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Preço do botijão de gás sofre 13º reajuste do ano na Bahia e fica mais caro a partir desta quarta

  • Bahia Notícias
  • 01 Nov 2023
  • 06:55h

Foto: Agência Brasil

Novembro inicia com um novo  preço do gás de cozinha na Bahia. A Acelen, administradora da Refinaria Mataripe (ex-RLAM), que abastece o estado, comunicou na quinta-feira (31) que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)  será reajustado em 1,8%para as distribuidoras de gás de cozinha. A mudança passará a valer a partir de quarta-feira (1ª).


O Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado (SINREVGÁS) estima que com o novo reajuste, o botijão vai subir entre R$ 2 a R$ 3 para o consumidor, e passará a ser vendido por uma média de R$ 132.


Este é o 13º reajuste no preço do produto em 2023 e o sexto aumento do ano. As demais alterações baratearam o botijão.

De acordo com a Acelen, os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; a cotação do dólar e o frete, podendo variar para cima ou para baixo. 

A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.


COMBUSTÍVEIS MAIS CARO DO BRASIL

Os preços da gasolina e do diesel cobrados na Bahia são mais caros em relação ao restante do país e estão acima do chamado Preço de Paridade de Importação (PPI), de acordo com um relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), sobre o tema, divulgado nesta terça-feira (31).


A variação desses combustíveis acompanha a queda do preço do petróleo, do tipo Brent, que segunda-feira (30), fechou em queda de 3,19%, cotado a US$ 86,35 o barril nos contratos para janeiro. Já nesta terça-feira (31), às 17h, o barril marcava queda de 1,04%, cotado a US$ 85,45.


Ainda de acordo com o relatório da Abicom, as janelas de importação estão fechadas há 16 dias, em média, para a gasolina A, e 168 dias, em média, para o óleo diesel  A .

Novembro terá chuvas abaixo da média no Nordeste, diz previsão do Inmet

  • Bahia Notícias
  • 31 Out 2023
  • 18:12h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que, em novembro, a chuva será abaixo da média em áreas das regiões Norte e Nordeste e acima da média nas demais regiões do país.

 

No Norte, os estados de Roraima, Amapá, centro norte do Amazonas e do Pará, Tocantins e também em grande parte da região Nordeste, os volumes serão inferiores a 80 milímetros (mm). Já no sul da Região Norte, a chuva pode ultrapassar os 180 mm. As informações são da Agência Brasil.

 

Em parte da região Nordeste, incluindo o Ceará, a chuva deve ficar próxima à média histórica, com acumulados abaixo de 40 mm.

 

O excesso de chuvas ocorrerá na maior parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, com o retorno gradual das chuvas em áreas do sudeste de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, com volumes que podem superar os 200 mm, ficando assim acima da média.

 

Para a Região Sul, a previsão é de chuva acima da média em todo o território, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 160 mm.

 

TEMPERATURAS
O mês de novembro será marcado pelo calor em todo o Brasil, com temperaturas que devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente em áreas do Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Nestas localidades, os termômetros podem superar os 28 graus Celsius (ºC).

 

No Sul e Sudeste do país, as chuvas podem amenizar o calor e os termômetros poderão marcar temperaturas inferiores a 24°C.

Lula encerra limbo e cria regra para atuação da PF na segurança presidencial

  • Por Renato Machado e Julia Chaib | Folhapress
  • 31 Out 2023
  • 17:09h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) oficializou nesta terça-feira (31) que é competência da Polícia Federal a sua segurança e a do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), quando a corporação for demandada por essas autoridades.
 

A regulamentação dessa atividade da PF está prevista em um decreto que aprova a estrutura regimental do Ministério da Justiça.
 

A segurança presidencial esteve no centro de uma disputa entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional.
 

Logo após assumir o cargo, o ministro do GSI, general Marcos Antônio Amaro afirmou que a segurança presidencial retornaria para a sua pasta, após ser competência da PF nos primeiros meses do governo.
 

A Casa Civil, em junho, anunciou que adotaria um "modelo híbrido", com a participação de militares e da Polícia Federal nas atividades de segurança presidencial. No entanto, ressalvou que a coordenação ficaria com o GSI.
 

Desde então, a atuação da Polícia Federal na segurança presidencial vivia uma espécie de limbo, sem uma regulamentação clara. O decreto agora estabelece as funções.
 

 

O decreto publicado nesta terça-feira estabelece que uma das funções da Diretoria de Proteção à Pessoa da PF será a "segurança de dignatários estrangeiros em visita ao país" e também autoridades brasileiras, que solicitem esses serviços.
 

"À Diretoria de Proteção à Pessoa compete dirigir, planejar, coordenar, controlar, executar e avaliar as atividades de [...] segurança dos familiares do Presidente da República e do Vice-Presidente da República, em articulação com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, quando demandadas pela respectiva autoridade", afirma o texto.
 

O texto ressalva que essa diretoria vai apoiar a segurança do presidente da República e do vice-presidente, "sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, quando determinado pela respectiva autoridade".

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Ex-senador Telmário Mota é preso acusado de ter mandado matar mãe da própria filha

  • Bahia Notícias
  • 31 Out 2023
  • 13:17h

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O ex-senador Telmário Mota foi preso no município de Nerópolis, em Goiás, na noite desta segunda-feira (30). Ele é suspeito de mandar matar sua antiga companheira Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, mãe de uma filha dele que, no ano passado, o acusou de estupro.

A vítima foi assassinada com um tiro na cabeça no dia 29 de setembro, após sair de casa para trabalhar, na zona Oeste de Boa Vista, capital de Roraima. Telmário seria o mandante do crime.

Leandro Luz, que teria executado a mulher, foi preso e outro homem que também teria participado do crime teve a prisão decretada.

O ex-senador foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Roraima nesta segunda-feira (30).

Parceira musical de Tierry e Tays Reis acaba em briga

  • Bahia Notícias
  • 31 Out 2023
  • 11:25h

Foto: Reprodução / Instagram

A parceria entre Tierry e Tays Reis parece não ter dado completamente certo. Mesmo com o vídeo oficial tendo mais de 800 mil visualizações no YouTube, o projeto dos dois não deu certo. Segundo o site Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o motivo do fracasso foram as intervenções de Biel, marido da cantora.

De acordo com o site, estava tudo bem com a dupla até Biel decidir se meter na em algumas questões, Tierry não teria gostado muito da interferência e, por isso, decidiu desfazer a parceria com a cantora. Após isso, durante a festa do apresentador Rodrigo Faro, Tierry se recusou a cantar com Tays.

Pois bem, o casal descobriu que Tierry havia negado e não gostou da atitude, então foram tirar satisfação. Ainda segundo o site, as outras pessoas no evento conseguiram ouvir os gritos do funkeiro, enquanto Tierry se manteve em silêncio

Procurada, a assessoria de Tierry relatou que “a parceria profissional entre os artistas não deu certo e sobre o episódio da festa, o cantor prefere se abster”.

Ruínas encontradas na Turquia podem ser a Arca de Noé, apontam arqueólogos

  • Bahia Notícias
  • 31 Out 2023
  • 07:15h

Foto: Reprodução/Noah’s Ark Scans

A Arca de Noé pode ser real. É o que estão investigando arqueólogos que encontraram ruínas na Turquia que podem representar destroços da embarcação bíblica. De acordo com o portal Terra, escavações comprovaram que o interior desse “barco” tem material de 5 mil anos atrás - a mesma época que teria acontecido o grande dilúvio citado na Bíblia. 

 

Segundo informações do jornal The New York Post, a possível arca está localizada a menos de 3 km da fronteira entre o Irã e a Turquia, no distrito de Do?ubayaz?t, em A?r?. O local também é simbólico por ficar 29 km ao sul do cume do Grande Monte Ararat, que o livro de Gênesis afirma ser o local onde a arca descansou alguns dias.

“Talvez o mais convincente seja o fato de que o comprimento da formação Durupinar se alinha perfeitamente com as dimensões da arca descritas em Gênesis 6:15 da Bíblia”, diz o projeto Noah’s Ark Scans, responsável pela pesquisa, em texto divulgado em seu site.

 

Os estudos da “Equipe de Pesquisa do Monte Ararat e da Arca de Noé” começaram em 2021 em colaboração entre uma equipe científica turca e meios de comunicação norte-americanos. 

 

Agora, em nova fase da pesquisa divulgada neste mês, cerca de 30 amostras de rochas e do solo da área recolhidas foram analisadas na Universidade Técnica de Istambul. Nas amostras foram encontrados “materiais argilosos, materiais marinhos e frutos do mar” que estavam presentes na área entre 5.500 e 3.000 anos antes de Cristo. 

 

A formação foi descoberta por um fazendeiro curdo em 1948, antes que o exército turco identificasse o local em 1951 ao sobrevoar a área durante uma missão de mapeamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirma o grupo de pesquisa.

Haddad evita cravar meta zero e diz que pode antecipar medidas de 2024 por ajuste fiscal

  • Por Nathalia Garcia e Lucas Marchesini | Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 18:32h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) evitou, nesta segunda-feira (30), cravar a manutenção da meta de déficit zero em 2024 e disse que pode antecipar medidas de arrecadação de receitas previstas para o próximo ano para perseguir o ajuste fiscal.
 

O chefe da equipe econômica disse que precisará de apoio do Congresso Nacional e do Judiciário para cumprir o objetivo, ainda mais incerto depois de fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que "dificilmente" o governo alcançará essa meta.
 

"O que levei para o presidente foram os cenários possíveis, se tiver de antecipar medidas para 2024, eu encaminho. O meu papel é buscar o equilíbrio fiscal, farei isso enquanto estiver no cargo, não é por pressão do mercado financeiro, acredito que Brasil depois de dez anos precisa voltar a olhar para contas públicas", afirmou.
 

 

Haddad negou descompromisso do presidente com situação fiscal do país e disse que Lula não está sabotando a meta de zerar o déficit em 2024, mas constatando dificuldades por problemas de arrecadação herdados de governos anteriores.
 

"O presidente [Lula] não está sabotando. O que tá acontecendo é que presidente está constatando problemas advindos de decisões que podem ser reformadas, e as que não podem ser reformadas, serem saneadas", disse Haddad.
 

Na sexta-feira (27), a Folha de S.Paulo publicou um editorial intitulado "Lula sabota o país", destacando que o presidente cria problemas e força alta dos juros ao largar a meta de déficit zero.
 

"Não há por parte do presidente [Lula] nenhum descompromisso [com a meta fiscal], pelo contrário, se não estivesse preocupado com situação fiscal não estaria pedindo apoio da equipe econômica para orientação dos líderes [do Congresso Nacional]", afirmou o ministro.
 

As declarações foram dadas por Haddad em entrevista a jornalistas na sede da pasta, em Brasília, depois de encontro com o presidente Lula no Palácio do Planalto. Participou também da coletiva o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que não se pronunciou.
 

Haddad listou duas medidas tomadas em 2017 e que, segundo ele, estão corroendo a arrecadação federal e provocando a erosão da base fiscal do país.
 

A primeira é uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que tirou o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. Nesse caso, prosseguiu Haddad, o problema é que a decisão retroagiu, criando créditos tributários para as companhias.
 

O ministro citou o exemplo de uma empresa de cigarros –sem dizer qual– que conseguiu um crédito tributário de PIS/Cofins de R$ 4,8 bilhões. "O consumidor pagou o PIS/Cofins, a empresa recolheu para a Receita, e a Justiça está mandando devolver o tributo não para o consumidor, mas para a empresa que não pagou esse tributo", disse.
 

A segunda medida foi tomada pelo Congresso Nacional e permitiu o abatimento da base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das subvenções concedidas pelos estados.
 

De acordo com Haddad, houve um salto de R$ 39 bilhões em 2017 para R$ 200 bilhões projetados para 2023 a menos na conta por conta disso, com impactos negativos sobre as parcelas dos fundos de participação dos estados e dos municípios.
 

"Os três Poderes precisam estar cientes do que está acontecendo", disse Haddad, destacando que a arrecadação do governo federal vem sofrendo enorme prejuízo, mesmo com a melhora do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
 

Segundo o ministro, Lula pediu para o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) convocar uma reunião com os líderes no Congresso para que seja apresentado o cenário de erosão fiscal aos parlamentares. Haddad também já discutiu as pautas fiscais no STF com o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
 

Em café com jornalistas no Palácio do Planalto na sexta, o presidente Lula disse que a meta fiscal não precisa ser de déficit zero, como quer Haddad, e que "dificilmente" o governo alcançará esse objetivo –o que provocou disparada das taxas de contratos de juros futuros.
 

Logo após a declaração do presidente, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), relator do projeto de diretrizes orçamentárias para 2024, disse à Folha de S.Paulo entender a fala como um comando para que a mudança seja sacramentada no Congresso Nacional.
 

O parlamentar afirmou também que a fala do chefe do Executivo coloca o ministro da Fazenda "num certo constrangimento" na medida em que a autoridade máxima do país admite que a meta traçada para o próximo ano não é factível.
 

Segundo interlocutores do governo ouvidos pela Folha de S.Paulo, a declaração de Lula pegou membros do Executivo de surpresa, inclusive da equipe econômica, com quem não houve qualquer tipo de combinado prévio.
 

A fala do presidente acendeu um alerta porque ocorreu no momento em que a Fazenda tenta negociar maior celeridade na aprovação de medidas cruciais para equilibrar o Orçamento do ano que vem. 

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Ex-senador Telmário Mota é alvo de operação por suspeita de mandar matar a mãe da própria filha

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 16:06h

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O ex-senador Telmário Mota é alvo de uma operação da Polícia Civil de Roraima por ser suspeito de tentar matar sua antiga companheira Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, mãe de uma filha dele que, no ano passado, o acusou de estupro. 

 

A operação ainda busca prender outros envolvidos no caso. A vítima foi assassinada com um tiro na cabeça no dia 29 de setembro, após sair de casa para trabalhar, na zona Oeste de Boa Vista, capital de Roraima. 

 

Segundo publicação do G1, a Polícia Civil apontou que o ex-senador está em Brasília, onde policiais tentam localizá-lo.

 

Na manhã desta segunda-feira (30), a operação cumpre três mandados de prisão e sete de buscas e apreensão, e tem o apoio da Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

 

O sobrinho do senador, identificado como Harrison Nei Correa Mota, conhecido como "Ney Mentira" também é alvo da operação. 

 

Leandro Luz da Conceição é o suspeito de ser um dos executores do assassinato, o Leandro Luz da Conceição. Já outro suspeito é investigado também por latrocínio de uma empresária, em dezembro de 2019. 

 

Segundo documentos obtidos pela Rede Amazônica Telmário Mota deu ordem para  o sobrinho ser o responsável pela execução do crime.

 

Investigadores indicaram que a moto usada pelos assassinos no dia do crime foi comprada pelo sobrinho do ex-senador.A polícia disse que o veículo foi adquirido por R$ 4 mil em espécie, estava em nome de outra pessoa e com documentação irregular.

 

A assessora do ex-senador também envolvida no caso foi vista entregando a moto aos assassinos um dia antes do crime. A Polícia Civil possui uma imagem dela pilotando a moto. Telmário ainda não se pronunciou sobre o assunto.

‘Comecem a falar sobre violência dentro das igrejas’, pede Carlinhos Maia após morte de cantora gospel

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 14:19h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

O influenciador digital Carlinhos Maia usou as redes sociais para lamentar a morte da cantora gospel Sara Mariano, que estava desaparecida desde a última terça-feira (24) e foi encontrada parcialmente carbonizada no sábado (28), na região de Dias D’Ávila, Região Metropolitana de Salvador. 

 

No Instagram, o blogueiro criticou as igrejas e as preocupações, afirmando que pouco se fala sobre feminicídio. “É só sobre homosexualismo, é só sobre dízimos, é só sobre…Meu Deus! E sobre a violência doméstica? Onde as fiéis vivem apanhando desses escrotos que usam a palavra de Deus para exercer esse poder exacerbado sobre a vida de outra pessoa, sobre a liberdade de outra pessoa. Até quando não vai ser falado sobre violência doméstica dentro das igrejas”. 

 

No desabafo, Carlinhos fez um apelo para que o assunto comece a ser abordado pelos religiosos em uma tentativa de reduzir casos como o de Sara. “Vai só falar de quem vai pro inferno, de quem vai descer? Aos pastores, aos padres: comecem a falar de violência doméstica dentro das igrejas! Comecem a falar sobre isso! Uma cantora gospel foi carbonizada pelo próprio marido que vivia dentro da igreja e além de tudo ela era pastora também! Espero que nesse caso essa mulher não tenha perdido a vida em vão, espero do fundo do coração”.

 

SOBRE O CASO

Sara Mariano foi dada como desaparecida na terça-feira (24), após entrar em um carro em Dias D’Ávila. Nas redes sociais, Sara afirmava que teria ido para um evento na região, no entanto, Ederlan Mariano, seu companheiro, não tinha informações sobre o paradeiro da esposa.

 

Ederlan foi preso pelo crime na madrugada do sábado (28), após confessar ter matado a esposa. 

 

A polícia ainda não sabe de que forma Sara Mariano foi assassinada. O corpo da cantora foi encontrado parcialmente carbonizado. Apenas laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) podem apontar se e como ela foi assassinada antes de ter o corpo carbonizado, ou se foi queimada viva.

 

A família, que é do Maranhão, aguarda a liberação do Instituto Médico Legal para velar o corpo. Sara Mariano deixou uma filha de 11 anos, fruto do relacionamento de 13 anos com Ederlan.

Avanço do centrão sobre cargos e verbas gera queixas entre aliados de Lula

  • Por Mateus Vargas | Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 12:10h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

O avanço de partidos do centrão sobre cargos do governo federal e sobre o Orçamento tem gerado críticas entre aliados do presidente Lula (PT).
 

Na semana passada, Lula entregou o comando da Caixa Econômica Federal ao servidor de carreira Carlos Vieira, que foi indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ainda assim, partidos cobram mais verba e cargos.
 

A pressão do centrão ocorre no momento em que o governo busca garantir apoio no Congresso, sobretudo para a aprovação de pautas econômicas.
 

O próprio Lula reconheceu que fez um acordo com PP e Republicanos para a entrada dessas siglas no governo. Ele afirmou que "precisava desses votos" no Legislativo.
 

 

"Eu fiz um acordo com o PP, com Republicanos, acho que é direito deles, que gostariam de ter espaço com governo, indicar uma pessoa [Vieira, indicado por Lira] que esteve na Caixa, já foi da Caixa, já esteve no governo da Dilma, já foi do Ministério das Cidades, uma pessoa que tem currículo para isso. E eles juntos têm mais de 100 votos, eu precisava desses votos para continuar o governo", disse na sexta-feira (27).
 

No mesmo dia, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), criticou a mobilização de parlamentares para controlar fatias ainda maiores do Orçamento. A deputada afirmou, nas redes sociais, que propostas para o governo pagar mais emendas "servem para atender apenas interesses políticos insaciáveis".
 

"No momento que o país precisa direcionar investimentos para o crescimento e políticas públicas estruturantes, deputados querem obrigar o governo a pagar emendas de comissões permanentes. É mais uma intervenção indevida na aplicação do Orçamento da União", escreveu Gleisi na plataforma X, o antigo Twitter.
 

A deputada criticava discussões no Congresso para tornar impositiva a execução das emendas de comissões, ou seja, obrigar o governo a pagar uma verba que corresponde a R$ 7,5 bilhões em 2023. Se for aprovada, essa mudança reduz o controle do governo Lula sobre a execução do Orçamento de 2024, ano de eleições municipais.
 

A cúpula do Congresso ainda avalia outros caminhos para ditar o ritmo da liberação das emendas e amarrar a execução da verba aos seus interesses, desidratando ainda mais o poder do governo.
 

Como mostrou a Folha, o Palácio do Planalto busca formas de manter a influência sobre o destino desses recursos. As conversas caminham para um aumento no valor reservado para emendas do próximo ano, mas preservando o poder do governo sobre essa cifra.
 

Ao se manifestar sobre a própria saída do cargo de presidente da Caixa (para entregar o comando do banco ao centrão), Rita Serrano agradeceu a Lula pelo convite para integrar o governo, mas disse nas redes sociais que é "necessário e urgente pensar em outra forma de fazer política".
 

Rita Serrano ainda afirmou que espera deixar como legado "a mensagem de que é preciso enfrentar a misoginia".
 

A mudança na Caixa também gerou crítica entre apoiadores de Lula em movimentos sociais e entidades ligadas a trabalhadores.
 

"A companheira Rita Serrano vinha fazendo um excelente trabalho na Caixa. Infelizmente, perdemos um dos maiores instrumentos de implementação de políticas públicas para o centrão", disse o coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Deyvid Bacelar, nas redes sociais.
 

"Precisamos melhorar a nossa correlação de forças no Congresso Nacional elegendo parlamentares de esquerda, progressistas e desenvolvimentistas que não deixem governos reféns dessas chantagens", escreveu Bacelar.
 

Em nota, a Fenag (Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal) disse lamentar a saída de Rita Serrano. A entidade disse que ela havia sofrido ataques e "travou uma batalha ferrenha" no cargo, "mas não resistiu".
 

A presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, também criticou a troca no comando do banco.
 

"Não vamos aceitar que a política do governo passado seja implementada na empresa, como o desmonte da empresa e da sua função de banco público. Nem retrocessos na política da gestão de pessoas", disse ela, em nota publicada pela entidade.
 

Apesar de ter criticado a relação do centrão com Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Lula aliou-se ao mesmo grupo e tem repetido a entrega de cargos e verbas públicas em troca de apoio para votações no Legislativo.
 

"Eu não fiz negociação com o centrão, eu não converso com o centrão, vocês nunca me viram fazer reunião com o centrão. Eu só converso com partidos políticos que estão aí legalizados, que elegeram bancadas. Portanto com eles é que eu tenho que conversar, para estabelecer um acordo", disse Lula na semana passada.
 

A base do governo no Congresso é frágil. Recentemente, o Senado chegou a rejeitar a indicação de Igor Roque para o comando da DPU (Defensoria Pública da União).
 

Nas horas seguintes à troca na Caixa, porém, a Câmara destravou a votação da proposta de taxação de offshores e de fundos de super-ricos.
 

As mudanças na Caixa e em ministérios para acomodar aliados do centrão ainda reduziram a presença de mulheres em cargos de primeiro escalão.
 

Lula culpou os partidos pela redução da presença feminina no Executivo. "Quando um partido político tem que indicar uma pessoa e não tem mulher, eu não posso fazer nada", disse o presidente na última semana.

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Bolsonaro ainda tem "esperança” de Ricardo Salles ser candidato pelo PL em 2024

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 11:15h

Foto: Reprodução / Brasil de Fato

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e alguns deputados da sigla têm atuado como espécie de “bombeiros” na relação do deputado federal, Ricardo Salles (PL) com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

O grupo tenta uma reconciliação do ex-ministro do Meio Ambiente, que quer disputar a Prefeitura de São Paulo, com o presidente nacional do partido. As informações são da coluna de Paulo Capelli, do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Caso haja bandeira branca entre ambos, Bolsonaro avalia que Salles poderá sair candidato até mesmo pelo PL, sem necessidade de mudar de partido. As chances seriam pequenas, mas existem.

Um dos entusiastas da candidatura de Salles pelo PL é o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança. Conhecido como “Príncipe”, ele mantém ótima relação com o ex-ministro e com Valdemar.

Porém, no momento, o dirigente tem se mostrado favorável a apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Atriz Mariana Rios tem casa invadida e artigos de luxo furtados: "Várias coisas de valor foram roubadas"

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 09:27h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

A Atriz Mariana Rios revelou, neste domingo (29), que sua casa em São Paulo foi furtada neste sábado (28). De acordo com um publicação da artista nos stories do instagram, vários itens foram roubados, como bolsas de luxo, jóias e sapatos, além de dinheiro.

 

"Minha casa em São Paulo foi assaltada ontem (28) à tarde. Eles entraram num momento em que não havia ninguém na casa. Várias coisas de valor foram roubadas", disse ela. A atriz contou que a polícia já está com as imagens e investigando o caso. Ela ainda pediu ajuda das marcas de luxo dos itens que foram levados, para caso elas tenham alguma informação.

 

Por fim, Mariana agradeceu por não estar na residência no momento em que foi invadida. "Muito ruim ver imagens de pessoas invadindo sua casa, roubando o que você comprou e conquistou com seu trabalho, mas agradeço a Deus por não estar lá e ter sido poupada de um trauma maior", finalizou.

Soldados brasileiros-israelenses dizem 'lutar pela casa', não contra palestinos

  • Por Mayara Paixão | Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 07:17h

Soldado Moti S., do Exército de Israel. Foto: Arquivo Pessoal/Bahia Notícias

Nas fileiras das Forças de Defesa de Israel, uma característica perene do Estado de 75 anos se torna ainda mais evidente na atual guerra contra o grupo terrorista Hamas: a imigração.
 

Judeus que nasceram em outros países e depois emigraram à nação do Oriente Médio hoje são soldados que refletem no Exército o perfil nada incomum de dupla nacionalidade dos cidadãos locais.
 

Entre eles, os brasileiros. Moti, 32, de São Paulo, fez em 2010 a aliá —termo que se refere à migração de judeus a Israel, num processo que a comunidade judaica chama de retorno à sua terra de origem. No país, prestou o serviço militar obrigatório e entrou para os reservistas. Até que foi convocado, como outros 300 mil, no último 7 de outubro.
 

"Ninguém pensou em voltar ao Brasil para se esconder ou para fugir de uma situação tão difícil", diz o paulista, cujo sobrenome não foi compartilhado a pedido do Exército por segurança. "Todos têm plena convicção na ideia de que estamos lutando pela nossa casa."
 

 

O brasileiro-israelense que vive no país com a esposa e os filhos atua na unidade da Defesa que, segundo sua própria descrição, trabalhou na expulsão de membros do Hamas do território israelense e recolheu corpos de vítimas dos terroristas nos kibutzim, comunidades ao sul.
 

"Mesmo nos treinando durante tantos anos, nada nos preparou para ver tamanha atrocidade", diz ele. "Lembramos os números de mortos de 1948 [1ª guerra árabe-israelense], 1967 [Guerra dos Seis Dias] e 1973 [Guerra do Yom Kippur], mas eram principalmente soldados. Agora, eram civis inocentes que estavam nas suas casas."
 

"Durante todos os dias na fé judaica a gente lembra da terra de Israel", diz Moti ao relembrar sua ascendência. "Minha família foi expulsa da Judeia [forma como Israel se refere à atual Cisjordânia] e, então, foi para a Península Ibérica, de onde também foi expulsa pela inquisição. De lá, foram para a antiga Iugoslávia, onde os meus bisavós foram assassinados na Segunda Guerra Mundial."
 

Como Moti, a brasileira-israelense Ruth, 42, também compõe o perfil de dupla nacionalidade que forma as fileiras do Exército local, mas há muito mais tempo: a mineira está nas Forças de Defesa há mais de duas décadas, desde que ingressou no serviço militar obrigatório.
 

Ruth emigrou aos 13 anos a Israel com a mãe. A hoje sargento comanda um laboratório de controle de qualidade de produtos usados, por exemplo, em aviões do Exército e em especial no Iron Dome (redoma de ferro), o principal sistema antimísseis de Israel.
 

"Não sou uma soldado de combate, mas o que meus soldados fazem garante que os aviões funcionem", diz ela. "Toda vez que assino a liberação de um produto, sinto o peso dessa responsabilidade."
 

"O Iron Dome, no final das contas, protege também a minha casa. Se eu fizer alguma coisa errada e ele não funcionar, significa que também a minha mãe, como os demais civis, não vai estar protegida."
 

Para Ruth, a segunda guerra entre Israel e Líbano, em 2006, também foi extremamente impactante no dia a dia. Mas nada comparado ao atual conflito. "Tenho mais ou menos 15 soldados abaixo de mim, e também tenho de estar forte e dar a eles um lugar para se abrir. Muitos são novos imigrantes, estão aqui há dois anos", diz a sargento, que desenvolve um projeto para ajudar imigrantes a aprenderem hebraico.
 

"As imagens que tenho da Polônia, quando visitei o campo de concentração de Auschwitz com o Exército, e as que tenho do sábado negro [maneira como se refere aos ataques do Hamas em 7 de outubro] são muito parecidas", diz ela, que quando esteve no mais conhecido campo de concentração da história encontrou o nome de vários de seus antepassados em uma lista de judeus ali mortos por nazistas.
 

"O objetivo é o mesmo: desmanchar Israel. Se tem uma coisa que o Holocausto nos ensinou é que o povo precisa de Israel. A luta é pela casa, não é mais uma discussão política sobre um pedaço de terra para eles, outro para nós", diz à reportagem.
 

Por motivos também ligados à segurança, as Forças de Defesa de Israel se negam a fornecer dados sobre soldados com dupla cidadania. Mas observar o perfil demográfico geral do país ajuda a ilustrar o peso da migração: calcula-se que, em 2020, quase 21% da população local (1,8 milhão à época) tivessem vindo do exterior, sendo a maioria (mais de 40%) de ex-repúblicas soviéticas.
 

Dados mais atualizados são difíceis de obter. O centro oficial de estatísticas de Israel está inacessível. Em sua página oficial, o aviso: devido à situação atual de segurança (a guerra Hamas-Israel), o site estará bloqueado temporariamente para usuários do exterior.
 

Com apoio da Agência Judaica, órgão patrocinado pelo governo em Tel Aviv, mais de 76 mil judeus de todo o mundo fizeram a aliá apenas em 2022 —estão entre eles judeus ou filhos e netos de judeus que têm a migração facilitada pela chamada Lei do Retorno. O Brasil foi a segunda principal origem na América Latina, com 405 judeus que fizeram a migração, atrás da Argentina (1.059).
 

São pessoas majoritariamente na faixa etária de 20 anos que, como Moti, emigram ainda na idade de ingressar no serviço militar obrigatório. "Essa guerra, essa luta, é para destruir o Hamas e os terroristas para que eles nunca mais possam ferir ou amedrontar, causar qualquer mal contra a população israelense —os judeus e os árabes", diz ele. "Não é uma luta contra o povo palestino."
 

A reportagem perguntou ao soldado se há um dilema moral relacionado às mortes de civis documentadas em Gaza. A pedido da comunicação do Exército, ele não respondeu, sob o argumento de que o soldado representa a corporação, não apenas a si próprio.
 

"Gostaríamos de viver em paz e harmonia com qualquer um que quiser morar aqui", afirma Moti.

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Gaza volta a ter internet e telefone de forma parcial; Israel estende ação por terra

  • Por Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 06:52h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

Os bombardeios e a expansão das ações terrestres de Israel em Gaza continuaram neste domingo (29), mas os cerca de 2,3 milhões de moradores do território palestino tiveram um pequeno alívio com o fim do blecaute total nas comunicações. Por volta das 4h locais (22h de sábado em Brasília), a conectividade começou a voltar espontaneamente, disse Abdulmajeed Melhem, diretor-executivo da Paltel, a principal empresa palestina de telefonia.
 

A retomada do sinal de internet e das linhas telefônicas, ainda que parcial, encerrou um período de cerca de 34 horas, desde a noite de sexta-feira (27), em que Gaza ficou sem nenhuma conexão interna e com o exterior, após uma série de ataques israelenses. Era impossível pedir ajuda a serviços de emergência, e equipes de paramédicos saíam com suas ambulâncias na direção de onde ouviam explosões, em uma tentativa às cegas de encontrar feridos.
 

Várias organizações internacionais, como o Crescente Vermelho e agências da ONU, também afirmaram que haviam perdido contato com o seu pessoal na região.
 

 

A Paltel informou que não fez nenhum reparo em sua estrutura e não tinha como explicar de que forma a internet foi reativada. Para o diretor Melhem, Tel Aviv foi responsável tanto pelo corte quanto pela reativação do serviço. Funcionários do governo israelense procurados pelo The New York Times não quiseram comentar a acusação. Representantes dos EUA teriam cobrado Israel a fazer o possível para restaurar as comunicações em Gaza o quanto antes.
 

O fornecimento de água também foi restaurado de forma parcial. Israel anunciou que reabriu o segundo dos três dutos que abastecem Gaza --o primeiro havia sido reaberto na semana passada, mas com volume reduzido. Cerca de 28,5 milhões de litros voltarão a estar disponíveis no território palestino. Segundo as autoridades israelenses, a quantia é suficiente para atender às necessidades humanitárias de Gaza. Antes do início da guerra, eram fornecidos 49 milhões de litros para o território.
 

Em outra frente, 47 caminhões foram autorizados a entrar pela passagem de Rafah com água, comida e medicamentos. Foi o maior comboio em um só dia desde que Israel e Egito chegaram a um acordo para liberar o ingresso de ajuda humanitária, no dia 21, mas o volume ainda é insuficiente ante a demanda da população, segundo organizações.
 

As medidas tomadas neste domingo indicam uma flexibilização, ainda que tímida, do cerco prometido pelo governo israelense dias após o Hamas conduzir a série de atentados terroristas em solo vizinho. No dia 12, o ministro da Energia, Israel Katz, escreveu no X, antigo Twitter: "Ajuda humanitária para Gaza? Nenhum interruptor será ligado, nenhuma bomba d'água funcionará e nenhum caminhão com combustível entrará até que os reféns israelenses voltem para casa."
 

Apesar da leve melhora, o cenário de privação ainda é evidente. Neste domingo (29), milhares invadiram depósitos da ONU em busca de comida e de itens básicos. Diretor do escritório da agência das Nações Unidas para refugiados palestinos em Gaza, Thomas White afirmou que os saques são um sinal preocupante de que a "ordem civil está começando a colapsar". Em visita ao Nepal, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a situação é desesperadora. Ele renovou seu pedido por um cessar-fogo, que tem sido ignorado por Israel -a diplomacia de Tel Aviv chegou a pedir a renúncia de Guterres após este apontar possíveis violações de direitos humanos em Gaza.
 

Numa visita não anunciada, o procurador do Tribunal Penal Internacional Karim Khan foi à passagem de Rafah neste domingo (29) e declarou que não obteve autorização para entrar em Gaza. Ele disse que ainda espera visitar o território e Israel enquanto estiver na região.
 

O TPI tem investigado episódios nos territórios palestinos desde 2021, buscando possíveis crimes de guerra e contra a humanidade. Israel, que não é signatário da corte, rejeitou anteriormente a jurisdição do tribunal e não se envolve formalmente nas suas apurações.
 

Ainda neste domingo (29), o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou por telefone com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e reforçou o direito de Tel Aviv de se defender. Afirmou, porém, que isso deve ser feito "de uma maneira consistente com o direito humanitário internacional que prioriza a proteção de civis".
 

Recomendações à parte, a expansão da ofensiva israelense continuou em ações por terra. Tanques foram vistos mais uma vez ao norte de Gaza, em movimentação que ocorre já há quatro dias. Depois de anunciar no sábado (28) que a resposta militar entrava em uma "nova fase", Tel Aviv tem enfrentado embates pontuais com combatentes do Hamas. Em Erez, comunidade quase na fronteira com Gaza, houve relatos de que atiradores palestinos saíram de um túnel em solo israelense e trocaram tiros com tropas israelenses.
 

Não se sabe o número exato de soldados já operando em território palestino, mas o Exército afirma que o aumento do contingente tem sido gradual.

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Relatório da CPI revela doações de R$18 milhões via Pix a Bolsonaro por servidores federais

  • Bahia Notícias
  • 29 Out 2023
  • 14:29h

Foto: Isac Nóbrega/PR

Um relatório elaborado por técnicos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos do 8 de janeiro revelou informações surpreendentes sobre doações recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) via Pix. De acordo com o documento obtido pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o ex-presidente recebeu doações de recursos via Pix de 18.082 servidores federais, incluindo doações datadas ainda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O montante total dessas doações ultrapassa a marca de R$18 milhões.

 

A análise dos técnicos da comissão usou como base de dados a quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, que estava vinculado às contas do ex-presidente. A investigação se concentrou nas transações realizadas via Pix durante o período de 20 de junho a 31 de julho. Nesse período, foram identificadas 809,8 mil transações feitas por 770,2 mil pessoas, totalizando R$18,1 milhões em doações.

 

As doações a Bolsonaro faziam parte de uma campanha de arrecadação realizada por aliados do ex-presidente, que alegavam que Bolsonaro estava sendo alvo de "assédio judicial" e que os recursos seriam usados para pagar multas. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já havia divulgado um relatório anterior à comissão, mostrando que Bolsonaro havia recebido R$17,2 milhões via Pix até o dia 4 de julho.

 

Uma das revelações do relatório da CPI é que as doações já ocorriam desde o governo do presidente Lula, representando 5,7% do valor total arrecadado. Dentre essas doações, 60 servidores realizaram contribuições acima de R$1 mil, totalizando R$272,6 mil.

 

Os servidores federais que mais contribuíram para a campanha de doação de Bolsonaro são vinculados ao Ministério da Saúde, com 1.589 doadores identificados.

 

No âmbito estadual, o estado de São Paulo lidera com o maior número de doadores, com 60.258 servidores participantes. O total arrecadado por esses servidores atingiu cerca de R$78,3 mil, com 3.689 servidores fazendo doações, a maioria deles sendo policiais militares.

 

Além disso, 135 servidores de gabinetes de deputados federais também colaboraram com a campanha de arrecadação do ex-presidente. A campanha teve início no dia 23 de junho e viu um aumento nas doações durante o final de semana, alcançando um montante de R$12,5 milhões.