BUSCA POR "4"
- Bahia Notícias
- 01 Jul 2026
- 14:30h
Foto: Divulgação
A semana turbulenta do futebol alemão ganhou um novo capítulo fora de campo. Três dias depois da eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de 2026, a sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi alvo de uma operação policial nesta quarta-feira (1º).
A ação, no entanto, não tem relação com a queda da seleção diante do Paraguai. A investigação apura suspeitas de irregularidades ligadas à Eurocopa de 2024, torneio que foi sediado pela Alemanha.
Segundo o jornal alemão Bild, as autoridades investigam se funcionários de cidades-sede da competição receberam benefícios indevidos antes e durante a Euro. Entre as suspeitas estão convites para partidas, ingressos distribuídos de forma irregular e hospedagens em hotéis.
Os investigadores apuram se houve uma “concessão estruturada de vantagens”, o que poderia configurar prática de suborno envolvendo agentes públicos.
Mais de 150 policiais participaram da operação. Além da sede da DFB, foram realizadas buscas em prefeituras e administrações municipais de cidades que receberam jogos da Eurocopa. Entre elas estão Gelsenkirchen, Dortmund, Düsseldorf, Colônia, Hamburgo, Berlim, Frankfurt, Stuttgart e Munique.
Dois homens estão no centro da investigação. Um deles é um francês de 46 anos, apontado pelo Bild como responsável pelo relacionamento com as cidades-sede. Ele é suspeito de ter convidado representantes de escritórios municipais ligados à Euro para jogos de destaque da competição.
O outro investigado é um alemão de 66 anos, ex-servidor da cidade de Gelsenkirchen. Segundo a imprensa alemã, ele teria recebido benefícios avaliados em cerca de 2,4 mil euros, incluindo convite para assistir à semifinal entre Espanha e França, disputada em Munique.
A DFB informou que coopera com as autoridades e afirmou que a investigação não tem a entidade como organização investigada, nem mira funcionários ou dirigentes da federação. Segundo a federação, sua participação no processo ocorre na condição de testemunha.
O ministro do Interior da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul, estado que conduz a investigação, defendeu a operação e afirmou que eventos esportivos de grande porte dependem da confiança pública.
"Um ingresso para um jogo de futebol não faz parte do salário. Quem trabalha no serviço público e estende a mão para receber vantagens terá nossa visita. Grandes eventos como a Eurocopa vivem da confiança das pessoas. Não permitiremos que essa confiança seja abalada por alguns convites e ingressos", disse ao Bild.
A operação ocorre em meio a um ambiente de pressão no futebol alemão. Na última segunda-feira (29), a seleção foi eliminada pelo Paraguai na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, após empate no tempo normal e derrota nos pênaltis.
Apesar da proximidade entre os episódios, a investigação sobre a Eurocopa de 2024 segue em outra esfera e mira possíveis irregularidades administrativas na organização do torneio realizado dois anos antes.
- Bahia Notícias
- 01 Jul 2026
- 08:25h
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1). O levantamento indica ainda que Lula vence todos os cenários de segundo turno testados.
Na sequência do primeiro turno aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%, Aécio Neves (PSDB), com 0,7%, Samara Martins (UP), com 0,6%, Augusto Cury (Avante), com 0,5%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%, Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%, e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.
Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
Em segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador. Em abril, os dois estavam empatados com 48% cada, o que indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde então. A pesquisa de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.
Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
Nos demais cenários de segundo turno, Lula tem 48% contra 39% de Caiado, 48,2% contra 38,5% de Zema e sua maior vantagem aparece no teste com Renan Santos, com 49,2% contra 28,9%, diferença de 20,3 pontos percentuais.
A pesquisa também testou nomes que não são pré-candidatos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro perderia para Lula com 38,9% contra 48,7% do petista. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, teria o melhor resultado entre os testados com 43,1%, mas ainda perderia para Lula, que somaria 48,6%.
O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados, margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BR-04582/2026.
Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
- Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
- 17 Jun 2026
- 14:46h
Foto: Reprodução
Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, repassava mensalmente R$ 400 mil ao agente aposentado Marilson Roseno da Silva para obter informações de investigações sigilosas, segundo relatório da Polícia Federal. Roseno é apontado como o responsável por criar um mecanismo de vazamento interno na corporação.
Segundo as investigações, Roseno ofereceu pagamentos via Pix, presentes e uma gratificação de fim de ano —descrita como "oferenda" de Vorcaro— para recrutar servidores da ativa da PF. Assim, ele cooptou o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira.
Também integrariam o esquema os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, além de um terceiro agente da ativa não identificado.
A infiltração garantia a Henrique e Daniel Vorcaro acesso a dados mantidos em sistemas internos, como o e-Pol, onde são registrados os inquéritos em curso. Foi por meio desse esquema que o ex-banqueiro obteve um mandado de prisão contra si e o repassou a um site jornalístico com o objetivo de antecipar a informação e utilizá-la em sua defesa.
A reportagem procurou a defesa de Henrique Vorcaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Também tentou contato com Marilson Roseno da Silva, hoje em prisão preventiva, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem não localizou a defesa do policial aposentado, que atuava em causa própria em litígios anteriores. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não comentaria.
Por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, o Chicão, além do agente da ativa Anderson Wander da Silva, foram alvos de mandados de prisão preventiva. Na mesma operação, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada de suas funções no cargo público.
COMO ROSENO RECEBIA DINHEIRO
Segundo a PF, os pagamentos a Roseno eram mascarados como prestação de serviços da própria empresa, a Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial Ltda. Parte dos valores passava pela King Participações, de Luiz Phillipi Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro mencionado no relatório como "sicário". Os repasses a Mourão eram feitos pelo cunhado de Daniel, Fabiano Zettel, de acordo com as investigações.
Mensagens obtidas pela corporação mostram que Roseno cobrou Henrique Vorcaro no dia 6 de janeiro, após atrasos nos repasses. "Estou segurando uma manda de búfalo [sic]. Não me deixe a deriva, por favor [sic]", escreveu.
Vorcaro respondeu que enviaria "imediatamente 400" a Roseno. O policial aposentado replicou que o ideal seria o envio de R$ 800 mil, argumentando que Mourão repassava apenas metade do valor combinado.
No dia 9 de janeiro, Vorcaro disse a Roseno: "No momento que estou é que preciso de vocês". "Nos ajude para podermos lhe ajudar, mestre", respondeu o policial aposentado. "Recurso já chegou aí, tá faltando boa vontade [sic]", emendou o agente de segurança.
Ainda segundo a PF, o contador de Roseno dava orientações sobre como ocultar a origem dos depósitos da família Vorcaro. Havia sugestões para o uso de CPFs de terceiros para fracionar os valores e evitar alertas das autoridades. A investigação cita Erlene Nonato Lacerda como suposta laranja de Roseno. Nos autos constam notas fiscais de dois pagamentos de R$ 50 mil da empresa de Vorcaro a Erlene.
Ela também era responsável por pagar despesas particulares do policial aposentado, que mantinha padrão de vida elevado em Belo Horizonte, onde tinha um apartamento em bairro nobre e uma caminhonete Hilux.
REPASSES A WANDER
A PF afirma que as ações de Roseno nos sistemas corporativos dependiam do agente da ativa Anderson Wander da Silva, qualificado no relatório como "longa manus" (expressão em latim para executor de ordens de outrem).
Wander acessou no e-Pol, ao menos em 2023, dados de investigações contra Vorcaro, segundo o relatório. Ele também recorreu a um colega para consultar informações de um passaporte a pedido de Roseno.
Além dos repasses mensais, Roseno acertou gratificações adicionais com o agente da ativa. "Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?", diz uma das mensagens.
O relatório não especifica o montante, mas identificou um repasse via Pix enviado a Wander em 31 de dezembro de 2025. Em áudio, o agente agradeceu o valor. "O pagamento é compatível com o bônus de final de ano pago por Daniel Vorcaro e repassado ao núcleo ‘a Turma’", aponta o documento da PF.
Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?
policial federal aposentado a Anderson Wander da Silva, em repasse de dinheiro de Henrique Vorcaro para obter informações sigilosas na PF
ATUAÇÃO DE VALÉRIA E FRANCISCO
A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva também realizou consultas de interesse da família Vorcaro, diz a corporação. Em fevereiro de 2024, ela acessou um inquérito do qual Henrique Vorcaro havia sido alvo no ano anterior. Os documentos foram repassados a Roseno pelo marido da delegada, o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva.
Mensagens indicam que, após não conseguir documentos sigilosos com Wander, que tinha acesso restrito, Roseno avisou ao agente da ativa que procuraria "um colega". Menos de uma hora depois, a delegada Valéria acessou as peças do inquérito contra Henrique. No mesmo dia, 23 de fevereiro de 2024, as informações foram encaminhadas a Daniel Vorcaro.
O relatório, contudo, não identificou pagamentos feitos a Valéria e Francisco. Os investigadores constataram que muitas das mensagens enviadas ao casal foram apagadas.
SEBASTIÃO MONTEIRO JÚNIOR
A investigação também relata encontros entre Roseno e o também policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, acusado de recrutar agentes da ativa para "a Turma". Em áudios interceptados pela PF, os dois combinam de falar sobre "uma ideia" em um local discreto.
"Você sobe, mas a gente conversa lá, porque aqui tô com uma turma que pode atrapalhar (sic)", disse Roseno a Monteiro Júnior. Imagens de câmeras de segurança comprovam o encontro.
- Bahia Notícias
- 15 Jun 2026
- 14:34h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), defendida pelo deputado Eduardo Bolsonaro como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro por sua "lealdade", utilizou recursos da Câmara para uma viagem internacional em março, com o objetivo de participar da conferência conservadora CPAC, no Texas.
A deputada recebeu R$ 14,5 mil em diárias para passar quatro dias e meio nos Estados Unidos. Segundo relato da própria parlamentar, ela participou de uma missa, de painéis do evento e de um café da manhã entre mulheres para "troca de experiências, alinhamento de pautas e fortalecimento de conexões com representantes do movimento conservador internacional".
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nas redes sociais na última quarta-feira (11) o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para compor a chapa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como vice na disputa à Presidência da República.
Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que Zanatta está "à altura do cargo" por sua lealdade e pelas pautas que defende no Congresso.
"Se os maus reclamam, este é o caminho", acrescentou.
A indicação de Júlia Zanatta representaria uma chapa puro-sangue do PL, com dois nomes do partido. Flávio ainda não definiu a vice, mas declarou em maio ter preferência por uma mulher no cargo.
- Brumado Urgente
- 11 Jun 2026
- 10:20h
Fotocomposição: Brumado Urgente
Neste 11 de junho, celebramos com orgulho os 149 anos de emancipação política de Brumado, uma cidade que ao longo de sua história tem demonstrado força, crescimento e capacidade de se reinventar. É uma alegria poder fazer parte desta trajetória, acompanhando de perto a evolução de uma terra que enxerga longe e trabalha diariamente para construir um futuro melhor.
Como médico oftalmologista, compreendo a importância da visão para a qualidade de vida das pessoas. E, ao olhar para Brumado, vejo uma cidade que mantém seu olhar voltado para o desenvolvimento, para a educação, para a saúde e para as oportunidades que transformam vidas. Uma cidade que preserva suas raízes, mas que não perde de vista os desafios e conquistas do amanhã.
Neste ano, a Clínica de Olhos Esperança também celebra uma data especial: 20 anos de atuação em Brumado. Duas décadas dedicadas ao cuidado com a saúde ocular da população, ajudando milhares de pessoas a enxergarem com mais nitidez não apenas o mundo ao seu redor, mas também seus sonhos, projetos e momentos mais importantes.
Parabenizo cada brumadense por esta data tão significativa. Que continuemos olhando para frente com confiança, ampliando horizontes e fortalecendo os caminhos do progresso. Que os próximos anos sejam marcados por ainda mais desenvolvimento, qualidade de vida e uma visão cada vez mais clara de um futuro promissor para nossa querida Brumado.
Dr. Ebenzer Fernandes
Médico Oftalmologista – Clínica de Olhos Esperança
20 anos cuidando da visão dos brumadenses.
- Brumado Urgente
- 11 Jun 2026
- 09:48h
Fotocomposição: Brumado Urgente
Neste dia 11 de junho, quando Brumado celebra seus 149 anos de emancipação política, quero expressar minha profunda gratidão a esta terra que me acolheu, me proporcionou oportunidades e me permitiu construir minha trajetória pessoal, profissional e pública. Tenho orgulho de fazer parte da história desta cidade que tanto amo.
Ao longo de mais de 36 anos atuando como empreendedor local, tive o privilégio de conviver diariamente com homens e mulheres que fazem a força da nossa economia. Meu agradecimento especial ao comércio brumadense, que gera emprego, renda e desenvolvimento, contribuindo de forma decisiva para o crescimento do nosso município.
Brumado é feita por um povo trabalhador, acolhedor e honesto, que enfrenta os desafios com coragem e determinação. São pessoas que carregam valores sólidos, que cultivam a amizade, a solidariedade e o respeito, tornando nossa cidade um lugar cada vez melhor para viver e criar nossas famílias.
Como vereador, renovo meu compromisso de continuar trabalhando pelo progresso de nossa terra. Parabenizo cada cidadão e cidadã por esta data tão especial e reafirmo minha confiança de que Brumado seguirá avançando com desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida, construindo um futuro cada vez mais próspero, promissor e auspicioso para as próximas gerações.
Vereador Bizunga Ramos
Parabéns, Brumado, pelos seus 149 anos!
- Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
- 09 Jun 2026
- 10:50h
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Bahia registrou R$ 2,47 bilhões em danos materiais e prejuízos devido ao impacto dos desastres naturais no país. O valor foi apresentado no Atlas Digital de Desastres, painel atualizado anualmente pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Considerando os últimos 36 anos, entre 1990 e 2026, esse valor já supera os R$ 48 bilhões em prejuízos financeiros decorrentes de desastres.
As informações do painel foram atualizadas no mês de maio. Por definição, desastres naturais são compreendidos como o impacto de um fenômeno natural extremo ou intenso sobre um sistema social — ou seja, um país, uma região ou comunidade com presença humana — que causa sérios danos e prejuízos que excedem a capacidade dos afetados de conviver com o impacto.
Os dados foram segmentados no Atlas entre prejuízos de recursos humanos e econômicos. Nesta reportagem, serão abordados os dados relacionados aos prejuízos econômicos e financeiros dos desastres, que estão divididos entre danos materiais, prejuízos públicos e prejuízos privados.
Conforme a metodologia aplicada, os prejuízos públicos são aqueles que afetam o patrimônio ou as finanças do Estado e de órgãos públicos; os prejuízos privados são os vinculados a pessoas ou entidades não governamentais; e os danos materiais correspondem à estimativa dos danos patrimoniais.
HISTÓRICO DE DANOS
No último ano, a menor perda econômica entre as categorias foi registrada pelo Poder Público, incluindo o governo estadual e as prefeituras. Segundo o painel, o prejuízo público foi de R$ 179,08 milhões. Entre os valores gastos, destacam-se as despesas com abastecimento de água, que somam mais de R$ 91 milhões, equivalendo a mais de 53% do total. A assistência médica de urgência, com cerca de R$ 20 milhões em gastos (11,77%), e o esgotamento sanitário, com R$ 15 milhões (9,1%), também estão entre as principais despesas.
Os municípios com maiores prejuízos ao erário público por conta dos desastres naturais foram Bom Jesus da Lapa (R$ 24,6 milhões), na região do Velho Chico; América Dourada (R$ 8,9 milhões), no território de Irecê; e Morro do Chapéu (R$ 7,9 milhões), na Chapada Diamantina.
Em seguida, aparecem os danos materiais. Neste caso, foram mais de R$ 219 milhões em perdas, principalmente em infraestrutura. O Atlas aponta que, ao todo, foram R$ 108 milhões nesta categoria. O segundo maior dano material foi referente a estruturas comunitárias, com R$ 13,43 milhões.
Entre as cidades mais afetadas, Bom Jesus da Lapa volta a se destacar. O município registrou uma perda de R$ 35 milhões em danos materiais. Já no Vale do Jiquiriçá, a cidade de Brejões registrou um dano estimado em mais de R$ 27 milhões, e Macaúbas, no Velho Chico, aparece na terceira posição, com um dano de R$ 14,2 milhões.
Por fim, os dados do Atlas apontam que os prejuízos mais contundentes foram os causados na esfera privada. Ao todo, foram R$ 2,07 bilhões em perdas vinculadas a cidadãos, empresas e entidades não governamentais. A maior perda ocorreu no âmbito da agricultura, com um prejuízo de R$ 1,05 bilhão, seguido pela pecuária, com perdas estimadas em R$ 840 milhões.
Entre as cidades mais afetadas por prejuízos na esfera privada estão Paratinga (R$ 192 milhões), na região do Velho Chico; João Dourado (R$ 173 milhões), no território de Irecê; e Livramento de Nossa Senhora (R$ 111 milhões), no Sertão Produtivo baiano.
Vale destacar que os prejuízos públicos, geralmente atribuídos à seca, foram registrados entre janeiro e maio, enquanto os danos materiais tiveram picos em janeiro, maio e novembro. Na esfera dos prejuízos privados, os meses mais relevantes foram de março a maio e agosto.
- Por Folhapress
- 08 Jun 2026
- 14:35h
Foto: Agência CNJ
O Brasil registrou cerca de 43 casamentos entre pessoas do mesmo sexo por dia em 2025, o equivalente a quase duas uniões por hora, segundo dados da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) divulgados neste domingo (7), dia em que São Paulo recebe a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+.
Foram 15.520 casamentos homoafetivos no ano passado. Em comparação com 2024, quando 14.247 uniões foram registradas em cartório, o aumento foi de 8,9%.
Números preliminares de 2026 indicam que a tendência deve permanecer em alta. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados mais de 6.000 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, volume que pode levar a um novo recorde ao fim do ano, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, plataforma nacional administrada pela Arpen.
O resultado de 2025 representa ainda um crescimento de 11% em relação a 2013, ano em que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) publicou a Resolução nº 175, que proibiu os cartórios de recusarem a celebração de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Na comparação com 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, o crescimento chega a 78%. Naquele período, foram registrados cerca de 8.700 casamentos homoafetivos. O avanço, porém, deve ser analisado com cautela, já que as restrições impostas durante a crise sanitária reduziram a realização de cerimônias em todo o país. Em 2019, antes da pandemia, foram contabilizadas 12.957 uniões homoafetivas.
Para o presidente da Arpen, Devanir Garcia, o salto observado entre 2020 e 2025 pode refletir uma demanda represada durante a pandemia. Os aumentos graduais registrados ano a ano, porém, também indicam maior abertura e conscientização da população sobre seus direitos.
"O crescimento registrado nos últimos anos vai além do efeito da recuperação pós-pandemia. Embora 2020 tenha sido um período excepcional, com restrições que afetaram a realização de casamentos em todo o país, os dados mostram uma tendência consistente de aumento na procura pelos cartórios por parte da população LGBT+", afirma.
Para a Arpen, os números refletem o fortalecimento do acesso a direitos garantidos pela legislação brasileira. Nos anos anteriores, foram registrados 13.965 casamentos homoafetivos em 2023, 13.393 em 2022 e 11.492 em 2021.
COMO REALIZAR O CASAMENTO CIVIL
Para casar em cartório, os noivos devem comparecer, acompanhados de duas testemunhas maiores de 18 anos, ao Cartório de Registro Civil da região de residência de um dos cônjuges para dar entrada na habilitação.
É necessário apresentar certidão de nascimento, no caso de solteiros; certidão de casamento com averbação do divórcio, para divorciados; ou certidão de casamento com averbação do óbito do cônjuge, para viúvos, além de documento de identidade e comprovante de residência.
O valor é tabelado por estado e pode variar conforme o local escolhido para a cerimônia —na sede do cartório ou em outro espaço. Não é exigido laudo médico ou psicológico para a realização do ato.
- Bahia Notícias
- 29 Mai 2026
- 12:07h
Foto: Divulgação / SSP-BA
A Polícia Militar da Bahia e a Secretária de Segurança Pública estadual (SSP-BA) divulgaram, nesta sexta-feira (29), o balanço da 5ª edição de 2026 da Operação Força Total, realizada nesta quinta-feira (28). A mobilização realizada simultaneamente em todo o estado resultou na apreensão de armamentos de grosso calibre, drogas, cumprimento de mandados de prisão e recuperação de veículos com restrição de furto ou roubo.
Nos números consolidados da operação, foram apreendidas 16 armas de fogo, registradas 31 ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, realizadas 37 prisões em flagrante, cumpridos 12 mandados de prisão, além da recuperação de 11 veículos e da condução de 87 pessoas às unidades policiais.
Entre os principais resultados da operação está a apreensão de um fuzil Colt M4 calibre 5,56, localizado no bairro de Fazenda Grande III, em Salvador. Com o suspeito também foram encontrados três carregadores, sendo um do tipo caracol, além de 98 munições do mesmo calibre.
Na capital, as ações também resultaram na apreensão de uma pistola calibre .380 com numeração suprimida e de porções de maconha, cocaína, haxixe e K9 durante intervenção policial realizada na região do Alto do Coqueirinho. Ainda em Salvador, policiais localizaram e retiraram equipamentos de monitoramento clandestino utilizados por traficantes para acompanhar a movimentação das forças de segurança na região da Praia do Canta Galo.
No interior do estado, a operação registrou prisões por tráfico de drogas em municípios como Maracás e Catu, apreensões de armas de fogo em Ilhéus, Vitória da Conquista, Caculé e Ibititá, além do cumprimento de mandados de prisão em cidades como Alagoinhas e Cruz das Almas. Também foram recuperados e apreendidos veículos com restrições de furto, roubo ou adulteração em diferentes regiões da Bahia.
No balanço, a Secretária de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgou ainda que, ao longo de suas 55 edições, a iniciativa já resultou na apreensão de mais de 1.200 armas de fogo, sendo 121 retiradas de circulação somente em 2026. No mesmo período, foram contabilizadas 1.948 prisões em flagrante, das quais 191 ocorreram neste ano, demonstrando a capacidade da operação de produzir resultados concretos em todo o território baiano.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que, como uma das principais estratégias operacionais da organização, “a Operação Força Total segue direcionando esforços para áreas com maior incidência criminal, ampliando a presença policial e fortalecendo as ações de prevenção e repressão qualificada em toda a Bahia”.
- Bahia Notícias
- 25 Mai 2026
- 10:54h
Foto: Reprodução
Um taxista foi preso em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após tentar cobrar R$ 3,4 mil de um casal de turistas alemães por uma corrida estimada em cerca de R$ 40.
O caso aconteceu na Avenida Atlântica e foi atendido por equipes do 19º BPM.
Segundo a Polícia Militar, os turistas denunciaram a cobrança abusiva feita por meio de máquina de cartão. Após a abordagem, o motorista foi encaminhado para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi autuado em flagrante por estelionato. O caso foi encaminhado à Justiça.
A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
- Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 21 Mai 2026
- 10:48h
Fotos: Câmara dos Deputados
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão imediata de qualquer mudança, liberação ou pagamento das emendas parlamentares do ex-deputado federal baiano Otto Alencar Filho referentes ao orçamento de 2026. A decisão liminar, assinada pelo ministro Benedito Gonçalves, ainda na última quinta-feira (14), trava o remanejamento de R$ 40,2 milhões em recursos federais destinados a municípios pela Bahia.
A disputa começou após a renúncia de Otto Alencar Filho da Câmara dos Deputados para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) ainda em 23 de dezembro de 2025, logo após a nomeação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Com a saída do titular, o suplente e ex-prefeito da cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia, Charles Fernandes (PSD), assumiu a vaga de deputado federal e solicitou ao governo federal acesso ao sistema de orçamento (Siop) para alterar as cidades que receberiam os R$ 40.252.007 em verbas.
As emendas parlamentares individuais são uma ferramenta que permite aos deputados e senadores destinar uma parte do dinheiro do Orçamento da União para enviar diretamente a obras e projetos em suas bases eleitorais.
No caso de Otto Alencar Filho, os destinos e os valores exatos para as prefeituras baianas já haviam sido aprovados pelo Congresso Nacional e sancionados na Lei Orçamentária de 2026.
Ao assumir o mandato, no entanto, o deputado Charles Fernandes enviou um ofício à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, pedindo credenciais para acessar o sistema de emendas e modificar os municípios indicados por Otto.
A Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil chegou a emitir um parecer favorável à mudança, justificando que, por analogia, o suplente que assume a vaga de um parlamentar falecido ou cassado pode gerenciar essas verbas.
Essa alteração foi realizada no sistema de orçamento, mas Otto Alencar Filho entrou com uma ação judicial (mandado de segurança) assim que soube da mudança, alegando que as alterações foram feitas sem o seu conhecimento e utilizando indevidamente o seu nome no sistema.
Dados do portal da transparência mostram que, entre 2025 até a data da assinatura da liminar (14 de maio de 2026), o parlamentar somou R$ 57,4 milhões em emendas individuais, sejam por transferências com finalidade definida ou transparência especial (conhecidas como as emendas pix).
DISPUTA POLÍTICA?
A disputa judicial também escancara um embate interno no PSD. O Bahia Notícias apurou juntamente com fontes e políticos ligados à legenda que, nos bastidores, o clima teria ficado "tenso". Quem teria tentado mediar a situação, antes mesmo da judicialização do tema, foi o presidente estadual do partido e senador Otto Alencar, porém sem sucesso.
"Existiu um acordo, dentro da bancada, para que Charles tivesse as emendas de legenda e bancada. Além do destino de outras dos senadores Otto e Coronel. Mas aconteceu isso", revelou um deputado em condição de anonimato.
A relação não seria das melhores há um certo tempo, desde o resultado das últimas eleições em 2022, passando pela escolha do nome para integrar o Tribunal de Contas do Estado, neste caso, sendo definido Otto Alencar Filho.
DECISÃO MUDA ALGO?
Ao analisar o pedido de urgência, o ministro Benedito Gonçalves deu razão a Otto Alencar Filho. O magistrado, premiado pelo TJ-BA, destacou que a regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que permite a herança de emendas por suplentes é muito clara e restrita: ela só se aplica se o titular tiver perdido o mandato.
Como sustenta o ministro, de acordo com o Artigo 81 da Lei nº 15.321/2025, a alteração de emendas pelo novo titular só é permitida em casos de perda de mandato por decisão judicial ou por decisão legislativa (como cassações pelo próprio parlamento).
"Em caso de alteração do titular do mandato parlamentar decorrente de decisão judicial ou legislativa que importe em perda de mandato e convocação de novo parlamentar, as dotações oriundas de emendas individuais do parlamentar substituído", sustenta o texto constitucional.
Como Otto Alencar Filho não foi punido, mas sim renunciou voluntariamente para assumir um novo cargo público no Tribunal de Contas da Bahia, a regra de transferência das emendas não se aplica ao caso.
"A perda do mandato não decorre de decisão judicial ou legislativa, mas de renúncia", determina o ministro na decisão. Ele ainda destacou o risco de "execução irregular das emendas parlamentares e, portanto, da despesa pública" caso o dinheiro fosse enviado para municípios diferentes dos aprovados na lei orçamentária original.
Com essa decisão liminar:
- Ocorre um bloqueio temporário: os R$ 40,2 milhões em emendas estão "congelados" e não podem ser pagos nem para os municípios antigos, nem para os novos indicados pelo suplente, até o julgamento final do processo;
- E o Ministério das Relações Institucionais terá 10 dias, até o próximo domingo, 24, para prestar informações ao tribunal. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) também serão ouvidos antes que o STJ julgue o mérito da ação em definitivo.
Já Charles Fernandes, quando procurado pela reportagem para se manifestar sobre a decisão liminar do STJ, o pedido de acesso ao SIOP e os desdobramentos políticos da disputa envolvendo as emendas parlamentares, não respondeu aos contatos realizados até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para eventual posicionamento.
- Bahia Notícias
- 15 Mai 2026
- 10:51h
Foto: Divulgação/SSP
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) registrou cerca de 62 roubos a ônibus entre os meses de janeiro e abril de 2026. O número representa uma queda de 35,4% em relação às 96 ocorrências registradas no primeiro quadrimestre do ano passado. No mês de março foram contabilizadas cinco ocorrências, o menor número desde 2009.
Segundo o órgão, a redução foi causada por um conjunto de ações de prevenção e repressão, além de investigações, realizadas pelas Polícias Militar (PM) e Civil (PC), na capital e no interior do estado.
Parte das operações foram realizadas pelo Batalhão Gêmeos, e pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (Derrc). Em 2026, a Derrc realizou 20 ações em Salvador, que resultaram no cumprimento de 24 mandados de prisão e em quatro prisões em flagrante.
De acordo com o subcomandante do Batalhão Gemeos, major Fabrísio Santos Silva, a unidade atua, rotineiramente, com estratégia de policiamento ostensivo e motorizado orientado pela inteligência. “Esse modelo de atuação garantiu essa redução nestes crimes. Nosso objetivo é garantir a segurança dos usuários do transporte público e dos profissionais da área”, afirmou.
- Bahia Notícias
- 11 Mai 2026
- 10:39h
Foto: Instagram
A Bahia não fará parte da agenda de São João do cantor Xand Avião. Pela primeira vez em 24 anos de carreira, o artista não passará por nenhum município baiano durante o período junino.
A "exclusão" da Bahia da agenda acontece no ano em que algumas cidades baianas determinaram um teto de gastos em cachê de artistas de R$ 700 mil, fruto de um movimento liderado pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em conjunto com a União dos Municípios da Bahia (UPB).
Em entevista ao jornalista Leo Sampaio, do Pida!, o cantor não detalhou o motivo da ausência de cidades baianas na agenda para o período junino, no entanto, teceu elogios a festa feita no estado.
"É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Eu sempre falo que quem me apresentou o São João da Bahia foi a Sol [Solange Almeida]. Eu não sabia que era tão grandioso [...] É o primeiro ano que eu não vou fazer nenhum [show] na Bahia, infelizmente, mas já já estou voltando", contou.
De acordo com o Painel Junino do Ministério Público da Bahia, Xand aparecia entre os 15 cachês mais caros pago para artistas se apresentarem no estado. Em 2025, o artista se apresentou em seis cidades com um contrato de R$ 700 mil.
O cachê mais alto do ano passado foi o de Wesley Safadão, que recebeu R$ 1.100.000,00 por 5 apresentações no estado. No início do mês, o artista se defendeu de críticas pelo valor cobrado para cantar durante o período junino.
"Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho."
Safadão chegou a ser acusado de liderar um “esquema bizarro”, envolvendo contratações de shows por prefeituras do Nordeste com valores milionários e sem licitação pelo pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos.
- Por André Fleury Moraes | Folhapress
- 11 Mai 2026
- 08:54h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10) indica que 40% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram vítimas de algum tipo de crime nos últimos 12 meses.
O instituto ouviu de forma presencial 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país em 9 e 10 de março.
O levantamento, chamado "Os gatilhos da insegurança", foi encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A margem de erro para os dados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, mas no recorte por crime há variações a depender do delito. O nível de confiança é de 95%.
Golpes digitais que causam perdas financeiras são os mais comuns e atingem ao todo 15,8% das vítimas--esse percentual equivale a 26,3 milhões de pessoas. A margem de erro neste caso é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos.
Em relação a casos de assassinatos de algum familiar ou conhecido, 13,1% dos entrevistados disseram conhecer alguém que foi morto nos últimos 12 meses.
Os entrevistados também afirmaram ter sido vítimas de fraude ou desvio de aplicativos bancários (12,4%), que foram ou conhecem alguma vítima de bala perdida (9,7%) e que tiveram celular furtado ou roubado (8,3%).
Ainda segundo a pesquisa, 6,5% dos brasileiros disseram ter sido assaltados nas ruas nos últimos 12 meses. Outros 6,2% afirmaram que tiveram um familiar ou conhecido morto durante um assalto.
Além disso, 1,4% dos entrevistados disseram ter sido vítima de agressão sexual e 3,8%, de agressão física pelo parceiro ou ex.
O levantamento também mostra diferenças entre os crimes reportados de acordo com as classes sociais.
Nas classes A e B, golpes pela internet ou celular têm o maior percentual, com 21,8%. Casos de vítima de fraude ou desvio por aplicativos ou Pix chegaram a 14,5%. E 11,5% afirmaram que algum familiar ou conhecido foi morto nos últimos 12 meses.
Na classe C, os golpes pela internet ou celular foram a resposta de 16,3% dos entrevistados. Um total de 13,4% afirmou ter sido alvo de fraude ou desvio por apps ou Pix e 12,7% disseram tiveram algum familiar ou conhecido assassinado.
No caso das classes D e a E, o maior percentual (15,2%) é de brasileiros que disseram que algum familiar ou conhecido foi assassinado nos últimos 12 meses. Ainda nesses grupos, 11,8% afirmaram que algum conhecido foi vítima de bala perdida e 10,2% responderam ter sido vítima de golpes ou ter pedido dinheiro pela internet ou pelo celular.
Em relação à divisão por gênero, entre homens o maior percentual (17,6%) refere-se aos casos de golpe de perda de dinheiro pela internet ou celular, seguido por fraudes e desvio de recursos de aplicativos bancários ou Pix (13,4%) e casos de assassinato de familiar ou conhecido (13,1%).
Entre as mulheres, golpe e perda de dinheiro também aparece com o maior percentual (14,1%). Depois, casos de assassinato têm 13,1% e fraude ou desvio de recursos, 11,6%.
- Por Folhapress
- 06 Mai 2026
- 14:25h
Foto: Freepik
O dólar registra firme queda nesta terça-feira (5), em meio ao maior apetite global por risco, impulsionado pela queda dos preços internacionais do petróleo.
Analistas também repercutem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta manhã, que indica uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das incertezas relacionadas à guerra no Irã.
Às 13h12, a moeda norte-americana caía 1,11%, cotada a R$ 4,911 (na mínima, o dólar chegou a R$ 4,909). Caso se confirme, seria a menor cotação desde 26 de janeiro de 2024, quando fechou a R$ 4,910.
No mesmo horário, a Bolsa avançava 0,46%, a 186.455 pontos, impulsionada pela alta da Ambev —cujos resultados de 1º trimestre vieram mais fortes do que o projetado.
O comportamento de apetite por risco é global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq sobem entre 0,54% e 0,98% durante o pregão.
No câmbio, o dólar se desvaloriza frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que indica uma busca por ativos de mercados alternativos.
Investidores continuam acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações, contudo, têm animado analistas.
O conflito no Oriente Médio tem sido responsável pelo bloqueio do fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.
As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 13h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,50, em queda de 3,43%.
O ânimo surge de relatos de passagem pela importante via global. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar o estreito sem incidentes.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta terça-feira (5) a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria "hastear a bandeira branca". Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.
"Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X.
Na segunda-feira, EUA e Irã travaram uma disputa de versões. Os norte-americanos informaram que dois navios dos EUA atravessaram o estreito de Hormuz.
Já o Irã disse ter bombardeado um navio da Marinha dos EUA, o que foi negado pelos norte-americanos. Por fim, os EUA relataram que impediram seis embarcações do Irã na região, o que foi desmentido pelos iranianos.
No ambiente doméstico, ata do Copom é o destaque. Na ata divulgada nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.
Apesar do cenário mais desafiador, o comitê avaliou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.
"As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, situando-se em valores significativamente acima dos inicialmente esperados", afirmou.
O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador depois de ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.
O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).
No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.
Analistas concordam que a ata não trouxe sinais sobre os próximos passos do Copom, mas indica uma postura dependente de dados.
Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, "especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio".
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas, sob o cenário de arrefecimento da atividade e perda de fôlego nos núcleos de inflação, destaca que este deve ser o cenário-base. "Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic", diz
Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. "Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo. A renda fixa indexada à inflação segue como o lugar mais óbvio da carteira. Bolsa exige seletividade —o cenário não favorece nomes muito alavancados nem teses dependentes de queda rápida de juros".
A ata também sinaliza que o diferencial de juros do Brasil e EUA deve se manter em alta. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destaca uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco de maneira geral.
"Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros".
Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar opera em queda em um ambiente de maior apetite ao risco, com o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. "A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e performance favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade".
No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.