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- Por Renato Machado | Folhapress
- 13 Nov 2023
- 16:58h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que as ações para retirar os brasileiros da Faixa de Gaza foram difíceis porque envolviam diferentes fatores, entre eles a "boa vontade de Israel".
"Estamos trazendo o possível para liberar, com muito sacrifício, porque dependia da boa vontade de Israel, dependia da quantidade de pessoas, que a gente não sabia. Todo dia ligava de manhã, de tarde, para o ministro de Israel, ligava para o ministro do Egito, para o nosso embaixador e, depois, conseguimos trazer as pessoas", afirmou.
O presidente também falou que a resposta de Tel Aviv é "tão grave" quanto os ataques do Hamas.
"Esta guerra, depois do ato provocado, e eu digo, um ato de terrorismo do Hamas, que provocou um ato, as consequências, a solução do Estado de Israel é tão grave quanto foi a do Hamas, porque eles estão matando inocentes sem nenhum critério", afirmou o mandatário.
"Jogar bomba onde tem criança, onde tem hospital, a pretexto de que o terrorista está lá, não tem explicação. Primeiro vamos salvar crianças, mulheres, aí depois faz a briga com quem quiser fazer", declarou.
Atentados do grupo terrorista no dia 7 de outubro , no sul de Israel, deixaram 1.200 mortos e desencadearam uma das maiores campanhas aéreas do Estado judeu na Faixa de Gaza, um dos territórios mais densamente povoados do mundo. Até agora, dois terços da população ficaram desabrigados, e 11 mil pessoas foram mortas —cerca de 40% delas crianças, segundo autoridades locais.
As afirmações foram feitas durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção da lei que atualiza o sistema de cotas. Também participaram os ministros Camilo Santana (Educação), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Márcio Macêdo (Secretaria Geral da Presidência).
Lula disse que esta segunda é um "dia feliz", por causa da chegada do grupo de Gaza, e afirmou que nenhum brasileiro vai ficar para trás se quiser retornar. Ele deve receber os resgatados na Base Aérea de Brasília no fim da noite desta segunda (13).
A aeronave decolou do aeroporto internacional do Cairo, no Egito, rumo ao Brasil às 6h52, no horário de Brasília, e fará três escalas para reabastecimento em Roma (Itália), Las Palmas (Espanha) e na base aérea do Recife. A chegada a Brasília está prevista para as 23h30.
O grupo é composto por 22 brasileiros, 7 palestinos que têm RNM (Registro Nacional Migratório) e 3 palestinos que são familiares próximos dos demais integrantes. Desses, 17 são crianças, 9 são mulheres e 6 são homens.
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- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 13 Nov 2023
- 14:09h
Foto: Divulgação/Agência Petrobras
A Petrobras obteve uma primeira vitória no STF (Supremo Tribunal Federal) em ação judicial cujas perdas possíveis são estimadas em quase R$ 40 bilhões. É o maior esqueleto trabalhista da estatal, fruto de um questionado acordo coletivo assinado no segundo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os sindicatos de petroleiros já anunciaram que vão recorrer da decisão, que foi proferida na sexta-feira (10) pela Primeira Turma do STF por três votos a um. Com o recurso, o tema terá de ser analisado pelo plenário do tribunal, arrastando um processo que já dura 13 anos.
A questão envolve acordo coletivo de trabalho assinado em 2007, que estabeleceu um piso salarial por região, chamado RMNR (remuneração mínima por regime e nível), equiparando salários da área administrativa aos valores pagos a empregados lotados em áreas de risco.
Na prática, incorporou os adicionais de periculosidade aos vencimentos de todos os trabalhadores —mesmo aqueles que nunca pisaram em uma unidade industrial— o que representou aumento de 30% para os empregados de áreas administrativas.
Em 2010, empregados lotados em áreas industriais começaram a entrar na Justiça para cobrar o pagamento de adicionais de periculosidade, sob o argumento de que são previstos em lei. Pediam ainda o pagamento retroativo a 2007.
Em 2018, obtiveram uma vitória no TST (Tribunal Superior do Trabalho) —por 13 votos a 12, o plenário do tribunal deu ganho de causa aos trabalhadores. A Petrobras, então, recorreu ao STF.
Na primeira vez em que o tema apareceu na lista de processos judiciais com perdas possíveis em balanços da estatal, em 2014, o valor estimado era de R$ 3,1 bilhões (cerca de 5,2 bilhões hoje). Com o crescimento do número de ações, a estatal já calcula as perdas possíveis em R$ 39,2 bilhões.
O acordo que criou a RMNR foi assinado durante a gestão do sindicalista Diego Hernandes no comando da área de Recursos Humanos da Petrobras, com concordância dos principais sindicatos de trabalhadores da companhia e da FUP (Federação Única dos Petroleiros).
Hernandes era apontado como membro de uma tríade sindicalista que comandava áreas chaves da estrutura corporativa da estatal durante os primeiros governos Lula, ao lado de Wilson Santarosa (Comunicação) e ArmandoTripodi (Responsabilidade Social).
Em 2016, um grupo de empregados insatisfeitos com as gestões petistas divulgou um dossiê acusando a área de recursos humanos da empresa de beneficiar os sindicatos, que assinaram o acordo, mas logo depois foram à Justiça questioná-lo.
Em nota divulgada nesta segunda (13), a Petrobras ressalta que o acordo de 2007 foi "livremente firmado entre a Petrobras e os sindicatos". Signatária do acordo, a FUP alega hoje que a Petrobras aplicou de forma errada a RMNR e defende negociações com a estatal.
"A insistência da Petrobras em não negociar, em não reconhecer que aplicou a cláusula da RMNR de forma equivocada, e não excluir a periculosidade da base de cálculo da remuneração prejudica a categoria petroleira", afirmou, em nota, o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar.
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- Por João Pedro Pitombo | Folhapress
- 13 Nov 2023
- 11:23h
Foto: Divulgação / PT
De olho nas eleições municipais do próximo ano, o PT abriu as portas para novos filiados, cresceu em número de prefeituras e atraiu para os seus quadros até mesmo prefeitos do PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embalado pela vitória de Lula para a Presidência no ano passado, o partido ganhou 51 novos prefeitos por meio de migração partidária, segundo dados dos 26 diretórios estaduais. A legenda saiu de um total de 183 eleitos em 2020 para atuais 234 gestores municipais.
Com o vento a favor, o partido começa a deixar para trás o cenário adverso de 2020, quando saiu das urnas com 183 prefeitos, pior desempenho desde 1996. O auge do partido em uma eleição municipal foi em 2012, sob presidência de Dilma Rousseff, quando conquistou 644 prefeituras.
O avanço do PT foi puxado pelos estados do Piauí, Ceará e Bahia, todos comandados por governadores petistas. Mas também houve novas filiações pontuais no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Maranhão e Mato Grosso do Sul.
A tendência é que o número de prefeitos petistas cresça até abril de 2024, prazo máximo para novas filiações dos políticos que vão disputar as eleições.
"Ao contrário do que acontece nos cargos proporcionais, os prefeitos são donos do próprio mandato, logo podem migrar a qualquer tempo, sem punições. Os custos para migração são baixos", avalia o cientista político Vitor Sandes, professor da Universidade Federal do Piauí.
Ele destaca que existe uma espécie de movimento pendular em direção às siglas aliadas ao presidente, cujo poder de atração é maior nos municípios mais dependentes de recursos federais.
Não por acaso, o maior salto em número de prefeituras aconteceu no Piauí, estado governado pelo PT pela quinta vez, mas que estava na oposição ao governo Jair Bolsonaro.
Em 2020, a força de Ciro Nogueira junto ao governo ajudou a catapultar o desempenho do PP, que chegou a 83 prefeitos no estado. Agora, após a vitória de Lula, é o PT que começa a crescer: o partido saiu de 22 prefeitos eleitos para os atuais 49 e ainda avalia novos pedidos de filiação.
"Há uma disputa pela marca do PT, que é muito forte no nosso estado. Temos municípios em que dois grupos antagônicos pediram filiação ao partido. Chegamos a rejeitar alguns pedidos", afirma João de Deus Sousa, presidente estadual da legenda.
O partido adotou como critério a filiação apenas de prefeitos que apoiaram Lula e o governador Rafael Fonteles em 2022. Prefeitos que apoiaram a oposição têm migrado para outros partidos aliados do PT no estado, sobretudo o PSD e o MDB.
Na Bahia, maior estado comandado pelo PT, o partido filiou dez novos prefeitos desde a vitória do governador Jerônimo Rodrigues no ano passado, saltando de 32 para 42 gestores municipais.
"A procura aumentou após as vitórias de Jerônimo e Lula. Voltou a estar na moda ser PT, por assim dizer. Mas estamos tratando essa questão com tranquilidade e maturidade. A porta não está fechada, nem tampouco escancarada", afirma o presidente estadual do PT, Éden Valadares.
Ele diz que o partido foi procurado por cerca de 50 prefeitos com mandato nos últimos meses. Mas a maioria esbarrou no conjunto de critérios definidos pelo partido para avaliar os pedidos de filiação.
Os critérios incluem o aval dos diretórios municipais e compromisso de apoiar candidatos a deputado do PT em 2026. Também foram vetados nomes que apoiaram Bolsonaro ou ACM Neto (União Brasil), candidato derrotado ao governo, nas eleições do ano passado.
Ainda assim, as novas filiações não ficaram imunes a atritos com aliados. Na cidade de Esplanada, o partido filiou o prefeito Nandinho da Serraria, eleito pelo PSDB, sob fortes críticas do grupo liderado por Alex Lima (PSB), ex-deputado estadual e assessor do governador.
"Os que irão amanhã vestir o manto vermelho são aqueles mesmos que pediram a queda da Dilma, a prisão do Lula, a chegada do Bolsonaro ao poder e flertavam com a ditadura. Não tem camisa bonita que embeleze uma alma podre. Nesse caso, no máximo, a camisa apodrece", disparou Lima.
O comando do PT minimiza as críticas e alega que é comum que disputas locais ocorram entre partidos da base: "Aí é ter responsabilidade e maturidade de deixar que a disputa local não contagie a aliança estadual", diz Valadares.
Dois dos novos prefeitos que se filiaram ao PT na Bahia vieram do PL, partido de Bolsonaro –são eles Romi, da cidade de Planaltino, e Marcelo Emerenciano, de Cocos. Mas ambos não haviam seguido o próprio partido em 2022 e apoiaram Lula nas eleições presidenciais.
Marcelo Emerenciano, que é médico e governa um dos polos do agronegócio na Bahia, diz que a mudança do PL para o PT se deu de forma natural.
"Nunca escondi que sou simpatizante e votava com o PT. Não tenho alinhamento ideológico com o bolsonarismo. Sou de esquerda", diz o prefeito, que foi um dos articuladores da ida do presidente Lula, em junho, à feira agropecuária Bahia Farm Show.
Ele afirma que está confortável no partido e diz não temer a aversão de parcela do agronegócio com os governos petistas. "Quero quebrar preconceitos e ser uma ponte do setor com o partido", diz.
No Ceará, o PT cresceu de 18 para 32 prefeitos após a eleição do governador Elmano de Freitas, deve chegar a até 40 até as eleições e tem como meta sair das urnas em 2024 com cerca de 50 prefeitos.
Ao menos quatro dos novos prefeitos petistas vieram do PDT, partido que vive uma crise interna que opôs os irmãos Cid e Ciro Gomes e que se divide entre aliados e adversários do governador.
Outros três prefeitos vieram do PL: Wilamar Palácio, de Cariús, Marcondes Jucá, de Choró, e Francisco Mendes, conhecido popularmente como Meu Deus, de Santana do Acaraú. Mas o partido também atraiu gestores de siglas aliadas, caso de PSB, MDB e até do PSOL.
Também houve avanços pontuais do partido fora do Nordeste. Em Mato Grosso do Sul, o partido voltou a ter um prefeito após sete anos: João Alfredo Danieze, da cidade de Ribas do Rio Pardo, trocou o PSOL pelo PT em busca de um partido mais robusto para tentar a reeleição.
No Rio de Janeiro, o partido filiou a prefeita de Japeri, Fernanda Ontiveros, que era do PDT e agora tem duas prefeituras no estado. A meta para 2024 é eleger ao menos dez prefeitos.
Mesmo em redutos bolsonaristas, o clima é de otimismo. É o caso de Santa Catarina, onde o partido conseguiu manter os 12 prefeitos, ampliou o número de diretórios e deve multiplicar as candidaturas no próximo ano.
"Não somos mais vistos como um partido que está apenas marcando posição, nos tornamos uma alternativa de poder", afirma Décio Lima, presidente estadual do PT e candidato a governador derrotado no segundo turno em 2022.
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- Por Nuno Krause/Bahia Notícias
- 13 Nov 2023
- 09:19h
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O Vitória se tornou, neste domingo (12), o primeiro clube na história dos pontos corridos a repetir a façanha de subir da Série C à Série A em apenas dois anos. Depois de se ver no fundo do poço em 2022, após o rebaixamento para a Terceira Divisão, o Leão estará de volta à elite do futebol brasileiro em 2024. O Rubro-Negro baiano percorreu o mesmo caminho entre os anos de 2006 e 2008.
Apenas outros 10 clubes foram capazes de conseguir o feito, mas nenhum deles por duas vezes. Confira:
América-RN (2005 a 2007)
Ipatinga (2006 a 2008)
Atlético-GO (2008 a 2010)
Guarani (2008 a 2010)
América-MG (2009 a 2011)
Chapecoense (2012 a 2014)
Fortaleza (2017 a 2019)
CSA (2017 a 2019)
Bragantino (2018 a 2020)
Juventude (2019 a 2021)
Quinze anos depois, o Rubro-Negro baiano tem a chance de coroar a jornada com seu primeiro título nacional. Neste momento, a equipe comandada por Léo Condé lidera a Segundona com certa folga. São 69 pontos conquistados, oito a mais que o Atlético-GO, 2º colocado.
O Leão enfrentará, nas duas últimas rodadas da Série B, Sport e Chapecoense. No entanto, o título pode ser confirmado já na próxima terça-feira (14) caso o Criciúma não vença o Guarani no Brinco de Ouro.
Essa será a 11ª participação do Vitória na Série A desde que o formato de pontos corridos foi instaurado - 2003. No período, foram nove presenças na Série B e duas na Série C.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2023
- 07:14h
Foto: Reprodução / Blog do Anderson
O Parque Municipal da Serra do Piripiri, uma das áreas naturais mais significativas de Vitória da Conquista, na Bahia, está enfrentando um incêndio, conforme imagens compartilhadas por internautas neste domingo (12). As informações são do Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias.
A fumaça, que começou a se manifestar no dia anterior, é visível nas fotos divulgadas. Equipes do Batalhão de Bombeiros Militar estão mobilizadas para controlar e extinguir as chamas, demonstrando esforços para preservar esse espaço natural.
- Bahia Notícias
- 12 Nov 2023
- 11:12h
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA
O líder de uma facção com atuação na Bahia, que se escondia na Bolívia e mantinha conexões com traficantes do Rio de Janeiro foi capturado neste sábado (11), em ação conjunta do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia e das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) da BA e de Pernambuco. A operação teve apoio do Gaeco do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O criminoso costumava retornar ao Brasil para coordenar distribuição de drogas e armas, além de determinar ataques contra facções rivais. De acordo com a SSP-BA, em Pernambuco, ele tentava manter uma rotina sem ostentar armas ou agir de alguma forma que chamasse atenção.
Ações de inteligência levaram as equipes até o endereço usado pelo traficante. Ele mantinha atuação mais intensa no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
O líder da facção tinha mandado de prisão por tráfico de drogas e associação crimonosa expedido pelo Tribunal de Justiçada Bahia, após solicitação do DHPP, na Operação Murus.
O traficante foi apresentado na FICCO PE e passará por audiência de custódia.
- Bahia Notícias
- 12 Nov 2023
- 09:09h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu as penas de mais cinco réus condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. O julgamento virtual começou em 27 de outubro e, no dia 7 de novembro, todos os ministros tinham votado pelas condenações, mas como não houve maioria de votos para a dosimetria da pena, foi fechado um voto médio para cada um dos condenados.
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, votou pela condenação de Rosana Maciel Gomes, Moisés dos Anjos, Osmar Hilebrand, Jorginho Cardoso Azevedo e Fabrício de Moura Gomes.
Moraes foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Cristiano Zanin e Edson Fachin divergiram em relação às penas, mas concordaram com a punição dos réus. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Na média, concluída nesta sexta-feira (10), os ministros imputaram aos condenados penas que variam de 13 anos e 6 meses a 16 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado.
Os réus foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, golpe de Estado e associação criminosa.
A maioria do STF, em julgamento virtual, entendeu que houve a intenção de tomada ilícita do poder, com uso de meios violentos para derrubar um governo democraticamente eleito. Os manifestantes se reuniram na capital federal para protestar contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 12 Nov 2023
- 07:05h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Com a onda de calor que atinge o país, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho nesta sexta-feira (10). Válido até quarta-feira (15), o aviso informa que a temperatura ficará 5ºC acima da média por um período maior do que cinco dias consecutivos.
A região Centro-Oeste é a mais afetada pelo calor, com destaque para Mato Grosso do Sul, a região centro-sul de Goiás e de Mato Grosso e o Triângulo Mineiro. A onda também atinge as cidades do norte do estado de São Paulo, como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
A previsão é de que o calor se estenda para outras regiões do Brasil. As temperaturas podem passar dos 40°C graus no Centro-Oeste, em boa parte do Sudeste e no interior do Nordeste.
Até quarta, as temperaturas na capital paulista ficarão entre 35 e 38°C. Em alguns municípios, principalmente dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as temperaturas máximas devem superar os 42°C nos próximos dias.
As capitais com maiores temperaturas previstas para esse domingo (12) são Campo Grande (41°C), Cuiabá (40°C), Rio de Janeiro (40°C) e Teresina (39°C).
O Instituto já havia emitido alerta amarelo na última quarta para as regiões, antecipando que o calor deveria se expandir ou ter o nível de severidade alterado. A atual onda de calor vem após o período de temperaturas recordes registradas em setembro, que foi o mês mais quente da história brasileira.
A intensidade do aviso está relacionada com a persistência do fenômeno (número de dias consecutivos com pelo menos 5°C acima da média) e não aos desvios de temperatura absolutos em si. Assim, se a onda persistir por mais de cinco dias o alerta muda para laranja e, depois, para vermelho, sempre após análise do Inmet.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2023
- 16:58h
Foto: João Risi/Audiovisual/PR
Os brasileiros que estão tentando sair de Gaza podem cruzar a fronteira e chegar ao Egito, neste sábado (11). A passagem pela divisa depende da reabertura do portão de Rafah. No entanto, a prioridade tem sido a travessia de ambulâncias com feridos.
Mesmo com a possibilidade de chegarem ao Egito, o impasse de quantos do grupo vão conseguir deixar Gaza ainda preocupa o Itamaraty. Dois ônibus contratados pela embaixada brasileira no Cairo chegaram a estacionar próximo da fronteira, no lado do Egito, esperando o grupo que faria a travessia nesta sexta-feira (10), mas não conseguiu já que a passagem não tinha sido liberada.
O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que ainda não é possível dizer se de fato a saída desses brasileiros ocorrerá hoje, amanhã ou daqui a alguns dias. A intensificação de bombardeios próximos a hospitais em Gaza, onde estariam escondidos integrantes do Hamas, fez com que a prioridade fosse a travessia de ambulâncias com feridos. O trânsito de pessoas também é paralisado quando há suspeita de que terroristas estão tentando cruzar a fronteira.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2023
- 13:55h
Foto: Reprodução/MPSP
Cartas foram achadas dentro de um esgoto na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Os documentos ligam a facçãao denominada de Primeiro Comando da Capital (PCC) a diversos crimes que teriam acontecido pelo o grupo criminoso em todos os estados do Brasil.
Segundo o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, nas mensagens, os integrantes do grupo tratam desde tráfico de drogas e de armas até ataques contra agentes públicos e grupos rivais.
Os documentos incluíam ainda sete chefões do PCC. Eles eram responsáveis por comandar a chamada “Sintonia dos Estados e Países”, célula da facção que coordenava os integrantes e as ações criminosas fora de São Paulo, ligada à “Sintonia Final”, a alta cúpula do grupo
As cartas foram encontradas após a instalação de telas de contenção nos dutos da rede esgoto da cadeia em março de 2017. O documento serviu como referência para condenar os sete chefões a mais 12 anos de prisão, quando a sentença foi preferida no mês passado.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2023
- 10:20h
Foto: Reprodução /Bahia Notícias
Um avião carregado de quase meia tonelada de pasta base de cocaína pousou na fazenda do cantor Leonardo, em Jussara, cidade a 270 km de Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, houve confronto com os suspeitos que aguardavam para receber o ilícito.
Dois suspeitos foram alvejados e socorridos, mas não resistiram e acabaram mortos e um terceiro conseguiu fugir para região da mata.
De acordo com a assessoria de Leonardo, não havia ninguém da família do cantor na casa. Os funcionários presentes notaram a movimentação estranha e ligaram para a polícia. As informações são do G1.
Segundo a polícia, assim que o avião pousou na fazenda, havia uma caminhonete aguardando para recolher a droga. A PM e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram buscas pelo veículo, que foi localizado na BR-070, entre as cidades de Jussara e Montes Claros de Goiás.
- Bahia Notícias
- 10 Nov 2023
- 17:41h
Foto: Reprodução/ Instagram/Bahia Notícias
Salvador não será a única protagonista do Carnaval de Claudia Leitte em 2024. A cantora, que irá desfilar em três dias de bloco no circuito Barra-Ondina, fará a capital baiana dividir os holofotes com São Paulo, que será palco da abertura oficial da folia para a artista.
Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (9), na Terra da Garoa, a artista explicou a decisão de ter a cidade como um dos palcos principais da festa. A artista fará um grande show em um hotel de luxo em São Paulo.
"A abertura oficial do meu Carnaval vai ser no Baile do Rosewood. Eu nunca vi tanta gente apaixonada pela nossa música como vejo aqui, desde o fundador. Eles trabalham duro aqui. Tudo é uma celebração", contou a artista animada com o projeto.
O baile faz parte do grande projeto que vem sendo montado pela cantora para celebrar a folia momesca. Com o tema ‘O Carnaval da Minha Vida’, a artista promete levar para os shows e para as apresentações em trio elétrico uma energia de parque de diversões.
"Eu, de cima do trio, vejo uma massa única. está todo mundo igual ali. Ninguém tem vergonha de dançar de um jeito doido. No dia seguinte, está todo mundo lá de novo. Eu vejo acontecer lá de cima, tem roda gigante, montanha russa", disse durante a coletiva.
Claudia Leitte desfila com o Blow Out na sexta de Carnaval no circuito Barra-Ondina, e no domingo e terça-feira com o Largadinho no mesmo circuito.
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 10 Nov 2023
- 15:34h
Foto: Reprodução /Bahia Notícias
A Petrobras reduziu em quase 20% sua projeção de investimentos para 2023, alegando que o "cenário desafiador" enfrentado por fornecedores tem dificultado as entregas de equipamentos para exploração e produção de petróleo e gás.
Por outro lado, com o desempenho melhor das plataformas já em operação, a empresa ampliou sua projeção de produção de petróleo e gás para este ano, passando, em média, de 2,6 para 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
As duas mudanças foram anunciadas na noite de quinta-feira (9), logo depois da divulgação do balanço financeiro da companhia para o terceiro trimestre, que trouxe lucro de R$ 26,6 bilhões, queda de 42,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A nova projeção de investimentos para 2026 cai de US$ 16 bilhões para US$ 13 bilhões, "em razão do cenário desafiador enfrentado pelo mercado fornecedor no contexto inflacionário pós-pandemia, que influenciou a capacidade de suprimento da demanda crescente de recursos críticos para a indústria".
O investimento previsto para a área de exploração e produção em 2023 cai de US$ 13,3 bilhões para US$ 11,2 bilhões.
Em teleconferência para detalhar o balanço nesta sexta (10), o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, diz que esse cenário é fruto de preços mais caros, migração de fornecedores para outros segmentos, escassez temporária de insumos e dificuldades de financiamentos.
"Com tudo isso, a gente tem precisado redesenhar, ajustar nosso planejamento e ajustar nossa forma de abordar o mercado", afirmou. Ele alegou, porém, que nove das 17 plataformas de petróleo previstas no planejamento atual da empresa já estão em operação ou em construção.
Outras três já foram licitadas e três em processo de licitação. Mas há dificuldades também em outros segmentos fornecedores, como sondas de perfuração, e Travassos diz que a empresa tem testado novos formatos de contratação para garantir os equipamentos.
A empresa ressalta que, apesar da queda na projeção, o investimento de 2023 será 30% superior ao de 2022. No terceiro trimestre, a empresa investiu US$ 3,1 bilhões, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"A estratégia anterior era de desinvestimento e concentração apenas na exploração e produção", disse o diretor Financeiro da companhia, Sérgio Caetano Leite. "Que colocaria em risco o dinheiro dos acionistas, dos donos da companhia, porque a empresa apresentaria menor resiliência para enfrentar o futuro."
A gestão indicada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a companhia prometeu ampliar investimentos e retornar a segmentos abandonados por gestões anteriores, como petroquímica e energias renováveis, por exemplo.
Um novo plano de investimentos de cinco anos está em debate no conselho de administração e deve ser divulgado no fim de novembro. No momento, a direção da empresa enfrenta resistências para ampliar seus aportes em renováveis.
Caetano Leite disse na teleconferência desta quinta que não poderia dar detalhes do plano, que ainda está em avaliação, mas adiantou que deve trazer algum orçamento para fusões e aquisições nos próximos anos.
O diretor de Transição Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou que a companhia analisa projetos de energias renováveis já em operação e em construção, para antecipar a inclusão de novos segmentos em seu portfólio e o garantir receita com esses negócios mais rapidamente.
A estatal vai focar também na produção de combustíveis líquidos renováveis, como diesel e querosene de aviação feitos com matéria prima vegetal. Tolmasquim alegou que o setor aéreo brasileiro terá que cumprir cotas de descarbonização a partir de 2027.
"Esse mandato vai abrir demanda enorme e há muito pouca oferta", comentou.
Na teleconferência desta quinta, o diretor financeiro da Petrobras reforçou que a queda no lucro do terceiro trimestre foi provocada pelo recuo nas cotações internacionais do petróleo e nos preços dos combustíveis no Brasil.
Mas alegou que o desempenho da Petrobras foi melhor do que o de suas concorrentes internacionais, ao registrar uma queda de 22% no Ebitda, indicador que mede a geração de caixa, contra 43% da média mundial do setor.
"Ou seja, a Petrobras é mais resiliente ao ambiente externo", defendeu. Ele ressaltou também que o desempenho é melhor do que o do segundo trimestre de 2023, quando petróleo e combustíveis estavam mais baratos. "Apesar de todo o cenário externo adverso, a Petrobras segue crescendo."
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- Por Fernanda Perrin | Folhapress
- 10 Nov 2023
- 11:30h
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Após a crescente pressão internacional sobre Israel diante do desastre humanitário na Faixa de Gaza, Tel Aviv vai começar a fazer pausas diárias de quatro horas em suas operações militares ao norte da região.
O anúncio foi feito pelo coordenador de comunicações estratégicas do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, nesta quinta-feira (9). Principal aliado internacional de Tel Aviv, o governo americano também sofre com críticas internas e externas ao seu apoio à ofensiva militar contra o grupo terrorista Hamas, que, segundo autoridades palestinas, já deixaram mais de 10 mil mortos e outros milhares de feridos e deslocados.
O objetivo da pausa é dar tempo para que civis se desloquem para o sul, permitir a chegada de ajuda humanitária e a saída de reféns capturados pelo grupo terrorista. Segundo Kirby, a população será avisada com três horas de antecedência sobre o horário dessas janelas.
Questionado sobre como será esse aviso, o americano afirmou que detalhes devem ser fornecidos pelas forças israelenses. Tel Aviv ainda não se manifestou sobre a medida, mas, de acordo com a Casa Branca, haverá um pronunciamento sobre o horário da primeira pausa ainda nesta quinta. Nenhum representante de Israel participou do anúncio feito pelo governo americano.
Kirby afirmou ainda que uma segunda passagem, além de Rafah, será aberta para permitir a entrada de mais ajuda humanitária na região, e que o governo americano vem insistindo com Israel para que "minimize a morte de civis e faça tudo que eles possam fazer para reduzir esses números".
Inicialmente, Washington se opôs a qualquer possibilidade de frear as operações militares israelenses, sob a justificativa que Tel Aviv teria o direito e o dever de se defender, e que uma pausa na ofensiva ajudaria o Hamas a reaglutinar suas forças.
A referência a "pausas humanitárias" na resolução proposta pelo Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas teria sido, inclusive, o real motivo de veto ao texto pelos americanos. Com a paralisia do órgão, a Assembleia-Geral aprovou uma resolução exigindo "tréguas humanitárias" —o instrumento, porém, tem caráter apenas recomendatório.
A posição americana começou a mudar em resposta ao aumento de críticas tanto internas a Israel, quanto externas, vinda de líderes mundiais, que cobram de Tel Aviv o respeito ao direito internacional. Muitos acusam o país de graves violações de direitos humanos em Gaza e, no último sábado, milhares de pessoas participaram de uma manifestação em Washington em que Joe Biden foi chamado de genocida.
A postura do democrata vem sendo atacada por sua própria diplomacia. Na última semana, o site Politico obteve um memorando interno do Departamento de Estado recomendando que a Casa Branca passe a apoiar um cessar-fogo e criticar publicamente Israel. Do contrário, o país será percebido regionalmente como um ator "desonesto e enviesado".
Biden enfrenta ainda resistência dentro de seu partido por seu apoio ao aliado no Oriente Médio —alas mais à esquerda dos democratas são contrárias a essa aliança, o que pode custar votos ao presidente na acirrada disputa pela reeleição no próximo ano.
Assim, as negociações entre americanos e israelenses em torno de uma pausa se intensificaram nos últimos dias, com a visita do secretário de Estado, Antony Blinken, à região, e uma ligação entre o presidente Joe Biden e o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu na última segunda-feira (6).
Após o anúncio desta quinta, o presidente americano afirmou que a negociação sobre as pausas "demorou mais do que ele esperava", ao ser questionado por repórteres se ele estava frustrado com Netanyahu. Ele disse ainda que havia pedido por uma pausa mais longa do que três dias. Biden negou, no entanto, qualquer possibilidade de apoio a um cessar-fogo.
O governo israelense vinha rejeitando qualquer possibilidade de freio em suas operações —nesta quinta, o comandante Moshe Tetro disse não haver crise humanitária no território palestino. Assim, o anúncio das pausas, antecipado pela Casa Branca, indica que a mudança de postura de Tel Aviv decorre da pressão americana.
Com base em pessoas familiarizadas com o assunto, o jornal britânico The Guardian publicou nesta quinta que o premiê israelense rejeitou um acordo de cessar-fogo com grupos palestinos que suspenderia o conflito por cinco dias em troca da libertação de alguns dos reféns sequestrados nos ataques do dia 7 de outubro.
De acordo com o jornal, Netanyahu havia descartado a proposta logo após os atentados terroristas que mataram cerca de 1.400 pessoas, mas as negociações foram retomadas diante da ofensiva terrestre em Gaza, no fim de outubro.
Segundo as pessoas consultadas pelo Guardian, o premiê se manteve resistente a flexibilizar as propostas. Ele enfrenta, no entanto, pressão crescente para priorizar a libertação dos sequestrados, que estão sendo mantidos presos pelo Hamas em Gaza há mais de um mês. Calcula-se que haja mais de 200 reféns.
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- Bahia Notícias
- 10 Nov 2023
- 09:20h
Fonte: Agência Câmara de Notícias
O Congresso Nacional aprovou o projeto (PLN 40/23) que abre um crédito especial de R$15,2 bilhões no Orçamento de 2023 para compensar estados e municípios por perdas de arrecadação, além de remanejar recursos entre ministérios. Os parlamentares ressaltaram a urgência de aprovar a proposta neste final de ano, quando muitos prefeitos estão com dificuldades para fechar as contas. O texto segue para sanção.
O projeto aprovado pelo Congresso estabelecia originalmente um crédito especial de R$207,4 milhões no Orçamento de 2023 para atender os ministérios da Agricultura e Pecuária; da Educação; da Justiça e Segurança Pública; dos Transportes; da Cultura; da Defesa; e de Portos e Aeroportos.
O governo enviou então uma mensagem modificando o texto e incluindo R$15 bilhões para a compensação de perdas, já aprovada em lei complementar (LC 201/23). Deste total, R$8,7 bilhões devem amenizar as perdas dos estados com a redução do ICMS de combustíveis e outros serviços em 2022.
Outros R$6,3 bilhões estão relacionados às perdas dos fundos de participação dos estados e municípios (FPE e FPM) na arrecadação geral.
DÉFICIT MENOR
O deputado Mauro Benevides (PDT-CE), relator do projeto, explicou que existe espaço fiscal no Orçamento de 2023 porque o déficit das contas públicas está R$75 bilhões inferior à meta anual, que é de R$216,4 bilhões.
Pela liderança da Minoria, a deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou, porém, que as contas públicas não estão equilibradas. “Nós estamos votando favoravelmente porque vai ajudar as contas dos municípios, isso é justo. Mas quanto tempo isso vai durar?”
Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), o governo está atendendo às necessidades da população dentro dos limites fiscais. “Porque é lá no município, lá nos estados, que o povo está vivendo e reivindicando mais saúde, mais educação, mais assistência e infraestrutura.”
REMANEJAMENTOS
Os recursos destinados a ministérios serão viabilizados por remanejamentos internos do governo. Eles devem afetar ações do projeto Calha Norte, do Ministério da Defesa; obras rodoviárias e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Segundo o governo, os cancelamentos não devem prejudicar essas ações porque estão de acordo com a projeção de execução até o final do ano. Alguns destes ministérios receberão outras dotações.
QUEM SERÁ BENEFICIADO
Os créditos para ministérios beneficiarão as seguintes ações:
Agricultura e Pecuária: ajuda de custo para moradia de agentes da Embrapa;
Educação: pagamento de despesas com auxílio-moradia na Universidade Federal Fluminense;
Justiça e Segurança Pública: contratação de empresa de engenharia ou arquitetura para construir a nova sede da Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã (MS), e de empresa para executar a obra do Pátio Multipropósito da Superintendência Regional de Polícia Federal do Rio de Janeiro; e capacitação de profissionais e gestores de segurança pública por meio do projeto Bolsa Formação - Pronasci 2;
Transportes: construção de terminais fluviais nos municípios de Abaetetuba, Augusto Corrêa, Cametá e Belém, no Pará; construção de edificação para recepção de passageiros do Porto de Maceió (AL); dragagem em portos nas regiões Nordeste e Sul; implantação de postos de pesagem em Goiás; e obras rodoviárias em sete estados;
Cultura: pagamento da contribuição à Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI); e contrato de gestão para redução da dívida da Cinemateca Brasileira;
Defesa: infraestrutura básica nos municípios da região do Calha Norte;
Portos e Aeroportos: reforma e reaparelhamento dos aeroportos de Santa Rosa (RS) e Ariquemes (RO).