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Bolsonaro acumula casos sob suspeita de corrupção

  • por Ranier Bragon e Fabio Serapião | Folhapress
  • 16 Abr 2022
  • 12:18h

Foto: Gustavo Moreno / Metrópoles

Jair Bolsonaro (PL), familiares e o seu governo acumulam uma série de casos de suspeita de corrupção, além de colecionarem ações no sentido de barrar investigações e esvaziar instituições de fiscalização e controle.
 

Veja abaixo uma lista de episódios envolvendo o presidente da República e pessoas próximas a ele.
 

AS SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO SOB BOLSONARO

Funcionários fantasmas e rachadinhas nos gabinetes da família

O caso: Embora seja de período anterior à sua chegada à Presidência, há diversos relatos, investigações e documentos que levantam a suspeita de que Jair Bolsonaro e dois de seus filhos parlamentares, Flávio e Carlos, tenham mantido por anos funcionários fantasmas e esquema de "rachadinha" (apropriação de parte dos salários de servidores) em seus gabinetes. Em março, o Ministério Público do DF apresentou à Justiça uma ação pedindo a condenação do presidente por improbidade administrativa no caso Wal do Açaí, revelado em reportagem da Folha de S.Paulo de 2018. Outras reportagens da Folha e de outros órgãos de comunicação como as revistas Época e Veja e o jornal O Globo também mostraram fortes indicativos de funcionários fantasmas e rachadinhas nos gabinetes da família.

O que Bolsonaro disse e fez? Os Bolsonaros sempre negaram irregularidades, mas quase nunca responderam de forma direta às evidências dos supostos esquemas. Flávio e a família trabalharam também para barrar as investigações sobre o esquema das rachadinhas.

O caso Queiroz e o cheque na conta da primeira-dama
 

O caso: Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de S. Paulo revelou documento do Coaf apontando movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio, além do depósito de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
 

O que Bolsonaro disse e fez? A família Bolsonaro e Queiroz sempre deram evasivas ou afirmações desencontradas para tentar explicar a história, cujas idas e vindas incluíram a prisão de Queiroz quando ele se escondia na casa do advogado dos Bolsonaros Frederick Wassef, além da versão de Queiroz de que o dinheiro era proveniente da compra e venda de carros. Michelle nunca se manifestou sobre o caso. Bolsonaro disse que o cheque era parte do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil com Queiroz, embora nunca tenha mostrado documentos ou extratos bancários comprovando isso. Quebra de sigilo revelada pela revista Crusoé mostrou que os depósitos de Queiroz na conta da primeira-dama somaram R$ 89 mil.
 


 

A multiplicação do patrimônio na política
 

O caso: Em 2018, ainda na pré-campanha, a Folha de S.Paulo mostrou que Bolsonaro e seus três filhos que têm mandato parlamentar apresentaram uma expressiva evolução patrimonial atuando quase que exclusivamente na política, com um total de 13 imóveis que somavam R$ 15 milhões em preço de mercado, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro. Em 2021, Flávio comprou uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente e seus filhos sempre se recusaram a dar explicações sobre como reuniram esse patrimônio apenas com o salário parlamentar.
 


 

As candidaturas laranja
 

O caso: Conforme revelado em reportagens da Folha de S.Paulo, o PSL —partido pelo qual Bolsonaro se elegeu e hoje se chama União Brasil (após fusão com o DEM)— promoveu esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas laranjas (simulação do lançamento de mulheres na disputa, apenas com o objetivo de desviar verba da cota de gênero para outros fins), nas eleições de 2018.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente manteve por quase dois anos em sua equipe o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), que foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público em decorrência do caso.
 


 

Chefe da Secom recebia dinheiro de emissoras e agências contratadas pelo governo
 

O caso: O então chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, recebia por meio de uma empresa da qual era sócio dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. A PF abriu inquérito em janeiro de 2020 após reportagem da Folha de S.Paulo revelar o caso, mas não há notícia de conclusão.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Pouco depois de o caso vir à tona, disse que Wajngarten não era criminoso e seguia firme no cargo. No mês seguinte, demitiu o chefe da Secom.
 


 

Obras suspeitas e sem licitação no Ministério da Saúde, no Rio
 

O caso: reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que militares tentaram fazer na Superintendência do Ministério da Saúde no Rio obras de reforma sem licitação, firmadas com empresas suspeitas. Usaram a pandemia como justificativa para a dispensa de licitação. A AGU barrou os contratos e o coronel da reserva George George Divério perdeu o cargo de superintendente do Ministério no Rio.
 

O que Bolsonaro disse e fez: não se manifestou
 


 

Ministério do Meio Ambiente e madeireiras suspeitas
 

O caso: Ricardo Salles pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em junho de 2021, um mês após ser alvo de operação da Polícia Federal nas investigações sobre madeireiras suspeitas de contrabando no Pará.
 

O que Bolsonaro disse: reagiu à operação da PF dizendo que Salles era um ministro excepcional e que era vítima de setores aparelhados do Ministério Público.
 


 

Importação da vacina Covaxin para a Covid-19
 

O caso: Bolsonaro não adotou nenhuma providência comprovada após receber em março de 2020 relato do deputado federal Luis Miranda (União Brasil-DF) de corrupção envolvendo a importação da vacina indiana Covaxin. Inquérito policial foi instaurado mais de um ano depois, em meados de 2021, somente após as suspeitas virem à tona durante a CPI da Covid. Em depoimento ao Ministério Público revelado pela Folha de S.Paulo, o servidor da área técnica do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado, relatou ter sofrido pressão atípica para tentar garantir a importação da vacina. O Ministério da Saúde suspendeu o contrato para obtenção de 20 milhões de doses da vacina, ao preço de R$ 1,61 bilhão.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Ele disse ter repassado a denúncia de Miranda ao ministério, mas nunca apresentou comprovação disso. A investigação só foi aberta por pressão da ministra do STF Rosa Weber sobre a Procuradoria-Geral da República, que na gestão de Augusto Aras tem adotado uma linha amistosa em relação a Bolsonaro. Em março deste ano, Rosa negou pedido de Aras de arquivamento do inquérito e determinou que a investigação prossiga.
 


 

Compra de outras vacinas contra a Covid-19
 

O caso: Houve vários episódios nebulosos no processo de aquisição, pelo governo brasileiro, de vacinas contra a Covid. Em caso revelado pela Folha de S.Paulo, o cabo da PM e lobista Luiz Paulo Dominghetti acusou o então diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias de cobrar US$ 1 de propina por dose da vacina AstraZeneca. Roberto Ferreira Dias foi exonerado no mesmo dia e hoje processa Dominghetti por crimes contra a honra. Em outro episódio, também revelado pela Folha de S.Paulo, o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac oferecidas por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan. Em outro caso, documento da área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) obtido pela Folha aponta "indícios robustos" de fraude em licitações por parte da empresa que forneceu ao Exército o insumo necessário à produção de cloroquina, em 26 licitações feitas entre 2018 e 2021.
 

O que Bolsonaro disse e fez? O governo sempre adotou o discurso de que não houve corrupção afirmando que as negociações sob suspeita não foram adiante.
 


 

Suspeitas contra os líderes do governo na Câmara e no Senado
 

O caso: Tanto Ricardo Barros (PP-PR), na Câmara, como Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), no Senado, foram objetos de suspeitas. Em setembro de 2021, a Polícia Federal fez operação que mirou funcionários do Ministério da Saúde e a empresa Global na gestão de Barros (2016-2018). A suspeita era de fraudes na aquisição de medicamentos de alto custo. Em outro episódio, o deputado Luiz Miranda (União Brasil-DF) afirmou que, na conversa em que relatou a Bolsonaro as suspeitas de corrupção na aquisição da Covaxin, o presidente disse a ele que isso "era coisa do Ricardo Barros". Fernando Bezerra, que deixou a liderança do governo em dezembro, foi indiciado pela PF em junho de 2021 por suspeita de receber propina em troca de obras no Ministério da Integração, comandado por ele no governo de Dilma Rousseff (PT). A PGR, comandada por Augusto Aras, pediu o arquivamento, mas o STF enviou o inquérito para a Justiça de Pernambuco. A Folha de S.Paulo também mostrou que emendas do senado viraram moeda de troca política e financiaram obras de má qualidade em seu reduto eleitoral.
 

O que Bolsonaro disse e fez? No caso de Barros, o presidente jamais negou a conversa com Miranda nem o seu relato. Afirmou ainda que não tem com saber o que acontece em seus ministérios. Sobre Bezerra, não se manifestou.
 


 

Emendas sem transparência
 

O caso: A prática de direcionamento de verbas pelas chamadas emendas de relator, em relação às quais há baixíssima transparência, ganhou fôlego de bilhões no governo Bolsonaro. Essas emendas, sobre as quais inicialmente reportagens do jornal O Estado de S. Paulo jogaram luz, alimentam redutos dos parlamentares e não obedecem a quase nenhum critério técnico ou de políticas públicas.
 

O que Bolsonaro disse e fez? "Ajuda a acalmar o Parlamento. O que eles querem, no final das contas, é mandar recursos para a sua cidade", afirmou em 11 de abril.
 


 

A aliança com o centrão e a blindagem a processos de impeachment
 

O caso: Apesar de sempre ter integrado partidos desse grupo, Bolsonaro conseguiu emplacar na campanha de 2018 o discurso de que representava a luta contra tudo o que há de pior na política, em especial o centrão. No poder, logo se aliou ao grupo, o que lhe permitiu se ver livre da ameaça dos mais de cem pedidos de impeachment que hoje estão na gaveta do presidente da Câmara e líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL). Em troca dessa blindagem e da sustentação no Congresso, o centrão avançou sobre ministérios e diversas áreas do governo, entre elas o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a Codevasf, além de controlar a distribuição de R$ 16,5 bilhões das emendas de relator.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente mudou completamente o discurso sobre o centrão e, inclusive, se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto, com quem agora divide o palanque eleitoral.
 


 

Dinheiro na cueca e maços de dinheiro supostamente desviados da saúde
 

O caso: em dois episódios rumorosos, a PF apreendeu em outubro de 2020 dinheiro escondido nas nádegas do então vice-lider do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (RR). A suspeita era de desvio de dinheiro do combate à Covid. Em dezembro de 2021, a PF flagrou o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), do partido de Bolsonaro, manuseando uma grande quantidade de maços de dinheiro. Ele é suspeito de desviar recursos da Saúde viabilizados por meio de emendas parlamentares.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Disse, no caso de Chico Rodrigues, que a operação é uma prova que seu governo combate a corrupção. Sobre Maranhãozinho, não se manifestou.
 


 

O balcão de negócios do MEC
 

O caso: Sete dias após a Folha de S.Paulo publicar áudio em que Milton Ribeiro disse que privilegiava pastor evangélico a pedido de Bolsonaro, o ministro da Educação perdeu o cargo, em 28 de março. O balcão de negócios no MEC, cuja existência foi revelada inicialmente pelo jornal o Estado de S. Paulo, era operado por dois pastores evangélicos sem qualquer vínculo formal com a pasta e que participaram de 35 reuniões no Palácio do Planalto. De acordo com prefeitos, um deles chegou a cobrar propina em barra de ouro.
 

O que Bolsonaro disse e fez? O presidente disse que botava a cara no fogo por seu ministro. Quatro dias depois, foi publicada a exoneração de Milton Ribeiro.
 


 

O kit de robótica com ágio de 420%
 

O caso: Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o governo enviou verba a prefeituras para compra de kit de robótica para escolas com gravíssimos problemas de infraestrutura, como falta de sala de aula, de computadores, internet e até de água encanada. A empresa que intermediou o negócio é de um aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que controla a distribuição das verbas usadas na compra dos kits. Em nova reportagem, A Folha mostrou que os kits foram vendidos às prefeituras com ágio de 420%.
 

O que Bolsonaro disse e fez? "Vai botar a culpa em mim? Não tenho nada a ver com isso", disse, apesar dos recursos serem do governo federal.
 


 

Empreiteira campeã de recursos na Codevasf ganhou licitações usando empresa de fachada
 

O caso: A Folha de S.Paulo mostrou que a empreiteira Engefort, que lidera contratos recentes da estatal federal Codevasf para pavimentação, ganhou diferentes licitações nas quais participou sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada registrada em nome do irmão de seus sócios. O governo já reservou cerca de R$ 620 milhões do orçamento para pagamentos à empresa, sendo que R$ 84,6 milhões já foram desembolsados. A gestão Bolsonaro passou ainda a usar em larga escala uma manobra licitatória —em especial na Codevasf, sob controle do centrão— para dar vazão aos recursos, deixando em segundo plano o planejamento, a qualidade e a fiscalização, e abrindo margem para serviços precários e corrupção.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou
 


 

Compra de ônibus escolares sob suspeita de superfaturamento
 

O caso: O Tribunal de Contas da União suspendeu no dia 5 a homologação de um pregão eletrônico para a compra de até 3.850 ônibus escolares para avaliar a suspeita de sobrepreço. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que o processo ignorou alertas de superfaturamento de técnicos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação) e da CGU (Controladoria-Geral da União).
 

O que Bolsonaro disse e fez? Cobrou a realização da licitação. "Veja o que vai acontecer, para ver o preço de cada ônibus. Esperar acontecer para a gente comentar sobre isso daí"
 


 

Jair Renan e a suspeita de tráfico de influência
 

O caso: Polícia Federal apura suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro na doação de um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil por empresas do Espírito Santo a um projeto parceiro da empresa de Jair Renan, a Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia. O empresário que fez a doação ao filho "04" foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Disse que Jair Renan vive com a mãe (uma de suas ex-mulheres), está longe dele "há muito tempo" e que não sabe se o filho está certo ou errado nesse caso.
 


 

Ciro Nogueira indiciado por corrupção
 

O caso: A PF afirmou neste mês que o ministro da Casa Civil de Bolsonaro cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido propina da JBS para que o PP apoiasse a reeleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou.
 


 

Contratos com ONGs de prateleira

O caso: O governo Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de R$ 6,2 milhões a duas ONGs até então inativas e recém-assumidas pelo ex-jogador Emerson Sheik e por Daniel Alves, lateral-direito da seleção brasileira de futebol. Após a publicação da reportagem pela Folha de S.Paulo, o Ministério da Cidadania disse que Sheik desistiu do convênio.

 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou ?
 

AÇÕES CONTRA INVESTIGAÇÕES E ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

Augusto Aras, o PGR "excepcional"

Em uma atitude inédita, Bolsonaro ignorou a lista tríplice eleita pela ANPR (Associação Nacional de Procuradores da República) e escolheu em setembro de 2019 Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República. O presidente nunca escondeu que buscava um aliado para a chefia do Ministério Público Federal, que tem como uma de suas principais atribuições investigar e denunciar políticos com foro, incluindo o presidente da República.

 

No dia da escolha, Bolsonaro chegou a dizer que estava fazendo "um bom casamento". Meses depois, chamou a conduta de Aras de "excepcional". O atual procurador-geral tem sido um dos principais responsáveis por barrar investigações e processos contra Bolsonaro e integrantes do governo.

'Acabei com a Lava Jato'

Mesmo surfando desde a eleição no discurso anticorrupção, Bolsonaro e Aras trabalharam para sepultar a Força Tarefa da Lava Jato de Curitiba, responsável pelo maior abalo ao mundo político nos últimos anos. "É um orgulho, uma satisfação que eu tenho dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo", disse Bolsonaro em outubro de 2020.

 

Meses depois, em fevereiro de 2021, Aras dissolveu formalmente o grupo, que já estava completamente esvaziado diante da pressão política e da chefia do Ministério Público, de decisões contrárias do STF e do vazamento de mensagens que mostraram um conluio entre os procuradores e o juiz Sergio Moro.

Trocas na Polícia Federal

Bolsonaro fez diversas mudanças na estrutura da Polícia Federal após reunião ministerial em abril de 2020 que —soube-se depois, quando o Supremo Tribunal Federal determinou a publicação do vídeo—? deixou claro que iria interferir na Polícia Federal e não iria esperar "f." alguém de sua família para poder tomar providências.

 

Em menos de quatro anos de mandato, Bolsonaro já trocou quatro vezes o diretor-geral da corporação. Maurício Valeixo foi substituído após demissão de Sergio Moro. Seu substituto, Rolando de Souza, foi trocado novamente por Paulo Maiurino. Este último deixou o cargo com menos de 10 meses no comando e deu lugar a Márcio Nunes.
 

A primeira troca de comando, após as acusações de interferência feitas por Moro, resultou em um inquérito. O caso foi arquivado em março e PF concluiu não ter havido interferência.

Pacote anticrime desfigurado

No final de 2019, Bolsonaro sancionou o chamado "pacote Anticrime" de Sergio Moro (Justiça) nos moldes aprovados pelo Congresso, que alterou praticamente toda a proposta elaborada pelo então ministro e incluiu vários pontos para esvaziar a Lava Jato.

Afrouxamento da Lei de Improbidade e de outras normas

O centrão aprovou e Bolsonaro sancionou em outubro de 2021 sem vetos lei que esvazia as regras de investigação contra improbidade administrativa, exigindo que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que haja crime. No mês anterior, havia sancionado lei que afrouxa a Lei de Inelegibilidades. Bolsonaro também editou em maio de 2020 medida provisória para proteger agentes públicos de responsabilização por atos tomados durante a crise do novo coronavírus.

 

Flávio Bolsonaro e a cruzada contra as investigações da "rachadinha"

Flávio Bolsonaro acionou a estrutura do governo do pai para tentar reunir elementos que lhe permitissem barrar as investigações do caso das rachadinhas. Entre outros órgãos, a Folha de S.Paulo mostrou que servidores da Receita Federal foram mobilizados por quatro meses para investigar colegas do órgão que, supostamente, teriam municiado investigadores com dados fiscais de Flávio e de familiares.

Em novembro de 2021, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou as todas as decisões tomadas pela primeira instância da Justiça do Rio no caso das "rachadinhas". O argumento principal foi o de foro privilegiado, recurso que sempre foi execrado pela família Bolsonaro —até o caso de Flávio.

Sigilo de visitas ao Planalto de pastores do 'balcão de negócios' do MEC

O governo colocou em sigilo a lista de vezes que pastores suspeitos de transformar o MEC em um balcão de negócios foram ao Palácio do Planalto. Bolsonaro chegou a ironizar um internauta que questionava se ele estaria querendo esconder alguma coisa. "Em 100 anos saberá."

Após a repercussão do caso, o governo recuou e liberou a lista nesta quinta-feira (14), mostrando que os pastores suspeitos frequentaram o Palácio do Planalto durante todo o governo Bolsonaro, em 35 ocasiões.

Controladoria-Geral da União

Órgão tem tido atuação bem menos incisiva do que em anos anteriores. Em agosto, por exemplo, recebeu denúncia sobre irregularidades envolvendo pastores e a liberação de verbas do MEC, mas só encaminhou as suspeitas à PF após o caso ser noticiado pela imprensa.

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Kezinha Produções promoverá Show da Alegria Especial de Páscoa neste domingo (17)

  • 16 Abr 2022
  • 11:21h

Foto: Divulgação

Para celebrar a Páscoa, a Equipe de Animação Kezinha Produções, com apoio do comércio e da mídia local, vai promover o “Show da Alegria Especial de Páscoa” amanhã, dia 17 de abril, às 18h, na Praça Coronel Zeca Leite, em Brumado. Será uma noite inesquecível e cheia de brincadeiras e alegria. O evento terá o show do Bita, a participação do Coelhinho Tedy, além de brincadeiras e sorteios de brindes. Leve toda a sua família para se divertir e celebrar essa data tão especial. O evento é aberto ao público. 

Bahia: Polícia investiga morte de bebê; mãe diz que ele caiu da cama e quebrou pescoço

  • g1 BA e TV Santa Cruz
  • 16 Abr 2022
  • 09:51h

(Reprodução/Amurc)

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê de cinco meses, identificado como João Miguel da Silva Tavares, em uma fazenda, na tarde desta sexta-feira (15), na zona rural de Buerarema, no sul da Bahia.

Segundo informações da mãe do bebê, ela dormia com o filho na cama quando ele caiu e quebrou o pescoço. Ainda segundo a mulher, ela levou o corpo do bebê para o antigo prédio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP), em Buerarema, e a unidade fez contato com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna.

O corpo de João Tavares foi levado para o DPT, onde vai passar por necropsia, e deve ser liberado no sábado (16). A causa da morte dele ainda não foi divulgada.

Bolsonaro chama acordo entre TSE e WhatsApp de 'censura' e diz que, para ele, medida 'não tem validade'

  • G1
  • 16 Abr 2022
  • 08:26h

Foto: Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (15) durante evento com apoiadores em Americana (SP) que o acordo entre o aplicativo de mensagens WhatsApp e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representa "censura" e que, para ele, "não tem validade".

Em fevereiro, o WhastApp e outras redes sociais firmaram um acordo com o TSE prevendo a adoção de medidas de combate a fake news nas eleições. Nesta quinta (14), o WhatsApp anunciou a permissão para envio de mensagens a milhares de pessoas, mas acrescentou que, no Brasil, a ferramenta só será liberada após o período eleitoral, o que segundo a empresa, reforça o acordo de fevereiro.

Ao anunciar a decisão, o WhatsApp informou que a medida é uma "cautela" para "não haver nenhum ruído em um ano de eleição". Nesta sexta, o WhatsApp informou que não comentará a declaração de Bolsonaro. O g1 procurou a assessoria do TSE e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

"Adianto para vocês: o que eu tomei conhecimento nesta manhã é simplesmente algo inaceitável, inadmissível e inconcebível. O WhatsApp passa a ter uma nova política para o mundo, mas uma especial, restritiva para o Brasil. Isso após um acordo com três ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Cerceamento, censura, discriminação. Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês nem por lei, quem dirá por acordo com o TSE. Esse acordo não tem validade, e nós sabemos como proceder", afirmou Bolsonaro em Americana (SP).

Ainda nesta sexta, durante uma transmissão ao vivo em uma rede social, Bolsonaro acrescentou: "Já adianto: isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que, porventura, eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento."

O WhatsApp também já adotou políticas específicas em ano eleitoral em outros países, entre os quais Estados Unidos e Índia.

Durante as eleições norte-americanas, por exemplo, os usuários da plataforma puderam enviar mensagens para checar informações.

Em 2019, uma ferramenta de checagem de fatos também foi implantada pelo aplicativo na Índia. A atualização ocorreu em meio a críticas que o aplicativo sofria sobre utilização da plataforma para disseminar desinformação.

Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões neste sábado

  • G1
  • 16 Abr 2022
  • 07:10h

Foto: Marcelo Brandt/G1

O concurso 2.472 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h deste sábado (16) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet até 19h.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Ponte que dá acesso à praias frequentadas por celebridades é incendiada no sul da BA

  • TV Santa Cruz
  • 15 Abr 2022
  • 17:08h

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Porto Seguro

A ponte que dá acesso ao distrito de Caraíva e à Praia do Espelho, destinos turísticos frequentados por celebridades em Porto Seguro, no sul da Bahia, foi incendiada por vândalos na noite de quinta-feira (14). O fogo provocou interdição na ponte e obriga veículos pesados a fazerem um desvio de mais de 150 km.

O local é conhecido como Reta dos Búfalos, caminho mais rápido para chegar às regiões turísticas. O fogo foi controlado e o acesso carros de passeio foi liberado durante a manhã desta sexta (15).

Por causa dos danos causados na ponte, os veículos maiores precisam tomar uma rota pela BR-101, pelas cidades de Eunápolis, Itabela e o povoado de Monte Pascoal.

Não há informações sobre a autoria e motivação do incêndio. Nenhum suspeito foi identificado.

Governo da BA anuncia realização de concursos públicos para universidades estaduais

  • g1 BA e TV Sudoeste
  • 15 Abr 2022
  • 15:35h

Foto: Divulgação/Uneb

O Governo do estado publicou nesta sexta-feira (15), no Diário Oficial do Estado (DOE), a autorização para a realização de concursos públicos para professores para as quatro universidades estaduais da Bahia.

De acordo com a publicação, serão oferecidas vagas para as classes de professores auxiliares e assistentes, com regimes de 20 e 40 horas, distribuídas entre a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

O anúncio do concurso foi feito pelo governador Rui Costa em suas redes sociais na noite de quinta-feira (15). 

  “Nesta quinta, assinei autorização para a realização de concurso público para professores para as quatro universidades estaduais da Bahia. São 286 vagas. Vai contribuir com o crescimento das instituições e reforça as bases da educação de qualidade com ensino, pesquisa e extensão", escreveu.

Serão ofertadas 286 vagas divididas em 161 para professor auxiliar e 125 para assistente. Desse total, a maioria das vagas – 134 professores auxiliares – será direcionada para a Uneb; para a Uesb estão previstos 89 profissionais, sendo 21 professores auxiliares e 68 assistentes; a Uesc irá contar com 49 professores novos, sendo quatro auxiliares e 45 assistentes. As 14 vagas para docentes da Uefs serão divididas em duas para professor auxiliar e 12 para assistente.

Além do concurso, o governo do estado anunciou que estão sendo preparadas convocações para 47 professores aprovados no concurso realizado em 2018 para Uesc e Uefs. Deste total, são 15 auxiliares e 32 assistentes. 

Brasil defenderá diálogo com Putin no G20, após Rússia pedir apoio em carta

  • por Fabrício de Castro | Folhapress
  • 15 Abr 2022
  • 14:23h

Foto: Alan Santos / PR

O Ministério da Economia vai defender uma posição de diálogo com a Rússia nas discussões do G20 (grupo das 20 maiores economias globais), do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. A postura será adotada pelo ministro Paulo Guedes nas reuniões das três organizações que acontecerão na próxima semana, em Washington, nos Estados Unidos. Guedes embarca para lá no domingo (17).
A Rússia tem sofrido sanções de diversos países após ter invadido a Ucrânia e começado uma guerra no país.

Em carta enviada a Guedes nesta semana, o país pediu apoio do Brasil para evitar acusações políticas e supostas tentativas de discriminação em organismos multilaterais. A carta chegou justamente na semana que antecede os encontros do G20, do FMI e do Banco Mundial.

De acordo com o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes, o entendimento no ministério é de que as "pontes" construídas entre os países na área econômica não podem ser destruídas. A visão é de que seria preciso evitar "atitudes emocionais" no atual momento.

"Romper canais de comunicação, a gente vê como uma maneira de você não ter como discutir o problema e buscar as soluções. Independentemente de quem seja, queremos que canais de comunicação estejam funcionando", afirmou.

Desde o início das hostilidades no leste europeu, o governo brasileiro tem evitado confrontar o governo de Moscou. O presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou o presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro, pouco antes do início da guerra. Na ocasião, sem citar a Ucrânia, Bolsonaro afirmou ser "solidário à Rússia".

No Brasil, com o conflito já em andamento, Bolsonaro defendeu uma posição neutra em relação à Rússia. Ao mesmo tempo, o Itamaraty apoiou, no início de março, resolução contra a Rússia na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Mais recentemente, em votação que decidiu pela suspensão da Rússia do CDH (Conselho de Direitos Humanos) das Nações Unidas, o Brasil optou por se abster.

Guedes estará em Washington entre 17 e 23 de abril, para reuniões do G20, do FMI e do Banco Mundial. Ele e outros membros do ministério também se encontrarão com investidores e terão encontros bilaterais com representantes de outros países.

Nesse período, mesmo que a guerra entre Rússia e Ucrânia permeie as conversas, a equipe econômica diz que não tratará especificamente das sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos e por países europeus.

A avaliação é de que Guedes não deve entrar no assunto, que seria da alçada da política internacional, sob responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores.

Em Washington, o ministério prevê discussões sobre o problema das cadeias globais de transporte e do custo dos fertilizantes, em função da guerra.

Haverá ainda debates sobre os efeitos econômicos da pandemia, o custo da energia e a segurança alimentar nos países. No Banco Mundial, um dos temas será a dívida pública nos países.

Guedes tentará posicionar o Brasil como uma "solução" e um "porto seguro" para investidores. O discurso é de que o país fez o "dever de casa" das reformas e, por isso, se tornou mais resistente a turbulências, como a atual.

A defesa do Brasil como um porto seguro para investimentos vem sendo feita pela equipe econômica desde o início da guerra. A intenção é mostrar que o Brasil estaria preparado para receber eventuais fluxos de recursos que, antes, estavam aplicados em outras regiões, inclusive na Rússia.

Os dados do Banco Central mostram que em 2021, apesar da pandemia do novo coronavírus, o Brasil recebeu US$ 46,4 bilhões em IDP (Investimento Direto no País) — investimentos considerados produtivos, feitos em novas fábricas ou em empresas já em funcionamento. A cifra, no entanto, ainda está abaixo do verificado antes da pandemia: em 2019, foram US$ 69,2 bilhões.

O Ministério da Economia também vai defender nos encontros em Washington que o Brasil é a solução para a segurança alimentar dos países.

Segundo o ministério, o país, que já é um grande fornecedor de alimentos para o mundo, pode se tornar ainda mais importante na área neste momento de turbulência global.

A guerra entre Rússia e Ucrânia tem elevado os preços de commodities exportadas pelo Brasil, como soja e milho. Neste aspecto, a balança comercial brasileira tem se beneficiado das cotações mais altas.

O problema é que, por outro lado, estes produtos também são consumidos no mercado interno. Isso se reflete em preços mais elevados nos supermercados.

Os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, nos 12 meses até março, o óleo de soja subiu 23,75% no mercado interno, o milho em grão teve alta de 23,36% e o frango inteiro (muito dependente do preço do milho) ficou 16,11% mais caro.

Polícia desmonta sistema de monitoramento usado por suspeitos de tráfico em Conquista

  • Bahia Notícias
  • 15 Abr 2022
  • 12:18h

Foto: Divulgação / Ascom PC

A Polícia Civil da Bahia desmontou, nesta quinta-feira (14) em Vitória da Conquista, um sistema de monitoramento por meio de câmeras de vigilância que era utilizado por suspeitos de tráfico de drogas. O esquema fazia imagens de ruas próximas a um imóvel que, segundo os policiais, era utilizado como ponto de venda de entorpecentes no bairro Cruzeiro. Um casal foi preso.

A Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Conquista cumpriu um mandado de busca e apreensão no local. Cinco câmeras de vigilância, um monitor, centenas de porções de cocaína e crack embalados para comercialização, balança de precisão, caderno com anotações da contabilidade do tráfico, além de quantias em dinheiro foram apreendidos no imóvel.

De acordo com o titular da DTE/Conquista, delegado Neuberto Costa, o esquema de monitoramento tinha a finalidade de prevenir os suspeitos. “Eles utilizavam estes equipamentos para não serem surpreendidos pela polícia e rivais. Com esta ação, o fluxo do tráfico nesta região será quebrado”, afirmou.

O casal foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ambos passaram por exames de lesões corporais e em seguida foram encaminhados para uma unidade do sistema prisional, onde ficarão à disposição do Poder Judiciário. A droga e os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.294 para 2023, sem aumento acima da inflação

  • G1
  • 15 Abr 2022
  • 09:46h

Foto: Reprodução / FDR

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.294 para 2023, segundo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem. O documento está sendo encaminhado nesta quinta-feira (14) ao Legislativo, último dia do prazo legal.

O valor é R$ 82 maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.212, e representa uma alta de 6,70% — que é a previsão do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, feita no mês de março.

O número divulgado mostra que o governo pretende apenas repor a perda da inflação do período, sem valorização real do salário mínimo — ou seja, acima da variação dos preços (veja detalhes abaixo nessa reportagem).

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 56,7 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24,2 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)..

A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as bases para a aprovação do orçamento do ano seguinte e, por isso, traz previsões dos principais indicadores econômicos.

Entretanto, se a inflação verificada no acumulado de 2022 for diferente do estimado, o governo terá de rever o valor da proposta de salário mínimo no fim do ano. A Constituição define que o aumento não pode ser inferior à inflação.

Para os anos seguintes, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.337 em 2024 e de R$ 1.378 em 2025. Esses valores são apenas uma referência, e também podem ser alterados posteriormente.

Alckmin diz que Lula é 'maior líder popular do Brasil' em evento sindical

  • G1
  • 15 Abr 2022
  • 07:21h

Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Indicado para ser vice-presidente na chapa do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) elogiou o líder petista nesta quinta-feira (14) diante de uma plateia de representantes sindicais na Casa de Portugal, região central de São Paulo.

O ex-governador classificou o encontro como uma "reunião histórica com as mais importantes centrais sindicais" do país e declarou que a luta sindical criou o maior líder popular do país.

"A luta de vocês, a luta sindical, deu ao Brasil o maior líder popular deste país: Lula. Viva, Lula! Viva os trabalhadores do Brasil!", declarou Alckmin.

Elon Musk oferece R$ 200 bilhões para comprar o Twitter

  • G1
  • 14 Abr 2022
  • 20:15h

Foto: Reuters via BBC Brasil

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (14) uma nova ferramenta de comunidades. A novidade permite agregar diferentes grupos em um espaço compartilhado, com potencial de enviar avisos para milhares de pessoas ao mesmo tempo. O WhatsApp comunidades será testado globalmente, mas só deve chegar ao Brasil depois eleições de 2022, segundo a companhia.

O bilionário Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, fez uma proposta para adquirir o Twitter por mais de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 197 bilhões), segundo um documento regulatório da rede social.

Musk, o homem mais rico do mundo, ofereceu ao Twitter US$ 54,20 (R$ 255) por ação do grupo. O valor é 38% mais alto que o preço da ação da rede social até 1º de abril. A empresa informou que fará uma reunião com todos os seus funcionários nesta tarde para debater a proposta.

O magnata havia informado no início de abril que comprou uma participação de 9,2% da rede social em uma operação efetivada em março. Após a compra, no entanto, ele rejeitou fazer parte do conselho de administração do Twitter.

Na rede social, Elon Musk publicou: "Eu fiz uma oferta". Junto à publicação, há um link para a carta que enviou à companhia. No documento, ele afirmou que, caso a oferta não seja aceita, "reconsiderará" sua posição de acionista.

"Desde que fiz meu investimento, me dei conta de que a companhia não vai nem prosperar nem atender a esse imperativo social em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa privada", escreveu em carta endereçada ao presidente do conselho da rede, Bret Taylor. "Esta é minha melhor oferta e a oferta final".

O Twitter, segundo revelou uma fonte à agência de notícias Reuters, será aconselhado pelos bancos de investimentos Goldman Sachs & Co e pelo escritório de advocacia dos Estados Unidos Wilson Sonsini Goodrich & Rosati para tomar uma decisão sobre a proposta.

Logo após o anúncio da intenção de compra da rede social por Elon Musk, as ações da companhia subiram 12%. Já as da Tesla caíram 1%.

Na terça-feira (12), ex-acionistas do Twitter processaram Elon Musk por ter demorado a divulgar oficialmente a compra de ações na rede social. Eles alegam que foram prejudicados com o atraso porque venderam ações antes da valorização causada pelo anúncio da participação de Musk.

WhatsApp terá grupos com milhares de pessoas, mas só depois da eleição

  • G1
  • 14 Abr 2022
  • 18:52h

Foto: Reuters

Em fevereiro, o aplicativo fechou um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral(TSE) para combater a desinformação durante o processo eleitoral de 2022. Na ocasião, o CEO do WhatsApp, Will Carhcart, se comprometeu a não implementar nenhuma mudança significativa de produto no Brasil antes das eleições.

Dario Durigan, gerente de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, acredita que decisão de adiar a estreia do recurso no país reforça essa aliança do app com o TSE.

    “É uma medida de cautela para não haver nenhum ruído em um ano de eleição, um ano complicado”, explica Durigan.

Atualmente, um grupo no WhatsApp pode ter até 256 membros — diferentemente do Telegram, principal concorrente do aplicativo, que permite grupos com milhares de usuários.

O WhatsApp explica que o foco da ferramenta de comunidades é atender pequenos grupos com o mesmo interesse, como escolas, membros de congregações religiosa, moradores de um mesmo condomínio ou até mesmo empresas.

O aplicativo também vai dar mais poder para os administradores, que poderão enviar avisos a todos os participantes da comunidade e controlar quais grupos e usuários podem ser adicionados.

Vale-gás de abril vai ser de R$ 51, diz governo; pagamentos começam nesta quinta

  • G1
  • 14 Abr 2022
  • 17:33h

Foto: Reprodução TV Grande Rio

O Ministério da Cidadania anunciou nesta quinta-feira (14) que o valor do auxílio gás será de R$ 51 em abril. O valor é R$ 1 menor que o de fevereiro. O benefício será pago para 5,39 milhões de famílias, no valor total de R$ 275 milhões.

Questionado pelo g1 sobre a razão da diminuição do valor, o Ministério da Cidadania informou que o valor do benefício é de no mínimo 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg nos seis meses anteriores.

Levantamento do g1 mostra que o valor do auxílio gás de R$ 51 equivale à metade do preço médio do botijão de gás apenas no estado do Rio de Janeiro.

Além disso, o número de famílias contempladas caiu: em fevereiro eram 5,58 milhões, queda de cerca de 190 mil beneficiários. Já o valor total destinado ao pagamento teve redução de R$ 4 milhões (de R$ 279 milhões para R$ 275 milhões).

Pagamentos de abril começam hoje

Nesta quinta-feira (14), começa o pagamento de mais uma parcela do benefício. Os primeiros a receber são os beneficiários que possuem final de número de inscrição social (NIS) 1.

O benefício foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado para ajudar famílias de baixa renda a comprar o botijão de gás.

O pagamento do benefício é bimestral e o valor corresponde a 50% da média do preço do botijão de 13 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Neste ano, os pagamentos são feitos nos meses pares, nas mesmas datas das parcelas do Auxílio Brasil – que se baseiam no final de número de inscrição social (NIS).

Com isso, confira o calendário de pagamentos para o mês de abril, de acordo com o número final do NIS:

  • 1: 14/abril
  • 2: 18/abril
  • 3: 19/abril
  • 4: 20/abril
  • 5: 22/abril
  • 6: 25/abril
  • 7: 26/abril
  • 8: 27/abril
  • 9: 28/abril
  • 0: 29/abril

 

Conquista: Idosa tem os dois pés amputados após ser atropelada por ônibus

  • g1 BA e TV Sudoeste
  • 14 Abr 2022
  • 16:09h

Foto: Reprodução/TV Sudoeste

Uma idosa de 72 anos teve os dois pés amputados após ser atropelada por um ônibus do transporte público, quando atravessa a rua na rotatória das avenidas Olívia Flores e Luís Eduardo Magalhães, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.

O caso aconteceu na terça-feira (12). Teresinha Ferreira Porto estava acompanhada da irmã, Maria do Rosário Porto, que também foi atropelada pelo veículo. As duas foram socorridas e levadas para uma unidade médica.

Segundo o irmão das idosas, Eduardo Ferreira Porto, as irmãs estavam a caminho de casa no momento do acidente. Maria do Rosário já teve alta médica, mas Teresinha ainda segue internada.

O acidente aconteceu quando um dos ônibus parou na rotatória para dar passagem a outro que estava na avenida Olívia Flores. As idosas foram atropeladas pelo segundo veículo.;

Vespasiano Porto, sobrinho das idosas atropeladas, foi um dos primeiros a chegar no local do acidente e prestar ajuda às tias.

Para Vespasiano, o acidente foi tragédia anunciada. O homem reclama que a rotatória já era para está com o semáforo funcionando. O fluxo de veículos é muito grande, o que dificulta a passagem do pedestre.

A família afirma que está abalada com a forma que o acidente aconteceu e com a falta de assistência.

A Prefeitura de Vitória da Conquista informou que o disse que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans) foram acionados e prestaram socorro às vítimas.

A Viação Rosa, empresa responsável pelo ônibus envolvido no acidente, afirmou que durante a ocorrência na rotatória, foi prestado os primeiros socorros às envolvidas. Disse ainda que o motorista acionou imediatamente uma equipe do Samu e seguiu a orientação e conduta operacional da concessionária para situações de emergência.

Ainda segundo a Viação Rosa, o caso foi devidamente registrado pela Polícia Militar. A empresa ainda informou que lamenta pelo ocorrido e que presta assistência para a família das idosas.