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Chuva e praia são 'combinação perfeita' para micoses, alerta especialista

  • por Erem Carla
  • 31 Dez 2021
  • 10:02h

Foto: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Parece que não existe tempo ruim o suficiente para os soteropolitanos irem à praia. Mesmo com Salvador oferecendo um verão de muita chuva, ao menor sinal de estiagem, e ainda que no “mormaço”, a orla da capital baiana continua sendo tomada por banhistas.

 O problema é que chuva combinada com praia é uma mistura perfeita para a incidência de micoses de pele e unha. As micoses são doenças causadas por fungos onde existem condições ideais de calor e umidade.

A dermatologista Ana Lísia Giudice, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Bahia (SBD-Ba), alerta para o aumento de casos de micoses no verão.

“Por conta do aumento da temperatura, esses fungos têm predileção por áreas mais quentes e úmidas. As pessoas estão mais sujeitas a ficar com roupa de praia molhada, roupa de banho molhada, tendo mais contato com a areia da praia que é uma grande fonte também de fungos”, explica Ana Lisia.

A especialista afirma que a umidade e o calor são o ambiente propício para o desenvolvimento de micoses e que elas podem se apresentar de várias maneiras. 

Pitiríase versicolor: apresenta-se clinicamente como manchas brancas, descamativas, que podem estar agrupadas ou isoladas. Normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas, daí o nome versicolor.

Tineas (tinhas): manifestam-se como manchas vermelhas de superfície escamosa, crescem de dentro para fora, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. O principal sintoma é coceira.

Candidíase: pode se manifestar de diversas formas, como placas esbranquiçadas na mucosa oral, comum em recém-nascidos (“sapinho”); lesões fissuradas no canto da boca (queilite angular), mais comum no idoso; placas vermelhas e fissuras localizadas nas dobras naturais (inframamária, axilar e inguinal), ou envolver a região genital feminina (vaginite) ou masculina (balanite), provocando coceira, manchas vermelhas e secreção vaginal esbranquiçada.

Onicomicoses: geralmente a unha se descola do leito e se torna mais espessa. Pode também haver mudança na coloração e na forma.

“Quando há um aumento de chuvas e tempestades e o indivíduo frequenta a praia nesse período, o risco é maior de adquirir essas doenças na pele, exatamente porque aumenta as condições propícias para esses fungos que são umidade e calor”, diz a dermatologista. 

Quanto à prevenção, a SBD recomenda secar-se sempre muito bem após o banho, principalmente nas dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés; evitar o contato prolongado com água e sabão; evitar andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas; não ficar com roupas molhadas por muito tempo; não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés, pois esses objetos podem transmitir doenças; não usar calçados fechados por longos períodos e optar pelos mais largos e ventilados; e evitar roupas muito quentes e justas e aquelas feitas em tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.

Na suspeita ou constatação de micoses, deve-se procurar auxílio médico, pois cada tipo possui um tratamento. 

Ministério da Cidadania divulga o calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em 2022

  • por Douglas Gavras | Folhapress
  • 31 Dez 2021
  • 07:39h

Foto: Reprodução

O Ministério da Cidadania divulgou, nesta quinta-feira (30), o calendário oficial de pagamentos do Auxílio Brasil para 2022. A terceira parcela do programa que substituiu o Bolsa Família será paga no próximo dia 18 de janeiro.
Para saber o dia em que irá receber o benefício, a família deve olhar o último dígito do NIS (Número de Identificação Social), impresso no cartão do titular. Para cada número, há uma data de pagamento diferente --quando o NIS termina em 1, por exemplo, o pagamento será em 18 de janeiro. Veja abaixo todas as datas em que o benefício será depositado em 2022.

O governo iniciou os pagamentos da primeira parcela do Auxílio Brasil em 17 de novembro. O plano informado pelo governo era começar a pagar, no mínimo, R$ 400 para mais de 17 milhões de famílias cadastradas no Auxílio Brasil a partir de novembro, mas foi adiado, como mostrou a Folha. Também não há mais a previsão de que as famílias recebam os atrasados referentes a novembro, que serviriam para equivaler o benefício ao valor de R$ 400 prometido pelo presidente.

As parcelas mensais ficam disponíveis para saque somente por 120 dias após a data indicada no calendário, e as famílias podem verificar o valor do benefício no extrato de pagamento.

O governo disponibiliza três canais de atendimento, em caso de dúvidas do beneficiário. Um deles é pelo número 121, do Ministério da Cidadania, que reúne informações e também funciona como uma central de reclamações e denúncias.

Além disso, o número 111 é o canal de atendimento da Caixa Econômica Federal e nele as famílias também podem tirar dúvidas sobre o cartão e o saque do benefício.

Pelo aplicativo Auxílio Brasil, da Caixa, também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício.

COMO RECEBER

Para receber os valores, o beneficiário deve ir até a Caixa Econômica Federal ou se dirigir a uma casa lotérica. O pagamento é feito com o Cartão do Cidadão, usado no Bolsa Família. Também é possível receber por meio do Caixa Tem. Para isso, no entanto, é preciso gerar senha.

Para saber quanto irá receber, o trabalhador pode fazer a consulta no aplicativo Auxílio Brasil, nos caixas eletrônicos da Caixa e nas lotéricas ou pelo telefone 111, da Caixa.

CONSULTA PELO CPF

Para conferir se tem direito ao Auxílio Brasil, o responsável familiar pode usar seu CPF nos canais oficiais do governo federal. Mensalmente, a Dataprev faz um pente-fino nos auxílios para verificar se todos ainda se encaixam nas regras do programa.

Governo deve reajustar salário mínimo para R$ 1.212 a partir de janeiro

  • por Thiago Resende e Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 30 Dez 2021
  • 19:23h

Foto: Bahia Notícias

O governo deve reajustar o salário mínimo para R$ 1.212 a partir de janeiro de 2022. O valor atual do piso é de R$ 1.100 por mês.
 

A correção do salário mínimo que vem sendo elaborada pelo governo deve compensar a inflação deste ano, mas sem aumento real (acima da inflação).
 

O Orçamento de 2022, aprovado na semana passada pelo Congresso, já previa a alta do piso salarial para R$ 1.212. Portanto, o cálculo das despesas do próximo ano já considera esse reajuste.
 

Isso significa que a correção do valor não deve exigir um corte de despesas para que o Orçamento fique dentro do teto de gastos -regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação.
 

Uma MP (medida provisória) deve ser publicada até esta sexta-feira (31), elevando o valor do salário mínimo para R$ 1.212.
 

Essa alta é estimada por técnicos do governo com base em duas variáveis: a inflação (em cerca de 10%) e um valor de aproximadamente R$ 2 referente a um reajuste retroativo.
 

Esse aumento atrasado de R$ 2 se deve a uma aceleração da inflação no ano passado -usada para calcular o salário mínimo de 2021. O aumento dos preços ficou acima da expectativa do governo, mas o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu adiar esse ajuste no valor.
 

O salário mínimo é corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Ao anunciar, em dezembro do ano passado, o reajuste para R$ 1.100, a equipe econômica considerou a inflação oficial de janeiro a novembro de 2020, somada à estimativa para o índice em dezembro.
 

Mas o índice de inflação oficial, divulgado apenas em janeiro de 2021, foi maior que o esperado pelo Ministério da Economia.
 

Constituição determina que o mínimo deve garantir a manutenção do poder de compra do trabalhador. Por isso, o valor do salário mínimo deveria ter sido de R$ 1.102 em 2021.
 

A compensação vem em forma de um reajuste retroativo no valor aproximado de R$ 2.
 

O reajuste do piso nacional gera impacto nas contas públicas porque é atrelado a aposentadorias e outros benefícios, como o BPC (assistência social a idosos e pessoas com deficiência carentes). Para cada R$ 1 de reajuste em 2022, o custo aos cofres públicos é elevado em R$ 328 milhões.
 

O aumento de R$ 1.110 para R$ 1.212, portanto, provoca um aumento direto de gastos do governo federal no valor de R$ 36,7 bilhões.
 

Diante da política de controle de despesas promovida pelo ministro Paulo Guedes (Economia), o governo de Bolsonaro ainda não concedeu um reajuste acima da inflação para o salário mínimo.
 

O aumento real do salário mínimo foi implementado informalmente em 1994, por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), logo após a adoção do Plano Real.
 

As gestões petistas oficializaram a medida.
 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu a fórmula de reajuste pela inflação medida pelo INPC mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.
 

Dilma Rousseff (PT) transformou a regra em lei com vigência para os anos de 2015 a 2019 --Temer, que governou durante a recessão, não mudou a legislação.
 

Bolsonaro ainda não aprovou uma nova política de reajuste e tem seguido o mínimo exigido pela Constituição, que é o reajuste pela inflação.

Rui diz que ‘não vai ficar de braço cruzado esperando recurso’ para vítimas de enchentes

  • Bahia Notícias
  • 30 Dez 2021
  • 10:18h

Foto: Divulgação

Em 2021, preço gasolina sobe 46% e do etanol, 56%, diz Ticket Log

  • por Nicola Pamplona | Folhapress
  • 30 Dez 2021
  • 09:16h

Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

Levantamento feito pela Ticket Log aponta que o preço da gasolina fechou 2021 com alta de 46,7% nos postos brasileiros. Em dezembro, porém, houve queda de 0,52%, refletindo redução nos preços de refinaria promovida pela Petrobras e pela Acelen, dona da maior refinaria privada brasileira.
 

Segundo a Ticket Log, o preço médio da gasolina em dezembro foi de R$ 6,890 por litro, contra R$ 4,696 no mesmo mês de 2020. Em novembro, antes da redução nas refinarias, o combustível foi vendido nos postos, em média, a R$ 6,926 por litro.
 

A alta é bem superior à inflação do período: em dezembro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 10,42%% em 12 meses, o maior índice em seis anos. A escalada dos preços dos combustíveis foi um dos principais motores da alta no indicador.
 

De acordo com os dados da Ticket Log, o preço do etanol hidratado subiu 56,5% nos postos em 2021, chegando em dezembro a uma média de R$ 5,779 por litro. Como ocorreu com a gasolina, o preço do biocombustível recuou na comparação com novembro, com queda de 1,26%.
 

O chefe da área de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, diz que o resultado pesquisa indica tendência de estabilidade no rimo de alta dos preços. "Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros", afirmou.
 

A escalada dos preços acompanhou a recuperação das cotações internacionais do petróleo após as restrições à circulação de pessoas no início da pandemia e a desvalorização do real frente ao dólar em meio a crises institucionais no país.
 

Provocou estragos na imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL), que em um primeiro momento tentou jogar a responsabilidade nos estados e depois passou a falar em privatização da Petrobras, o que levou a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a abrir investigações sobre a empresa.
 

O preço médio do diesel ficou praticamente estável em dezembro na comparação mensal, mas terminou o ano com acréscimo de 46,1%. O valor médio nos postos atingiu R$ 5,612 por litro em dezembro. Em igual mês do ano passado, era R$ 3,841 por litro.
 

Nesta quarta-feira (29), a Petrobras anunciou ajustes pontuais de preços do diesel na área de influência do oleoduto que leva combustíveis para a região. Reduziu em R$ 0,01 por litro o combustível entregue nas bases de entrega de produtos de Ribeirão Preto (SP), Uberaba (MG), Uberlândia (MG) e Brasília (DF).
 

E reduziu em R$ 0,008 por litro o preço em Senador Canedo (GO), o último ponto de entrega da tubulação que liga a refinaria de Paulínia (SP), a maior do país, à região Centro-Oeste. Os ajustes não têm efeito sobre o preço médio de venda pelas refinarias da estatal.
 

Em nota, a Petrobras disse que o objetivo é "aumentar a eficiência das operações e a competitividade da Petrobras em ambiente concorrencial". Segundo especialistas, esses ajustes pontuais são comuns e podem ter por objetivo enfrentar a concorrência de algum fornecedor.
 

Em outubro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) autorizou a operação da refinaria SSOil, uma unidade de pequeno porte localizada em Coroados, no oeste de São Paulo, a cerca de 500 quilômetros da capital.
 

Em nota, a Petrobras disse ainda que está ampliando as alternativas de fornecimento de combustível no país ao inaugurar uma rota de navios para o porto de Vila do Conde, no Pará. O primeiro carregamento deve chegar em janeiro.
 

A escalada dos preços dos combustíveis provocou estragos na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL), que passou o ano tentando afastar

Conquista: Trecho da Serra do Marçal é parcialmente liberado para carros pequenos

  • Bahia Notícias
  • 30 Dez 2021
  • 08:15h

Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista

Um trecho da Serra do Marçal, em Vitória da Conquista, no Sudoeste, foi liberado na madrugada desta quinta-feira (30). O trecho fica na BA-263 e liga Vitória da Conquista a Itambé, também no Sudoeste. O tráfego de carros segue em intervalos. Devido à movimentação, um congestionamento de cerca de 5 km é registrado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) no local.

Conforme G1, a liberação acontece em apenas um lado da pista, no sentido para Itambé. Mesmo com parte do tráfego em atividade, a passagem está vetada entre 18h e 6h do dia seguinte, bem como o acesso de veículos de carga, como carretas.

Na segunda-feira (27), a Serra do Marçal foi totalmente interditada. Um dia antes, um deslizamento de terra deixou a via intransitável. Ainda segundo informações, mesmo com uma parte da via liberada, o fluxo no sentido inverso, em direção a Itapetinga e Itabuna, continua interditado. Até o momento não há previsão de quando a pista será totalmente liberada.

Governo adia promessa de incluir famílias no Auxílio Brasil e não prevê pagar atrasados

  • por Thiago Resende | Folhapress
  • 29 Dez 2021
  • 18:09h

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) não cumprirá a promessa de ampliar o número de famílias atendidas pelo Auxílio Brasil ainda em 2021. Também não há previsão para que os beneficiários do programa social recebam uma compensação retroativa, como chegou a ser anunciado.
O plano informado pelo governo era começar a pagar, no mínimo, R$ 400 para mais de 17 milhões de famílias cadastradas no Auxílio Brasil a partir de novembro.

A ordem partiu de Bolsonaro em outubro, que repetiu publicamente, por diversas vezes, a promessa de turbinar o programa social substituto do Bolsa Família, elevar a renda transferida à população vulnerável (de R$ 190 por mês para R$ 400) e ampliar o número de famílias atendidas (de 14,5 milhões atualmente para mais de 17 milhões).

Essa promessa chegou a ser reiterada pelo ministro João Roma (Cidadania) no início de dezembro.

Integrantes do governo diziam que, após a autorização do Congresso para ampliar os gastos (por meio da PEC dos Precatórios), seria possível realizar uma segunda rodada de pagamentos ainda em dezembro. Assim, a promessa seria cumprida.

Mas técnicos do Ministério da Cidadania afirmam agora que isso não será mais viabilizado neste ano, e sim apenas na folha de pagamento de janeiro.

Ou seja, a expansão da cobertura (número de famílias atendidas) só deve ocorrer no próximo mês, apesar de a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios ter sido promulgada nos dias 8 e 16 de dezembro -a PEC foi fatiada em duas partes- e de o governo ter a intenção de ampliar o programa desde novembro.

Também não há mais a previsão de que as famílias recebam um complemento retroativo a novembro que serviria para equivaler o benefício ao valor de R$ 400 prometido pelo presidente.

Procurado, o Ministério da Cidadania informou que "a expectativa da pasta é alcançar cerca de 18 milhões na próxima folha regular de pagamento [em janeiro], zerando a fila de espera, o que demonstra o compromisso do governo federal em garantir e ampliar continuamente o atendimento nas ações de proteção social para os cidadãos mais vulneráveis".

Segundo técnicos do governo, não houve tempo suficiente para operacionalizar o pagamento às famílias restantes (mais de 3 milhões) ainda em dezembro, pois a liberação da verba, diante da promulgação da PEC, atrasou.

Sobre a desistência de pagamento do valor retroativo, o ministério argumentou que, na MP (medida provisória) que eleva o valor da renda transferida pelo Auxílio Brasil, não há previsão de pagamento retroativo desse benefício.

No dia 2 de dezembro, Roma reforçou a promessa do governo de ampliar o número de famílias atendidas até o fim do ano e de pagar um valor retroativo referente a novembro.

"Ainda em dezembro pretendemos zerar a fila, passando de 14,7 milhões para 17 milhões de beneficiários [famílias]", disse Roma, em pronunciamento no Palácio do Planalto. "Os prazos estão apertados, estão além do que esperávamos, mas não serão obstáculo para a gente cumprir a nossa missão", concluiu o ministro na ocasião.

Segundo o Ministério da Cidadania, o Auxílio Brasil pagou em dezembro um benefício médio de R$ 408,84 a 14,5 milhões de famílias.

O governo, portanto, conseguiu elevar o valor transferido aos beneficiários, mas não cumpriu a promessa de atender a mais famílias que o Bolsa Família nem de pagar o valor retroativo a novembro.

A maior diferença entre o Auxílio Brasil e o Bolsa Família é a intenção do governo de ampliar a verba para o programa.

De olho nas eleições de 2022, Bolsonaro foi aconselhado por aliados a destinar mais recursos para essa área. Essa é uma das principais apostas de governistas na campanha à reeleição.

A popularidade dele subiu no auge do auxílio emergencial, mas agora segue em queda --mesmo com o aumento do orçamento do Auxílio Brasil, o novo programa ainda estará longe de alcançar a cobertura de famílias carentes que o auxílio emergencial teve.

O plano do governo é colocar um orçamento de aproximadamente R$ 89 bilhões para o Auxílio Brasil em 2022. Nos últimos anos, a verba do Bolsa Família ficou perto de R$ 35 bilhões.

O Ministério da Cidadania afirma que, a partir de janeiro de 2022, os recursos estão garantidos para atender a quase 18 milhões de famílias com um benefício mínimo de R$ 400.

Nova Canaã: Família consegue sair ilesa após casa desabar em Centro de cidade

  • Bahia Notícias
  • 29 Dez 2021
  • 16:07h

Foto: Reprodução / TN Online

Uma família conseguiu escapar depois que o imóvel onde residiam vir abaixo em Nova Canaã, no Médio Sudoeste baiano. O fato ocorreu na Rua Rui Barbosa, no Centro da cidade, na tarde desta terça-feira (28). Segundo informações da prefeitura da cidade desta quarta-feira (29), os moradores do imóvel que cedeu estão abrigados. No momento do incidente, eles correram para os fundos da casa, o que os protegeu.

Nesta quarta não chove em Nova Canaã. A previsão do site Climatempo e que chova quatro milímetros no dia. Segundo a Defesa Civil do Estado (Sudec), até o começo da tarde desta quarta, 34.163 pessoas estavam desabrigadas e 42.929 pessoas desalojadas, com um total de 471.786 afetados.

A Bahia registrou ate o momento 21 mortes devido às consequências das chuvas. Os óbitos ocorreram em Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (2), Aurelino Leal (1) e Itabuna (2). 

Chuvas causam interdição em trechos de 10 rodovias federais na Bahia

  • por Folhapress
  • 29 Dez 2021
  • 14:09h

Foto: Reprodução / Ubatã Notícias

Subiu para 10 o número de estradas interditadas na Bahia após estragos causados pelas fortes chuvas que atingem o centro-sul do estado desde a semana passada. As informações são da Polícia Rodoviária Federal. A BR 101 é o local mais afetado, com cinco pontos de interdição. Os bloqueios foram causados pelo desmoronamento de barranco, desabamento de acostamento ou queda de barreiras, informou a polícia.
 

Há interditação total de pista em duas rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária, a força de um rio deixou um "enorme buraco" na BR 330, km 866. Já na BR 349, km 833, a estrada cedeu e apenas veículos de pequeno porte podem fazer um desvio pelo acostamento.
 

As chuvas na Bahia já deixaram 21 mortos e 77 mil desabrigados. Segundo a última atualização do Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia), são 358 pessoas feridas e 471.786 pessoas afetadas.
 

Ao todo, 136 cidades — número equivalente a 30% do total de municípios baianos — estão em situação de emergência reconhecida pelo governo estadual. As chuvas de dezembro na Bahia já são as mais intensas desde pelo menos 1989, segundo dados do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos).
 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) reclamou hoje da verba disponibilizada pelo governo federal para socorrer os municípios afetados pelos temporais. O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma MP (Medida Provisória) para liberar R$ 200 milhões para reconstruir rodovias prejudicadas pelas chuvas, sendo R$ 80 milhões para o Nordeste, R$ 70 milhões para o Norte e R$ 50 milhões para o Sudeste.
 

"Eu queria fazer um apelo, porque não é possível recuperar as estradas federais com R$ 80 milhões para o Nordeste", disse Rui Costa em entrevista coletiva, em Ilhéus.
 

CHUVA
Dois fenômenos meteorológicos foram responsáveis pelas chuvas fortes que atingem a Bahia: a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) e a frente fria vinda do Espírito Santo.
A ZCAS é um dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuva no Brasil durante o verão. É formada por uma faixa de nuvens que normalmente se estende do sul da Amazônia até a região Sudeste, abrangendo também o Centro-Oeste. Se localizada mais ao sul do que o normal, pode atingir estados como Paraná e Santa Catarina; se mais ao norte, como agora, afeta a Bahia, o Piauí e até o Maranhão.

Segundo o meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Mamedes Luiz Melo, a ZCAS e a frente fria vinda do Espírito Santo atuaram três vezes no mês de dezembro na Bahia: o primeiro, entre os dias 1 e 2, mas com baixa intensidade; o segundo, entre os dias 7 e 12, agora mais intensos; o último, por fim, às vésperas do Natal, também com intensidade alta.

"Foram dois episódios de grande intensidade que aconteceram no mesmo local, num curto espaço de tempo. A região já havia sido castigada e o solo estava encharcado, o que contribuiu para um impacto maior para a população", explicou.

Veja a lista completa, com informações da Polícia Rodoviária Federal:

Interdição parcial

- BR 101, km 660, Itapebi
 

Desmoronamento de barranco

- BR 420, km 244, Laje
 

Sinalização Siga e Pare

- BR 330, entre os kms 807 e 860, Jequié
 

Há diversos pontos de interdição parcial por conta de árvores e galhos caídos na pista

- BR 101, km 314, Tancredo Neves
 

Desmoronamento de acostamento

- BR 101, km 316, Tancredo Neves
 

Queda de barreira

- BR 101, km 351, Teolândia
 

Ocorreu o desabamento do acostamento BR 101, km 345, Teolândia Ocorreu um desmoronamento de barranco
 

Interdição total

- BR 330, km 866, Ubatão
 

Afundamento de pista. A força do rio danificou a rodovia deixando um enorme buraco. Desvio pela cidade para veículos de pequeno porte

- BR 349, km 833, Santa Maria da Vitória
 

A pista cedeu. Desvio sendo feito de forma precária por parte do acostamento, apenas para veículos pequenos.
 

Pista liberada

- BR 330, km 792, Jequié
 

Pista foi liberada, porém a passagem de veículos pesados ainda causa preocupação, motivo pelo qual o trânsito desse tipo de veículo deve ser evitado.

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Bolsonaro ignora tragédia na BA, anda de jet ski e fala em manter folga em SC

  • por Folhapress
  • 29 Dez 2021
  • 12:01h

Foto: Reprodução / Twitter

Em passeio pela Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou no fim da tarde de segunda-feira (27) que "espera não ter de retornar antes" do feriado de Réveillon no litoral catarinense.
A declaração, divulgada por reportagem do portal ND Mais, ocorreu após ele ser questionado sobre a estadia no Sul durante a reta final do ano. "Espero não ter de retornar antes", disse.

Bolsonaro tem sido criticado nas redes sociais por tirar folga enquanto a Bahia enfrenta uma crise gerada por fortes chuvas. As enchentes já deixaram pelo menos 20 mortos e milhares de desabrigados no estado. Estoques de vacinas e medicamentos foram destruídos.

O presidente viajou na segunda para Santa Catarina, onde pretende passar a virada de ano. No fim da manhã desta terça (28), acompanhado da filha Laura, o presidente passeou de jet ski pela Praia do Itaguaçu, também em São Francisco do Sul.

Na areia, apoiadores e turistas se aglomeraram para conseguir chegar perto de Bolsonaro, que desceu do equipamento e conversou com o público por alguns minutos. A maioria das pessoas estava sem máscara.

Nesta terça, ao ser questionado em uma entrevista sobre o presidente não estar na Bahia em meio ao desastre das chuvas, o governador Rui Costa (PT) minimizou o tema.

"Eu confesso que não me dei tempo para ver a agenda e nem rede social do presidente da República e nem de outras pessoas públicas. Eu estou concentrado aqui no trabalho, concentrado em salvar vidas humanas, em cuidar das pessoas", disse o governador baiano.

Bolsonaro editou uma MP (Medida Provisória) para liberar R$ 200 milhões para reconstrução de rodovias prejudicadas pelas chuvas, segundo texto publicado nesta terça no Diário Oficial da União.

A medida abre crédito extraordinário ao Ministério da Infraestrutura, que irá gerir obras de rodovias na Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Pará e São Paulo.

Também nesta terça, os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, da Cidadania, João Roma, e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) se encontraram em Itabuna, um dos municípios afetados, e sobrevoaram a região.

Por volta das 17h, a hashtag BolsonaroVagabundo liderava os trendings topics do Twitter. Internautas, políticos e famosos criticaram as atitudes do presidente em meio a tragédia da Bahia. Segundo o Twitter, até as 17h53, mais de 58 mil tuítes foram feitos usando a hashtag.

Depois da repercussão, apoiadores do presidente subiram a hashtag BolsonaroOrgulhodoBrasil. Havia quase 4.000 tuítes com essa frase.

Em maio de 2020, no dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortos pela Covid-19 —o que motivou decretação de luto pelas cúpulas do Legislativo e do Judiciário—, Bolsonaro também fez um passeio de moto aquática no Lago Paranoá, um dos cartões postais de Brasília.

Na ocasião, o presidente passou parte do dia no lago após dizer que era fake uma festa que ele próprio havia anunciado.

Senadores baianos participaram de mais de 70 propostas apresentadas em 2021

  • por Felipe Dourado, de Brasília I Bahia Notícias
  • 29 Dez 2021
  • 10:51h

Foto: Felipe Dourado

Em 2021, os 81 parlamentares que compõem o Senado Federal tiveram bastante trabalho, fosse para controlar a pandemia por Covid-19 – tendo o país vivido uma montanha russa de incertezas políticas acerca da condução do enfrentamento da doença por parte do Governo Federal –, fosse para controlar os danos econômicos e sociais causados pelo isolamento social. Foram 163 sessões e reuniões plenárias ao longo do ano, com 38 ocorrendo de maneira remota, que geraram um total de 340 matérias apreciadas, sendo 49% delas de autoria da própria Casa Legislativa. Em 2021, 56 nomes indicados pelo Governo Federal a ocupar cargos do Executivo ao Judiciário foram aprovados pelos senadores. Os dados são do relatório divulgado no início do mês pelo portal de Transparência do Senado.

O relatório também destaca as áreas que tiveram maior quantidade de matérias apreciadas. "Políticas Sociais" e "Economia e Desenvolvimento", no ano da PEC dos Precatórios, da PEC Emergencial, do Auxílio Brasil e de tantos outros projetos relacionados a distribuição de renda ou infraestrutura, foram as área que mais receberam matéiras aprecidadas: a primeira contou com 102 no acumulado do ano, enquanto a última, contou com 54.

Em março, quando a vacinação no Brasil ainda andava a passos curtos, o Senado apresentou a PEC Emergencial, proposta que viabilizava o pagamento de um novo auxílio emergencial entre R$ 175 e R$ 375 a pessoas carentes durante o início da campanha vacinal no país. Promulgada no dia 15, a votação foi conduzida pelo Congresso Nacional e teve tramitação em regime de urgência.

 

 

PRIMEIRO SEMESTRE CONDUZIDO POR CPI DA PANDEMIA

Em abril, sob o comando do senador Omar Aziz (PSD-SP) e com relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), foram iniciados os trabalhos de investigação através da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) conhecida como CPI da Pandemia. Ao longo de 90 dias, membros da Casa se reuniram para colher depoimentos, documentos e possíveis provas de que o Governo Federal agiu de modo a intensificar deliberadamente a crise sanitária no país, em especial no Estado do Amazonas – cuja falta de insumos como oxigênio, e até mesmo apagões constantes no início do ano, corroboraram para que o Estado se tornasse um dos principais epicentros da Covid-19 no país.

Além disso, os senadores apontaram possíveis irregularidades em contratos, bem como indícios de fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de recursos públicos. Entre os indiciados está o presidente da república Jair Bolsonaro (PL), apontado por ter cometido ao menos 7 contravenções penais e dois crimes, incluindo crime contra a humanidade.

Outros que também foram citados pela CPI: o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o atual ministro da Pasta Marcelo Queiroga, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e ex-ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni, além do ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo, além de outros 75 personagens envolvidos nos esquemas.

ATUAÇÃO DA BANCADA BAIANA NO SENADO

Os senadores Ângelo Coronel (PSD-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) atuaram em conjunto com outros senadores e propuseram ao menos 70 peças em 2021, além de relatar outras 15 nesse ano.

O senador Angelo Coronel (PSD) apresentou 20 propostas em sua autoria, além de ter relatado seis projetos. Uma delas foi a PEC 29/2021, da qual foi membro como co-autor junto com outros 31 parlamentares, sugerindo a mudança da regra eleitoral para os pleitos do Executivo que alcançam o segundo turno de dois para três candidatos na corrida presidencial. Apresentada em 14 de setembro, a pauta ainda não seguiu todos os passos de tramitação e, caso aprovada em tempo hábil, pode valer já para as eleições de 2024. A PEC da Renda Básica (42/2021) também foi um dos projetos dos quais o senador foi signatário. A proposta sugeriu introduzir a renda básica como direito social, viabilizando garantia de renda às famílias pelo Governo.

Enquanto isso, o petista Jaques Wagner, que também assumiu a relatoria de seis proposições em 2021, redigiu bem mais peças. Foram cerca de 53 pautas propostas, entre Projetos de Decretos Legislativos, PECs, Projetos de Lei Complementar e de Conversão. Às vésperas do recesso legislativo, a PEC da Economia Solidária, proposta pelo parlamentar, foi aprovada em primeiro turno no Senado e deverá entrar em discussão nas primeiras sessões do ano que vem antes de seguir à Câmara. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 32/21, que trata de novas regulamentações sobre o ICMS em operações interestaduais de bens e serviços, também de autoria do líder do PT e pré-candidato ao governo da Bahia, foi aprovado e aguarda sanção presidencial.

Por fim, Otto Alencar, o outro senador pelo PSD-BA, redigiu 19 propostas entre Projetos de Lei (PL) e PECs, tendo atuado em conjunto com outros senadores para desenvolver propostas legislativas. Como relator, seu desempenho foi um pouco abaixo dos colegas conterrâneos, recebendo apenas três pautas para defender durante as comissões e sessões no plenário. A maioria de seus projetos estiveram ligados ao combate à Pandemia e à promoção de políticas públicas relacionadas à seguridade e assistência social.

PRINCIPAL FEITO DE 2021: BANCADA FEMINA ESTABELECIDA

Atuando desde março e contando com 14 senadoras (inicialmente eram 12), a Bancada conta com liderança rotativa e estrutura e prerrogativas de líderes de partido ou bloco parlamentar, para orientar votações e ter a preferência no uso da palavra. Desde sua criação, a bancada atuou em diversas pautas, encaminhando anseios das mulheres e dando voz a esta parcela significativa da população.

Como destaques aprovados pela bancada estão o PL 4968/19, que propunha a oferta de absorventes e artefatos de higiene íntima e pessoal a mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade – cuja proposta foi vetada pelo Presidente e deve ser reanalizada ainda no início de 2022. Outro projeto de lei aprovado no Senado foi o que determina mais medidas protetivas a vítimas de violência doméstica, além da tipificação do crime de perseguição ou stalking.

A primeira líder da Bancada foi a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que inclusive se lançou pré-candidata pelo partido para concorrer ao cargo de Presidente nas eleições de 2022.

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Com ocupação alta de UTIs, principais eventos da Bahia infringem decreto, incluindo Réveillon

  • por Bianca Andrade / Gabriel Lopes / Mauricio Leiro
  • 29 Dez 2021
  • 09:48h

Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Após um ano de isolamento sem grandes eventos no final de ano devido à pandemia da Covid-19, o clima é de festa para quem pode curtir a Bahia. 

No entanto, diversas celebrações que estão confirmadas para acontecer em alguns dos principais pontos turísticos do estado nesta última semana do ano, incluindo Salvador, já serão realizadas em um conflito com o decreto estadual mais recente, que permite a realização de festas para até 5 mil pessoas - mas apenas caso a taxa de ocupação dos leitos de UTIs seja menor que 50%.

O Decreto nº 20.907, de 25 de novembro de 2021, passou a vigorar autorizando a execução de eventos e atividades com a presença de público de até 5.000 pessoas, tais como: cerimônias de casamento, eventos urbanos e rurais em logradouros públicos ou privados, circos, parques de exposições, solenidades de formatura, feiras, passeatas e afins, funcionamento de zoológicos, parque de diversões, museus e afins (relembre aqui). A permissão valeu a partir de 26 de novembro, mas em dezembro foi prorrogado até 4 de janeiro de 2022.

Apesar da liberação, o parágrafo 3º condiciona esse público à taxa de ocupação dos leitos de UTI. "Os eventos e atividades referidos no caput deste artigo deverão ocorrer com a presença de público não superior a 100 (cem) pessoas, nos Municípios integrantes da Macrorregião de Saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI COVID se mantenha, por 05 (cinco) dias consecutivos, superior a 50% (cinquenta por cento), desde que seja atendido o quanto disposto no art. 2º deste Decreto no que couber e respeitados os protocolos sanitários estabelecidos", pontua o trecho.

De acordo com levantamento feito pelo Bahia Notícias com base nos dados divulgados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), as regiões Leste (que inclui Salvador e Região Metropolitana) e Sul (que agrega cidades como Itacaré, Marau e Cairu) já não poderiam realizar os eventos confirmados para o público de 5 mil, por terem marcado mais de 50% de ocupação de UTI nos últimos cinco dias. O problema foi citado pelo Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CESBA) em um informativo nesta terça-feira (28)

E a questão vai além: festas que já ocorreram nos últimos dias já incorreram no erro, já que ocupação dos leitos de UTI nas duas regiões está acima da taxa definida desde o dia 10 de dezembro. Desta forma, a partir do dia 15 de dezembro, todos os eventos realizados no estado, com mais de 100 pessoas, no Sul e no Leste da Bahia, já descumpriram o decreto emitido pelo estado.

O boletim desta terça-feira (28), o mais recente divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, aponta que os índices de ocupação de UTI na região Leste ficaram em 73% e na região Sul estão em 59%. Ao todo, no estado estão sendo disponibilizados 536 leitos de tratamento intensivo, estando ocupados 282.

E VAI TER FESTA DE RÉVEILLON?

Os índices impactam diretamente a execução da principal festa de dezembro na Bahia: o Réveillon. Até o momento, a capital baiana tem 12 festas confirmadas para acontecer no dia 31 de dezembro (confira aqui). No início do mês alguns dos empresários responsáveis pelos eventos que irão acontecer em Salvador garantiram ao Bahia Notícias que todos os protocolos serão seguidos para que o público aproveite o evento com segurança.

Destino favorito das celebridades nos últimos dias do ano, o Sul do estado também está com festas confirmadas, mesmo com a ocupação acima de 50% e com cidades em estado de alerta devido ao temporal que atingiu a região (veja aqui).

Mesmo com o descumprimento do decreto, não há qualquer indicação de órgãos oficiais de que as festas precisariam ser canceladas. O Bahia Notícias procurou o assessoria de Comunicação do Governo do Estado e da Secretaria Estadual de Saúde sobre quais seriam os impactos desta ocupação e de quem seria a responsabilidade de fiscalização, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria.

Os eventos Réveillon Nº1, em Itacaré, Réveillon Mil Sorrisos em Barra Grande, Réveillon Amaré em Morro de São Paulo, e Réveillon Allegrare, em Ilhéus, não informaram sobre qualquer cancelamento ou redução de público.

Ministro diz que cerca de R$ 50 milhões serão liberados para reconstrução na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 29 Dez 2021
  • 07:44h

Foto: Grupamento Aéreo da PM-BA

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, garantiu que, além dos cerca de R$ 15 milhões que já foram disponibilizados, outros R$ 50 milhões estão “em vias de serem liberados” para atender os municípios da Bahia atingidos pelas fortes chuvas das últimas semanas. As informações são da Agência Brasil.

“Fizemos uma série de ações ligadas ao resgate de pessoas, transporte de alimentação para áreas que estavam sem capacidade de se ligar à sua condição logística comum, desobstrução de estradas, medicamentos. É o que nós chamamos de resposta: num primeiro momento, disponibilizamos recursos para que os municípios possam comprar alimentos, mantimentos”, explicou o ministro durante entrevista na quarta-feira (29) para o programa A Voz do Brasil.

Um segundo momento, que a pasta se refere como retomada, inclui a recomposição de serviços essenciais que tenham sido interrompidos em meio aos temporais, como abastecimento de água e luz, além da remoção de entulho nas cidades. “O terceiro momento, que está chegando ainda, é a reconstrução da estrutura física que porventura tenha sido danificada”, completou Marinho.

Auxílio-doença do INSS sem perícia chega ao fim; entenda

  • por Clayton Castelani | Folhapress
  • 28 Dez 2021
  • 16:19h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A concessão do auxílio-doença do INSS sem a necessidade de realização de perícia médica presencial terminará nesta sexta-feira (31), último dia de vigência da regra criada pela lei 14.131/2021, a mesma que também ampliou a margem do empréstimo consignado aposentados e pensionistas.
 

Recriada em março deste ano, a concessão do benefício com base na análise de laudo médico enviado pela internet é parte do pacote de medidas emergenciais adotadas no início de 2020 pelo governo federal devido à pandemia da Covid-19.
 

Desta vez, porém, o INSS afirmou não possuir informações sobre eventual relançamento do programa em 2022. O órgão garantiu apenas que manterá até a próxima sexta as liberações tendo como critério a análise da cópia da documentação médica enviada pelo segurado.
 

Isso não significa que os pedidos encaminhados por segurados dentro do prazo serão analisados de forma remota, sem o exame presencial, segundo Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).
 

"Quem já está incapacitado para o trabalho pode fazer o pedido até dia 31, enviando a cópia do relatório médico, mas se o perito responsável pelo processo avaliar que é necessário o comparecimento, o segurado vai ter que fazer o exame presencial", diz.
 

Bramante avalia que a análise a distância ainda pode ser recriada devido à possibilidade de alta nos casos de Covid-19 com a chegada da variante ômicron do coronavírus ao país. Para ela, o governo deveria tornar o programa permanente, reservando o exame físico do candidato ao benefício para casos necessários.
 

"A perícia por documento médico não deveria acabar de forma alguma. Se a pessoa tem um relatório médico de que quebrou a perna, não há motivo para ir à perícia mostrar a perna quebrada", diz.
 

Para o advogado previdenciário Rômulo Saraiva, o INSS também sai perdendo com o fim do serviço a distância, pois a carência de médicos peritos poderá gastar mais recursos e gerar demora no atendimento.
 

"O INSS já vem informatizando o seu atendimento a distância, o que atenuaria as filas nas agências. Caso o médico sentisse a necessidade de fazer um atendimento pessoal, poderia convocar o segurado", diz Saraiva.
 

Segurados devem estar preparados para exame no posto Segurados elegíveis ao auxílio-doença, oficialmente chamado de benefício temporário por incapacidade, devem estar preparados para entregar pessoalmente a documentação médica em uma unidade da Previdência, mesmo que o documento já tenha sido enviado pela internet.
 

O laudo médico é o documento essencial para a avaliação da incapacidade. O relatório deve ser legível, possuir o número do CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças), carimbo do médico, data e descrição sobre a doença e os sintomas que resultam na incapacidade laboral.
 

O médico também pode informar o tempo estimado para a recuperação do trabalhador, embora o período de afastamento fique a critério do perito da Previdência.
 

Pedidos protocolados até a próxima sexta podem, eventualmente, facilitar a aprovação do benefício com base apenas na avaliação da documentação médica.
 

A convocação de um segurado para perícia presencial, em detrimento da concessão com base nos critérios objetivos respondidos pelo laudo médico entregue até 31 de dezembro deste ano, pode tornar a discussão judicial mais fácil, se comparado com os pedidos feitos a partir do próximo ano, segundo Saraiva.
 

Colaborou Cristiane Gercina

Bolsonaro diz que vai destinar R$ 200 milhões à Bahia, mas só no ano que vem

  • Bahia Notícias
  • 28 Dez 2021
  • 14:01h

Foto: Grupamento Aéreo da PM-BA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que vai destinar R$ 200 milhões para a Bahia por meio de medida provisória (MP). O valor será usado para o auxílio aos municípios atingidos pelas fortes chuvas no estado, porém só será enviado em 2022.

“Devemos agora, no início do ano que vem, assinar uma medida provisória com crédito suplementar de R$ 200 milhões para atender o pessoal. Vamos fazer tudo o que for possível por nossos irmãos na Bahia”, disse o presidente em entrevista nesta segunda-feira (27), após chegar a São Francisco do Sul (SC), onde passará as férias com a família.

Na ocasião, Bolsonaro lembrou que o Governo Federal já havia liberado o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade para as vítimas das enchentes.

SUGESTÃO DE ALIADOS

Aliados do presidente sugeriram que ele adiasse as férias e voltasse a visitar as regiões atingidas pelas chuvas na Bahia. Na visão de um deles, ouvido pelo G1, a presença de Bolsonaro seria “uma questão de solidariedade’, por conta da gravidade da situação (veja mais aqui).

No início de dezembro ele esteve em alguns municípios baianos castigados pelas águas. Na ocasião, ele foi criticado por adotar um tom político a visita e por não ter anunciado nenhuma ação efetiva de auxílio às vítimas das enchentes (lembre aqui).