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Trabalhadores devem se preparar para a aposentadoria, defendem especialistas

  • 31 Jan 2016
  • 13:03h

(Foto: Reprodução)

Faltavam apenas cinco anos para atingir a idade mínima para aposentadoria. A contadora Lucélia Rocha ocupava um cargo de gerência em um banco de Teresina, no Piauí, e sabia que perderia grande parte da renda se optasse por parar de trabalhar aos 48 anos. Foram meses fazendo contas, ouvindo sugestões e alertas de colegas. “Mas eu sempre quis aposentar cedo. Não queria me aposentar aos 60 anos. Queria aproveitar para viajar, passar mais tempo com minhas filhas”, conta, acrescentando que não se abalou e garante não se arrepender por ter aberto mão de quase metade do que recebia. Lucélia começou a trabalhar com 19 anos de idade, casou aos 22, e dois anos depois já tinha a primeira filha. “Não tive tempo para fazer as coisas que gostava, como ler os livros que queria, assistir filmes. Eu estudava muito desde cedo e gostava muito do meu trabalho, mas estava certa que iria parar”, disse. A administradora explicou que se preparou psicologicamente para a aposentadoria e não se arrepende. “Queria qualidade de vida. Não pensava em renda. Hoje tenho minha primeira netinha – Ane – que está com 8 meses e posso passar muito tempo com ela”, disse.

 

A história da ex-gerente bancária não é comum. Muita gente não tem como contar com a renda do companheiro para optar pela aposentadoria, ou não consegue sequer se desvincular das relações profissionais. Psicóloga, Eliene Curado, que hoje trabalha como analista de recursos humanos na Câmara dos Deputados, em Brasília, explica que, em muitos casos, as pessoas ficam perdidas nessa fase. Um dos casos é o de trabalhadores que não têm o núcleo familiar como o de Lucélia. “Temos ainda pessoas que todas as relações que mantêm são fruto das relações de trabalho, todos os seus interesses estão relacionados ao trabalho e quando este trabalho não existe mais, ela tem dificuldade de se inserir”, disse. Eliene é uma das coordenadoras do Programa de Preparação para a Aposentadoria (Proa), criado pela Câmara há seis anos. Ela explicou que já estavam sendo feitos estudos técnicos sobre essa preparação para os servidores, mas que a iniciativa ganhou impulso quando o chefe de um dos setores da Casa pediu ajuda. “Ele percebeu um clima de ansiedade, dúvidas, que estava afetando o trabalho, as relações entre os servidores da sua área que estavam perto de se aposentar e pediu um suporte. Outros indivíduos isolados também nos procuraram”, contou. Em oficinas semanais e palestras, os funcionários do Legislativo discutem os significados da aposentadoria, para que vençam preconceitos ou proporcionem expectativas, tratam de aspectos da saúde, recebem orientações sobre organização financeira e sobre possibilidades de ingressarem em novos projetos de vida. Recentemente, o programa passou a abordar também a questão da afetividade, sexualidade, até a inserção em redes sociais. “Quando a gente falava de família, surgiram dúvidas sobre a redescoberta do marido ou da esposa, já que a partir dessa fase eles passam a ter mais tempo juntos e problemas que não eram abordados por falta de tempo, agora devem ser tratados. Ainda têm as pessoas que não têm parceiros e podem conhecer pessoas novas”, explicou. Anualmente, a equipe faz um levantamento dos servidores que estão prontos para se aposentar e os que poderão parar nos próximos cinco anos. Segundo Eliene, atualmente mil servidores da Casa se enquadram nesses perfis, mas a equipe do programa é limitada e isto impede que o planejamento seja feito com funcionários que estão no início da carreira. Para Maria Angélica Sanchez, especialista em gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), as empresas estão investindo mais em programas como o da Câmara, que trabalham com projetos de vida, o que tem garantido uma aposentadoria melhor. “As pessoas se aposentam aos 65 anos, o que é muito cedo. Precisam de projetos para que aproveitem essa fase de forma mais prazerosa, mas muitos ainda voltam ao mercado de trabalho ainda que de maneira informal”, disse, ao lembrar que a população brasileira hoje tem uma estimativa de vida mais longa e com mais qualidade. Segundo ela, a capacidade produtiva pode ser estendida por um tempo maior do que em anos atrás. Ainda que os projetos sejam mantidos, Maria Angélica defende que o planejamento para a aposentadoria seja feito já a partir do início da carreira. “Qualquer hora é importante para começar a pensar nisso e não deixar para planejar só na hora que está saindo [do emprego], até pela questão financeira. As pessoas não conseguem mais se aposentar só com seus salários e precisam fazer uma mudança radical do padrão de vida. Não é raro as pessoas voltarem a fazer cursos aos 60 ou 70 anos. Sempre é tempo, mas o ideal é que pensem nisso pelo menos 5 anos antes para se preparar para envelhecer produtiva e financeiramente bem”, completou. A especialista em gerontologia disse que esse movimento de planejamento precoce ganhou mais velocidade nos últimos dez anos e hoje “as pessoas estão envelhecendo com mais facilidade”. Sem estatísticas oficiais sobre os casos, Maria Angélica não crava números, mas acredita que a experiência na área mostra que essa nova consciência tem reduzido problemas como a depressão. “As pessoas têm saído do trabalho de forma muito melhor do que antes. A impressão é que com esses programas de preparação de aposentadoria, surgiu uma nova visão de velhice que não é mais significado de perda de tudo, as pessoas têm envelhecido menos tristes”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que 23,5 milhões de brasileiros são idosos, pessoas com mais de 60 anos. O número representa mais do que o dobro do registrado em 1991, quando esse universo somava 10,7 milhões de pessoas. Na comparação com 2009, os números levantados em 2011 revelou um aumento de 7,6% de brasileiros nessa faixa etária, ou seja, mais 1,8 milhão de pessoas. Apesar desse cenário, que tem invertido a pirâmide social brasileira, Wadson Gama, psicólogo social e presidente do Conselho Regional de Psicologia de Goiás, disse que ainda há preconceito e resistência das pessoas em envelhecer e se aposentar. “Velhice em um sistema capitalista faz com que as pessoas se sintam excluídas. Você vive 24 horas vivenciando o trabalho mesmo quando está fora do trabalho e quando sai da vida ativa, se o indivíduo não se preparar para isso, vai se sentir preso nessas palavras e pode chegar à depressão, alcoolismo e suicídio. A vida fica sem sentido para ele”, disse. O psicólogo, que também é entusiasta de programas de preparação promovidos pelas empresas, orienta as pessoas a descobrir, o mais cedo possível, desejos, talentos e capacidades dentro de projetos viáveis para a nova fase. “É preciso identificar o que realmente é o desejo e o que está na sua governabilidade. Às vezes o indivíduo que tem vivência na fazenda e aposenta e quer ter essa vivência do passado já não consegue mais fazer as mesmas coisas. Tem que observar o que pode realmente fazer e reinventar uma outra história para ter qualidade de vida e um envelhecimento saudável”, alertou.

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Cinco desafios para a sustentabilidade do jornalismo online

  • Por Simone Stolzoff
  • 31 Jan 2016
  • 12:34h

Gostaria de dar a este artigo o título de “Sobre o ato de escrever” ou algo no gênero, mas o fato é que vivemos hoje na era da informação compartilhada, onde os conteudos são produzidos e distribuidos de forma colaborativa. Fundamentalmente, isso quer dizer que é bastante provável que você esteja lendo este artigo porque ele apareceu em alguma das redes sociais (Facebook, Twitter, Medium etc.) de sua preferência e a provocação do meu titulo levou você a interromper o zapeamenteo entre páginas diferentes. Você ficou chateado? Não vale a pena ficar. Atualmente, isso faz parte das regras do jogo. O título é o principal fator que usamos para determinar se algo merece nossa atenção e nosso precioso tempo . É o tapete de boas vindas que está sendo retirado da maioria das primeiras páginas de jornais porque para conseguir sucesso na internet, os editores precisam que as informações sejam publicadas primeiro pelas plataformas de redes sociais.

 

Como diria um amigo meu, o funcionamento da internet segue uma regra de poder. Há um tamanho medio de empresas, mas cinco delas ( Google, Facebook, Twitter, The New York Times eBuzzfeed) são muito maiores do que o padrão. Há também projetos novos como Vox, Vice eHuffington Post, que estão ansiosos para chegat também ao topo, enquanto plataformas como Medium, Reddit e LinkedIn se preparam para ocupar brechas na circulação mundial de informações jornalisticas. Quase todos os editores de conteúdo vêm lutando para descobrir o caminho da rentabilidade. Não podemos esquecer que a rentabilidade é o que transforma um projeto de mídia num negócio de mídia.

A maneira pela qual a maioria dos editores ganha dinheiro é através de anúncios, que são determinantes para as visitas à página. Quanto mais as audiências convergirem para as plataformas das cinco mega empresas da internet, menos dinheiro irão ganhar os editores independentes. Alguns irão sobreviver às custas de um evento importante ou criando conteúdo sofisticado, mas a maioria vem lutando para não cair. Além da questão da rentabilidade, atualmente há muitas outras questões que representam problemas para as edições online.


1) A bolha de filtro – Algoritmos determinam que tipo de conteúdo e fazem isto com base no comportamento passado do usuario, o que pode funcionar com um bloqueio à novas informações que podem ampliar a nossa visão do mundo. Os algoritmos é que fixam a agenda informativa que nos será oferecida.


2) A batalha dos cliques – Manchetes cheias de superlativos, números e curiosidades ainda são a melhor maneira de coletar cliques que são usados para medir audiências e influir na captação de publicidade.


3) Irritando o usuário – Alguns editores vêm tentando combater a queda do índice de cliques nos anúncios expostos acrescentando mais deles em cada página, o que gera uma irritação e desconforto em quem está lendo um texto na Web.


4) Redução na margem de atenção – O nosso campo de atenção na Web vem se estreitando gradualmente devido a super oferta de conteudos, o que leva os editores a sintetizar e filtrar cada vez mais as informações, o que reduz a profundidade e amplitude das mesmas.


“A filtragem de informações ajuda-nos a orientar a atenção, a dizer-nos ao que devemos prestar atenção e o que podemos ignorar sem maiores problemas. O fluxo initerrupto de informação no Twitter, Facebook, Vine e no Instagram, é parte integrante destas plataformas e acaba nos impedindo de prestar atenção a alguma coisa por um tempo mais longo. É a praga da era de informação” The New York Times 9/8/2014.


Então, qual é o remédio? Como é que nós, consumidores, podemos nos livrar de títulos provocativos, de pop-ups de anúncios irritantes, de paywalls de custo exorbitante, e ao mesmo tempo, financiarmos jornalismo de qualidade, aumentando a profundidade de nosso envolvimento e nos expondo a um conteúdo que de outra maneira não poderíamos acessar?


Pague por um artigo – só um – e veja como se sente.


Veja por que:


1) É uma atitude de compromisso. Da mesma forma que gastar dinheiro com a mensalidade de uma academia o obriga a levantar do sofá, pagar pelo jornalismo pode ser assumir a forma de um compromisso onde você investe um certo valor para ler um texto. Você não vai querer jogar dinheiro fora lendo o que não lhe interessa.


2) Satisfação na leitura. Ao contrário de uma assinatura, você sabe o que vai receber ao pagar por um texto. Você passa também a saber para quem vai o seu dinheiro. Apoiar um projeto criativo nos faz sentir bem.


3) Você volta a ter uma posição de comando. Passivamente, recebemos o conteúdo que nos é oferecido para consumir ao longo do dia. Ao escolher de forma pro-ativa o que você quer ler e apoiar, você fica mais consciente da maneira pela qual a mídia dá forma aos seus pontos de vista e opiniões.


Existem muitos lugares na internet onde você pode pagar uma mixaria por um jornalismo de alta qualidade – BeaconBlendleContributoria, para citar alguns exemplos. Provavelmente o site Medium será também uma opção para publicação de conteudos de qualidade, num futuro próximo. ( Para saber mais leia a entrevista de Ev Williams com Peter Kafka). Porém, eu gostaria de deixar claro que isto não é uma súplica para salvar publicações independentes na internet. Estamos menos preocupados com os jornalistas, e mais preocupados em ajudar a nós,leitores.


Nunca paguei por música antes do Spotify nem por filmes antes do Netflix, mas aprendi que investir num conteúdo de qualidade, numa plataforma bem projetada, pode ser muito gratificante. Mas mesmo que estejamos preocupados com nosso bolso , vamos acabar nos dando conta de que pagar por um jornalismo de qualidade pode nos render bons dividendos.

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Simone Stolzoff é produtor de conteúdos digitais e especialista em publicidade online, com base em San Francisco, Estados Unidos.

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No fim das contas, a culpa será da chuva

  • Por Sandro Ari Andrade de Miranda / OI
  • 31 Jan 2016
  • 10:03h

(Foto: Reprodução)

Um dos raros momentos em que a Rede Globo de televisão resolveu tratar do crime ambiental praticado pela empresa Samarco em Mariana/MG foi no programa Bom Dia Brasil desta segunda-feira, 18 de janeiro de 2016. Um crime que já destruiu toda a vila de Bento Rodrigues, todo o complexo hídrico do Rio Doce, levou à morte milhares de espécies animais e vegetais e, na última contagem, 18 seres humanos, destruiu ecossistemas, poluiu toda uma rede de zonas úmidas na foz do Rio Doce, fechou praias no Espírito Santo e na Bahia e, além disso, mais recentemente, passou a ameaçar o paraíso ambiental do Atol das Rocas. 

Como se observa, identificamos num breve relato vários crimes, incluindo homicídio culposo (pode-se até alegar dolo eventual), poluição em diversas escalas, destruição de áreas de preservação permanente, morte de espécies animais e vegetais (algumas em processo de extinção), dentre outros e, obviamente, descumprindo a Licença Ambiental.

Sobre a Licença Ambiental, existem elementos documentais que indicam desde a obtenção de vantagens indevidas no processo de licenciamento até a omissão de dados essenciais ao órgão licenciador, o qual, por sinal, deveria estar acompanhando de perto a execução de uma obra dessa dimensão. 

De acordo com a própria Globo, o levantamento do Ministério Público mineiro indica que a empresa recebeu a Licença de Instalação, que é o documento responsável pela autorização das obras, sem “projeto executivo”, no ano de 2007. Isso mesmo, o projeto executivo é aquele que é exigido de qualquer pessoa que pretende construir uma casa. Ora, sem “projeto executivo” é impossível a autorização de uma obra, pois o órgão fiscalizador perde totalmente o controle sobre a mesma.

Talvez, num processo de expedição de Licença de Instalação, o governo possa estabelecer prazos para a entrega de alguns projetos complementares posteriormente, como o de paisagismo, por exemplo, até porque o licenciamento ambiental é um procedimento administrativo caro. Mas, nunca sem o projeto executivo. Além do mais, a Samarco, uma grande empresa, que tem como principais acionistas as multinacionais BHP Biliton e a Vale do Rio Doce, não possui problemas financeiros para custear o licenciamento. Muito pelo contrário.


Outro fato interessante é que tudo isto aconteceu em Minas durante o governo de Aécio Neves (PSDB/MG), um dos baluartes do moralismo golpista, que até usou a construção das obras da barragem do Fundão como uma das grandes realizações da sua administração. Mas deixemos isso para depois.


Ainda na mesma matéria, a Globo foi mais longe – o que estava ficando cada vez mais surpreendente! O Ministério Público descobriu que em 2013 uma empresa que prestava consultoria à Samarco avisou a contratante que o projeto de drenagem dos canais na base da represa apresentava problemas e ameaçava a estrutura do projeto. Tal informação foi descartada pela empresa, que continuou a obra mesmo assim.

Ora, qualquer pessoa que trabalhe na construção civil, mesmo sem formação acadêmica, sabe que a existência de problemas de drenagem na base de uma obra pode resultar em prejuízos graves. Todavia, quando falamos de uma represa, isto pode determinar a queda das barreiras de contenção do entorno, a destruição das paredes e o vazamento do material represado.


Samarco assumiu total responsabilidade


O que a Globo não disse, e isso é importante, é que tais relatórios sempre são entregues ao órgão licenciador. Mas na época em que o governador Antônio Anastasia (PSDB/MG) apresentava a continuidade da obra da barragem do Fundão como uma das grandes realizações do seu mandato, pois pretendia seguir o caminho do antecessor, Aécio Neves, do mesmo partido, num mandato de senador, isso não foi respeitado. Ou seja, a Globo continuou omitindo que todas as irregularidades das obras da Samarco foram identificadas pelo o Ministério Público durante governos do PSDB. Isso chama-se “apagar da memória”, pois seria impossível que os dois governadores do “choque de gestão tucano” não tivessem conhecimento de um crime ambiental que acontecia debaixo dos seus narizes, em uma obra que foi acompanhada de perto e utilizada por ambos como propaganda de campanha.


Contudo, ainda havia um terceiro ponto que apareceu na matéria e também é parte das investigações. Antes de 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeito e mineração destruírem com o Rio Doce, causando impactos ambientais gravíssimos, que destruíram o rio e ainda ameaçam a biodiversidade do Oceano Atlântico, a Samarco assumiu um passivo ambiental de uma das suas principais acionistas, a Vale do Rio Doce, e passou a administrar uma imensa massa de rejeitos/resíduos da sua antecessora, os quais deveriam ser tratados em conjunto com a barragem do Fundão.


Isso mesmo, o governo do estado licenciou a construção de uma obra para tratar os rejeitos minerários recentes e todo um passivo lançado a céu aberto sem o menor controle.


Rapidamente, a Globo se apressou para apresentar a defesa da Vale, uma das suas grandes patrocinadoras, e privatizada num dos maiores escândalos da história da República, quando teve o seu patrimônio estimado em cerca de mais de RS 100 bilhões, e foi vendida por apenas R$ 3 bilhões. Segundo a Vale, num contrato assinado entre as duas empresas, a Samarco assumiu total responsabilidade pelos passivos ambientais.


Uma estratégia de manipulação


Ocorre que a Globo não foi muito longe neste ponto da matéria e esqueceu de informar alguns elementos fundamentais que devem contar no relatório do Ministério Público mineiro: a) no direito ambiental existe uma coisa chamada “princípio da responsabilidade integral”, previsto no art. 225 da Constituição Federal, e que vincula todos os responsáveis que tenham contribuído para o dano ambiental à totalidade da infração; b) que na legislação brasileira o gerador é sempre responsável pela destinação dos resíduos, seja uma pilha, uma lâmpada, ou milhões de toneladas de rejeitos minerários; e c) talvez o principal, a Vale é uma das donas da Samarco. Logo, é responsável por todas as ações da sua subsidiária (e voltamos, aqui, à responsabilidade integral).


Na prática, a Globo foi divulgando informações que já são de domínio público, com um “jornalismo investigativo de baixa qualidade”, dramático e cheio de falhas em pontos essenciais da matéria, omitindo informações de extrema relevância. Ou temos um amadorismo absurdo, ou uma escandalosa manipulação de informações. Nem preciso dizer que a Globo esqueceu de informar que a barragem do Fundão foi construída a montante do Rio Doce, ou seja, na parte mais alta da bacia hidrográfica, numa ação extremamente perigosa sob o ponto de vista ambiental, aumentando o os riscos de uma tragédia ambiental sem precedentes, os quais deveriam constar no Estudo de Impacto Ambiental – EIA, pois as alternativas locacionais são um imperativo em qualquer termo de referência dos EIAs.


Mas o “selo final da manipulação” foi deixado pela Globo para o final. Num rápido movimento de montagem jornalística, o programa Bom Dia Brasil transferiu a cena da repórter que comandava a matéria e repassou as câmeras para o comentarista Alexandre Garcia. Daí, veio a bomba! Como sempre faz, o gaúcho radicado em Brasília faz um discurso moralista sobre a falta de controle em milhares de barragens semelhantes à do Fundão em todo o Brasil e que é preciso investigar também todas as construções que são feitas todos os dias em encostas de morros, especialmente agora que começou o período das chuvas. Como? É isso mesmo: de uma hora para a outra já não existia mais Samarco, nem Vale, nem tucanato. O problema não era o crime ambiental sem precedentes que destruiu o icônico Rio Doce, mas o “risco do período de chuvas”.


Rapidamente, Garcia manipulou a matéria e misturou no mesmo saco o problema social causado pela especulação imobiliária nas grandes cidades, que leva pessoas a morarem em encostas de morros, as construções de barragens sem identificar o perfil das obras, e o crime ambiental da barragem do Fundão. O grande problema passou a ser o período de chuvas! Em mais uma vergonhosa estratégia de manipulação de informações, a Rede Globo criou um novo responsável por crimes e tragédias ambientais: a chuva!

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Sandro Ari Andrade de Miranda é advogado e mestre em Ciências Sociais

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Artistas negros explicam boicote ao Oscar

  • 31 Jan 2016
  • 10:01h

(Foto: Reprodução)

Will Smith, Spike Lee, Snoop Dogg e Jada Pinkett-Smith anunciam que vão boicotar/não participar da premiação do Oscar 2016 por conta da falta de negros entre os indicados. Idris Elba, George Clooney, Lupita Nyong’o,e  Mark Ruffalo apoiam o boicote. É o segundo ano consecutivo em que nenhum ator negro é indicado para ganhar estatuetas. A última vez que aconteceu algo semelhante foi  em 1997 e 1998. A falta de diversidade não é uma questão bem resolvida no Oscar que segue majoritariamente sendo dado por homens brancos a homens brancos. Por exemplo, o papel de Will Smith em “Um Homem Entre Gigantes” é um dos apontados como esquecidos pelo Oscar. Além dele, fala-se de Michael B. Jordan (“Creed: Nascido para Lutar“) e Idris Elba (“Beasts of No Nation”). Nas redes sociais, aumenta a mobilização com a hastag #OscarsStillSoWhite (#OscarAindaMuitoBranco). A imagem abaixo, mostra os indicados para o Oscar neste ano.

 

 

A partir do alto e da esquerda: Bryan Cranston, Matt Damon, Michael Fassbender, Eddie Redmayne, Leonardo DiCaprio, Brie Larson, Saoirse Ronan, Charlotte Rampling, Jennifer Lawrence, Cate Blanchett, Mark Rylance, Christian Bale, Tom Hardy,  Sylvester Stallone, Mark Ruffalo, Alicia Vikander, Rachel McAdams, Rooney Mara, Kate Winslet e Jennifer Jason Leigh. Will Smith disse que a “exclusão” dele não foi a única por trás da decisão do boicote pela esposa, Jada Pinkett Smith. Ele afirma que Pinkett Smith faria o mesmo vídeo de desabafo e repúdio caso ele fosse o único negro a receber uma indicação. Nesse vídeo, ela diz: “Implorar reconhecimento, ou até pedir, diminui a nossa dignidade, diminui o nosso poder e nós somos um povo digno e poderoso”. Ela segue: “A Academia tem o direito de reconhecer seja lá quem eles escolham. De convidar seja lá quem eles queiram”. A atriz propõe ações:  “E eu acho que é nossa responsabilidade, agora, fazer a mudança. Talvez seja a hora de juntarmos nossos recursos e aplicarmos em nossa comunidade, em nossos programas, e fazer programas para nós mesmos, que nos reconheçam de uma forma em que a gente ache adequado, e que sejam tão bons quanto os da grande mídia. Implorar por reconhecimento, ou mesmo pedir por reconhecimento, diminui a dignidade e o poder. E nós somos pessoas dignas e poderosas. Não vamos esquecer disso. Então deixa a Academia fazer isso, com toda graça e amor, e vamos nós fazer diferente.” Jada Pinkett Smith cita Chris Rock no vídeo porque o ator negro será o apresentador da cerimônia este ano. Existe a expectativa para saber a reação dele ao boicote. Por enquanto, ele apenas brinca com a situação em suas redes sociais. “Os indicados refletem a Academia”, disse Will Smith. “A Academia reflete a indústria (Hollywood) e então a indústria reflete os Estados Unidos. Há um deslize regressivo em direção ao separatismo, à desarmonia racial e religiosa e esta não é a Hollywood que eu pretendo deixar para trás. Estamos todos nisso juntos. Temos que perceber e temos que consertar isso.” Já o diretor Spike Lee tenta não se associar a ideia de boicote: “Nuca usei a palavra boicote”, disse Lee em uma entrevista ao programa “Good Morning America” da ABC. “Tudo o que eu disse foi: eu e minha linda esposa Tonya não iremos. Foi isso, e dei o motivo.” Antes, ele disse para a presidente da academia que estava ‘de coração partido’ pela falta de diversidade na lista e havia publicado no Instagram uma foto de Martin Luther King. Na legenda ele diz que era inaceitável que, por dois anos seguidos, somente atores brancos fossem indicados ao prêmio.A reivindicação por mais oportunidades vem acontecendo em outras premiações. No Emmy do ano passado, a atriz Viola Davis fez um discurso emocionante sobre esta situação. 

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Presidente do Bairro Dr. Juracy agradece a todos que cooperaram com a campanha em prol dos desabrigados

  • Brumado Urgente
  • 31 Jan 2016
  • 09:00h

O presidente Jobson Cruz entregando as doações aos moradores do Bairro Dr. Juracy que foram atingidos pelas chuvas (Foto: Divulgação)

O presidente do Bairro Dr. Juracy, Jobson Cruz, o popular Jobinho, fez questão de agradecer a todos os que cooperaram com a campanha liderada pela associação que arrecadou uma grande quantidade de alimentos, roupas e calçados, que foram distribuídos às famílias que foram atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Ele fez questão também de agradecer ao Brumado Urgente pela cooperação na divulgação da campanha, que, segundo ele, superou as expectativas e foi um grande sucesso (fotos abaixo). Ele ainda ressaltou que a campanha terá sua continuidade agora buscando donativos para mais famílias do referido bairro, como também do Conjunto Residencial Brisa e do Bairro Dr. Juracy. Contato para doações: (77)9-9962-0333. 

OMS alerta que zika vírus deve afetar quase todo continente americano

  • 31 Jan 2016
  • 08:01h

(Foto: Reprodução)

O zika vírus, transmitido por mosquitos e suspeito de provocar más-formações fetais, deve atingir todo o continente americano, com exceção do Canadá e Chile, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS). O vírus já está presente em 21 dos 55 países e territórios das Américas, afirma a OMS em um comunicado. Mas, de acordo com a nota oficial, o mosquito Aedes Aegypti, que transmite o zika vírus, assim como dengue e chicungunha, já está presente em todos os países do continente, com exceção de Chile e Canadá. Por este motivo, a agência da ONU prevê que "o zika vírus continuará a expansão e provavelmente afetará todos os países e territórios da região com presença do Aedes Aegypti". A OMS explica que como a população do continente não ficou exposta ao vírus antes do registro de casos no Brasil, em maio do ano passado, carece de imunidade, o que permite a propagação da doença com mais rapidez. Ao abrir a reunião do comitê executivo da organização nesta segunda-feira em Genebra, sua diretora, Margaret Chan, disse que "a propagação explosiva do zika vírus a novas áreas geográficas com escassa imunidade entre a população é motivo de preocupação, sobretudo pelo possível vínculo entre as infecções durante a gravidez e as crianças nascidas com microcefalia". Chan destacou que "o vínculo causal entre a infecção pelo zika vírus na gravidez e a microcefalia não foi comprovado", mas que os indícios existentes "são sugestivos e extremamente preocupantes". A agência da ONU destacou que, apesar de estar claro que o mosquito Aedes transmite o zika vírus, as provas de uma transmissão por outras vias são limitadas no momento. "Se descreveu um possível caso de transmissão sexual entre duas pessoas", indicou a OMS, que destacou a necessidade de mais testes para comprovar a hipótese.

Periscope permite transmissões de câmeras digitais

  • 30 Jan 2016
  • 20:01h

(Foto: Divulgação)

O aplicativo de vídeo do Twitter, Periscope, lançou integração com câmeras digitais da GoPro, equipamento usado principalmente por esportistas, por serem compactas, resistentes e por capturarem ângulos diferentes. A novidade estará disponível para os modelos Hero4 Black e Silver e, para acessá-la, é preciso ser usuário de iPhone (a partir do modelo 5S). Para viabilizar a integração, é necessário baixar o aplicativo da GoPro no iPhone e seguir as instruções para sincronizar sua câmera e o telefone. Então, ao abrir o Periscope no celular, um botão da GoPro aparecerá automaticamente. Basta clicar nesse botão para iniciar a transmissão. Depois disso, os vídeos podem ser feitos diretamente das câmeras. As gravações poderão ser salvas no cartões de memória. Embora quem não possui iPhone inferior ao modelo 5S não consiga ainda produzir os vídeos nas câmeras GoPro, pode assistir às transmissões fora do sistema iOS -- como em Android ou no desktop. O Twitter está trabalhando para ampliar o benefício para outros sistemas.

 

Periscope

Desde o lançamento do Periscope no ano passado, os usuários fizeram mais de 100 milhões de transmissões ao vivo. Nos primeiros 10 dias, mais de 1 milhão de pessoas começaram a usar o aplicativo.

Twitter no Mundo

500 milhões de Tweets são enviados por dia.

80% dos usuários ativos são mobile.

Disponível em mais de 35 idiomas.

79% das contas são de fora dos Estados Unidos.

São 4.300 funcionários em escritórios por todo o mundo.

Mais de 9 milhões de pequenas e médias empresas estão no Twitter hoje.

O Vine, serviço móvel do Twitter que permite que você capture e compartilhe vídeos curtos em looping, tem mais de 1,5 bilhão de visualizações de loops por dia.

Mais de 200 milhões de pessoas assistem a Vines todo mês.

Entre os mercados do Twitter, o Brasil está entre os 5 principais.

Temos escritórios em São Paulo (desde novembro de 2012), no Rio de Janeiro (desde outubro de 2013).

Como os brasileiros usam o Twitter?

68% dos usuários brasileiros visitam o Twitter todos os dias e 1 em 2, várias vezes ao dia.

57% usam o Twitter para se atualizar sobre notícias de última hora.

Para a maioria dos usuários, o Twitter é mobile.

Entre os que utilizam o celular como dispositivo principal:

81% usam o Twitter para seguir marcas e empresas

69% usam o Twitter enquanto assistem a programas de TV.

58% usam o Twitter enquanto fazem compras.

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Cientistas australianos descobrem maior sistema solar do universo

  • 30 Jan 2016
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana. Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140. Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1. Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana. Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.

Políticos podem começar a ser punidos por falsas promessas

  • 30 Jan 2016
  • 17:01h

(Foto: Reprodução)

Os políticos podem começar a ser punidos caso não cumpram as promessas feitas durante o período eleitoral. É o que prevê o Projeto de Lei Complementar (PLP) 118/15, de autoria do deputado Índio da Costa (PSD-RJ), em tramitação na Câmara Federal. De acordo com o texto, os candidatos eleitos que não cumprirem pelo menos 50% do prometido nas eleições serão proibidos de postular os pleitos subsequentes.    A inelegibilidade será declarada após decisão da Justiça Eleitoral, respeitados os princípios da ampla defesa e do contraditório. A punição, segundo o autor da proposta, vai evitar a proliferação das falsas promessas e pode resgatar a credibilidade das instituições políticas e de seus representantes.“Neste momento, onde muitas coisas que foram prometidas não foram cumpridas, é uma lei moralizadora e, sem dúvida nenhuma, vai ao encontro do desejo da sociedade", frisa o social-democrata.Para monitorar os compromissos firmados com os eleitores, a matéria estabelece que os candidatos registrem, de forma objetiva, suas propostas e metas para o exercício de mandato.No caso do Legislativo, serão cobrados os temas que definirão as atividades parlamentares durante o período para o qual foi eleito. A proposta está aguardando análise da Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovada, segue para o Plenário.

Geração de energia eólica deve continuar crescendo nos próximos anos

  • 30 Jan 2016
  • 14:15h

(Foto: Reprodução)

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos próximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país. Até o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste.

“A energia eólica no Brasil é algo razoavelmente novo e essa indústria foi sendo construída com bases muito sólidas porque temos um recurso eólico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso nós colocamos a eólica em uma situação de vantagem comparativa e competitiva muito grande”, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum. Para a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expansão da capacidade de geração desta energia no país é otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior força na última década. No entanto, ela avalia que a meta de alcançar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda é tímida. “Quando você pega o que já está instalado hoje e o que está sendo construído, o que sobra não é muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poderíamos ter muito mais”, diz.

Transmissão

O escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas foi um problema para os primeiros parques construídos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmissão concluído para levar a energia a outras regiões. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de geração de energia e das de linhas de transmissão. “Hoje não tem mais aquele atraso e os próximos [projetos] tendem a não atrasar mais, porque o modelo é outro”, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contratação de energia eólica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte à garantia de conexão junto à rede de transmissão. A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque eólicos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conexão à linhas de transmissão. “Esse percentual não é relevante, é menos de 5% do total”, avalia Elbia. Para o Greenpeace, o escoamento da energia é o principal gargalo para a expansão das eólicas no país. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contratação à garantia de linhas de transmissão prejudica o setor. “No fundo, isso é muito ruim para a indústria eólica, porque quem faz a usina não é o mesmo agente que faz a linha de transmissão, são coisas completamente separadas no setor elétrico”, avalia.

Custo

O custo de geração da usina eólica, que era um entrave para o crescimento do setor há alguns anos, já não é mais obstáculo. Atualmente, ela é a segunda fonte de energia mais barata, atrás da energia hidrelétrica. “A eólica já chegou no seu grau máximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011”, diz Elbia. Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país. “Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, nós temos um potencial eólico disponível para atender as necessidades do Brasil”. Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia eólica atualmente é um mito, pois com o avanço da indústria o setor se tornou competitivo. “Há 10 anos quando se falava em energia eólica no país era uma coisa de maluco, ninguém acreditava. Hoje em dia só se fala nisso”, avalia Larissa Rodrigues.

Papel social

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, destaca que, além dos benefícios para a redução dos gases do efeito estufa, a expansão da energia eólica cumpre também um papel social. Isso porque pequenos proprietários arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso. “A forte expansão da geração eólica no país é um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redução dos gases do efeito estufa. Além do benefício ao planeta, por menos emissões, tem ainda o benefício local, não apenas pela redução da poluição regional, mas também pelo benefício social ligado à renda que é gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em áreas mais pobres do Brasil”, avalia Tolmasquim. Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos.

Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária, piscicultura entre outras atividades.

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Competição dá bolsa de estudo para curso de verão na Escócia

  • 30 Jan 2016
  • 13:25h

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Considerada uma das 10 melhores universidades europeias, a Universidade de Edimburgo divulgou um concurso que oferece, como prêmio, uma bolsa integral para um dos cursos de verão da instituição. Os cursos acontecerão no mês de julho. Para participar da competição, é necessário estar matriculado em um curso de graduação, além de comprovar fluência em inglês, através do TOEFL ou IELTS. Caso o candidato não preencha os pré-requisitos, mas acredite também estar qualificado para participar do curso, é possível enviar um e-mail à instituição. Segundo informações do site Estudar Fora, cada caso será avaliado individualmente. No concurso, o estudante deverá responder a oito perguntas sobre a Universidade de Edimburgo, dez questões sobre a língua inglesa e ainda finalizar com uma redação. O competidor que se sair melhor em todas as etapas, vence. O prazo se encerra no dia 17 de março e as inscrições podem ser feitas neste link.

 

A bolsa de estudos cobre apenas o valor do curso, que pode chegar ao equivalente a R$ 28,5 mil. Os gastos com passagens aéreas, acomodação e alimentação ficam por conta do participante.

Os cursos disponíveis para o ganhador estão listados abaixo, em inglês:

Architecture & Urban Design 1;

Architecture & Urban Design 2;

Developing Illustration Practice;

Investment, Security and Psychology of Finance;

Business Communication and Social Media;

Global Issues of Corporate Social Responsibility and Governance;

Public Sector Economics;

Alternative Approaches to Macroeconomics;

Security & Development in Africa;

Exploring personal and collective stories through enactment;

The Power of Myth: The Hero’s Journey in the Transformation of Self and the World;

Arabic for Beginners;

Hebrew for Arabic Speakers;

Book History for Beginners;

Edinburgh: City of Literature;

Film Studies & the Edinburgh International Film Festival;

Introduction to Sociology;

Filmosophy: Film and Philosophy;

The Scottish Enlightenment in Context;

Culture and Society in the Scottish Enlightenment;

Introduction to Learning for Sustainability;

Learning across the curriculum: On foot through Edinburgh;

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Veja a lista de doenças que você pode pegar por sair beijando no carnaval

  • 30 Jan 2016
  • 11:03h

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O tradicional beijo na boca durante os dias de Carnaval já virou hit de canções da folia e também motivo de alerta para especialistas. Por trás da sensação de bem estar da “beijação” se escondem dezenas de doenças transmitidas pela troca de salivas e de secreções respiratórias. De acordo com a infectologista e coordenadora do Serviço de Infectologia do Hospital da Bahia, Márcia Sampaio, a lista com as possibilidades de transmissão é longa: Mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo, causada pelo vírus Epstein-Barr; herpes simples, Hepatite A, gripes e resfriados, gengivites, dentre outras. “A mais perigosa de todas é a meningite meningocócica, causada pela bactéria meningoco. É extremamente contagiosa, causa dor de cabeça, febre e vômitos, e pode levar a morte”. Cada beijo em parceiros diferentes é uma oportunidade de contaminação, mesmo entre pessoas aparentemente saudáveis. “É importante que as pessoas se alimentem de forma correta, ingerindo os nutrientes necessários para manter a imunidade ativa, deixando o organismo mais forte e prevenido para combater essas infecções”, acrescenta a infectologista para evitar a contaminação. Sprays com soluções à base de própoles e mel, comercializados em farmácias, não têm eficácia comprovada para combater micro-organismos transmitidos pela saliva, como explica Márcia Sampaio. A higiene bucal adequada, segundo ela, pode auxiliar na diminuição da presença de alguns agentes. Caso a pessoa apresente febre, dor de garganta, dor de cabeça, presença de gânglios (caroços) no pescoço, a recomendação é procurar atendimento médico para avaliação e tratamento adequado.

A Ótica Companhia dos Olhos tem as melhores opções em óculos solares

  • 30 Jan 2016
  • 08:52h

Já chegou o verão e com ele os raios solares ficam mais intensos, o que requer um cuidado especial com a pele e com os olhos. E a Ótica Companhia dos Olhos tem uma enorme variedade de óculos solares que protegem os seus olhos contra os efeitos nocivos dos raios solares UVB e UVA, e, em condições imperdíveis. As melhores marcas de óculos solares em 10 vezes nos cartões de crédito. A ótica fica localizada à Rua Euclides da Cunha, 58 – Centro, fone: (77) 3441-4658.

Campeonato Baiano começa neste sábado com 12 times na disputa pela taça

  • 30 Jan 2016
  • 08:04h

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O Bahia vai conquistar o tricampeonato? O Vitória voltará a erguer a taça? O interior terá força para desbancar a estrutura da dupla Ba-Vi e surpreender novamente? Todas essas perguntas serão respondidas a partir de sábado, quando a bola começa a rolar no Campeonato Baiano. Vitória e Jacuipense abrem o torneio às 16h, no Barradão. O campeão será conhecido no dia 8 de maio. Ontem, no evento de lançamento do estadual, realizado no edifício Mundo Plaza, os dirigentes dos clubes estavam otimistas, e a rivalidade Ba-Vi entrou em cena. “Nós temos a hegemonia do Campeonato Baiano nas últimas décadas. Infelizmente, no ano passado, o Bahia foi campeão e sem ganhar do Vitória. Este ano, eu não tenho dúvida que o campeonato será nosso”, provocou o vice-presidente do Vitória, Manoel Matos. “A hegemonia na década atual é do Bahia, que tem três títulos baianos. A gente busca um tricampeonato consecutivo que não vem desde a década de 80. De quem o Bahia tem que ganhar pra ser, pra gente pouco importa”, rebate o presidente tricolor, Marcelo Sant’Ana.

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A disputa, no entanto, não se restringe à capital. Bahia de Feira, Colo-Colo, Flamengo de Guanambi, Galícia, Juazeirense, Feirense, Fluminense, Jacobina, Jacuipense e Vitória da Conquista também vão suar para erguer a taça. O último clube do interior a conseguir o feito foi o Bahia de Feira, em 2011. “A escrita pode se repetir. De cinco em cinco anos um clube do interior tem ido lá e dado uma beliscada no título. Foi o caso do Colo-Colo em 2006 e do Bahia de Feira em 2011. Espero que em 2016 uma equipe do interior venha a ganhar. Se for a gente, ótimo. Se não for, a vitória de qualquer equipe do interior é muito positiva”, avalia o presidente do Bahia de Feira, Thiago Souza. No que depender do Fluminense, a taça vai mesmo pegar a estrada em 2016. De volta à primeira divisão após dois anos ausente, o Touro do Sertão, campeão em 1963 e 1969, quer se impor novamente. “Embora tenha estado longe da elite, o Fluminense de Feira nunca deixou de ser a terceira força do futebol baiano, pela sua representatividade, torcida, pelo que significa para o interior da Bahia e pelo nome nacional que o Fluminense tem, que estava adormecido. Esse retorno significa o resgate de tudo isso”, afirma o presidente, Gerinaldo Costa. Pelo segundo ano consecutivo na primeira divisão, o Jacobina promete uma participação mais competitiva do que em 2015, quando lutou contra o rebaixamento e terminou em 9º lugar. “No ano passado, após 22 anos, voltamos à elite, mas não tivemos a participação que esperávamos. Neste ano, queremos chegar nas cabeças, entre os quatro primeiros colocados, para buscar uma vaga em uma competição nacional. Nosso objetivo é ser uma das forças do interior”, projeta o presidente Rafael Damasceno. Caçula nascido em 2009 e estreante, o Flamengo de Guanambi também promete ser um dos protagonistas do estadual. “Nosso projeto pra este ano é alcançar a semifinal, porque a gente almeja uma competição nacional, Copa do Nordeste, do Brasil ou Série D. Pra isso acontecer, temos que chegar entre os quatro primeiros. Não pensamos em cair, não temos essa preocupação. A gente quer é ter um calendário anual pra disputar e não guardar as camisas para o ano que vem quando acabar o Baiano”, afirma o diretor de futebol Armando Filho.

Regulamento
Campeão e vice-campeão garantem vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste 2017. O terceiro colocado escolhe a vaga na Copa do Nordeste 2017 ou na Série D 2016. A quarta colocada fica com a vaga descartada pela terceira. Os 12 clubes participantes estão divididos em dois grupos. Na fase classificatória, haverá apenas jogos de ida, e os integrantes do Grupo 1 enfrentam os do Grupo 2. O único Ba-Vi garantido até o momento será realizado na Fonte Nova, porque em 2015 o clássico aconteceu no Barradão. Os oito melhores da classificação geral (não importa a posição em cada grupo) avançam às quartas, em partidas de ida e volta. Quatro seguem para as semifinais, que também serão em ida e volta, assim como a final. O mando de campo e a vantagem de jogar por dois resultados iguais serão do time com melhor campanha geral. “É uma fórmula conciliada com Copa do Nordeste, com a Copa do Brasil e com os 30 dias de férias dos atletas. É a menor competição estadual do Brasil, com 56 jogos e 12 clubes. Isso é a adequação ao futuro do futebol, que terá competições com mais qualidade e menos quantidade”, valoriza o presidente da Federação Baiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues.

Estádios 
Reformas inacabadas são o ponto baixo do estadual. A falta do Joia da Princesa levará o Fluminense a mandar seus três jogos como mandante em três cidades diferentes: Riachão do Jacuípe, Salvador e Juazeiro. “Castiga demais um clube que não tem recurso”, lamenta Gerinaldo Costa. O Bahia de Feira terá como sede Senhor do Bonfim, e o Feirense vai para Riachão do Jacuípe. Juazeirense estreia contra o Bahia em Pituaçu enquanto o gramado do Adauto Moraes não fica pronto. Mesma situação do Vitória da Conquista contra o Vitória, na segunda rodada, em Ilhéus.

Transmissão 
O torcedor que não for ao estádio poderá acompanhar o campeonato do sofá. A TV Bahia vai transmitir 12 jogos ao vivo, em alta definição (HD), para os 417 municípios. São 19 microfones por partida, mais de 10 câmeras e 60 profissionais envolvidos.  “A Rede Bahia de Televisão é a única emissora que chega em todo o estado da Bahia. Temos equipes de jornalismo nas seis emissoras e com isso conseguimos dar visibilidade e acompanhamento aos clubes do interior da mesma forma que na capital. Conseguimos integrar a sociedade baiana como um todo em torno do campeonato”, pontua o diretor executivo da Rede Bahia, João Gomes

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Brumado: Polícia Militar apreende caminhão adulterado e pode ter dado um passo importante para desbaratar quadrilha que age na região

  • Ascom - 34ª CIPM
  • 30 Jan 2016
  • 06:37h

O caminhão foi apreendido pela PM (Foto: Divulgação Polícia Militar)

Polícias Militares da 34ª CIPM/PETO, por volta das 19h30m, na avenida Centenário, apreenderam um caminhão com fortes indicios de o mesmo ter a sua documentação falsificada. Com a plca policial FIW 8753 de Vitória da Conquista e de cor branca, ao ter a consulta ao chassi e motor feita, o cruzamento dos dados acabou caindo em um outro veiculo mais antigo de cor verde da cidade de Tocantinopolis.Diante disso, os suspeitos de terem deixado o caminhão numa oficina da cidade, também podem ser autores de outra situação de roubo de cargas. As investigações serão aprofundadas, o que pode levar à prisão de uma das principais quadrilhas de roubo de caminhões que está agindo em toda a região.