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Alegado por defesa de Collor, transtorno bipolar pode afetar cotidiano de pacientes e é diagnosticado na juventude

  • Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
  • 06 Mai 2025
  • 12:12h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O transtorno afetivo bipolar, caracterizado por casos de depressão e mudanças de humor, que ocorrem no geral, sem um motivo específico aparente, foi a 4º doença que ocasionou mais afastamento de trabalhadores baianos de suas atividades em 2024, com 1.494 casos

Dados do Ministério da Previdência Social indicaram 51.314 afastamentos de trabalhos ocorridos no Brasil, conforme dados do Ministério da Previdência Social. 

A enfermidade foi também um dos motivos apresentados pela defesa do ex-presidente Fernando Collor para solicitar prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados ainda usaram como argumento a idade avançada do ex-senador de 75 anos e outras comorbidades graves, a exemplo do Parkinson. 

Por conta das duas doenças, foi justificado que o ex-presidente não conseguiria realizar suas atividades na prisão. Para entender melhor sobre a doença e se ela pode impactar de fato, no cotidiano e nas atividades de pacientes acometidos, o Bahia Notícias conversou com a psiquiatra Amanda Galvão, professora da Faculdade de Medicina da Bahia (UFBA) e supervisora do Ambulatório de Transtorno Bipolar do Hospital das Clínicas/ UFBA/ Ebserh, para entender quais os danos e o que pode ocorrer por conta do transtorno bipolar. 

A médica explicou que o transtorno é descrito por casos constantes de euforia, agitação constante, alteração do humor de forma rápida, entre outros fatores. 

“O transtorno bipolar clássico ou tipo I se caracteriza por episódios recorrentes de mania ou euforia, definidos por vários dias de elevação do humor (euforia ou irritabilidade intensa) e aumento da autoestima, aumento da energia dirigida a atividades do dia a dia (trabalho, estudo, lazer), redução da necessidade de dormir, agitação psicomotora e/ou agressividade, descontrole de impulsos para compras/gastos, uso de álcool ou drogas, jogos. Também pode ocorrer ideias de grandeza, riqueza e de poder fora da realidade. Além dos episódios de mania, a pessoa pode ter episódios de depressão”, detalhou. 

Segundo a especialista, a doença é desenvolvida entre o final da fase da adolescência e começo da vida adulta. “O transtorno costuma ocorrer no fim da adolescência e início da idade adulta, na maioria das pessoas com o transtorno. No entanto, bem menos frequentemente, pode começar na infância ou após os 50-60 anos”, explica Galvão. 

A médica ainda classificou que a mudança do comportamento habitual é um dos principais sintomas e sinais. De acordo com ela, uma pessoa acometida pode ter consequências trazidas na interação e integração com a sociedade. 

“É possível identificar através dos sinais e sintomas, da mudança do comportamento habitual da pessoa, do prejuízo da mudança no funcionamento social e laboral. Em geral, são familiares que percebem a mudança, a própria pessoa não percebe em função de se sentir muito bem, eufórica, com aumento da autoestima ou fora da realidade em função das ideias de grandeza”, observou Amanda. 

A psiquiatra tratou ainda que o transtorno bipolar pode afetar o cotidiano dos pacientes, sendo um dos requisitos para determinar a realização de tratamentos. 

“Esse é um requisito necessário para definir que a pessoa tem qualquer transtorno. Os sinais e sintomas prejudicam a vida da pessoa como com aquisição de dívidas por gastos desmedidos, exposição social/constrangimento, exposição a riscos como direção imprudente e uso de drogas, faltas ao trabalho ou comportamento inadequado no trabalho”, afirmou. 

Amanda ainda comentou sobre o caso de Collor não continuar preso por conta da doença. Segundo ela, o transtorno não impede que uma pessoa responda a um crime ou que realize outras atividades, porém cada caso precisa ser analisado individualmente. 

“Não é uma resposta única ou definida, se avalia cada caso. Simplesmente ter transtorno bipolar, desde que com bom controle com uso de medicamentos e outras intervenções terapêuticas, não necessariamente significa que a pessoa não possa responder ou cumprir uma determinada penalidade. Varia de caso para caso, depende como a doença, transtorno bipolar, se manifesta. Não existe uma resposta única ou definitiva. Isso tem que ser avaliado em cada caso.Tem pessoas que têm transtorno bipolar e vivem sem qualquer restrição ou dificuldade, se é uma doença de mais fácil controle e se a pessoa faz um tratamento regular e completo”, contou. 

Governo Trump congela recursos para novas bolsas de pesquisa em Harvard

  • Por Folhapress
  • 06 Mai 2025
  • 10:20h

Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil

Em novo capítulo do embate entre a Casa Branca e a Universidade Harvard, o governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (5) o congelamento dos recursos que seriam destinados a novas bolsas de pesquisas até que a instituição ceda a uma série de exigências.

Em carta enviada a Harvard, a secretária de Educação americana, Linda McMahon, volta a dizer que a universidade tem de rever questões relacionadas a antissemitismo no campus e mudar políticas que levam em consideração a raça do aluno. O documento afirma ainda que a universidade abandonou a busca pela "excelência acadêmica" enquanto emprega "relativamente poucos" professores conservadores.

"A carta é para informar que Harvard não deve mais buscar bolsas do governo, uma vez que nenhuma será fornecida", disse McMahon. Ela não informou o valor bloqueado nesta segunda. Procurada pela agência de notícias Reuters, a universidade não se manifestou.

A ação representa uma nova estratégia do governo Trump, cujas tentativas de congelar os fundos já existentes levantaram diversos questionamentos jurídicos e motivaram disputas nos tribunais.

O republicano exige uma série de ações de universidades americanas sob a ameaça de retirar subsídios. Harvard, por sua vez, foi a primeira grande instituição de ensino a desafiar o presidente.

Em resposta, o governo Trump intensificou as ações nos últimos dias. No último dia 2, o presidente voltou a afirmar que vai retirar o status de isenção fiscal do qual a instituição usufrui. "É o que eles merecem."

Trump classifica diversas entidades de educação e imprensa de esquerdistas, marxistas e tendenciosas. Ao justificar o cerco às universidades, porém, costuma afirmar que as instituições não fizeram o suficiente para coibir atos antissemitas durante os protestos contra a guerra na Faixa de Gaza em seus campi.

Em carta enviada a Harvard no dia 11 de abril, o Departamento de Educação americano exigiu que a universidade trabalhasse para diminuir a influência de docentes, funcionários e alunos que, segundo a gestão Trump, são "mais comprometidos com o ativismo do que com o conhecimento" e que um painel externo auditasse os membros da comunidade acadêmica para garantir "diversidade de pontos de vista".

O documento também exigiu que Harvard eliminasse qualquer política afirmativa baseada em raça, cor ou nacionalidade até agosto e reformasse seu processo de seleção de estudantes estrangeiros "para evitar a admissão de alunos hostis aos valores americanos". O governo exigia ainda que a instituição denunciasse às autoridades federais de imigração aqueles que desrespeitassem regras de conduta.

Mas Harvard se recusou a cumprir as exigências do governo, que, em retaliação, anunciou o congelamento de US$ 2,2 bilhões (quase R$ 13 bilhões) em fundos federais. Além disso, exigiu um pedido de desculpas da universidade, o que não aconteceu.

A instituição ainda processou o governo no final de abril pelo congelamento de recursos, sob o argumento que a medida desrespeita a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão.

Desde sua posse em janeiro, Trump tem pressionado as principais universidades dos EUA, afirmando que as instituições lidaram mal com os protestos pró-Palestina do ano passado e acusando-as de terem permitido que o antissemitismo se espalhasse nos campi.

Manifestantes, incluindo alguns grupos judeus, dizem que suas críticas às ações de Israel em Gaza estão sendo equivocadamente confundidas com antissemitismo.

Governo Lula prepara pente-fino antes de ressarcir aposentados do INSS por descontos ilegais

  • Bahia Notícias
  • 06 Mai 2025
  • 08:33h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal pretende realizar um pente-fino para identificar quais aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram, de fato, prejudicados por descontos ilegais nos benefícios antes de iniciar o processo de ressarcimento. A informação foi confirmada por integrantes do Palácio do Planalto.

De acordo com fontes ligadas ao governo, o objetivo da medida é evitar que pessoas que não foram impactadas pelas fraudes recebam os valores que serão devolvidos.

Na segunda-feira (5), a Casa Civil realizou uma reunião para discutir os detalhes do plano de ressarcimento. A expectativa é que um novo encontro ocorra nos próximos dias no Palácio do Planalto para avançar nas tratativas.

Segundo informações do Metrópoles, o anúncio oficial do plano deve ocorrer até a próxima semana. O governo pretende que o ressarcimento funcione como uma resposta às vítimas do esquema, além de estar associado à exoneração de Carlos Lupi.

Trump sinaliza possível redução de tarifas sobre produtos chineses no futuro: "Em algum momento"

  • Bahia Notícias
  • 05 Mai 2025
  • 18:30h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), afirmou, neste domingo (4), que as tarifas atuais, de 145% aplicadas sobre importações da China, deverão ser reduzidas “em algum momento”. A declaração foi dada em entrevista à NBC News, quando foi questionado sobre a possibilidade de cortar os tributos. “Por que eu faria isso?”, respondeu inicialmente o republicano, sugerindo que as tarifas têm dificultado os negócios com o líder chinês, Xi Jinping.

Apesar da resposta evasiva, Trump indicou que Pequim tem interesse em manter as relações comerciais com Washington, destacando que a economia chinesa estaria em colapso. O presidente norte-americano tem dado sinais recentes de flexibilização nas políticas de taxação internacional.

Durante uma entrevista anterior, concedida em 22 de abril no Salão Oval, Trump afirmou que os altos impostos sobre produtos chineses poderão ser “substancialmente” reduzidos, embora tenha descartado a possibilidade de eliminá-los por completo. Segundo ele, os Estados Unidos atravessam uma fase de “transição” nas relações comerciais com a China, e a meta é construir um novo acordo entre os dois países.

Medida de Portugal que impactará migrantes brasileiros mobiliza Itamaraty

  • Por Saulo Pereira Guimarães / Folhapress
  • 05 Mai 2025
  • 16:08h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O MRE (Ministério das Relações Exteriores) do Brasil informou ao UOL que "acompanha de perto" a situação dos brasileiros em Portugal, após o governo local anunciar que notificará 4.574 estrangeiros em situação irregular para que deixem o país.

O que aconteceu

Embaixada do Brasil em Portugal está "em contato direto com as autoridades locais", afirma Itamaraty. De acordo com o órgão, a intenção é entender o alcance da medida.

Ministro da presidência de Portugal forneceu informação em entrevista coletiva ontem. Segundo António Leitão Amaro, 18 mil pessoas devem receber avisos do tipo em breve.

Estrangeiros terão 20 dias para sair, a partir do envio da notificação. Caso isso não aconteça, o governo português poderá expulsá-los do país.

Brasileiros na mira

Situação deve impactar especialmente brasileiros. Nos últimos anos, uma onda migratória fez com que um grande número de brasileiros tentassem a vida no país europeu.

Só em 2024, 1470 brasileiros tiveram a entrada negada em Portugal. O número é 721% maior em comparação a 2023, quando foram registradas 179 recusas. As informações são do Relatório Anual de Segurança Interna, divulgado pelo governo português.

O Brasil lidera o ranking de recusas portuguesas. Na sequência, estão a Angola, com 274 negativas, e o Reino Unido, com 108. Países como os EUA (63) e a Venezuela (58) também estão entre as 10 nacionalidades com mais recusas.

Cotada para ministério diz que deve tomar posse nesta segunda, e governo Lula não confirma

  • Por Juliana Arreguy | Folhapress
  • 05 Mai 2025
  • 14:06h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Cotada para assumir o Ministério das Mulheres, a petista Márcia Lopes disse que deve tomar posse já nesta segunda-feira (5) após uma reunião com o presidente Lula (PT) em Brasília. Apesar da declaração, o governo federal ainda não confirmou que ela será a nova ministra da pasta.

"[O presidente] informou que havia conversado com a Cida [Gonçalves] e agendou para falar com ele amanhã [segunda-feira] à tarde. Deverei assinar o termo de posse. Estarei já trabalhando a semana toda", disse Márcia à Folha de S.Paulo neste domingo (4).

Ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia já havia confirmado à reportagem o convite para assumir o Ministério das Mulheres, comandado pela também petista Cida Gonçalves. No entanto, na agenda do presidente para segunda-feira divulgada neste domingo, não consta o encontro.

Segundo Márcia, Lula a telefonou na sexta-feira (2) para fazer o convite. No mesmo dia, ele se reuniu por 20 minutos com Cida Gonçalves no Palácio do Planalto. Ela deixou o local sem falar com a imprensa.

O entorno do presidente já dava como certa a saída de Cida do cargo no contexto da reforma ministerial. Márcia, que foi ministra de Lula em 2010, durante o segundo mandato dele, era apontada como a favorita para assumir a pasta das Mulheres.

Assistente social e professora, ela é filiada ao PT desde a década de 1980 e é irmã de Gilberto Carvalho, secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e ex-secretário geral da Presidência. Ela também foi uma das coordenadoras do grupo técnico de assistência social no governo de transição, em 2022, junto da ministra Simone Tebet (Planejamento) e da ex-ministra Tereza Campello.

Caso a troca no ministério seja confirmada, será a sexta mudança no primeiro escalão do governo desde o início do ano. A maioria das trocas, no entanto, ocorreu apenas entre petistas, enquanto mudanças envolvendo nomes de fora do partido ocorreram em meio a escândalos e denúncias de corrupção.

Na sexta, Carlos Lupi (PDT) pediu demissão do Ministério da Previdência em meio à crise dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O número dois dele na pasta, Wolney Queiroz (PDT), assumiu o seu lugar no mesmo dia.

Em abril, Juscelino Filho (União Brasil) deixou o Ministério das Comunicações após denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) o acusar de corrupção passiva ligada ao desvio de emendas. O deputado Pedro Lucas (União Brasil-MA) chegou a ser oficialmente anunciado como seu lugar, mas 12 dias depois recusou o convite e Frederico Siqueira, então presidente da Telebras, assumiu a pasta.

Em janeiro, Lula exonerou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) do comando da Secom (Secretaria de Comunicação do Palácio da Presidência) para nomear Sidônio Palmeira. Em fevereiro, demitiu Nísia Trindade do Ministério da Saúde e realocou Alexandre Padilha para o cargo. No lugar dele, à frente da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Lula nomeou a ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann.

Aliados avaliam que Bolsonaro deve diminuir ritmo em 2026 por questões de saúde

  • Bahia Notícias
  • 05 Mai 2025
  • 12:04h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Mesmo após receber alta hospitalar, lideranças políticas aliadas de Jair Bolsonaro avaliam, nos bastidores, que o ex-presidente não terá condições de realizar uma campanha eleitoral tão intensa em 2026 quanto a que fez em 2022.

 

Embora esteja inelegível, Bolsonaro já manifestou a intenção de registrar sua candidatura à Presidência da República no próximo ano e indicar um substituto caso seja barrado pela Justiça Eleitoral, estratégia semelhante à adotada por Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

 

Aliados próximos admitem, no entanto, que o ex-presidente precisará “se segurar” devido às sucessivas cirurgias pelas quais passou desde a facada sofrida durante a campanha de 2018.

 

Além das limitações de saúde, interlocutores bolsonaristas consideram que uma eventual condenação de Bolsonaro no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), pode abrir espaço para a consolidação de uma candidatura única da direita com outro nome.

 

As informações são do Metrópoles.

CACs não recadastram 7.600 armas de uso restrito adquiridas durante governo Bolsonaro

  • Por Raquel Lopes | Folhapress
  • 05 Mai 2025
  • 10:01h

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Quase 7.600 armas de uso restrito adquiridas por CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) durante o governo Jair Bolsonaro (PL) —e equivalente a 15% do total— não foram cadastradas ou tiveram concluídos os processos obrigatórios de recadastramento na Polícia Federal.
 

São fuzis, carabinas e pistolas cujo paradeiro não foi comprovado pelos proprietários à PF. Esse arsenal pode, inclusive, estar em circulação nas mãos do crime organizado, segundo alerta de especialistas —eles ainda veem morosidade do governo Lula (PT) para uma ação efetiva de localização das armas.
 

A arma de uso restrito é autorizada para as Forças Armadas, instituições de segurança pública e pessoas físicas e jurídicas autorizadas pelo Exército, como os CACs.
 

Portaria publicada pelo governo Lula, à época em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública era comandado por Flávio Dino, determinou que todas as armas devem ser cadastradas no sistema da PF. As de uso restrito precisam passar por uma segunda etapa, devendo ser apresentadas pelo proprietário à autoridade policial.
 

A medida buscou retomar o controle sobre as armas adquiridas durante o governo Bolsonaro, que incentivou o armamento da população, ampliou o acesso a calibres mais potentes e enfraqueceu os mecanismos de fiscalização.
 

Segundo dados da Polícia Federal, obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação), foram recadastradas 939.559 armas de CACs —sendo 44.276 de uso restrito. Desse último grupo, 42.848 foram apresentadas pessoalmente pelos proprietários, como exigido na segunda etapa do processo.
 

Mas, até 2022, foram adquiridas 50.432 armas de uso restrito por parte dos CACs, segundo o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas, do Exército. Dessa forma, 7.584 seguem sem comprovação de paradeiro, o que representa 15%.
 

Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública prevê apreensão da arma e infrações administrativas e penais em casos de ausência de recadastramento. Mas a pasta ainda trabalha em uma norma para dar efetividade à previsão.
 

Não há definição das medidas que poderão ser tomadas. Uma das propostas em estudo é que o responsável seja alvo de busca e apreensão, e haja abertura de inquérito. Isso ocorreria somente após notificação e prazo de 60 dias para a entrega voluntária à campanha do desarmamento ou a transferência para alguém que atenda aos critérios legais.
 

A previsão do Ministério da Justiça é que, a partir de julho, a fiscalização dos CACs passe a ser responsabilidade da Polícia Federal —hoje, a atribuição ainda é do Exército. Os dois órgãos trabalham na nova norma para dar efetividade à punição prevista na portaria.
 

Para Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz, o recadastramento foi uma medida necessária após um período de grave descontrole. Ele avalia, no entanto, que há falhas no processo.
 

Entre os problemas apontados, estão a falta de integração entre os sistemas da Polícia Federal e do Exército —responsáveis pelo controle de armas no país— e ausência de cruzamento entre dados do recadastramento e os registros do Exército, o que compromete avaliação precisa da efetividade da medida.
 

"O dado de que quase 8.000 armas de calibre restrito não foram recadastradas ou não tiveram o cadastro concluído deveria ter gerado uma resposta imediata, mas até agora não houve ação concreta para localizar esses armamentos", disse.
 

Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que esse arsenal é capaz de armar uma brigada inteira do Exército brasileiro e deveria motivar respostas enérgicas por parte do governo federal e das instituições responsáveis, como investigações e fiscalizações imediatas.
 

"Ignorar o controle rigoroso do mercado legal de armas é negligenciar uma das principais fontes de abastecimento do crime organizado, como têm revelado diversas investigações policiais espalhadas pelo território nacional", disse.
 

Para Langeani e Uchôa, embora o governo Lula tenha restabelecido critérios mais rigorosos para aquisição, o principal desafio ainda está no grande estoque de armamentos em circulação.
 

O Ministério da Justiça foi procurado e indicou que a PF seria a responsável para falar do assunto. Questionada, a corporação não respondeu a demanda.
 

A Polícia Federal já deveria ter assumido a responsabilidade pela fiscalização dos CAC desde janeiro deste ano. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já disse que não foi possível cumprir o prazo por causa de cortes orçamentários, que impediram a estruturação da PF.
 

Um dos principais entraves é a falta de pessoal, demanda para a qual há dependência da liberação de cargos pelo Ministério da Gestão. A pasta informou ter autorizado 1.392 vagas, que serão preenchidas por novos concursos e aproveitamento de seleções anteriores, com previsão de mais mil vagas em 2026.

Ministério do Trabalho quintuplica verba e contrata ONGs ligadas a sindicatos e entidade investigada

  • Por Caio Spechoto | Folhapress
  • 05 Mai 2025
  • 08:51h

Foto: Reprodução / Ministério do Trabalho

O Ministério do Trabalho quintuplicou no ano passado o valor de convênios com ONGs, tendo como uma das campeãs organização ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de onde o atual ministro, Luiz Marinho (PT), emergiu para a política.
 

As outras duas com mais direcionamento de verbas estão hoje sob suspeita.
 

O dinheiro total contratado saltou de R$ 25 milhões em 2023 (em valores nominais) para R$ 132 milhões no ano passado, sendo que a maior parte veio das emendas feitas por deputados e senadores ao Orçamento federal.
 

A terceira ONG com maior volume de contratos com o Ministério do Trabalho na atual gestão, iniciada em 2023, é a Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil), com R$ 17,6 milhões em parcerias.
 

De 2018 a 2023 —ou seja, no último ano da gestão de Michel Temer (MDB), durante todo o governo de Jair Bolsonaro (PL) e no primeiro ano de Lula 3— a ONG teve projetos em valores que nunca ultrapassaram R$ 4,2 milhões ao ano.
 

O Ministério do Trabalho foi temporariamente extinto no governo Bolsonaro, de 2019 a 2021. O Portal da Transparência mostra convênios relacionados à pasta no período, nos quais a reportagem se baseou.
 

A cifra atual foi alcançada graças a um contrato de R$ 15,8 milhões que prevê ajuda da Unisol na organização de catadores de lixo em Roraima e na retirada de resíduos sólidos da terra indígena yanomami, entre outros pontos.
 

Esse contrato é bancado com recursos do próprio governo federal destinados a combater a crise humanitária na terra indígena.
 

A reportagem questionou a Unisol por email sobre como a entidade, sediada em São Bernardo do Campo (SP), executará o trabalho em Roraima. Não houve resposta até a conclusão desta reportagem.
 

A Unisol foi fundada em 2000 com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O atual presidente da entidade, Arildo Mota Lopes, era da diretoria do sindicato na gestão 2002-2005, sob a presidência do hoje ministro Marinho.
 

O Ministério do Trabalho afirma que o aumento nos convênios é parte de uma retomada de políticas, com investimentos em estudos sobre mercado de trabalho e outras áreas e que o contrato com a Unisol foi resultado de uma chamada pública chancelada por banca examinadora formada por especialistas.
 

A maioria dos recursos destinados ao terceiro setor, segundo o órgão, é vinculada a emendas impositivas –as que o governo é obrigado a pagar. "A definição das organizações aptas a receber tais recursos é realizada exclusivamente pelos parlamentares", afirmou a pasta.
 

Dos R$ 76,3 milhões previstos nos dez maiores contratos do Ministério do Trabalho com entidades sem fins lucrativos, R$ 60,6 milhões vêm de emendas.
 

O grupo das dez entidades com maiores valores em contratos com o ministério tem quatro organizações ligadas de alguma forma ao movimento sindical.
 

A entidade com os maiores valores em convênios com o Ministério do Trabalho em 2023 é o Instituto de Políticas Públicas Brasil Digital. São R$ 36,1 milhões em dez contratos sustentados por emendas da bancada do Tocantins para serviços como qualificação profissional.
 

Quatro contratos foram investigados pela CGU (Controladoria-Geral da União). O relatório, de novembro passado, tornou-se parte da ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que tem forçado mudanças nas regras sobre emendas parlamentares.
 

Segundo a CGU, haveria indícios de combinações de propostas. Além disso, parte dos compromissos firmados com o governo não teria sido cumprida. O documento afirma que as parcerias teriam causado prejuízo de ao menos R$ 1,6 milhão ao erário.
 

A reportagem procurou o Instituto de Políticas Públicas Brasil Digital por email, mas não houve resposta.
 

A CGU afirmou, no documento, que os mecanismos do ministério para monitorar os acordos com as ONGs foram incipientes.
 

O Ministério do Trabalho disse que, na época da contratação, a entidade apresentou os documentos necessários e que não havia "histórico de inadimplência". Além disso, a pasta afirmou que os repasses ao instituto estão suspensos até nova manifestação da CGU.
 

A segunda ONG com maior volume de contratos com o Ministério do Trabalho é o Instituto Brasileiro De Cidadania e Ação Social, com R$ 25,9 milhões na atual gestão.
 

O instituto foi declarado inidôneo. O Ministério das Mulheres, que também tinha convênio com a entidade, colocou-a nessa categoria neste ano por falta de transparência a partir de avaliação da CGU também relacionada à ação sobre emendas no STF.
 

Com isso, a entidade não pode fechar contratos com o governo. Os pagamentos estão congelados enquanto a ONG não cumpre todos os requisitos, de acordo com o Ministério do Trabalho. Os acordos são sustentados por emendas da bancada de Roraima.
 

O ministério afirmou que os contratos foram assinados antes da punição e que, na época, foram comprovados todos os requisitos legais.
 

A reportagem procurou a ONG por meio da página de contato e pelo telefone registrado no sistema do governo federal, mas não obteve resposta.

Governo do Estado anuncia mobilização para prestar apoio a municípios baianos afetados pelas chuvas

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2025
  • 12:36h

Foto: Divulgação / Prefeitura de Santo Amaro

Diante das fortes chuvas que atingem Salvador e diversos municípios do interior baiano, nos últimos dias, o Governo do Estado, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), vem acompanhando e monitorando a situação das áreas afetadas. Órgãos e secretarias estaduais também seguem em alerta e prestando apoio à população destes municípios.

 

 

 A mobilização foi destacada pelo governador Jerônimo Rodrigues, em publicação nas redes sociais, na manhã deste sábado (3). 

 

“Sigo acompanhando os efeitos das fortes chuvas que atingem o estado desde o feriado. As equipes da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros, Embasa e Secretaria da Saúde estão mobilizadas para atender às demandas, garantir assistência e minimizar os transtornos à população. Estamos em contato direto com as prefeituras e prestando todo o apoio necessário aos municípios afetados. Seguimos firmes, trabalhando pela vida dos baianos e baianas”, ressaltou Jerônimo. 

 

De acordo com a Sudec, até às 16h deste sábado, foram registradas ocorrências relacionadas às chuvas nos municípios de Camacan (situação de emergência vigente desde 12/04), Canápolis , Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Nazaré, Camamu, Valença, Itapé, Buerarema, Santana, Amélia Rodrigues, Santo Amaro, São Sebastião do Passé , Jaguaribe, Cicero Dantas, Dias D’ Ávila, Lauro de Freitas, Simões Filho e Madre de Deus.

 

Na sexta-feira (2), o órgão enviou kits de ajuda humanitária (colchões, cobertores e higiene pessoal) ao município de Camacan. Já para Simões Filho e Camamu, foram enviadas lonas para cobertura de encostas. A equipe técnica da Sudec também segue em contato permanente com as prefeituras e está à disposição para envio de apoio técnico e humanitário, conforme as solicitações registradas oficialmente.

 

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) atua junto às prefeituras com apoio técnico, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e cofinanciamento de ações emergenciais, como aluguel provisório, acolhimento de famílias e distribuição de cestas básicas.

 

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), um rompimento de aterro no KM 48 da BA-001, próximo ao acesso a São Roque do Paraguaçu, entre Bom Despacho e Nazaré, foi registrado por conta das chuvas deste final de semana. A empresa responsável pela obra no trecho já foi acionada para realizar os reparos no local. O tráfego de veículos está normal.

 

APOIO A SANTO AMARO

 

No município de Santo Amaro, atingido pela enchente do Rio Subaé, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) e de outros órgãos estaduais estão em campo prestando assistência à população.

 

Durante este sábado (3), sob supervisão do comandante-geral do CBMBA, coronel Aloísio, os bombeiros militares atenderam cerca de 40 famílias na cidade, realizando orientações técnicas e monitoramento nos bairros Ideal, Bomfim, Rua da Viúva, Bairro Sacramento, rua H e Candolândia. A população foi orientada sobre a importância de acompanhar o nível das águas de rios, córregos e lagos e o momento seguro de deixar as residências.

 

Os militares ainda conversaram com os moradores sobre os locais mais seguros para se abrigarem em caso de necessidade, e sobre a importância de deixarem as residências e se abrigarem em local seguro, no caso de emergência. O objetivo principal da instituição é preservar a vida dos moradores e de animais domésticos.

 

ORIENTAÇÕES 

A orientação da Sudec é que as pessoas evitem e saiam de áreas de risco e procurem locais seguros para se abrigarem. É importante, também, que a população acompanhe os alertas das defesas civis municipais e os avisos meteorológicos. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193.

Ministro Fernando Haddad viaja à Califórnia e México para atrair investimentos

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2025
  • 11:37h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inicia uma viagem aos Estados Unidos e ao México para promover o Brasil como destino de investimentos e aprofundar as relações bilaterais. A viagem ocorre entre este sábado (03) e deve durar até quinta-feira (08) com compromissos em Los Angeles, San José e Cidade do México.

 

Na Califórnia, o foco será o novo plano nacional para atrair investimentos em data centers. Haddad se reunirá com representantes de grandes empresas de tecnologia (big techs) como Google e Nvidia, e participará de um fórum econômico com investidores internacionais. O ministro apresentará o potencial do Brasil no setor, destacando a alta proporção de energia renovável na matriz energética do país.

 

No México, Haddad se reunirá com autoridades do governo e empresários brasileiros para discutir desafios da globalização e fortalecer a cooperação entre os dois países. As informações são da Agência Brasil.

Homem procurado pela justiça há 34 anos é preso com espingarda em Macaúbas

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2025
  • 09:29h

Foto: Reprodução

Um homem com mandado de prisão em aberto desde 1991 foi capturado na tarde deste sábado (3), no povoado de Lagoa Clara, zona rural de Macaúbas, durante uma ação da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). A prisão encerra uma busca que já durava 34 anos.

 

Segundo informações da corporação, a guarnição realizava patrulhamento de rotina na região quando foi abordada por um morador, que relatou a presença de um suspeito envolvido em um antigo caso de homicídio. Após diligências, os policiais localizaram o homem, que portava uma espingarda calibre 20 e um cartucho da mesma munição.

 

Durante a abordagem, a identidade do suspeito foi verificada no sistema policial, onde foi constatado o mandado de prisão em aberto emitido há mais de três décadas. O homem foi imediatamente detido e encaminhado à Delegacia Territorial de Macaúbas, onde a arma também foi apresentada para a adoção das medidas legais cabíveis.

Lady Gaga faz show repleto de homenagens aos fãs e mea culpa por Rock in Rio

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 04 Mai 2025
  • 08:32h

Foto: Reprodução Multishow

Não foi sem atraso que Lady Gaga subiu ao maior palco de toda sua carreira, o da praia de Copacabana, na noite deste sábado. A expectativa da Prefeitura do Rio de Janeiro era que 1,6 milhão de pessoas comparecessem à apresentação, gratuita. A artista disse que eram 2,5 milhões de fãs espalhadas pelas areia, mas os responsáveis pelo show afirmaram que o público final foi de 2,1 milhões, maior que o de Madonna, no ano passado, estimado em 1,6 milhão.
 

Os fãs aguardaram impacientes por cerca de meia hora a mais do que o combinado. Mas, quando a cantora subiu ao palco, qualquer perrengue que tenha sido estar ali parece ter ficado para trás. E não era pouca dificuldade: a multidão não foi fácil de enfrentar, nem no metrô, nem na areia, nem na área VIP, destinada aos convidados dos patrocinadores.
 

A cantora, no entanto, conhece bem seu público, que espera há mais de uma década por esse show, desde sua primeira vinda ao país, em 2012. Ela então, pouco depois de iniciar a apresentação, com "Abracadabra" e "Alejandro", usou um vestido todo azul, mas com detalhes em amarelo e verde, as cores da bandeira do Brasil. Foi o suficiente para que os fãs entrassem em polvorosa. E assim transcorreu a apresentação, na qual ela desfilou hits como "Vanish Into You", de seu novo disco, "Mayhem", cumprimentando os fãs na grade, e os já clássicos "Poker Face", "Born this Way" e "Shallow", este de seu filme "Nasce uma Estrela", com o qual concorreu a um Oscar.
 

O show no Brasil, intitulado "Mayhem on the Beach", é uma espécie de prelúdio da turnê do disco "Mayhem", assim como foram os shows do festival Coachella, nos Estados Unidos, e o do México. Oficialmente, a turnê começa em Las Vegas, em julho.
 

Dividida em atos, a apresentação incorpora uma estética de ópera gótica. Na interpretação, repleta de luzes estroboscópicas com destaque para os tons de vermelho, preto e branco, a artista encena a sua própria morte, o enterro e a ressurreição. Gaga "mata" sua própria persona ao fim de "Poker Face", música que a lançou ao estrelato, e ressurge ao som de "Perfect Celebrity", que ironiza as dores de ser uma estrela mundial do seu calibre.
 

Um dos momentos mais marcantes do show aconteceram quando Gaga, do alto da estrutura de seu palco, pendurou uma bandeira do Brasil para ler uma carta aos fãs --com a ajuda de um intérprete brasileiro-- e, em seguida, cantou "Alejandro", outro de seus principais hits, com a bandeira do Brasil à frente.
 

A carta foi uma espécie de mea culpa pelo cancelamento de seu show no Rock in Rio, em 2017. "De todas as coisas pelas quais poderia agradecer, tenho esta: vocês esperaram por mim por mais de dez anos. Podem estar se perguntando porque eu demorei tanto para voltar. A verdade é que eu estava me curando, estava ficando mais forte, mas enquanto eu me curava, algo poderoso acontecia: vocês continuavam torcendo por mim e pedindo para eu voltar quando estivesse pronta. Brasil, eu estou pronta. Eu amo vocês", disse a artista, por meio do intérprete.
 

Além das homenagens aos fãs brasileiros, Gaga fez um aceno especial às pessoas queer logo antes da canção "Born this Way", que se tornou um hino para a comunidade LGBTQIA+. "Só quero falar do meu amor pela comunidade LGBTQIA+ aqui no Brasil. Obrigada", disse.
 

Pela emoção com o show e o fascínio, pareceu que os perrengues passados pelo público para chegar até a praia e conseguir uma boa visão do palco valeram a pena. Cerca de três horas antes da apresentação, a estação de metrô Cardeal Arcoverde, a mais próxima ao palco, ficou lotada. O fluxo de fãs era tão intenso que os corredores ficaram congestionados, dificultando a circulação. Enquanto tentavam sair, os passageiros faziam uma sinfonia de leques.
 

Já na praia, muitos construíram barricadas improvisadas com sacos de gelo cheios de areia. Os sacos prontos eram vendidos por R$ 25, enquanto os vazios, para que cada um enchesse por conta própria custavam R$ 10. Outras pessoas buscaram abrigos no alto de árvores para poder ter a melhor visão de sua mãe monstro, como a cantora ficou conhecida por seus fãs, os eternos monstrinhos.

Anvisa volta a interditar Colgate Total Clean Mint

  • Bahia Notícias
  • 03 Mai 2025
  • 15:30h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retomou a interdição cautelar da Colgate Total Clean Mint, na última quarta-feira (30). A medida voltou a entrar em vigor, após ser determinada no dia 27 de março. No entanto, o ato foi suspenso por conta de um recurso apresentado pela Colgate. 

Porém, a própria entidade retirou o recurso que tinha efeito suspensivo contra a interdição. Com isso, a interdição do produto volta a ficar em vigor. 

A medida contra a Colgate aconteceu depois que foram registradas ocorrências envolvendo 13 tipos de reações adversas em decorrência do consumo do produto. Os sintomas elencados nos registros foram: inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral.

A sensação de ardência, dormência nos lábios e na boca, boca seca, gengiva irritada e vermelhidão, também foram descritos por alguns consumidores. A Clean Mint, pasta interditada, é uma nova versão de um dos cremes dentais mais populares da marca, a Colgate Total 12.

Com saída de Lupi, governo Lula soma 11 trocas de ministros

  • Por Folhapress
  • 03 Mai 2025
  • 13:27h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com o anúncio da saída de Carlos Lupi do ministério da Previdência Social nesta sexta-feira (2), o governo Lula já acumula 11 trocas de ministros desde o seu início, em janeiro de 2023.

As mudanças foram motivadas por fatores diversos, desde a necessidade de acomodar partidos da base aliada, como o Centrão, até crises de imagem e indicações para outros Poderes.

A primeira troca aconteceu quando o general Gonçalves Dias deixou o comando do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), em abril de 2023, após a divulgação de imagens suas no Palácio do Planalto durante os ataques golpistas de 8 de janeiro terem gerado forte repercussão negativa. Diante do desgaste, Dias foi substituído pelo general Marcos Antônio Amaro dos Santos.

Dois meses depois, em junho, a então ministra do Turismo, Daniela Carneiro, foi exonerada. Indicada pelo União Brasil, Carneiro foi substituída por Celso Sabino, do mesmo partido.

Em setembro de 2023 houve uma minirreforma ministerial. Ana Moser, então ministra do Esporte, foi demitida para dar espaço a André Fufuca (PP), e na mesma leva, Silvio Costa Filho (Republicanos) assumiu o Ministério de Portos e Aeroportos. A pasta era comandada por Márcio França (PSB), que foi realocado para o recém-criado Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A quinta mudança veio em fevereiro de 2024, quando Flávio Dino deixou o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao ser indicado e aprovado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski assumiu a pasta.

Uma das demissões de maior impacto político ocorreu em setembro de 2024. O ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos) deixou o governo após virem à tona acusações de assédio moral e sexual, que teriam entre as vítimas a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial). Para seu lugar, foi nomeada Macaé Evaristo.

Em janeiro deste ano, houve a saída de Paulo Pimenta da chefia da Secom (Secretaria de Comunicação Social). Lula nomeou para o posto o publicitário Sidônio Palmeira, que trabalhou em sua campanha presidencial em 2022. A troca visou, segundo o governo, aprimorar a comunicação digital e o alcance em redes sociais, além de combater a disseminação de notícias falsas.

Logo depois, em fevereiro deste ano, Lula convidou a então deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, substituindo Alexandre Padilha, que assumiu o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade.

Na quarta-feira (23) da semana passada, o presidente Lula aceitou o nome do presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, como o novo ministro das Comunicações. A escolha aconteceu após Pedro Lucas ter recusado o convite de Lula, 12 dias após ter sido anunciado como ministro por Hoffmann.