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- Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
- 26 Mai 2026
- 10:35h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Os gastos da Vice-Governadoria da Bahia registraram aumento de 157% nos últimos três anos e meio sob a gestão de Geraldo Jr. (MDB), em comparação com o segundo mandato de João Leão (PP) no cargo, entre 2019 e 2022.
Desde que assumiu a função, em janeiro de 2023, o gabinete de Geraldo Jr. acumulou despesas de R$ 32,4 milhões. No período de quatro anos em que João Leão ocupou a Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 12,6 milhões. Com mais sete meses restantes de mandato, a tendência é que o atual vice-governador amplie ainda mais a diferença em relação ao antecessor.
Somente entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões dos cofres públicos. As principais despesas foram destinadas ao pagamento de diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra.
O ano de 2025 concentra o maior volume de gastos da atual gestão, com desembolso de R$ 10,8 milhões. Desse total, R$ 6,15 milhões foram destinados a despesas relacionadas a militares, incluindo salários, auxílios e diárias.
Em 2024, ano em que disputou a Prefeitura de Salvador e terminou a eleição na terceira colocação, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete alcançaram R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.
GASTOS DE LEÃO
Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões.
Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões. No ano seguinte, houve redução para R$ 2,8 milhões. Em 2021, as despesas chegaram a R$ 3,43 milhões, enquanto em 2022 recuaram para R$ 3,36 milhões.
- Por Bruna Fantti / Folhapress
- 25 Mai 2026
- 14:32h
Foto: Renan Ribeiro - TJRJ)
O julgamento do caso Henry Borel começa nesta segunda-feira (25), às 9h, no Rio de Janeiro, cinco anos após a morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Serão julgados o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, e a mãe de Henry, Monique Medeiros. A sessão acontece após uma sequência de recursos da defesa de Jairinho para tentar adiar o júri, todos rejeitados.
"Monique é inocente e será absolvida", disse seu advogado, Hugo Novais. "Uma mãe que teve seu filho assassinado pelo homem que dormia ao seu lado, mas que infelizmente não teve tempo para enxergar o ciclo de violência no qual vivia poderia atingir seu maior amor, o pequeno Henry", afirmou.
O defensor comparou o caso de Monique ao de Ângela Diniz, socialite morta em 1976 pelo companheiro. No primeiro julgamento, ele foi condenado a apenas dois anos após a defesa alegar "legítima defesa da honra". A decisão gerou revolta e impulsionou a campanha 'Quem ama não mata'. "Esse julgamento também será uma mudança de paradigma social", disse Novais.
O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, afirmou que espera um julgamento justo. "Baseado exclusivamente nas provas do processo e não no que a acusação tem divulgado nos últimos cinco anos.
De qualquer maneira, esse julgamento ocorrerá, pois a defesa respeita as decisões judiciais. No entanto, uma vez que não tivemos acesso a todas as provas, esse julgamento certamente será anulado caso o Jairo seja condenado", disse.
Na semana que antecedeu o julgamento, o Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, um recurso da defesa do ex-vereador que pedia a anulação de um laudo pericial elaborado durante a investigação.
Dias antes, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também negou outro pedido da defesa, que tentava suspender o julgamento sob a alegação de falta de acesso integral ao conteúdo de um notebook apreendido durante as investigações. O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto considerou que não havia ilegalidade ou urgência que justificasse o adiamento e ressaltou que a fase de produção de provas já havia sido encerrada.
O júri desta segunda-feira acontece após uma primeira tentativa de julgamento fracassar, em março deste ano. Na ocasião, os advogados de Jairinho abandonaram o plenário do 2º Tribunal do Júri após terem negados pedidos para acesso ampliado a provas digitais e realização de novas perícias.
Sem defesa constituída, a sessão precisou ser interrompida e remarcada. A juíza Elizabeth Machado Louro classificou a estratégia como ilegítima e determinou que um defensor público esteja de prontidão para atuar caso haja novo abandono da defesa.
O episódio acabou levando ao relaxamento da prisão de Monique Medeiros, posteriormente revertido por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu a prisão preventiva.
Segundo a denúncia da promotoria, Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A acusação sustenta que o ex-vereador provocou lesões corporais fatais por meio de agressões contundentes e que Monique, na condição de mãe e responsável legal da criança, teria se omitido diante da violência, contribuindo para a consumação do crime.
EPISÓDIOS DE AGRESSÃO
A investigação aponta que Henry teria sido vítima de pelo menos três episódios de supostas agressões antes da morte. Um dos principais elementos que embasaram essa conclusão foram trocas de mensagens entre a babá do menino e o então noivo.
Em depoimento, a babá relatou que Henry, no mês que antecedeu sua morte, teria se agarrado a ela e rasgado sua blusa ao tentar evitar entrar em um quarto sozinho com Jairinho. Segundo o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), o menino demonstrava desespero ao ser deixado com o padrasto e, após o ocorrido, Jairinho teria dado R$ 100 à babá para que comprasse uma roupa nova.
Outro episódio citado pela investigação teria ocorrido também em fevereiro de 2021. Conforme relatado pela babá em mensagens ao noivo, Jairinho teria se trancado com Henry no quarto, enquanto ela suspeitava que o então vereador estivesse tampando a boca do menino. A babá afirmou ter ouvido Henry repetir a frase "eu prometo" ao padrasto.
Para os investigadores, o relato reforça a hipótese de que a criança sofria ameaças para não contar à mãe sobre as agressões. Segundo Damasceno, Henry saiu do quarto sem reclamar de dores naquele momento, mas mais tarde teria demonstrado desconforto e se recusado a brincar.
No dia 12 de fevereiro, a babá de Henry relatou que Jairinho levou o menino para o quarto e, pouco depois, a criança saiu mancando e reclamando de dores. Após uma videochamada com a mãe, Monique, em que Henry teria falado sobre agressões, Jairinho voltou ao apartamento exaltado, questionando o menino sobre o que havia contado à mãe. Segundo a babá, Henry, assustado, negava ter dito algo e se recusava a sair do colo dela.
Thayná afirmou que incentivou Henry a relatar o ocorrido na presença de Jairinho, momento em que o menino confirmou ter contado à mãe que havia sido agredido. Em seguida, Monique chegou e saiu de carro com a babá e a criança por quase três horas, durante as quais Henry voltou a confirmar as agressões. Ao retornarem, Monique subiu sozinha ao apartamento e depois desceu com malas prontas.
Apesar de dizer que iria para Bangu, para a casa dos pais, Monique foi vista no dia seguinte, pelas redes sociais, em Mangaratiba com Jairinho, o que causou estranheza à babá. Após o feriado, Thayná voltou ao trabalho e viu um exame de raio-x de Henry; Monique explicou que o menino havia feito exames por dores no joelho, mas disse que "não era nada".
Jairinho responde por homicídio qualificado por meio cruel e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com agravante pelo fato de Henry ser menor de 14 anos. Ele também é acusado de três episódios de tortura e coação no curso do processo. Já Monique responde por homicídio qualificado por omissão, com as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, além de tortura e coação.
- Bahia Notícias
- 15 Mai 2026
- 14:01h
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Dark Horse
Uma empresa responsável por intermediar recursos para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14). Apontam que a Entre Investimentos mobilizou o montante A PF investiga o caso por suspeitas de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no Banco Master.
De acordo com relatórios de inteligência financeira do Coaf, obtidos pela TV Globo e reproduzidos pelo portal G1, a parte expressiva desses recursos tem ligação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que se encontra preso em Brasília. Ele é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode atingir a cifra de R$ 12 bilhões.
O FLUXO FINANCEIRO
A investigação aponta que a Entre Investimentos teria servido como ponte entre Vorcaro e a produção do filme. Embora o acordo total previsse R$ 124 milhões para a obra, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo dono do Master, a PF ainda apura quanto dos R$ 159,2 milhões recebidos pela intermediária foi destinado à produtora.
Os repasses à Entre Investimentos vieram de fontes já monitoradas pela Operação Compliance Zero:
- Sefer Investimentos: Repassou R$ 139,2 milhões. A empresa é alvo da PF por relações com Vorcaro.
- Fundo Gold Style: Destinou R$ 20 milhões. O fundo é suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Fundo Dublin: Operou outros R$ 154,2 milhões para a investidora.
As novas revelações reforçam o impacto das mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos de Vorcaro para a conclusão do filme, mesmo ainda recebendo apoio do Jair em sua versão. Em sua defesa pública, o senador sustenta que buscava apenas patrocínio privado.
Contudo, a investigação ganha contornos mais graves com o envolvimento da Entrepay (grupo da Entre Investimentos), que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em março de 2023 por irregularidades e comprometimento econômico-financeiro.
- Bahia Notícias
- 15 Mai 2026
- 10:51h
Foto: Divulgação/SSP
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) registrou cerca de 62 roubos a ônibus entre os meses de janeiro e abril de 2026. O número representa uma queda de 35,4% em relação às 96 ocorrências registradas no primeiro quadrimestre do ano passado. No mês de março foram contabilizadas cinco ocorrências, o menor número desde 2009.
Segundo o órgão, a redução foi causada por um conjunto de ações de prevenção e repressão, além de investigações, realizadas pelas Polícias Militar (PM) e Civil (PC), na capital e no interior do estado.
Parte das operações foram realizadas pelo Batalhão Gêmeos, e pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (Derrc). Em 2026, a Derrc realizou 20 ações em Salvador, que resultaram no cumprimento de 24 mandados de prisão e em quatro prisões em flagrante.
De acordo com o subcomandante do Batalhão Gemeos, major Fabrísio Santos Silva, a unidade atua, rotineiramente, com estratégia de policiamento ostensivo e motorizado orientado pela inteligência. “Esse modelo de atuação garantiu essa redução nestes crimes. Nosso objetivo é garantir a segurança dos usuários do transporte público e dos profissionais da área”, afirmou.
- Bahia Notícias
- 13 Mai 2026
- 18:49h
Foto: Divulgação
A Justiça da Bahia condenou a gestora da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) “Lar Sagrada Família”, Luzania Silva Oliveira, a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos contra pessoas acolhidas na unidade. A decisão, proferida no último dia 5, atendeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento.
O lar, localizado no bairro de Alto de Coutos, em Salvador, foi fechado em outubro de 2025 após uma operação conjunta do MP-BA com a Vigilância Sanitária de Salvador, as secretarias de Promoção Social e de Saúde, além das Polícias Civil e Militar. Segundo a denúncia, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a acusada manteve 19 pessoas — oito idosas e 11 com menos de 60 anos, algumas delas com deficiência — em condições classificadas como “desumanas e degradantes”. As apurações apontaram que os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados indispensáveis, o que resultou em lesões corporais e outras violações de direitos.
Conforme o MP-BA, Luzania também retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos pelas vítimas.
Durante a operação realizada no dia 6 de outubro de 2025, por volta das 9h30, equipes do MP-BA, da Vigilância Sanitária e profissionais de saúde constataram graves irregularidades no local, como quartos em condições precárias, com camas e colchões impregnados de urina e fezes, ausência de fraldas e materiais básicos de higiene, escassez de alimentos, medicamentos vencidos e equipe técnica insuficiente para atender os residentes. Luzania Silva Oliveira foi presa em flagrante no dia da operação e permaneceu custodiada preventivamente durante toda a instrução criminal.
- Por Isadora Albernaz | Folhapress
- 07 Mai 2026
- 10:09h
Foto: Diego Gurgel/Secom
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou nesta quarta-feira (6) o ex-governador do Acre Gladson Cameli (PP) a 25 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações por um esquema envolvendo contratos públicos.
A corte também decretou a perda do cargo de Cameli, apesar de ele já ter renunciado ao Executivo estadual no início de abril para concorrer a uma vaga ao Senado, e determinou o pagamento de multa e de indenização ao estado do Acre no valor de R$ 11,7 milhões.
Em nota divulgada nas redes sociais, Cameli disse ter recebido a decisão com serenidade e afirmou que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). "Ressalto que essa etapa no STJ não altera de forma alguma, a minha confiança no resultado final da Justiça", afirmou.
A maioria da Corte Especial do STJ (colegiado com os integrantes mais antigos do tribunal) seguiu o voto da relatora do caso, Nancy Andrighi. Os ministros João Otávio de Noronha, Sebastião Reis Júnior e Raul Araújo divergiram principalmente quanto à pena.
Segundo a relatora, Gladson Cameli era líder de um esquema que visava seu enriquecimento e contava com o seu irmão Gledson de Lima Cameli, além de um núcleo político composto por servidores comissionados de alto escalão.
"Extraem-se dos autos diversas movimentações financeiras que apontam que a verba desviada do erário enriqueceu Gladson e seu núcleo familiar", afirmou a ministra.
Gladson Cameli se tornou réu no STJ em 2024, após ter sido acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de receber mais de R$ 6 milhões em propina. Durante o processo no STJ, a defesa do ex-governador negou as irregularidades.
Os autos apontam que houve contratação fraudulenta da empresa Murano Construções, que teria recebido R$ 18 milhões para a realização de obras viárias e de edificação.
Análises técnicas também indicaram que teria havido um sobrepreço de R$ 8,8 milhões, além de um superfaturamento de R$ 2,9 milhões nos serviços contratados.
A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou irregularidades como o pagamento por insumos e serviços que não foram efetivamente fornecidos. Isso foi possível, segundo a denúncia, a partir de fraudes nas medições e termos assinados por servidores que integravam o esquema.
A Murano e empresas subcontratadas por ela -uma das quais tem como sócio o irmão do ex-governador-- pagaram propina ao chefe do Executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões, por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo, segundo as investigações.
Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo Governo do Acre com a Murano, afirmou a PGR, o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação.
O órgão afirma que há indícios de fraudes em oito contratos, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões.
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 10:05h
Foto: Reprodução
O empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, conhecido como Chico Salles entrou na Justiça contra executivos ligados ao Banco Master após registrar prejuízo financeiro decorrente de investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A ação busca responsabilizar diretamente Daniel Vorcaro, o também baiano Augusto Lima e Maurício Quadrado.
De acordo com as informações do processo, o empresário investiu R$ 710,4 mil em CDBs do banco entre janeiro de 2022 e abril de 2024, com rentabilidade de até 128% do CDI. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, parte significativa do valor aplicado não foi recuperada, resultando em perda de R$ 485,4 mil.
Chico Salles foi ressarcido em R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre aplicações financeiras dentro do limite estabelecido. O valor restante é objeto da ação judicial.
O processo tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador e tem como objetivo alcançar o patrimônio pessoal dos executivos citados, com a finalidade de responsabilizá-los diretamente pelo prejuízo alegado.
Procurado, o advogado Ermiro Neto, responsável pela defesa do empresário, informou que não comenta ações em andamento. Francisco Leal Salles Neto é fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm. Em perfil profissional, também se apresenta como empreendedor e investidor anjo.
Todas as informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 04 Mai 2026
- 18:02h
Foto: Divulgação / PM
Policiais militares do Esquadrão de Motociclistas Fênix do 12º Batalhão recuperaram uma carreta com carga roubada no município de Candeias e prenderam um suspeito. A ação foi realizada na noite deste sábado (2), resultando na recuperação de 45 mil litros de combustível.
Os militares receberam a denúncia de que uma carreta de combustíveis roubada no município de Candeias, teria seguido para a cidade de Camaçari. Rondas foram realizadas, objetivando a localização do veículo e, após informações, o veículo foi interceptado e apreendido na Rua Beta do Polo Industrial.
Na verificação veicular, foi constatado que o caminhão trator que arrastava a carga ostentava placa divergente das características do veículo, pertencendo a outro veículo roubado.
Na ação, foram apreendidos dois semirreboques, dois caminhões tratores e duas placas frias.
O condutor do veículo foi detido e juntamente com a carga e o automóvel foram apresentados à delegacia para registro do fato e adoção das medidas cabíveis.
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 30 Abr 2026
- 18:28h
Foto: Reprodução / Internet
O número de declarações do Imposto de Renda retidas na malha fina cresceu em 2026. O principal motivo é a mudança de sistemas para fontes pagadoras —como empresas, planos de saúde e outras— informarecem os dados à Receita Federal.
Segundo o Fisco, até o último dia 23 foram entregues pouco mais de 15,1 milhões de declarações, das quais 1,05 milhão (6,96%) ficaram retidas na malha, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando era de 5,22%. Desse total, 257,8 mil declarações estão retidas por causa de inconsistências geradas pelo novo modelo de cruzamento de dados.
A mudança ocorre após o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), substituída por dois sistemas, o eSocial e a EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), que passaram a fornecer dados mais detalhados e mensais sobre rendimentos, pagamentos efetuados e IR descontado.
"A Receita Federal identificou, neste ano, um aumento pontual no número de declarações do Imposto de Renda retidas em malha fiscal, especialmente entre trabalhadores assalariados", diz o fisco.
Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, a mudança deveria ter ocorrido desde 2024, mas foi adiada por dois anos seguidos. Um deles porque os sistemas ainda não estavam adaptados e no outro, porque algumas empresas ainda não haviam se adaptado.
A alteração, neste ano, ocorre a pedido, segundo ele. "Muita gente reclamava que já envia os dados pelo eSocial e tinha de fazer a Dirf, então neste ano, fizemos a mudança", diz.
A nova estrutura, no entanto, expôs erros no envio e na classificação de informações por parte das fontes pagadoras, especialmente pequenas e médias empresas ainda em adaptação ao sistema, diz a Receita, o que seria algo normal, está em monitoramento e em fase de tirar dúvidas das companhias.
No início do prazo de entrega, 19,3% das declarações haviam caído na malha fina, cerca de dois em cada dez contribuintes. Esse índice recuou para 10,6% após a Receita identificar a origem do problema, concentrada principalmente em dados incorretos na declaração pré-preenchida.
Entre os erros mais frequentes estão classificações erradas de rendimentos como salário, 13º e férias, códigos incorretos referentes aos dados da folha de pagamento, valores informados em duplicidade e divergências envolvendo rendimentos isentos ou despesas médicas, como planos de saúde declarados duas vezes.
Esses problemas decorrem, em grande parte, de falhas técnicas na parametrização das chamadas "rubricas" salariais no eSocial, o que afeta o enquadramento correto do que é tributável e do que é isento.
Em nota, a Receita diz que "esses erros são esperados quando ocorre a transição de um sistema para outro", e orienta o contribuinte a seguir o informe de rendimentos enviado a ele pelo empregador, e não confirmar sem checar dados que estejam na declaração pré-preenchida.
O fisco diz ter verificado que as empresas estão se adequando à nova metodologia e enviando retificações de suas informações. "Estas retificações são processadas em um prazo de sete dias, e o efeito delas é retirar as declarações dos contribuintes que haviam caído na malha fiscal por estas divergências", afirma, lembrando que, na maioria dos casos, o contribuinte é retirado da malha fina automaticamente.
"É importante esclarecer que a malha fiscal não é punição, mas uma etapa normal de conferência. Todos os anos, milhões de declarações passam por esse processo, especialmente no início da campanha, quando informações ainda estão sendo ajustadas, confirmadas ou retificadas por contribuintes e fontes pagadoras. Historicamente, cerca de 80% das declarações retidas inicialmente são liberadas automaticamente até o final do ano, após a correção das informações", diz a nota.
- Bahia Notícias
- 30 Abr 2026
- 11:46h
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano.
A decisão ocorre em um cenário de aumento das incertezas no ambiente internacional, especialmente em razão da guerra no Oriente Médio, apontada pelo colegiado como um dos fatores com potencial de pressionar a inflação global.
Em comunicado, o Copom destacou a necessidade de cautela na condução da política monetária diante do contexto externo.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informou.
A elevação nos preços internacionais do petróleo já impacta os combustíveis no Brasil, o que pode influenciar a inflação. Diante desse cenário, parte dos analistas avalia a possibilidade de interrupção no ciclo de cortes da taxa básica de juros.
- Bahia Notícias
- 28 Abr 2026
- 16:47h
Foto: Divulgação
O show histórico de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Miúcha, gravado em 1978, renderá mais de R$ 100 milhões de indenização por venda sem autorização de um DVD do evento, 48 anos depois da sua realização.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), confirmou a indenização contra a gravadora Solutions2Go, antiga Sony.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o processo também envolve o selo ECRA Realizações Artísticas, conhecido como Coqueiro Verde, e trata da edição e comercialização da gravação lançada em 2008, durante as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova.
O registro que foi vendido é considerado a única apresentação ao vivo de Tom e Vinicius juntos.
Segundo a publicação, o STJ manteve o cálculo da indenização com base no total de DVDs vendidos, rejeitando o modelo de pagamento por royalties. Também foi preservada a incidência de juros desde 1º de junho de 2007.
A Corte confirmou as decisões das instâncias anteriores da Justiça do Rio
- Por João Gabriel e Raphael Di Cunto | Folhapress
- 20 Abr 2026
- 10:46h
Foto: José Cruz / Agência Brasil
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e mais seis deputados concentraram no ano passado a indicação de R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão ao Orçamento, verba distribuída pelos colegiados temáticos do Congresso.
Os R$ 6 bilhões restantes desse tipo de recurso foram partilhados por outros 423 deputados, enquanto 83 parlamentares não indicaram nenhum valor em 2025 de forma oficial -eles podem ter sido contemplados pelo envio de verbas em nome da liderança dos seus partidos.
Essas verbas são sugeridas ao governo pelas comissões do Congresso, com a indicação de como e onde o dinheiro deve ser gasto. O Executivo tem o poder discricionário de não executar os recursos, mas não pode remanejá-los para outras áreas de seu interesse.
Essas emendas eram secretas até 2024, sem que o nome do padrinho político responsável pela indicação da verba fosse divulgado. Isso mudou em 2025, após decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), o que permitiu verificar os valores encaminhados por cada parlamentar.
O levantamento feito pela reportagem nas atas do Congresso mostra que esse pequeno grupo de sete políticos detém o controle de uma fatia desproporcional deste orçamento: um quinto do total de R$ 7,5 bilhões repassado pelas comissões da Câmara em 2025 para ações nas bases eleitorais.
O deputado federal que, sozinho, mais indicou emendas de comissão em 2025 foi Julio Arcoverde (PP-PI), com R$ 244,3 milhões. Ele presidiu a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso, responsável por votar os projetos de lei orçamentários.
"Todas foram destinadas de forma legal e transparente ao estado do Piauí, com investimentos em infraestrutura, saúde e apoio aos municípios, gerando obras e benefícios diretos para a população, sem qualquer irregularidade. Assim, o deputado Julio Arcoverde cumpre a sua missão de viabilizar mais recursos para o desenvolvimento econômico e social do Piauí", afirmou ele em nota de sua assessoria.
O segundo é Hugo Motta, com R$ 180,5 milhões. Quase metade deste valor foi repassado a cidades cujo prefeito declarou publicamente apoio à pré-candidatura ao Senado de Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara. Ao anunciar que renunciaria à Prefeitura de Patos (PB), Nabor disse à imprensa local que espera contar com o apoio de 150 dos 223 prefeitos da Paraíba para ser eleito.
Motta afirmou que a indicação respeita rigorosamente um acordo entre os três Poderes. "No âmbito dos partidos, a divisão dos valores das emendas segue os critérios adotados pelas lideranças, seguindo o número de deputados, e a destinação dos recursos tem como prioridade áreas estratégicas e estruturantes para os municípios brasileiros, como saúde e infraestrutura", disse.
Logo depois de Motta está o presidente de seu partido, Marcos Pereira (Republicanos-SP), com R$ 138,2 milhões. "Historicamente, presidentes de partidos e líderes acabam por ter um pouco mais de recursos para indicar. Não é uma particularidade minha", afirmou. Ele disse que sempre deu transparência às verbas em seu site. "Para mim, nunca foi um orçamento secreto, faço questão de divulgar."
Os líderes de quatro partidos políticos (PP, União Brasil, Republicanos e PL) constam como responsáveis por indicar outros valores, que somam mais de R$ 930 milhões.
Neste caso, o formato pode ser usado para ocultar o real padrinho da verba, uma vez que consta apenas o nome da liderança do partido na Câmara, o que contraria decisão do ministro Flávio Dino, do STF, para que fosse dada transparência sobre o real autor, como revelou a Folha de S. Paulo em dezembro.
Na média, os outros mais de 400 parlamentares puderam repassar R$ 14 milhões cada. A maioria dos integrantes da oposição não recebeu recursos, com exceção de parlamentares do PL em postos-chave, como a presidência da Comissão de Saúde ou a liderança da sigla. Essas verbas são indicadas pelo Congresso, mas a decisão de quitá-las é discricionária do governo federal.
Parlamentares ouvidos sob condição de anonimato afirmam que houve acordo entre as lideranças partidárias para que cada deputado da base aliada ao governo pudesse indicar o destino de pouco mais de R$ 10 milhões das emendas das comissões.
Eles admitem que era esperado que houvesse alguma diferença no valor, privilegiando nomes de protagonismo e peso político, como os presidentes dos colegiados ou líderes dos partidos, mas que essa diferença deveria estar na casa das dezenas de milhões.
O que o levantamento revela, porém, é que apenas um pequeno grupo de sete deputados, entre eles o presidente da Câmara, teve direito de indicar mais de R$ 100 milhões. Nenhum dos outros mais de 400 repassou mais do que R$ 80 milhões.
Deputados ouvidos pela reportagem reclamam que a disparidade na divisão das emendas é injusta, desrespeita o acordo feito na Casa e privilegia um grupo com uma quantidade de dinheiro que deve ser decisiva nas eleições de 2026. A diferença não foi percebida de pronto, afirmam, porque a votação das verbas ocorreu de forma fragmentada ao longo do ano, em diversas comissões.
Além das emendas de comissão, há ainda emendas parlamentares individuais, com valor igual para todos os deputados, e de bancadas estaduais, para obras e projetos estruturantes.
No final de 2024, Dino iniciou uma ofensiva contra a falta de transparência e desvios de recursos com as emendas parlamentares ao Orçamento. O modelo surgiu com a emenda de relator e foi replicado com a emenda de comissão após o STF declarar a primeira inconstitucional.
Os três Poderes negociaram um acordo no qual as indicações feitas pelas comissões, que até então não precisavam revelar o deputado que era padrinho da emenda, deveriam passar a ser aprovadas em ata por todo o colegiado, deixando explícito quem era o autor da indicação e como a verba será usada.
Como revelou a Folha de S. Paulo, porém, os parlamentares driblam essa determinação assinando a autoria em nome da própria liderança partidária, não de um deputado específico. Em 2025, por exemplo, R$ 1,1 bilhão foi indicado desta forma, de acordo com as atas das comissões.
No grupo privilegiado com uma parcela desproporcionalmente maior dos recursos estão quatro lideranças de partidos: do PP, que distribuiu cerca de R$ 358 milhões desta forma; do União Brasil, com R$ 266 milhões; do Republicanos de Motta, com R$ 201 milhões; e do PL, com R$ 113 milhões (valor usado pelos deputados de oposição para esconder negociações com o governo).
- Por André Borges I Folhapress via Bahia Notícias
- 13 Abr 2026
- 16:45h
Foto: Reprodução / TV TEM
A reativação da maior parte dos trilhos de ferrovias abandonadas do país só será possível se houver uma injeção pesada de recursos públicos. O valor é estimado em pelo menos R$ 75 bilhões para a reconstrução e operação regular das malhas esquecidas.
A Folha teve acesso exclusivo a um estudo financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em parceria com a estatal Infra SA, vinculada ao Ministério dos Transportes. Esse relatório preliminar será usado para embasar o planejamento logístico do país e definir as prioridades de investimento nos próximos anos.
O documento analisa 9.845 quilômetros de ferrovias abandonadas ou subutilizadas. São 61 trechos espalhados pelo país. O relatório aponta que a maior parte dessa malha –7.412 quilômetros de trilhos em 37 trechos– teria condições de voltar a operar, desde que contasse com algum tipo de subsídio ou investimento público.
Os demais 2.433 quilômetros analisados, com 24 trechos, foram classificados como inviáveis para reativação, mesmo com dinheiro estatal.
Nenhum quilômetro de trilho analisado no relatório seria capaz de ser retomado apenas com recursos privados.
Ao todo, o levantamento analisou 13 trechos que somam 2.984 km do que chamou de Malha Nordeste, outros 26 trechos com 3.577 km de extensão na Malha Centro-Leste e 22 trechos com 3.284 km na Malha Sul.
O trabalho se baseia em projeções feitas por um consórcio internacional de consultorias, que apurou o estado de deterioração dessas linhas, muitas delas tomadas por áreas urbanas, para identificar quais poderiam ser reativadas e, principalmente, qual seria o tipo de saída econômica.
Para traçar o panorama dessa infraestrutura esquecida, foram feitas projeções de custos de reconstrução, tipos de demanda e impacto socioambiental. Os cenários também consideram projeções para o transporte de carga, passageiro ou de ambos os serviços.
Do total de 7.412 quilômetros de trilhos que poderiam ser retomados, 1.310 quilômetros apresentam menor dependência de dinheiro público. Essa parcela necessitaria apenas de um aporte estatal para recuperar a infraestrutura abandonada.
A maior parte da rede considerada viável, porém, com cerca de 6.102 quilômetros, dependeria também de subsídios operacionais regulares para manter o funcionamento.
Os dados mostram que a maior parte desses trechos tem vocação para transporte de cargas. Dos quilômetros considerados viáveis, cerca de 5.900 seriam destinados principalmente à movimentação de mercadorias. Aproximadamente 1.200 km poderiam operar em modelo misto, com transporte de cargas e passageiros. Apenas 300 quilômetros de trilhos aparecem como viáveis para transporte específico de passageiros.
Na Malha Nordeste, os 2.984 quilômetros de linhas passam pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Alagoas. Esses trilhos conectam áreas metropolitanas, como Recife e Fortaleza, a regiões produtoras do interior e portos, como Suape (PE) e Cabedelo (PB).
Um dos trechos considerados viáveis na região é o chamado Tronco Recife, que liga a capital até o agreste de Pernambuco, na região de Caruaru (PE), numa malha de 611 quilômetros de extensão.
A Malha Centro-Leste, que reúne 3.577 quilômetros, atravessa Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e parte de São Paulo. Um dos corredores considerados promissores nesta região é o trecho entre Visconde de Itaboraí (RJ) e Vitória (ES).
A terceira área analisada é a Malha Sul, com 3.284 quilômetros de trilhos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de São Paulo. Um exemplo considerado viável é a malha que liga Ourinhos (SP) a Cianorte (PR), ou Cruz Alta a Passo Fundo (RS). (Veja lista completa abaixo)
De três a cinco ramais teriam vocação para fazer apenas transporte de passageiros, somando cerca de 300 quilômetros de extensão. São traçados próximos de grandes centros urbanos. Entre eles estão ligações regionais na Grande Recife (PE), em Três Rios-Japeri (RJ) e no ramal de Crato, no Ceará. Ainda assim, todos dependeriam de subsídios permanentes.
"Esse diagnóstico é o esperado. É difícil você sustentar um investimento em ferrovia apenas baseado em demanda. Ela tem vários benefícios econômicos, quando comparada ao transporte por caminhão, no caso de cargas, em relação ao transporte por veículos individuais, no caso de passageiros, mas é difícil para o investidor da ferrovia se apropriar dessas outras vantagens de modo a ter uma taxa interna de retorno que compense os riscos", avalia Mauricio Portugal, especialista em infraestrutura.
Isadora Cohen, sócia da ICO Consultoria, lembra que, de fato, não basta reconstruir os trechos. "Em muitos casos, esses investimentos públicos podem ser pesados e a demanda pelo transporte talvez não seja suficiente para pagar esse investimento. Então, se a política pública for reativar esses trechos, terá que entrar com subsídio para amortizar esses investimentos", diz ela.
Ronei Glanzmann, CEO do MoveInfra, instituição que reúne as grandes concessionárias do setor ferroviário, lembra que umas das principais características do segmento é a necessidade de capital intensivo, com alto volume de investimento em infraestrutura, material rodante, como locomotivas e vagões, e tecnologia.
"Para atingirmos eficiência, com redução de custos e agilidade no sistema de transporte e logística, é fundamental termos investimentos dos setores público e privado", diz ele.
Glanzmann cita o exemplo do novo modelo proposto pelo governo da concessão da Ferrovia do Sudeste, o Viability Gap Funding, um mecanismo financeiro onde o subsídio público cobre a diferença entre o que um projeto arrecada e o que precisa para se pagar, permitindo que ele funcione mesmo sem dar lucro suficiente sozinho.
"Esse modelo será aplicado na concessão da EF 118, por exemplo, importante ferrovia de 575 km de extensão, que irá integrar portos e melhorar a logística de transporte de cargas entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo", comentou.
MAPA DOS TRILHOS ABANDONADOS
Trechos viáveis: 37 trajetos
Extensão total: 7.412 km
Aporte público estimado: R$ 74,9 bilhões
Fonte: Relatório BID/Infra SA
- Por Eduarda Pinto / Bahia Notícias
- 10 Abr 2026
- 08:47h
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Carlos Henrique de Oliveira Passos, afirmou que as propostas de redução da jornada semanal de trabalho preocupam o setor industrial, principalmente pelos possíveis efeitos sobre a competitividade e o emprego. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9), ele avaliou que o debate não deve se limitar à comparação entre escalas como 6x1, 5x2 ou 4x3, mas sim à carga horária total trabalhada.
“Quando a gente fala jornada 6x1 e compara com 5x2 ou 4x3, não dá a dimensão do problema. A verdadeira dimensão é a redução da jornada semanal. Hoje ela é de 44 horas e há propostas que chegam a 36 horas. Para manter a produção, as empresas vão ter que contratar mais pessoas. Isso parece positivo, mas a consequência é produto mais caro”, avaliou.
O dirigente também destacou o impacto da concorrência internacional, citando países com jornadas mais extensas. Na avaliação dele, o resultado pode ser contrário ao esperado
“Os produtos competem com mercados como o da China, onde a jornada pode chegar a 48 horas semanais. Como competir com um país que trabalha mais e tem mais tecnologia? Ao invés de gerar emprego, pode haver redução de postos de trabalho”, ponderou.
Passos ressaltou que entidades como a FIEB e a Confederação Nacional da Indústria defendem que o tema seja tratado com cautela e por meio de negociação entre empresas e trabalhadores.
“Os países que reduziram jornada fizeram isso com acordos coletivos. No Brasil já há setores que trabalham menos de 44 horas. Cada segmento tem sua realidade”, afirmou.
O presidente da FIEB ainda criticou a possibilidade de mudanças por via legislativa em período eleitoral.
“Impor isso por lei, especialmente em um momento eleitoral, sem avaliar as consequências econômicas, preocupa muito o setor industrial. Queremos crescer com sustentabilidade, e uma medida radical pode afetar o equilíbrio das empresas”, concluiu.
- Bahia Notícias
- 09 Abr 2026
- 10:56h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Os investimentos em distribuição elétrica cresceram 22% na Bahia, chegando aos R$ 3,5 bilhões em 2025, consolidando a atuação da Neoenergia, concessionária responsável pela Coelba, no estado. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, a companhia aplicou R$ 10,1 bilhões em 2025, o maior volume de investimentos do setor no período.
Os recursos foram aplicados na expansão, modernização e digitalização das redes elétricas, com foco na melhoria da qualidade do serviço e no fortalecimento da infraestrutura energética do estado. A ampliação da confiabilidade do sistema também contribui para torná-lo mais resiliente diante de eventos climáticos extremos.
Atualmente, a Neoenergia é a maior empresa do setor elétrico brasileiro em número de clientes, atendendo cerca de 17 milhões de unidades consumidoras. Na Bahia, são 6,9 milhões de clientes distribuídos em 415 dos 417 municípios.
O resultado de 2025 reforça um ciclo contínuo de investimentos da companhia. No levantamento anterior da ABDIB, referente a 2024, a Neoenergia já havia ocupado a primeira posição entre as empresas do setor.
Segundo o CEO da companhia, Eduardo Capelastegui, o volume recorde de investimentos reflete uma estratégia voltada à modernização do sistema elétrico e à melhoria do fornecimento de energia no país.
“Em 2025, realizamos um investimento recorde, direcionado principalmente à expansão, modernização e digitalização das redes de nossas distribuidoras, com destaque para a Bahia. É um movimento estratégico que reforça nosso compromisso com a modernização do setor elétrico e com a melhoria contínua da qualidade do fornecimento de energia, beneficiando diretamente nossos mais de 17 milhões de clientes”, afirmou.