Foto: Reprodução)

O policial militar, Amauri Araújo, suspeito de matar a companheira Ana Luiza Dompsi, de 25 anos, foi preso nesta quinta-feira (15) na cidade de Cândido Sales, no sudoeste da Bahia. A prisão foi feita por policiais da cidade de Pedra Azul, do estado de Minas Gerais. A vítima, que era dentista, foi encontrada morta dentro de casa com um tiro na nuca na madrugada do dia 23 de março, no município de Divisa Alegre, localizado na divisa de Minas Gerais e Bahia. O policial estava com ela no local e contou que a dentista teria cometido suicídio com a arma dele. Segundo informações da polícia mineira, havia um mandado de prisão preventiva em aberto para o suspeito desde 5 de abril. Ainda segundo informações da polícia de Minas Gerais, a morte de Ana Luiza era investigada como suicídio. No entanto, após investigações, análise de laudos técnicos e depoimentos, o caso passou a ser investigado como feminicídio. O policial militar foi encaminhado para custódia no Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Salvador, e está à disposição da Justiça. 

Região: abate clandestino resulta em prisões; 2 toneladas de carne e seis mil galinhas apreendidas

  • LH
  • 16 Abr 2021
  • 12:22h

(Foto: Divulgação ADAB)

O Setor de Repressão e Combate de Abate Clandestino da ADAB (Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia) tem recebido crescentes denúncias em territórios distintos do estado e, nos últimos cinco dias, as operações culminaram com a prisão de duas pessoas que continuam à disposição da justiça, em Poções. Foram apreendidas duas toneladas de carne bovina e 6 mil galinhas de descarte. Em Itambé, a Procuradoria de Justiça solicitou o apoio da Vigilância Sanitária local para ações e diligências da autarquia agropecuária sobre graves denúncias de abate e comercialização de carne, em condições inadequadas de higiene e que oferecem sérios riscos à saúde pública. Outra ação conjunta resultou na apreensão de carne clandestina nos municípios de Planalto e Poções. Os autores e responsáveis pelo transporte foram encaminhados à delegacia por policiais da 79ª CIPM e presos em flagrante por crimes contra a saúde pública, sem direito à fiança. No sudoeste, região de Vitória da Conquista, também resultado de denúncias, dois caminhões carregados com 6 mil galinhas de descarte foram apreendidos circulando sem documentação legal. A Guia de Trânsito Animal (GTA) é obrigatória e traz informações gerais sobre as condições do plantel. “Sem a guia não conseguimos atestar se as galinhas estão em condições salutares, se os criatórios passaram por inspeção e se existe higiene e ração adequada, por isso, como já tem ocorrido nos últimos meses, as galinhas que estão vindo de Minas Gerais sem documento, são destruídas em graxaria. A tentativa insistente prejudica o mercado baiano e ameaça os empregos do segmento da avicultura”, ressalta Maurício Bacelar, diretor-geral da ADAB. “Receptadores e comerciantes que estão atuando no comércio ilegal devem ser punidos pois os riscos que oferecem à saúde pública são imensuráveis”, atesta o médico veterinário Delcarlos Martinez, coordenador da equipe que atuou no Território do Sudoeste.

Rafainha Bastos, PC Siqueira e Cauê Moura podem ser presos por calúnia; entenda

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 11:36h

O empresário que registrou a queixa contra os três não tem interesse em fazer um acordo entre as partes | Foto: Youtube

O humorista Rafinha Bastos e seus ex-colegas do canal ‘Ilha de Barbados’, Cauê Moura e PC Siqueira, podem ser presos por calúnia e difamação. O empresário Ramiro Sanchez, sócio do Clube do Valor Empreendimentos Digitais, registrou uma queixa-crime contra o trio após ser chamado de golpista por seus cursos de investimentos financeiros. De acordo com a coluna de Fábia Oliveira, do jornal ‘O Dia’, a ocorrência foi registrada no dia 22 de julho de 2019. Na acusação, Ramimo cita vídeos feitos pelo antigo canal, como por exemplo o ‘Como não cair em golpes’, no qual os youtubers afirmam que “quem compra um curso de R$ 1,5 mil dado por um banana são trouxas e otários”. Caso sejam condenados, os três podem ter que cumprir penas que vão de 3 meses a 1 ano de prisão, porém, por serem réus primários, eles podem responder em regime aberto com pagamento de multa. O empresário não tem interesse em fazer um acordo entre as partes.

Brumado: PETO recupera veículo roubado que estava num matagal na zona rural

  • Ascom | 34ª CIPM
  • 16 Abr 2021
  • 10:13h

(Foto: Divulgação 34ª CIPM)

Por volta das 23h20min da última quinta-feira (15), uma guarnição do PETO recebeu informações de que havia um veículo chevrolet, modelo Onix Joy, na cor branca, abandonado nas proximidades do povoado do Bastião, zona rural do município de Brumado. De imediato, os policiais deslocaram até o local para averiguar a situação, encontrando o veículo num matagal. Após proceder com a verificação no sistema integrado de Segurança Pública, constatou-se que o automóvel possuía restrição de FURTO/ROUBO. Nessas circunstâncias, o veículo foi conduzido para a sede da 20° CORPIN, para que as medidas cabíveis sejam adotadas.

Morte de jovem de Bruna Stefani Castro de apenas 21 anos está sendo investigada pela Polícia; ele era natural de Caetité

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 10:00h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

É com pesar que informamos o falecimento da jovem universitária Stefani Castro, 21 anos. Ela era natural de Caetité e a sua morte precoce deixou a população da referida cidade da região em choque. A jovem era sobrinha de um vereador de Guanambi, cidade onde o corpo será velado e sepultado. A causa da morte ainda está sendo investigada. Nesse momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos.

Brasil precisa criar protocolos para tratamento da síndrome pós-coronavírus

  • André Julião | Agência Fapesp.
  • 16 Abr 2021
  • 09:57h

Parte dos pacientes recuperados apresenta problemas cardíacos nos meses seguintes à alta hospitalar | Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Nem sempre a alta hospitalar é o fim dos problemas causados pela Covid-19. No mundo todo, profissionais de saúde observam uma série de complicações decorrentes da doença, que vão de manifestações dermatológicas a distúrbios cardíacos e podem surgir meses após resolvido o quadro agudo da infecção pelo SARS-CoV-2.

Para que a carga da pandemia não se torne ainda maior para o sistema de saúde do país, pesquisadores recomendam a criação de protocolos clínicos e unidades para tratamento de pacientes com a chamada síndrome pós-Covid.

O assunto foi debatido em seminário on-line promovido no dia 08 de abril pela Academia Nacional de Medicina (ANM).

“Temos observado que o doente se cura da Covid-19, sai da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], mas permanece no hospital, pois não consegue voltar para casa. Ele precisa de reabilitação. Por isso, temos de pensar num modelo que passei a chamar de unidade pós-Covid, onde teríamos atendimento ambulatorial, hospital-dia e algumas áreas para internação daqueles pacientes que não têm condição [de ter alta]”, disse Fábio Jatene, diretor-geral do Instituto do Coração (InCor) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Jatene falou sobre a ocorrência de problemas cardiovasculares decorrentes da doença, que não necessariamente ocorrem apenas em pacientes com histórico prévio de doença cardíaca.

“A literatura tem várias observações a respeito de pessoas absolutamente sem doença cardiovascular e que acabaram desenvolvendo no pós-Covid. Inclusive atletas universitários, pessoas sem risco cardiovascular. Estudos revelaram que 55% dos pacientes no pós-Covid apresentaram alterações no bombeamento cardíaco. Num estudo realizado na Alemanha, 78% dos pacientes diagnosticados com COVID-19 mostraram evidência de alguma lesão cardíaca, causada até semanas depois da recuperação da doença propriamente dita”, explicou o pesquisador, que é apoiado pela Fapesp.

Para o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., a síndrome pós-pandemia é uma amostra do papel das doenças infecciosas no desenvolvimento de outras moléstias. Segundo o médico, a pandemia está trazendo novos conhecimentos sobre essa relação. Um exemplo anterior é a zika que, embora não cause problemas graves em adultos, pode levar à microcefalia nos fetos em desenvolvimento. Outro é a toxoplasmose, recentemente relacionada à ocorrência de esquizofrenia.

“O problema vai muito além da Covid-19. Quem poderia imaginar que tantas alterações aparentemente não relacionadas a doenças infecciosas decorrem delas? Com toda certeza, muitas outras doenças virais podem causar manifestações tardias, mas a medicina ainda as desconhece”, disse Belfort, que é professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

Segundo Carlos Alberto Barros Franco, membro da ANM e professor da Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Brasil ainda está na fase da pandemia em que a preocupação mais urgente é conter a transmissão do vírus, mas os problemas decorrentes da COVID-19 vão persistir por muito tempo.

“Essa é uma preocupação de países europeus e norte-americanos, que vêm se preparando para essa segunda fase, a da síndrome pós-Cpvod ou Covid longa. Isso terá consequências da maior gravidade no Brasil. Haverá pessoas que não vão poder voltar a trabalhar normalmente. Então é fundamental que o Brasil se prepare”, disse o acadêmico.

Câncer e Covid-19

Os palestrantes relataram casos e apresentaram estudos realizados no Brasil e no exterior das mais variadas manifestações ocorridas após a resolução da fase aguda da Covid-19. Alterações gastrointestinais, pulmonares, do fígado e das vias biliares; diferentes manifestações dermatológicas, renais e otorrinolaringológicas; problemas psicológicos e até da retina já foram relatados na literatura médica.

Como um dos efeitos colaterais da pandemia, não necessariamente ligados à doença em si, pesquisadores apontaram uma redução significativa no número de diagnósticos e tratamentos de câncer.

Segundo Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer (Icesp) e professor da FM-USP apoiado pela FAPESP, a pandemia trouxe queda significativa nos exames preventivos e, consequentemente, no diagnóstico precoce de tumores.

Uma vez que quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de cura, a pandemia deverá trazer um número maior de ocorrência de câncer e de mortes no futuro. Estudo realizado na Inglaterra estimou quase 18 mil mortes a mais por câncer naquele país por conta da interrupção dos tratamentos ou pela falta de diagnóstico.

“São dados que se repetem ao redor do mundo. Tivemos redução na ordem de 70% a 90% nos exames de rastreamento de tumores importantes como de mama, próstata e colorretais. [Houve ainda] redução significativa nas cirurgias relacionadas ao diagnóstico de câncer e, talvez mais importante, dados originados nos laboratórios de anatomopatologia mostram até 30% de redução nas biópsias de câncer nesse período. Lembrando que esses casos continuam acontecendo, só não estão sendo diagnosticados no seu estágio mais precoce, o que seria desejável”, contou o pesquisador.

O médico afirmou que a incidência da doença é similar entre pessoas com e sem câncer, mas que a mortalidade é maior no primeiro grupo, como deve mostrar um estudo realizado por sua equipe, ainda não publicado. Os pacientes especialmente afetados pela Covid-19 são os imunodeprimidos por conta da doença ou do tratamento, os que têm comprometimento pulmonar prévio ou portadores de neoplasias hematológicas.

O médico oncologista afirmou ser essencial que os pacientes diagnosticados mantenham o tratamento, ainda que seguindo protocolos de segurança contra a doença. Além disso, pessoas saudáveis não devem deixar de fazer exames de rotina que possam detectar tumores. Pacientes em tratamento contra o câncer que tenham sido diagnosticados com Covid-19 devem retomar as terapias para os tumores entre 14 e 21 dias depois da resolução dos sintomas da infecção pelo SARS-CoV-2, alertou. 

Lula está de alma lavada com decisão do STF, diz presidente do PT

  • Redação
  • 16 Abr 2021
  • 08:13h

Gleisi Hoffmann afirmou que haverá "eleições livres" em 2022; defesa vê retorno de credibilidade da Justiça | Foto: Reprodução/TVE

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e a defesa do ex-presidente Lula classificaram como histórica a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (15) que manteve as anulações das condenações do petista na Lava Jato e o liberou para disputar as eleições de 2022. Foram 8 votos a 3.

“Ele está feliz com a decisão, diria que está de alma lavada”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo a deputada federal pelo Paraná. “Ele foi quem resistiu, quem lutou por isso desde o início. Sempre lembro de ele dizer que não trocava jamais sua dignidade pela liberdade”, completou Gleisi.

Em nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Z. Martins afirmaram se tratar de “mais uma decisão da suprema corte que restabelece a segurança jurídica e a credibilidade do sistema de Justiça do nosso país”.

“A incompetência da Justiça Federal de Curitiba é afirmada por nós, advogados do ex-presidente Lula, desde a primeira manifestação escrita protocolada em Curitiba, em 2016, e foi sustentada em todas as instâncias do Poder Judiciário até chegar ao Supremo Tribunal Federal”, disse a defesa, de acordo com a Folha.

No julgamento, o plenário da corte confirmou a decisão do ministro Edson Fachin de que as ações contra Lula não tratavam apenas da Petrobras e que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, cujo titular era o ex-juiz Sergio Moro, dizia respeito somente a processos com vinculação direta com a estatal