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Brumado: Projeto Xadrez na Praça acontecerá amanhã (21) na Praça da Prefeitura

  • 20 Mai 2022
  • 09:05h

O projeto Xadrez na Praça é uma iniciativa dos professores de xadrez Marcos Vinícius (Escola Clarice Morais), Iuri Chaves (CMEAS) e Amarílio Lima (ENSF), com o objetivo de divulgar o esporte e atrair mais jogadores.

A lista de benefícios para os praticantes é extensa e vai desde aumento da concentração e memória até prevenção de Alzheimer. O projeto é aberto ao público e conta com o apoio de comerciantes locais que cedem as mesas durante o evento. Neste fim de semana os jogos acontecerão no sábado a partir das 9h da manhã na praça da prefeitura, mas o horário está em fase experimental e poderá ser alterado para a tarde ou mesmo aos domingos em outros finais de semana.

China negocia compra de petróleo russo para aumentar reservas, diz agência

  • por Folhapress
  • 20 Mai 2022
  • 07:44h

Foto: Reprodução / Unsplash

A China está em negociações com a Rússia para a compra de petróleo, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pela agência de notícias Bloomberg. O objetivo de Pequim seria aumentar os seus estoques de reservas com petróleo russo barato.
 

De acordo com a publicação, as discussões entre os dois países ocorrem a nível governamental, com envolvimento limitado de empresas petrolíferas. O volume de petróleo negociado não foi informado e também não há garantia de que um acordo seja assinado.
 

Tanto a China quanto a Índia continuaram comprando os suprimentos da Rússia, mesmo depois de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e países do Ocidente, em retaliação à invasão promovida pelo Kremlin à Ucrânia em fevereiro.
 

Os membros da União Europeia estão negociando a imposição de um embargo ao petróleo russo por causa da invasão da Ucrânia, mas as conversações fracassaram esta semana por causa de um veto da Hungria, que depende fortemente das importações de petróleo russo.
 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou como "suicídio econômico" a política energética dos países da União Europeia em um momento em que o bloco debate embargos ao petróleo e gás.
 

"Este auto de fé econômico, este suicídio, é um assunto interno dos países europeus. Devemos agir de forma pragmática e com base em nossos próprios interesses econômicos", disse Putin durante uma reunião por teleconferência sobre a indústria petrolífera russa.
 

A Rússia está enfrentando um declínio na produção de petróleo não visto desde o colapso da União Soviética por causa das sanções ocidentais, que complicam muito a venda do petróleo russo em todo o mundo.

Facebook dará transparência a anúncios sobre racismo e armas 2 meses antes de eleição

  • por Patrícia Campos Mello e Renata Galf | Folhapress
  • 19 Mai 2022
  • 18:19h

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Anúncios eleitorais e políticos no Facebook passaram a estar sob mais escrutínio público no Brasil em 2018, quando a empresa lançou uma biblioteca online reunindo as propagandas com informações sobre valor investido e alcance, além dos rótulos "pago por" e "propaganda eleitoral".
 

Quase quatro anos depois, a empresa ampliou a medida, incluindo, além de política e eleições, temas sociais.
 

Com isso, a partir do final do próximo mês de junho, usuários de Facebook e Instagram que queiram impulsionar postagens sobre tais temas precisarão confirmar sua identidade e comprovar sua localização, que ficam então disponíveis na biblioteca.
 

A regra passará a valer a menos de dois meses do período em que se inicia a campanha eleitoral, em 16 de agosto.
 

Entre os temas que passarão a ter mais exigências no Brasil estão direitos civis e sociais, crime, armas, economia, educação, política ambiental, saúde, imigração, segurança e política externa, além de valores políticos e governança.

Um dos problemas na política de transparência, segundo pesquisadores, é entender os critérios para que um anúncio seja considerado político ou eleitoral pela empresa. Agora, tal dúvida se estenderá às publicações sobre temas sociais.
 

Nos Estados Unidos, o Facebook exige desde 2018 a transparência de anúncios sobre temas. Esses anúncios foram uma das principais armas da campanha de desinformação russa na eleição dos EUA de 2016.
 

Naquele ano, a Internet Research Agency, ligada ao Kremlin, comprou milhões de anúncios no Facebook e no Instagram sobre questões controversas como imigração, racismo, criminalidade e polícia.
 

Em muitos anúncios, os russos fingiam ser americanos. O objetivo era estimular divisão e causar instabilidade na sociedade americana.
 

Por exemplo, alguns anúncios convocavam para protestos contra a violência policial contra negros, e, outros, estimulavam a defesa de policiais. Em nenhum deles ficava claro quem estava pagando pelos anúncios e que público eles haviam alcançado.
 

Segundo a Meta, a empresa exige transparência sobre anúncios de temas sociais e políticos porque eles "podem influenciar opiniões públicas, o voto das pessoas e o resultado de uma eleição ou legislação".
 

Na época, a empresa fez um mea culpa.
 

"Sabemos que demoramos para compreender as interferências externas nas eleições nos Estados Unidos em 2016. As atualizações de hoje são pensadas para evitar abusos futuros em eleições -e também para ajudar a garantir que você tenha as informações necessárias para avaliar anúncios políticos e anúncios sobre temas de relevância nacional."
 

Conforme consta no site da empresa, regras de maior transparência e exigência de autorização já estão em vigor, além dos EUA, em países da União Europeia e outros como Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Mianmar, Nova Zelândia, Singapura, Taiwan e Reino Unido.
 

Segundo Debs Delbart, gerente de programas de resposta estratégica da Meta América Latina, o motivo para as regras de transparência só estrearem no Brasil no fim de junho é a complexidade envolvida na tarefa de aumentar a transparência.
 

"O que a gente faz? A gente vai lançando em países e vai testando e incorporando esses aprendizados para lançar em mais países."
 

Nas Filipinas, as novas regras começaram pouco antes da eleição presidencial deste ano, que ocorreu em 9 de maio.
 

Já os anúncios que têm como foco principal a venda de um produto ou a promoção de um serviço ligado a temas sociais podem não exigir autorizações e um rótulo.
 

Nos Estados Unidos, a Meta proibiu anúncios sobre temas sociais e políticos logo após a eleição presidencial de 2020, em 3 de novembro, até o início de março de 2021, "com o objetivo de evitar confusão ou abuso depois do Dia da Eleição".
 

Entre os anúncios proibidos pela empresa estavam aqueles que "deslegitimam qualquer método ou processo legal de votação ou tabulação de votação (incluindo votação pessoal em papel ou em máquinas", os que afirmam que a eleição ou resultado foi "fraudulento" ou que alegam fraudes eleitorais.
 

No Brasil, a Meta ainda não se comprometeu a proibir os anúncios que tenham alegações infundadas de fraude eleitoral durante e após a eleição.
 

De acordo com a plataforma, conteúdos marcados como falsos por veículos de checagem parceiros da Meta não podem ser impulsionados.
 

Também afirma que anúncios podem ser verificados dentro do escopo da parceria. Um ponto geralmente criticado, no entanto, é que publicações de políticos não fazem parte do rol do que pode ser checado e marcado como enganoso.
 

Além disso, as regras de Facebook e Instagram preveem itens que podem ser removidos pelas empresas, entre eles estão informações incorretas sobre as eleições, como datas e horários, bem como postagens com apelo à violência eleitoral.
 

Não há regras claras, contudo, envolvendo postagens que aleguem fraudes sem comprovação ou que se recusem a aceitar o resultado eleitoral.
 

Com as novas regras, pode haver maior transparência sobre aqueles que estiverem financiando tais temas para atingirem um público maior.
 

De acordo com Delbart, posts sobre fraude eleitoral ou sobre urnas que não se encaixem nos critérios de anúncio político podem no guarda-chuva de temas sociais, no item "valores políticos e governança".
 

Seguindo o procedimento da empresa, o próprio anunciante faz uma autodeclaração sobre se a postagem corresponde ou não a temas políticos, e futuramente, temas sociais. Paralelamente, a Meta afirma utilizar inteligência artificial para fazer essa identificação daquilo que pode não ter sido declarado.
 

"É hora de todos nós levantarmos e exigirmos direitos iguais para as mulheres" e "Como podemos lidar com o racismo sistêmicos" são exemplos de frases que, segundo a empresa se enquadrariam como temas sociais.
 

Por outro lado, não se enquadraria uma postagem na seguinte linha: "Em breve: um painel para discutir a evolução histórica do movimento pelos direitos dos negros no Brasil".
 

Há também uma série de lacunas no que é disponibilizado atualmente. Não é possível saber, por exemplo, o público-alvo que cada um dos anúncios busca atingir.
 

A ferramenta permite saber apenas informações sobre a idade, o gênero e estado em que moram as pessoas que foram efetivamente alcançadas pelo post.
 

O ponto é relevante pois a internet e, em especial, as redes sociais permitiram às campanhas políticas procurar atingir grupos específicos com conteúdos personalizados para cada segmento de audiência. De acordo com a Meta, os usuários podem optar por não receber anúncios políticos.
 

Além disso, seguem não sendo informados o valor total investido por anúncio ou o total de pessoas alcançadas, o que permitiria análises mais precisas por pesquisadores que se debruçam sobre os dados. A plataforma informa apenas o total investido em anúncios por página.

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Médico autuado em flagrante por estupro de vulnerável nega crime: 'Queria apenas a adulta'

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2022
  • 16:15h

Foto: Reprodução / TV Bahia

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), o delegado Thiago Almeida, detalhou como ocorreu a prisão do médico que foi autuado em flagrante com uma adolescente de 13 anos dentro de um carro (veja aqui). O suspeito, Everton de Jesus Rodrigues, de 38 anos, negou o crime. Almeida é coordenador da Operação Visão, do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio, e a equipe que efetuou a prisão do suspeito estava no local com o objetivo de combater delitos como roubo de veículos.

"Durante as rondas, uma equipe viu um veículo parado no estacionamento, e, próximo a ele, havia uma loja com o alarme acionado. Os policiais, então, perceberam que este carro estava com o motor ligado. Decidiram se aproximar e fazer a abordagem”, contou o delegado.

Quando os policiais se aproximaram e deram ordem para que os ocupantes desembarcassem do veículo, o suspeito engatou a ré e tentou fugir, mas foi interceptado pela viatura. Ao saírem do carro, os agentes constataram a presença de um casal e, posteriormente, uma adolescente de 13 anos foi encontrada no banco de trás do automóvel.

"Ele negou que tivesse solicitado a presença da adolescente. Disse que na verdade queria apenas encontrar a adulta, e a adolescente teria vindo junto com ela. Falou ainda que ele não sabia que ela tinha essa idade e que não tinha qualquer tipo de interesse em ter relação com ela, apenas com a maior", relatou o coordenador da Operação Visão.

A mulher que estava no veículo está respondendo pelo crime de exploração sexual de criança e adolescente. De acordo com a Polícia Civil, ela afirmou ter uma relação com o médico há algum tempo e recebia valores por isso, mas que a adolescente estava apenas a acompanhando.

Promessa de ganhos com privatização da Eletrobras atrai grandes fundos

  • por Lucas Bombana e Alexa Salomão | Folhapress
  • 19 Mai 2022
  • 12:47h

Foto: Divulgação

Vencida o que se pode chamar de fase mais política, a privatização da Eletrobras chega definitivamente ao mercado de capitais. A operação foi aprovada nesta quarta-feira (18) no TCU (Tribunal de Contas da União) por 7 votos a 1.
 

O resultado do julgamento é uma vitória do ministro Paulo Guedes (Economia), que agora tem caminho aberto para executar a privatização de uma empresa inteira antes do fim do mandato de Jair Bolsonaro (PL). O desafio agora é fazer a operação mesmo com as condições adversas no mercado.
 

Votaram favoravelmente ao processo o relator Aroldo Cedraz e os ministros Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo Filho votou contra.
 

Agora, o governo corre contra o relógio para fazer a operação o quanto antes. A venda da Eletrobras foi modelada para ocorrer por meio de capitalização em Bolsa. Serão emitidas ações e recibos de ações (ADRs), respectivamente no Brasil e Estados Unidos.

No processo de convencimento da privatização, representantes dos ministérios da Economia e Minas e Energia sempre destacaram que a Eletrobras poderia atrair fundos de previdência e fundos soberanos, que dariam fôlego para uma nova fase de investimentos no setor elétrico brasileiro.
 

O trabalho final do governo e do sindicado de bancos responsável pela operação é garantir a participação desses atores.
 

No mundo dos lançamentos de ações, eles são conhecidos como investidores âncora. Quanto maior e mais conceituado o âncora, melhor pode ser o desempenho de uma operação, bem como o cenário para a empresa.
 

Mais robustos e preparados, eles são vistos como influenciadores importantes na escolha do presidente, do conselho e da diretoria, qualificando a gestão do negócio.
 

GESTORES INDICAM INTENÇÃO DE PARTICIPAR DA OFERTA
 

Segundo pessoas ouvidas pela Folha, entre os grandes investidores que teriam interesse em atuar na oferta, aportando cheques de alguns bilhões de reais, estariam o fundo 3G, gestora de recursos dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. Ela já é um dos principais detentores de ações preferenciais da Eletrobras.
 

Há sinalizações positiva também da Itaúsa, que tem entre seus negócios o Itaú Unibanco e indústrias como Alpargatas. Em declarações feitas em fevereiro deste ano, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, chegou a comentar que negócios na área de saúde e de energias renováveis estavam sendo avaliadas pelo conglomerado.
 

O GIC (fundo soberano de Cingapura) e o CPPIB (fundo de pensão do Canadá) também já teriam manifestado interesse em participar da operação.
 

CEO da gestora Logos Capital, Ricardo Vieira diz que tem ações da Eletrobras nas carteiras dos fundos já há algum tempo, e que pretende aumentar a posição na oferta de ações a ser realizada no âmbito da capitalização da companhia. "A depender do preço", acrescenta.
 

Na B3, a ação está na casa de R$ 40, puxada nos últimos meses pela perspectiva de privatização. Em comparação com maio de 2020, os papéis acumulam alta de quase 70%. O aumento costuma ocorrer em caso de follow on, como é chamado o lançamento de ações quando a empresa já esta listada em Bolsa.
 

Muitos compram o papel antes, para se posicionarem e terem a preferência para entrar na oferta. O movimento puxa o papel.
 

Haveria, no entanto, uma discussão sobre o preço da ação. A percepção de executivos de bancos ouvidos pela reportagem, com o compromisso de não terem o nome revelado, é que alguns grandes investidores miram um preço inferior à cotação atual.
 

Nesse caso, a análise considera as duas faces da moeda. Há vantagens evidentes, apontam analistas, em investir na Eletrobras. Ela é a maior empresa de energia da América Latina, uma área de infraestrutura básica com grande potencial de crescimento.
 

No entanto, grandes investidores preferem privatizações clássicas, em que o Estado se retira totalmente. Como a União permanece, alguns ainda resistem a entrar com mais força na operação. Nesse caso, vai pesar a capacidade de convencimento dos bancos em relação aos ganhos de eficiência que a companhia possa oferecer sem o controle estatal.
 

"Com a empresa sendo privatizada, ela deveria ter outro tipo de avaliação por parte do mercado, com um ganho de eficiência em potencial muito maior", afirma Vieira.
 

Segundo Marcos Peixoto, gestor da XP Asset, a Eletrobras é uma das maiores posições dentro das carteiras dos fundos da gestora. O investimento na empresa foi feito ainda em meados de 2020, quando a eclosão da pandemia fez os preços de diversos ativos despencarem.
 

Hoje, o gestor do grupo XP está entre os dez maiores acionistas da empresa entre os investidores brasileiros.
 

Pela posição relevante ocupada, Peixoto conta que a gestora chegou a ser procurada em meados de março para atuar como investidor âncora na operação.
 

O limite mínimo estipulado para investidores atuarem como âncoras e garantirem uma demanda firme de R$ 1,5 bilhão, contudo, foi considerado muito elevado frente ao volume de recursos sob gestão.
 

De toda forma, Peixoto diz que pretende participar da oferta, vendo um alto potencial de valorização para as ações.
 

Mesmo que acabe não sendo privatizada, ainda assim, os papéis da empresa na Bolsa parecem excessivamente descontados, na avaliação do gestor da XP Asset.
 

Ele entende que, pelos resultados recentes apresentados pela Eletrobras no primeiro trimestre, as ações deveriam estar cotadas mais próximas da faixa dos R$ 50, mesmo sem a conclusão do processo de privatização.
 

Havendo a privatização, e com os ganhos de eficiência em potencial, as ações poderiam alcançar no médio prazo patamares ao redor de R$ 70, projeta Peixoto.
 

"Tem pouco da privatização precificada dentro dos papéis", diz o gestor. Ele prevê que, com o aval do TCU, a oferta deve estar na rua até meados de junho.
 

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, defendeu nesta terça-feira (17) que a privatização da empresa seja feita "no menor prazo possível", para evitar risco de perda de valor com as férias no Hemisfério Norte e a proximidade com as eleições presidenciais no Brasil.
 

"Tem o período de férias no Hemisfério Norte que acaba afastando investidores e a proximidade com o período eleitoral. Por isso achamos positivo para a União que a operação ocorra no menor tempo possível", disse Limp.
 

*
 

PRÓXIMOS PASSOS
 

Após aprovação no TCU, bancos iniciam processo para a emissão
 

- Oficializar deliberações dentro do BNDES e do governo
 

- Protocolar da operação na CVM e na SEC
 

- Lançar a oferta, tomando como base os resultado do primeiro trimestre de 2022; os prospectos já estão sendo atualizados
 

- Promover o roadshow, como se chamam visitas a investidores para apresentação da empresa, que será mais curto porque houve um trabalho anterior e há pressa para chegar a emissão
 

- Precificar o papel ("pricing")
 

- Realizar a operação nas bolsas do Brasil e Nova York ocorre na primeira semana de junho
 


 

QUEM ESTÁ NA OPERAÇÃO
 

Além do BNDES, há um sindicato composto de bancos privados atuando no mercado
 


 

Líderes, que apresentam a companhia:
 

- Bank of America
 

- BTG Pactual
 

- Goldman Sachs
 

- Itaú BBA
 

- XP Investimentos
 


 

Bookrunners, que fazem reservas:
 

- Bradesco BBI
 

- Caixa Econômica Federal
 

- Citi
 

- Credit Suisse
 

- JP Morgan
 

- Morgan Stanley
 

- Safra
 


 

RITO NO MERCADO DE CAPITAIS SERÁ AGILIZADO
 

Com sinal verde do TCU, os próximos dias serão dedicados a cumprir o rito no mercado de capitais. BNDES e União trabalham com a expectativa de colocar a operação na rua entre final de maio e início de junho. O governo trabalha com a data de 25 de maio.
 

Trata-se de um prazo considerado curto, mas viável. "Processos como IPO, que o lançamento da ação, e follow on, que o caso da operação da Eletrobras, costumam levar de seis meses a um ano", afirma o advogado Guilherme Champs, sócio-fundador do Champs Law, escritório focado em mercado de capitais.
 

"Mas nesse caso, a vontade política é grande, o que faz diferença."
 

Segundo pessoas próximas a operação, o road show, como se chama a apresentação a investidores, será mais curto. Em parte, porque é preciso lançar os papeis ainda no primeiro semestre, antes que a campanha eleitoral esquente, mas também porque um trabalho informal de apresentação da Eletrobras já ocorreu.
 

A oferta busca diluir a participação da União, que precisa cair de 72% para 45%, arrecadar recursos para pagar outorga ao Estado e transformar a empresa numa corporação. Nenhum acionista poderá ter mais de 10% do total das ações.
 

Estão previstas ofertas prioritárias para já acionistas, empregados e aposentados. Haverá espaço para operadores institucionais e pequenos investidores. Como ocorreu em outras privatizações, será possível usar metade dos recursos depositados no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), via fundos, para participar da oferta.
 

O histórico de retração das ofertas em Bolsa em anos eleitorais desafia a operação da Eletrobras.
 

Levantamento do jornal Folha de S.Paulo com base em dados da B3 nos últimos 18 anos mostra que o número médio de operações cai 34% em anos de disputa pelo Palácio do Planalto. Considerando apenas segundos semestres, a quantidade média cai quase pela metade (46%) nos anos de corrida presidencial.
 


 

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS COMEÇOU NOS ANOS 1990 E SOFREU VÁRIOS PERCALÇOS
 

FHC (1995-2002): No governo FHC iniciou-se a tentativa de vender a Eletrobras para o setor privado. A medida sofreu resistência e não se concretizou, mas durante o seu mandato, o presidente privatizou quase todas as distribuidoras, entre elas, a Escelsa, distribuidora do Espírito Santo, a Light, do Rio de Janeiro, e a Gerasul, que atuava no sul do país
 

Lula (2003-2010): Além de colocar na gaveta o plano de privatizar a estatal, o governo PT freiou as vendas de distribuidoras, mas seguiu com leilões de transmissão e geração de energia. Entre as iniciativas que marcaram aquele momento estão o início dos leilões de energia eólica, em 2009, e o da Usina de Belo Monte, em 2010
 

Dilma (2011-2016): Em seis anos no poder, Dilma seguiu a cartilha adotada por Lula. Foram feitos leilões de linhas de transmissão e de hidrelétricas --como a Três Irmãos, em São Paulo
 

Temer (2016-2018): Dois meses após assumir a Presidência, Temer retoma as privatizações e limpa um dos maiores passivos da Eletrobras, vendendo distribuidoras estaduais deficitárias que estavam sob o guarda-chuva da Eletrobras. Foram seis ao todo
 

Bolsonaro (2019-2022): Além de trazer os planos de privatização da Eletrobras à baila novamente, Bolsonaro seguiu os passos de Temer nos leilões de distribuidoras, como os da CEB (Companhia Energética de Brasília) e da CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá)

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Jequié: Vídeo mostra chuva de granizo; fenômeno foi percebido na zona rural

  • por Francis Juliano I Bahia Notícias
  • 19 Mai 2022
  • 08:43h

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Além de municípios do Extremo Sul baiano, uma chuva de granizo também foi registrada em Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano. Imagens feitas por moradores mostraram o fenômeno ocorrido na tarde desta quarta-feira (18).

Em um dos vídeos, um homem grita ao ver os granizos caindo sobre um veículo. Em outro, moradores comentam sobre a chuva e falam em granizo. A situação também foi registrada nas localidades de Berra Bode e Rio Preto do Costa.

Até o momento não relato de prejuízos nem de pessoas afetadas. Para esta quinta-feira (19), a possibilidade de chuva chega a 90%, podendo cair até 80 milímetros. A temperatura gira entre a mínima de 20° e a máxima de 34°. 

Rússia expulsa mais de 80 diplomatas de França, Espanha e Itália

  • por Folhapress
  • 18 Mai 2022
  • 18:05h

Foto: Reprodução / Google Street View

A Rússia anunciou nesta quarta-feira (18) que vai expulsar mais de 80 diplomatas franceses, espanhóis e italianos do país, na mais recente retaliação a países europeus que ordenaram a saída de funcionários russos.
 

O embaixador francês em Moscou, que foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia nesta quarta, divulgou uma nota afirmando que "34 funcionários de estabelecimentos diplomáticos franceses na Rússia foram declarados 'persona non grata'". Eles devem deixar a Rússia daqui em duas semanas.
 

Já a agência de notícias russa RIA informou, citando o Ministério das Relações Exteriores do país, que 24 diplomatas italianos serão expulsos pelo mesmo motivo. O mesmo ministério anunciou, pouco depois, a ordem de saída para 27 diplomatas espanhóis.
 

O ministério das Relações Exteriores francês divulgou um comunicado condenando "firmemente" a decisão e afirmando que a medida não tem "fundamentos legítimos".
 

A Itália também reagiu, com o primeiro-ministro, Mario Draghi, classificando a expulsão como "um ato hostil" e alertando que os canais diplomáticos com Moscou não devem ser interrompidos.
 

"Isso absolutamente não deve levar a uma interrupção dos canais diplomáticos, porque é através desses canais que, se conseguirmos, a paz será alcançada e isso é certamente o que queremos", disse Draghi.

Cineasta baiano Glauber Rocha terá mais um filme restaurado em 4K, 'Terra em Transe'

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2022
  • 16:45h

Foto: Reprodução /UFLA

O filme "Terra em Transe" será mais uma obra do cineasta baiano Glauber Rocha a ser restaurada em 4K. A produção, de 1967, é um dos clássicos do cinema nacional e tem nomes como Jardel Filho, Paulo Autran e José Lewgoy estrelando no elenco.

O projeto, segundo o colunista Ancelmo Gois, de O Globo, será encabeçado por Paloma Rocha, filha do diretor. Ela ainda estuda de que forma vai fazer o restauro da cópia para o formato.

"O filme não tem negativo original, pois pegou fogo em um incêndio em 1973 em um laboratório em Paris, mas temos cópia em 35mm", diz Paloma.

A nova cópia de "Deus e o diabo na terra do sol" (1964), também dirigido por Glauber, será exibida no Festival de Cannes nesta quarta-feira (18). A iniciativa foi da filha do cineasta com o produtor Lino Meireles.

"Mesmo se tratando de uma restauração será como um filme novo até para quem já conhece 'Deus e o diabo na terra do sol'. O sonho de poder lançar esta obra neste momento é a confirmação do legado do cinema brasileiro: resistência", revela Lino.

Policiais rodoviários são mortos a tiros em trecho da BR-116 no Ceará

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2022
  • 14:41h

Foto: Reprodução / Metrópoles

Dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram mortos a tiros por um homem nesta quarta-feira (18) em um trecho da rodovia BR-116, no Ceará. 

Segundo noticiou o portal Metrópoles, parceiro do BN, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que o crime foi cometido por um morador em situação de rua.

Imagens registradas por um motorista que passava pela via durante o ocorrido mostram o momento exato em que o crime aconteceu. 

No registro é possível ouvir o o barulho dos tiros. Um policial de folga que passava pelo local perseguiu o suspeito e conseguiu atingi-lo. O homem, que estaria vagando entre os carros e teria entrado em luta corporal com um dos agentes baleados, também foi morto.

Os policiais que morreram foram identificados como Márcio Hélio Almeida de Sousa e Raimundo Bonifácio do Nascimento Filho.

Senado aprova volta do despacho gratuito de bagagem em voos; MP volta à Câmara

  • Regra foi incluída por deputados em MP sobre regras do setor aéreo. Retomada da franquia gratuita dependerá ainda de sanção do presidente Jair Bolsonaro; governo já indicou ser contra.
  • Por Sara Resende e Kevin Lima*, TV Globo e g1 — Brasília
  • 18 Mai 2022
  • 12:09h

Foto: Max Moreno I Brumado Urgente

O Senado aprovou nesta terça-feira (17) o restabelecimento da franquia gratuita de bagagens nos voos comerciais que operam no Brasil. A regra foi incluída pela Câmara em uma medida provisória sobre o setor aéreo (veja abaixo) e mantida agora pelos senadores.

A retomada da gratuidade gerou disputa no Senado e, por isso, o trecho sobre esse tema foi votado em separado. O placar foi de 16 votos pela derrubada do trecho contra 53 pela manutenção da mudança no texto da MP.

Se for sancionada, a nova regra permitirá o despacho gratuito de bagagem de até 23 quilos em voos nacionais e de até 30 quilos em voos internacionais.

A "MP do Voo Simples", como ficou conhecido o texto enviado pelo governo, terá de passar por nova votação na Câmara porque os senadores alteraram outros pontos do texto.

Em seguida, todas essas alterações em relação à proposta original seguem para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O governo, no entanto, já indicou que é contra a retomada da gratuidade.

Franquia caiu em 2016

Em 2016, a Anac publicou uma resolução que dava ao passageiro o direito de levar na cabine uma bagagem de mão de até 10 quilos – mas autorizava as aéreas a cobrarem por bagagens despachadas.

A justificativa da agência, à época, era que a autorização para a cobrança do despacho de bagagem aumentaria a concorrência e poderia, por consequência, reduzir os preços das passagens.

Atualmente, bagagens de 23 quilos em voos nacionais e 32 quilos nos voos internacionais são cobradas à parte, com um valor adicional ao da passagem. Cada empresa estabelece o critério de cobrança e as dimensões das malas.

Veja detalhes sobre as mudanças incluídas na MP pela Câmara e agora aprovadas pelo Senado na reportagem abaixo:

MP do Voo Simples

A proposta estabelece, entre outros pontos:

 

  • o fim da competência da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para outorga de serviços aéreos;
  • o fim da necessidade de revalidação dessas outorgas a cada cinco anos;
  • o fim de contratos de concessão das empresas aéreas;
  • o fim da obrigação de autorização prévia para construção de aeródromos.

    Além disso, a MP simplifica a autorização para que uma empresa estrangeira obtenha a autorização para explorar o serviço de transporte aéreo, cabendo à Anac tratar do tema em uma regulamentação.

    O texto revoga uma série de exigências, hoje previstas em lei, para que uma empresa de transporte aéreo opere no país.

    A MP também permite que os aeródromos privados na Amazônia Legal tenham um tratamento diferenciado, com a possibilidade de adequar suas operações por meio de regulamento específico emitido pela autoridade de aviação civil.

    *estagiário sob orientação de Mateus Rodrigues

 

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Carla Zambelli é condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais a autor de 'Milla' por vídeo com Netinho

  • Manno Góes processou deputada por vídeo em que Netinho canta música em ato pró-Bolsonaro. Ele diz que o uso faz 'vinculação forçada' da música dele à ideologia de Carla Zambelli. Ela pode recorrer.
  • Por Rodrigo Ortega, g1
  • 18 Mai 2022
  • 09:58h

À esquerda, Manno Góes, que escreveu 'Milla', e à direita, Carla Zambelli e Netinho em ato pró-Bolsonaro na Paulista — Foto: Divulgação / Felipe Oliveira e Reprodução / Instagram

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais a Manno Góes, autor da música "Milla". Ela também foi condenada por danos patrimoniais à editora da música, Malu Edições, mas este valor desta indenização ainda será calculado pela Justiça.

Tudo começou um ano atrás, quando a deputada filmou Netinho cantando "Milla" em um ato pró-Bolsonaro, no dia 1º de maio de 2021 e publicou no YouTube. O coautor da música, Manno Góes, não autorizou o uso político da canção e notificou a deputada. Ela não retirou o video e ele a processou.

Mulher grávida mata companheiro a facadas e é solta em audiência de custódia

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2022
  • 07:49h

Foto: Reprodução / TV Globo

Uma mulher grávida de 5 meses foi presa em flagrante após matar o companheiro a facadas, no bairro do Tancredo Neves. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (16), na residência do casal. No momento da prisão, a gestante estava no Hospital Geral Roberto Santos, local para onde a vítima foi socorrida após a agressão e onde o óbito foi constatado. 

De acordo com a Polícia Civil, a morte de Lucas Santos de Souza, de 26 anos, está sendo investigada pela 2ªDH/Central. A acusada foi apresentada por uma guarnição da Polícia Militar e autuada em flagrante no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela afirmou que agiu em legítima defesa, e que sofria constantes agressões do companheiro.

Na manhã desta terça-feira (17), a gestante passou por uma audiência de custódia, onde foi liberada para responder em liberdade. Nesta manhã, também ocorreu o velório da vítima, no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas. 

Em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia, o advogado da acusada afirmou que não acredita no prosseguimento de um processo e alegou que sua cliente agiu para salvaguardar a própria vida e a vida do filho que ela espera. Ele também declarou que a acusada possui hematomas que comprovam as agressões feitas por Lucas e a legítima defesa.

Frente fria em São Paulo faz Silvio Santos adiar gravações no SBT

  • Bahia Notícias
  • 17 Mai 2022
  • 18:17h

Foto: Reprodução/SBT

O apresentador Silvio Santos cancelou os compromissos programados para esta terça-feira (17) e decidiu passar mais alguns dias recluso em casa. De acordo com o TV Pop, o Dono do Baú adiou as gravações do Programa Silvio Santos por conta de uma gripe.

Ainda conforme o site, a tendência é que as gravações continuem suspensas até o término da frente fria em São Paulo, que terá temperatura de até 6º celsius. 

No entanto, ao Metrópoles, o SBT negou que o afastamento foi por motivos de saúde. "Silvio Santos está bem e avisou por volta das 19h de segunda-feira que não iria trabalhar nesta terça por conta do frio em São Paulo. Ele não está resfriado. Até o momento, as gravações agendadas para quinta estão mantidas e estamos apenas aguardando a confirmação de que ele virá aos estúdios", diz a nota.

Bolsonaro, ao lado de Collor e aliado ao centrão, diz que velha política ficou pra trás

  • por José Matheus Santos | Folhapress
  • 17 Mai 2022
  • 17:14h

Foto: Reprodução

Cercado de aliados do centrão e do senador Fernando Collor (PTB-AL), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (17) no interior de Sergipe que o Brasil está se libertando da chamada velha política.
 

Ao mencionar os deputados e senadores presentes no palco, Bolsonaro também se referiu a Collor como um "grande aliado no Parlamento brasileiro". O ex-presidente sofreu processo de impeachment em 1992 acusado de corrupção e fraudes.
 

"Vejo cada vez mais o interesse de vocês pelo destino da nação e se libertando cada vez mais da velha política brasileira."
 

Para evitar a abertura de um processo de impeachment em 2020, Bolsonaro intensificou a ampliação de sua base aliada por meio da antes contestada política do tomá-lá-dá-cá, com a entrega de cargos e recursos para parlamentares aliados do governo, em especial do chamado bloco do centrão.
 

Em discurso, Bolsonaro fez novas críticas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e insinuou que seu governo deu fim ao movimento.
 

"Botamos um fim no movimento do MST, porque quando passamos a titular terras eles conseguiram a sua independência e a sua liberdade. Demos dignidade ao homem do campo. Hoje o antigo assentado é proprietário da sua terra e parceiro do fazendeiro ao seu lado, não mais pratica atos de invasão", afirmou.
 

Bolsonaro também disse que a democracia brasileira tem de ser preservada, independentemente dos meios pelos quais haja essa garantia, na avaliação do presidente.
 

"A garantia de que a nossa democracia será preservada. Não interessa os meios que por ventura tenhamos que usar, a nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis", disse.

Turquia rejeita adesão da Suécia e da Finlândia à Otan contra a Rússia

  • por Igor Gielow | Folhapress
  • 17 Mai 2022
  • 14:12h

Foto: Reprodução / Freepik

O processo de expansão da Otan em reação à invasão russa da Ucrânia ganhou o reforço de um relatório da Suécia que sugere seguir os passos da vizinha Finlândia e pedir a adesão à aliança militar ocidental.
 

Nesta mesma sexta (13), contudo, a Turquia jogou um balde de água fria com a primeira oposição interna séria à iniciativa. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou acompanhar o caso dos países nórdicos e não ter "visões positivas" sobre a intenção de entrar no grupo. Único membro da Otan no Oriente Médio, a Turquia apoia Kiev na guerra, mas é uma aliada próxima e ambígua de Vladimir Putin.
 

Para um novo membro ser aceito na aliança liderada pelos EUA, hoje com 30 integrantes, é preciso que os Parlamentos nacionais de todos os futuros colegas aprovem a medida. Uma rejeição trava o mecanismo.
 

Erdogan tem relação conflituosa com a aliança, que abriga sua arquirrival histórica Grécia, cuja adesão com a Turquia em 1952 foi criticada pelo presidente. "Não queremos repetir os erros. Além disso, os países escandinavos são a casa de organizações terroristas. Não é possível para nós sermos a favor."

O líder turco, que usou sua posição mais neutra para tentar mediar a paz entre Kiev e Moscou, deu a senha: vai querer que a Suécia, particularmente, extradite opositores exilados, como membros do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) ou seguidores de Fethullah Gulen, o clérigo que mora nos Estados Unidos acusado de inspirar um golpe contra Erdogan em 2016.
 

Representantes dos nórdicos discutirão a situação com enviados da Turquia em Berlim neste sábado (14). A resistência turca, que se soma à já famosa compra de sistemas antiaéreos da Rússia e a consequente expulsão do programa do caça americano F-35, ocorre em meio ao tom triunfalista anti-Kremlin da Otan.
 

Na quinta (12), a Finlândia anunciou que pedirá para entrar na Otan. Nesta sexta, o Parlamento da vizinha Suécia divulgou um relatório que, embora não seja definitivo, indica que o país quer a mesma coisa.
 

A percepção de que Moscou representa um ameaça real aumentou brutalmente nos dois países nórdicos, vizinhos inclusive fronteiriços no caso finlandês da terra de Putin, após a invasão da Ucrânia.
 

"Uma adesão terá um efeito dissuasivo no norte da Europa", afirma o texto de 43 páginas, elaborado pelo governo e pelos partidos representados no Parlamento. O texto diz que "não se podem excluir provocações e represálias russas" pela medida, mas que o risco é baixo. "Nossa opinião é a de que não sofreremos um ataque militar convencional como reação a uma eventual candidatura", afirmou a chanceler do país, Ann Linde. O relatório abre caminho para a aprovação do pedido pelo Parlamento.
 

A recomendação deverá ser seguida pela mudança na posição histórica do principal partido do país, o Social Democrata, que divulga seu parecer sobre a adesão no domingo. Já há maioria na Casa e na opinião pública em favor da medida, cuja aprovação deve ocorrer no mesmo dia ou na semana que vem.
 

Além dos turcos, os nórdicos estão de olho também na reação da Hungria, integrante europeu da Otan mais próximo de Putin. Até aqui, o autocrático primeiro-ministro Viktor Orbán tem apoiado a aliança militar, mas resistido a ações como o corte da compra de petróleo russo.
 

Se a oposição turca for vencida, a decisão reverterá mais de 200 anos de história. A Suécia se orgulhava de sua neutralidade, decidida em 1809 após a perda da mesma Finlândia para o Império Russo. Já a Finlândia era neutra desde o fim a Segunda Guerra, na qual lutou duas vezes contra a União Soviética.
 

Moscou adotou um tom ameaçador sobre a adesão de Helsinque e fará o mesmo com Estocolmo. O Kremlin afirmou que a adesão é um risco para a segurança nacional russa, uma terminologia sombria, porque remete à retórica contrária a eventual adesão da Ucrânia à Otan antes da guerra.
 

A medida mais provável, de acordo com observadores militares, é o deslocamento oficial de mísseis com capacidade nuclear para Kaliningrado, região russa espremida entre Lituânia e Polônia, à beira do mesmo mar Báltico que banha Suécia e Finlândia. Estocolmo já disse que isso não significaria muito, por considerar que os russos já têm essas armas por lá.
 

Enquanto isso, a estatal russa de energia elétrica anunciou que irá, alegando problemas de pagamentos, cortar a eletricidade que fornece à Finlândia neste sábado. O motivo, claro, é o anúncio sobre a Otan. O país importa 10% de sua luz da Rússia.
 

Já a Otan, na figura do secretário-geral Jens Stoltenberg, celebrou o anúncio finlandês e já disse esperar o sueco. Ambos os pedidos, se não houver alguma reviravolta no caso sueco, serão analisados oficialmente na cúpula de junho da aliança militar ocidental, a ser realizada em Madri.
 

A dúvida que fica é acerca das garantias provisórias de segurança, já que um processo de adesão à Otan dura de oito meses a dois anos, normalmente, a partir da inscrição formal. Ninguém quer esperar tanto, em especial se Putin conseguir encerrar a guerra contra Kiev sem exaurir suas forças.
 

A decisão dos países nórdicos é mais um efeito geopolítico extremo da guerra, iniciada em 24 de fevereiro. Toda a estrutura de segurança europeia está em reorganização, e diferenças de interesses entre membros da Otan emergem dia a dia, embora a aliança tenha renovado seu senso de missão.
 

De lá para cá, a Rússia foi objeto de sanções econômicas nunca vistas em tempos modernos, todo o arcabouço energético europeu está em xeque, a Otan passou a armar pesadamente a Ucrânia e a arriscar uma Terceira Guerra no processo, a Alemanha anunciou um programa de remilitarização e a China observa a situação da aliada Moscou com um misto de preocupação e ambição num mundo polarizado.
 

Apesar da atitude oficial, nem Suécia nem Finlândia são totalmente neutras. Ambas são membros da União Europeia, bloco político que tem em seu tratado fundador uma cláusula que prevê assistência militar dos colegas em caso de agressão. Mas o dispositivo nunca foi usado.
 

No caso sueco, um país muito mais desenvolvido e incisivo do ponto de vista militar do que a Finlândia, há outras implicações para a adesão. Ao longo dos anos, Estocolmo sempre buscou agir em consonância com a estratégia ocidental, participando de manobras militares conjuntas e compartilhando inteligência.
 

Mas, ao mesmo tempo, sempre buscou ter uma indústria de defesa própria e avançada. Tem produção naval e aeroespacial, como provam os caças Saab Gripen comprados pelo Brasil, e cerca de 85% de sua receita vem de exportação. Aderir à Otan significa entrar num grande bazar em que os atuais 30 membros em tese usam armas e sistemas que são compatíveis entre si.
 

O movimento poderá favorecer a exportação de produtos como os lançadores de foguete antitanque NLAW, estrelas na Guerra da Ucrânia, mas há dúvidas sobre o impacto por exemplo na venda do Gripen.
 

O caça americano F-35 já derrotou o sueco em duas concorrências recentes, inclusive uma para o fornecimento de 64 aparelhos à Finlândia, e tem se firmado como padrão do bloco ocidental.

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