Defesa de Bolsonaro pede novamente prisão domiciliar a Moraes com base em relatório médico após queda

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2026
  • 18:25h

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ingressou com novo pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando motivos de saúde. De acordo com O Globo, os advogados também solicitaram uma "avaliação médica independente" para verificar a compatibilidade do estado clínico do ex-presidente com o regime prisional atual.

 

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, decretada pelo STF, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado. Moraes já havia negado dois pedidos anteriores de conversão para o regime domiciliar.

 

O novo requerimento fundamenta-se em um episódio ocorrido na semana passada, quando Bolsonaro caiu e bateu a cabeça. Em documento apresentado na terça-feira, a defesa anexou um relatório médico que descreve que o ex-presidente "não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro".

 

"No caso concreto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado", argumentam os advogados.

 

A petição faz uma analogia com o caso do também ex-presidente Fernando Collor, que no ano passado obteve transferência para o regime domiciliar para cumprir pena de oito anos e dez meses por corrupção. A decisão, naquela ocasião, considerou o estado de saúde de Collor, que tem Parkinson, e citou seu "histórico de quedas recentes".

 

A defesa de Bolsonaro sustenta que "o que se espera da jurisdição constitucional, sobretudo quando chamada a decidir casos de alta exposição pública, é a reafirmação de que a lei e os precedentes se aplicam com a mesma consistência a todos".

 

Em sua última decisão sobre o tema, datada de 1º de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido ao destacar que Bolsonaro tem direito a plantão médico 24 horas no local de prisão e que seus médicos particulares possuem autorização para acesso integral às dependências da Superintendência da PF.

Filho de Lula se hospeda em mansão utilizada por sócia do Careca do INSS, diz coluna

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2026
  • 16:27h

Foto: Reprodução Redes Sociais

O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria se hospedado numa mansão no Lago Sul alugada pela lobista Roberta Luchsinger. O endereço é considerado um dos pontos onde Lulinha se encontra todas as vezes que vem ao Brasil. O local é classificado como “QG” dele na capital federal. 

 

Segundo a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o espaço também já foi utilizado pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Anteriormente, o aluguel do espaço era de R$ 25 mil mensais. De acordo com a coluna, uma pessoa que se apresenta como “secretário” do filho do presidente, continua utilizando a residência durante a morada de Lulinha na Europa. 

 

A responsável pelo aluguel, Luchsinger, teria, segundo a coluna, relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em abril do ano passado, foram encontrados uma ordem dela, para que ele jogasse fora aparelhos de celular. “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, diz ela ao Careca em 29 de abril passado.

 

De acordo com a coluna, em 5 de maio, Luchsinger menciona Lulinha em outra mensagem ao Careca. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, disse ela.

 

Luchsinger e Careca estiveram juntos no Ministério da Saúde por diferentes momentos representando uma empresa de serviços de telemedicina, a DuoSystem. Conforme a publicação, a proximidade de Luchsinger com o filho de Lula é publicada pela própria lobista nas redes sociais. Em março de 2024, ela mostrou uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha. 

 

“Minha BFF e eu eternizadas na pele e no coração!”, escreveu. Rooberta é considerada pessoa-chave e intermediadora na possível aproximação entre o filho do presidente e o “Careca”.

PF realiza buscas em endereços de Daniel Vorcaro na Bahia e outros quatro estados

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2026
  • 14:22h

Foto: Divulgação / Banco Master

A Polícia Federal realiza buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no começo da manhã desta quarta-feira (14). A ação ocorre em residências ligadas ao empresário e a seus familiares na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais,  Rio Grande do Sul e São Paulo. 

 

 

Segundo a PF, a segunda fase da operação Compliance Zero tem como alvo a investigação de um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Nesta quarta, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

São cumpridos também medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro do ano passado, Na época, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

 

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

 

Lula reage ao Congresso, decide vetar R$ 400 milhões em emendas e remaneja R$ 7 bi do Orçamento

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 14 Jan 2026
  • 12:18h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Lula (PT) decidiu vetar cerca de R$ 400 milhões carimbados pelo Congresso Nacional para inflar emendas no Orçamento de 2026 sem acordo prévio com o governo.
 

Além disso, pouco mais de R$ 7 bilhões em emendas serão remanejados por meio de atos do Executivo, sem necessidade de aprovação do Legislativo. Outros R$ 3 bilhões, aproximadamente, também ficarão travados à espera do envio de um projeto de lei ao Congresso para recompor as ações desidratadas. Nesse caso, será necessário negociar a mudança com os parlamentares.
 

O objetivo do governo Lula é repor a verba de políticas sociais que foram alvo de uma tesourada dos parlamentares, que redirecionaram os recursos para ações de seu interesse em ano eleitoral. Ao todo, o valor movimentado pelos congressistas chegou a R$ 11,5 bilhões.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o corte atingiu benefícios como Pé-de-Meia e Auxílio Gás, entre outras políticas prioritárias para o governo. Na época, a avaliação foi a de que as programações indicadas pelo Executivo foram "depenadas".
 

O prazo para sanção do Orçamento de 2026 se encerra nesta quarta-feira (14), daí a necessidade de decidir manter ou não os recursos carimbados.
 

Segundo um integrante da equipe econômica, a estratégia de recomposição dos valores foi traçada de forma a tentar evitar que um veto puro e simples seja futuramente derrubado pelos parlamentares, dificultando ou até inviabilizando a reposição das verbas.
 

Para colocá-la em prática, o governo vai lançar mão do dispositivo da própria LOA (Lei Orçamentária Anual) que autoriza a anulação de até 30% dos valores de despesas discricionárias para suplementar outras ações.
 

Durante a tramitação, o relator da proposta, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a cogitar um percentual menor, de 10%, o que limitaria a ação da equipe econômica. Mas o governo acabou assegurando a aprovação do dispositivo, o que agora lhe dá maior margem de manobra sem necessidade de aval do Legislativo.
 

O veto de cerca de R$ 400 milhões, por sua vez, terá como fundamento a lei complementar 210, que formalizou o acordo entre governo, Congresso e STF (Supremo Tribunal Federal) em torno da execução de emendas parlamentares, após questionamentos sobre a falta de transparência na aplicação dos recursos.
 

A norma disciplina um limite máximo de verbas carimbadas para os deputados e senadores. Também proíbe o cancelamento de despesas discricionárias do Executivo -usadas para financiar contratos de custeio e investimentos, chamadas de "RP2" no jargão orçamentário- para redirecionar a verba a outras ações com localização ou destinatário específico.
 

Pela lei, o limite em 2026 será de R$ 26,6 bilhões para emendas individuais, R$ 15,2 bilhões para as de bancada (dos quais R$ 4 bilhões foram remanejados para o fundo eleitoral) e R$ 12,1 bilhões para as emendas de comissão.
 

Os R$ 11,5 bilhões foram remanejados para além desses valores. Dentro desse montante, o governo identificou cerca de R$ 400 milhões inseridos com destinatário ou localização específica, infringindo a legislação. Daí a necessidade de veto.
 

A possibilidade de o governo vetar ou bloquear os recursos carimbados pelos parlamentares já havia sido antecipada pela Folha de S.Paulo em dezembro.
 

A decisão ocorre após o relator do Orçamento reduzir R$ 436 milhões do programa Pé-de-Meia, que paga bolsas de incentivo à permanência de alunos no ensino médio. A ação já havia perdido outros R$ 105,5 milhões durante a tramitação das contas de 2026 na CMO (Comissão Mista de Orçamento). Assim, os recursos reservados caíram de R$ 12 bilhões para R$ 11,46 bilhões.
 

Isnaldo tirou outros R$ 300,7 milhões do programa Auxílio Gás dos Brasileiros, que paga a famílias de baixa renda o valor equivalente a um botijão de gás de cozinha de 13 kg.
 

Essa política também já havia perdido recursos nos relatórios setoriais da CMO. No saldo final, o valor reservado caiu de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões.
 

Também houve cortes de R$ 391,2 milhões no seguro-desemprego, R$ 262 milhões em bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), R$ 207 milhões no abono salarial e R$ 72 milhões em bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
 

Na Previdência, o relator fez um corte de R$ 6,2 bilhões no valor destinado aos benefícios. Com a mudança, os recursos reservados caíram de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão.
 

Segundo técnicos do governo, essa redução se deu porque o governo reviu a projeção do INPC, indicador de inflação que é referência na correção do salário mínimo. O problema é que o Executivo indicou as ações para as quais os recursos deveriam ser remanejados, o que não foi seguido pelos parlamentares.

Empresário baiano, Nelson Tanure também é alvo da PF em operação que mira Banco Master

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2026
  • 10:15h

Foto: Divulgação / Alerj

Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero. 

 

Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.

 

Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.

 

Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.

Canetas emagrecedoras podem atrasar ação de anticoncepcionais e outros remédios

  • Por Laiz Menezes | Folhapress
  • 14 Jan 2026
  • 08:13h

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

O uso de medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida (Ozempic, Wegovy), liraglutida (Saxenda) e tirzepatida (Mounjaro), pode interferir na absorção de remédios administrados por via oral, como anticoncepcionais, analgésicos e anticoagulantes. O efeito não está relacionado à perda da eficácia total dessas medicações, mas a um atraso no início da ação, causado pela redução da velocidade de esvaziamento do estômago.
 

O tema ganhou repercussão nas redes sociais após a ex-BBB Laís Caldas anunciar, em dezembro, que engravidou durante o uso combinado de Mounjaro e anticoncepcional oral. O episódio chamou atenção para um ponto pouco discutido: a possível interação entre as canetas emagrecedoras e diversos medicamentos tomados em comprimidos, não apenas os contraceptivos.
 

Um dos principais efeitos dos agonistas do GLP-1 é a redução do esvaziamento gástrico. Ao usar liraglutida, semaglutida ou tirzepatida, o organismo reage como se a pessoa tivesse acabado de se alimentar. A sensação de saciedade aumenta, a fome diminui e o estômago passa a esvaziar mais lentamente, mantendo o conteúdo —o que inclui os comprimidos— por mais tempo no trato gastrointestinal.
 

"Como o esvaziamento gástrico fica mais lento, isso pode interferir na absorção de comprimidos administrados por via oral", explica Eduardo Lima, professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e cardiologista do Hospital Nove de Julho.
 

Segundo ele, o que muda não é a quantidade total do medicamento absorvida, mas a velocidade com que ele começa a agir.
 

Para drogas que precisam de efeito rápido, esse atraso pode ser relevante, porque pode criar uma janela em que o paciente fica temporariamente sem a proteção ou o efeito esperado do remédio. Já para medicamentos de uso contínuo, como antidepressivos ou remédios para pressão arterial, o impacto tende a ser menor, já que o paciente ainda está sob o efeito da dose do dia anterior.
 

Os dados mais consistentes sobre essa interferência vêm de estudos com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Uma pesquisa publicada na revista Diabetes, Obesity and Metabolism utilizou o paracetamol como medicamento-modelo para avaliar a absorção. Os resultados mostraram que a concentração máxima do analgésico foi reduzida em cerca de 50% e que o início da ação foi retardado em aproximadamente uma hora.
 

"Isso não significa que o medicamento tenha perdido metade do seu efeito total, mas que o pico de concentração foi mais baixo e ocorreu mais tardiamente", afirma Lima.
 

De acordo com o cardiologista, ainda não há evidências robustas de que a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, produza o mesmo efeito de forma clinicamente relevante. Segundo o endocrinologista André Camara de Oliveira, da Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em São Paulo), apesar de teoricamente possível, estudos clínicos até agora não demonstraram uma relação.
 

No caso dos anticoncepcionais orais, embora o tempo total de exposição ao hormônio não pareça se alterar de forma significativa, esse intervalo inicial sem ação pode ser suficiente, dependendo do grau de fertilidade da mulher, para reduzir a segurança do método. Esse risco tende a ser maior, segundo Oliveira, nas primeiras semanas de uso da tirzepatida e durante os períodos de ajuste de dose.
 

A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda que mulheres que usam anticoncepcionais orais e fazem uso de tirzepatida optem por outros métodos contraceptivos, como os subcutâneos, transdérmicos, o DIU ou métodos de barreira, como a camisinha.
 

Já no caso da semaglutida, a orientação é que o anticoncepcional oral possa ser mantido. Ainda assim, a federação faz uma recomendação mais ampla para que, sempre que possível, mulheres em uso de agonistas do GLP-1 optem por métodos que não dependam da absorção intestinal.
 

Ilza Maria Monteiro, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo, afirma que uma revisão com seis estudos envolvendo usuárias de contraceptivos hormonais orais e drogas agonistas do GLP-1 não encontrou interação entre semaglutida ou liraglutida e os contraceptivos. Entre as usuárias de tirzepatida, porém, observou-se uma redução clinicamente relevante nas concentrações dos hormônios contraceptivos.
 

Outro ponto de atenção é que usuárias de agonistas do GLP-1 podem apresentar efeitos adversos como vômitos e diarreia, especialmente no início do tratamento, o que também pode comprometer a eficácia das pílulas anticoncepcionais e, eventualmente, de outros medicamentos orais.
 

Além da possível interferência na absorção dos anticoncepcionais, a perda de peso associada ao uso dessas medicações pode melhorar indiretamente a fertilidade, sobretudo em mulheres com obesidade ou síndrome dos ovários policísticos. A redução da resistência à insulina, da inflamação sistêmica e da concentração de testosterona no corpo tende a favorecer ciclos mais regulares e a ovulação, o que pode facilitar uma gestação não planejada.
 

"A Febrasgo recomenda o uso de métodos altamente efetivos, porque ainda não se conhecem plenamente os efeitos dessas drogas em uma possível gravidez. Por essa razão, recomenda-se a suspensão antes de engravidar", afirma Ilza.
 

Lima acrescenta que estudos em modelos animais indicam que esses medicamentos podem afetar o crescimento do feto. Por isso, a orientação é suspender o uso imediatamente em caso de gravidez. Para gestações planejadas, a recomendação é interromper o tratamento de um a dois meses antes, sempre com acompanhamento médico.

Anitta vence processo contra farmacêutica que produz vermífugo e proíbe uso do nome em produtos; entenda

  • Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
  • 13 Jan 2026
  • 12:42h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Anitta, a partir de agora, só para se referir a funkeira. A cantora venceu uma disputa administrativa contra a empresa Farmoquímica, que produz o vermífugo 'Annita'. 

 

O processo iniciado pela equipe da cantora em 2022, e revelado pela coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia, chegou ao fim após quase 4 anos de imbróglio com vitória da Poderosa, que conseguiu impedir o uso da marca "Anitta", com a exata grafia da funkeira, pela farmacêutica.

 

O Bahia Notícias chegou a fazer uma pesquisa no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e em 2023, a RODAMOINHO PRODUTORA DE EVENTOS LTDA, empresa da cantora, apresentou uma oposição ao pedido feito pela FARMOQUÍMICA, que tentava utilizar a marca para ampliar os negócios para a área de cosméticos.

 

Na época, a empresa que representa Anitta alegou que o uso da marca com o nome dela poderia gerar confusão entre os consumidores e prejudicar ambas as "empresas".

 

Desde o início da carreira de Anitta, a Rodamoinho deu entrada em 110 pedidos de registro de marca. Entre as marcas registradas pela funkeira estão o próprio nome, Anitta, Anitta Made in Honório, Bloco da Anittinha, Ensaios da Anitta, Bloco da Anitta, Carnaval da Anitta, Anittinha, Clube da Anittinha, Bloco das Poderosas, Checkmate, Anira, Show das Poderosas, Boompop, e MC Anitta.

Diversos parlamentares anunciam ter conseguido assinaturas para CPIs na Câmara e Senado sobre Banco Master

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 13 Jan 2026
  • 10:37h

Foto: Divulgação/Banco Master

Assim que forem iniciados os trabalhos legislativos de 2026, no dia 2 de fevereiro, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), serão pressionados a instalar comissões de inquérito para investigar os problemas envolvendo o Banco Master. Diversos parlamentares estão colhendo assinaturas e prometem apresentar requerimentos para CPIs na Câmara, no Senado ou mesmo a uma CPMI, que inclui deputados e senadores. 

 

A criação de uma CPMI mista do Master, por exemplo, é o objetivo do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). O parlamentar já conseguiu 243 assinaturas em seu requerimento, com apoio de 206 deputados e 37 senadores. 

 

A justificativa apresentada pelo deputado Carlos Jordy tem como pano de fundo a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação revelou um esquema de fraudes no Banco Master estimado em R$ 12 bilhões, com uso de empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro e participação de servidores públicos.

 

No Senado, um dos principais oposicionistas da casa, Eduardo Girão (Novo-CE), protocolou um requerimento, no final do mês de novembro, de criação de uma comissão parlamentar na Casa. O pedido contou com o apoio de 34 senadores.  

 

Nas suas redes sociais, o senador Eduardo Girão afirma que o tema é de extrema relevância, e explica que conseguiu os apoios ao seu pedido em tempo recorde. 

 

“Foi um prazo recorde, Senadores abraçaram mesmo e é dever moral do Senado investigar isso. Está na mão do presidente Davi Alcolumbre. A gente precisa investigar porque tem bilhões aí em fraudes e não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece”, afirmou Girão.

 

Ainda no Senado, o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirma que também buscará assinaturas para a criação de uma comissão de investigação das fraudes envolvendo o Master. Já na Câmara, deputados tanto de direita quanto de esquerda estão colhendo assinaturas em requerimentos que devem ser protocolados no começo de fevereiro. 

 

Buscam apoios para a criação de uma comissão de inquérito na Câmara os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). 

 

Heloísa Helena, que assumiu em dezembro por seis meses, no lugar de Glauber Braga (Psol-RJ), disse que a Câmara tem a obrigação de investigar o caso Master. “Quem for podre, que se quebre, esteja onde estiver”, disse a deputada.

 

Já o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) anunciou em suas redes sociais que já reuniu as assinaturas necessárias para a instalação da CPI do Banco Master na Câmara, que é o mínimo de um terço dos parlamentares, ou seja, 171. Rollemberg afirma que a coleta de assinaturas começou ainda no fim de novembro e início de dezembro, logo após o caso vir à tona.

 

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, o deputado do PSB disse que ainda não conversou com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, sobre o assunto, mas defendeu que a instalação da CPI é obrigatória e um direito regimental. 

 

Rollemberg explicou que o foco inicial do seu pedido de criação da comissão é o caso do BRB, mas destacou que o escopo da investigação pode ser ampliado. Entre os pontos que podem ser apurados, o deputado citou a “possível ligação do banco com fundos associados ao PCC, a mudança na forma de saque dos fundos na véspera da prisão ou da liquidação determinada pelo Banco Central, uma campanha orquestrada de influenciadores contra decisões do BC e a atuação do Tribunal de Contas da União”.

 

“A posição do TCU em relação ao Banco Master é, no mínimo, estranha. Tudo isso pode fazer parte da investigação. A definição da abrangência vai se dar no âmbito da própria CPI”, afirmou.

 

Sobre a possibilidade de convocação, para depor na futura CPI, de representantes do Banco Central e do TCU, o deputado disse à jornalista Miriam Leitão que essa decisão caberá ao colegiado, mas ressaltou que a intenção é realizar uma apuração profunda e isenta. Além da responsabilização dos envolvidos, ele disse que a CPI também deverá propor medidas para fortalecer o sistema financeiro.

 

“O ideal é fazer uma investigação profunda, identificar os envolvidos nas diversas fraudes praticadas pelo Banco Master. A do BRB aparentemente é a maior, mas não é a única. Isso envolve fundos de pensão e outras questões. É também apontar medidas que possam ser tomadas para tornar o sistema financeiro mais seguro e menos vulnerável a riscos como esses provocados pelo Daniel Vorcaro, dono do Master, e pelo Banco Master”, disse.

 

Outro alvo do deputado Rollemberg em uma eventual comissão de inquérito do Banco Master deve ser o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em uma postagem nas suas redes sociais, com o título “Ibaneis sabia de tudo”, Rodrigo Rollemberg cita depoimento dado ao STF pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no qual afirmou que avisou pessoalmente o governador do DF sobre a operação bilionária com o Banco Master. 

 

“A fala do ex-presidente do BRB ao STF é gravíssima. Segundo os relatos e apurações, Ibaneis não apenas sabia, como defendeu de forma veemente a operação, inclusive após questionamentos e a não validação pelo Banco Central. Diante de fatos tão graves, a CPI é indispensável para revelar a verdade e proteger o dinheiro público”, afirmou o deputado, que disse ainda que Ibaneis “precisa explicar onde está o dinheiro do povo”. 

 

Do lado da oposição, outro que possui requerimento com a quantidade de assinaturas necessárias é o deputado  Marcos Pollon (PL-MS). Segundo o parlamentar, investigar as relações políticas do dono do banco com autoridades dos três poderes é um dos objetivos do seu pedido de criação da comissão.

 

"Esse caso é muito mais grave que a lava jato. Esse é o maior escândalo que poderia se acometer sobre uma nação, pois os seus protagonistas são membros da mais alta corte", afirmou Pollon. 

 

A oposição mira investigar também o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por causa do contrato firmado pelo banco com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci.

 

Mesmo com o volume de assinaturas, a instalação de eventuais comissões de inquérito, seja no Senado, na Câmara ou mista, dependem da decisão dos presidentes das duas casas, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a CPI do Crime Organizado no Senado. A Câmara não tem nenhuma CPI funcionando atualmente.

Lula lidera disputa, mas empata com Tarcísio no 2º turno, diz pesquisa Meio Ideia

  • Por Laura Intrieri | Folhapress
  • 13 Jan 2026
  • 08:34h

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026 e aparece tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um eventual segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo portal Meio em parceria com o instituto de pesquisas Ideia.
 

Nos cinco cenários estimulados de primeiro turno testados pela pesquisa, Lula mantém a liderança. Contra Tarcísio de Freitas, o petista marca 40,2%, ante 32,7% do governador paulista. Em um dos cenários com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador atinge 27,6% contra 39,6% do presidente.
 

Na disputa contra Michelle Bolsonaro (PL), o petista tem 40,1% contra 29,7% da esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

Em um eventual segundo turno entre Lula e Tarcísio, há empate técnico dentro da margem de erro: o presidente tem 44,4%, enquanto o governador de São Paulo soma 42,1%. Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula aparece à frente dos adversários. Ele marca 46% contra 37% de Ratinho Jr. (PSD-PR), 46,3% contra 36,5% de Ronaldo Caiado (União Brasil - GO), 46% contra 39% de Michelle, 46,3% contra 36,1% de Romeu Zema (Novo - MG) e 46,2% contra 36% de Flávio.
 

Na pergunta espontânea —em que os entrevistados respondem "Em 2026 teremos eleições para presidente do Brasil, se as eleições fossem hoje em quem você votaria?"— Lula aparece com 32% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão, tem 9,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (6,6%), Tarcísio de Freitas (6,1%) e Michelle Bolsonaro (3,6%). Os demais nomes ficam abaixo de 2%.
 

Lula é também o candidato mais lembrado quando os participantes foram perguntados sobre em quem não votariam de jeito nenhum. Apontaram rejeitar o petista 40,8%. O presidente é seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%).
 

Sobre o voto para presidente, 64,5% dizem estar decididos, contra 35,5% que afirmam o contrário. Metade dos brasileiros acha que Lula não merece continuar no poder, 46,9% acham o oposto e 3,1% não sabem.
 

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026. Devido a arredondamentos, a soma dos percentuais pode não totalizar exatamente 100%. O levantamento foi pago pelo Meio.

Presidente do México diz que conversa com Trump foi produtiva e descarta intervenção dos EUA

  • Bahia Notícias
  • 12 Jan 2026
  • 18:41h

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (12) que conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou o diálogo como “muito produtivo”. A conversa ocorreu em meio a um clima de tensão entre os dois países, após declarações de Trump sobre possíveis ataques terrestres contra supostos cartéis de drogas em território mexicano.

 

Segundo Sheinbaum, o tema da segurança pública foi tratado “com respeito à soberania nacional”. De acordo com a presidente, Trump descartou completamente qualquer intervenção ilegal dos Estados Unidos no México, conforme relatou o jornal mexicano El País.

 

“O povo do México precisa saber, primeiro, que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente”, afirmou a mandatária durante coletiva de imprensa no Palácio Nacional.

 

Sheinbaum destacou ainda que o respeito à soberania de ambos os países foi um ponto central da conversa, princípio que, segundo ela, norteia a cooperação bilateral desde o início de seu governo. “A colaboração e a cooperação em um contexto de respeito mútuo sempre produzem resultados”, escreveu a presidente nas redes sociais.

 

Antes da ligação, Sheinbaum já havia descartado publicamente a possibilidade de ataques dos EUA ao México. Após a conversa, afirmou que o diálogo foi cordial.

 

Na última quinta-feira (8), Trump declarou que “os cartéis estão comandando o México”, discurso semelhante ao usado anteriormente contra a Venezuela, quando acusou o presidente Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles. Posteriormente, o governo norte-americano recuou dessa acusação.

 

Além do contato entre os presidentes, o ministro das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, também conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo a chancelaria mexicana, o diálogo tratou do acompanhamento do Programa de Cooperação em Segurança de Fronteiras.

Sisu 2026 abre consulta de vagas com nota do enem; inscrições começam em 19 de janeiro

  • Bahia Notícias
  • 12 Jan 2026
  • 16:48h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem consultar as vagas disponíveis para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. As informações foram liberadas neste domingo (11) pelo Ministério da Educação (MEC) e estão disponíveis no site oficial do programa.

 

Nesta etapa, os candidatos podem realizar apenas a pesquisa prévia, consultando vagas por curso, instituição de ensino ou município, além de verificar regras específicas de cada universidade, como notas mínimas exigidas e critérios para o sistema de cotas. As inscrições ainda não estão abertas.

 

O período oficial de inscrições terá início no dia 19 de janeiro e seguirá até 23 de janeiro, às 23h59. O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro.

 

Segundo o MEC, esta será a maior edição do Sisu já realizada, com a oferta de mais de 274,8 mil vagas, distribuídas em 7.399 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O curso de Pedagogia lidera o número de vagas, com 10.145 oportunidades, seguido por Administração e Matemática.

 

Desde 2024, o Sisu passou a contar com apenas um processo seletivo anual, substituindo o modelo anterior, que previa seleções semestrais.

  • Cronograma do Sisu 2026
  • Inscrições: 19 a 23 de janeiro
  • Resultado da chamada regular: 29 de janeiro
  • Matrículas: a partir de 2 de fevereiro
  • Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro

Operação contra esquema de venda de decisões no STJ é interrompida após relatório da PF

  • Por José Marques | Folhapress
  • 12 Jan 2026
  • 14:47h

Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Operações com buscas contra suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça) entraram em hiato desde outubro passado. Na ocasião, foi protocolado um relatório da Polícia Federal (PF) que causou divergências internas na corporação e insatisfações de autoridades sobre o rumo das investigações.
 

Sob responsabilidade do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, os inquéritos chegaram a avançar sobre suspeitas em diferentes tribunais do país, incluindo negociação de votos e decisões de magistrados, além do vazamento de informações sigilosas.
 

Ao longo do segundo semestre do ano passado, porém, as apurações foram divididas e as ações ostensivas, com prisões e avanços sobre outros possíveis flancos investigativos, interrompidas.
 

O último movimento público importante da Sisamnes, nome como foi batizada a operação, foi o retorno à prisão do suspeito de ser o principal operador de negociar decisões, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.
 

À época, ele estava em prisão domiciliar após ter perdido 30 kg dentro de um presídio federal. A PF, porém, disse que ele passou fome por vontade própria para conseguir ser transferido ao seu domicílio. Zanin determinou em novembro o retorno dele à prisão, em uma decisão que a defesa disse ser "surpreendente e desfundamentada".
 

Atualmente, os advogados aguardam o julgamento de um recurso sobre um pedido de liberdade ou de prisão domiciliar para Andreson. Também pedem que a esposa do lobista, a advogada Mirian Gonçalves, possa visitá-lo. Ela também é investigada e está sob medidas cautelares no interior de Mato Grosso.
 

A análise deve ocorrer em fevereiro, em julgamento na Primeira Turma do Supremo.
 

A primeira fase da operação sobre venda de decisões no STJ foi deflagrada em novembro de 2024 e mirou servidores sob suspeita de participar do esquema.
 

Durante algum tempo, além das suspeitas no STJ, investigações sobre outros tribunais passaram a tramitar também no Supremo, como as de esquemas em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e no Tocantins.
 

Zanin, porém, entendeu que as duas primeiras investigações não devem continuar no Supremo, e as enviou para a relatória de ministros do STJ. No caso do Tocantins, o ministro aguarda a apresentação de um relatório da PF. Depois, também pode retirar o caso do STF.
 

O STJ é a corte onde desembargadores de Tribunais de Justiça têm foro especial para serem processados e julgados.
 

Em outubro passado, o delegado que era responsável pela Sisamnes, Marco Bontempo, entregou um relatório com as principais conclusões da investigação e deixou o caso, sob justificativa de esgotamento físico e mental oriundo de estresse.
 

O relatório anunciava a necessidade de abertura de novas investigações sobre empresas, inclusive em relação a gigantes empresariais como a J&F -que nega ter cometido irregularidades. Também apontou suspeitas sobre pessoas ligadas a ministros do STJ e outros magistrados.
 

O relatório também dizia que há indícios de que outros servidores do STJ, além dos que já são investigados, tenham participado do esquema de venda de decisões da corte e sugeria ampliar as investigações para saber quem são essas pessoas.
 

Esse documento provocou desentendimentos dentro da própria PF. No órgão, parte das pessoas que acompanharam as investigações acharam que o delegado avançou em conclusões que ainda não tinham provas robustas.
 

Isso agravou uma situação que já vinha incomodando ministros do próprio STJ. As menções a decisões deles durante as investigações geraram queixas no tribunal a respeito da PF e também do STF.
 

Em meio a essas insatisfações, Zanin decidiu abrir uma investigação específica para apurar o vazamento à imprensa do relatório da PF sobre o caso.
 

Em novembro, uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) também serviu como banho de água fria para a operação.
 

Nela, o procurador-geral Paulo Gonet levantou dúvidas a respeito de suspeitas apontadas no relatório, principalmente a respeito de mensagens codificadas e da participação de uma empresa de gestão patrimonial investigada no caso.
 

No geral, porém, ele afirmou que "as hipóteses criminais apontadas pela PF são verossímeis" e pediu para Zanin dar maior prazo para a apresentação de esclarecimentos a pontos ainda não concluídos na investigação.
 

"É recomendável que a Polícia Federal delimite com clareza os pontos da investigação que ainda demandam produção adicional de provas, ou que se encontrem com diligências em curso ou com análises pendentes de conclusão", disse o PGR.
 

Procurada, a Polícia Federal afirma que "foi designado novo delegado para presidir as investigações, que seguem em andamento".
 

A Sisamnes foi instaurada para apurar irregularidades cometidas em gabinetes do STJ e menciona a reprodução de "padrões típicos de atuação de organizações criminosas".
 

Os três servidores já identificados trabalhavam com ministros da corte e estão entre os principais investigados da operação. As defesas deles sempre negaram irregularidades.

Wagner Moura vence Globo de Ouro como melhor ator em filme dramático

  • Por Ronne Oliveira/Bahia Notícias
  • 12 Jan 2026
  • 12:43h

Foto: Reprodução / TV Globo

O ator baiano Wagner Moura conquistou, na madrugada desta segunda-feira (12), o Globo de Ouro 2026 pela categoria 'Melhor Ator em Filme de Drama', pelo desempenho no longa brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, também vencedor de melhor filme em língua não inglesa no evento. A cerimônia aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, mas madrugou o sentimento de brasilidade e euforia nas redes sociais.

Em seu momento do discurso do ator baiano emocionando que avisa "O Agente Secreto é um filme sobre a memória ou a falta dela, é sobre traumas. Uma geração que vive com esses traumas, eu acho que se os traumas podem passar por gerações, os valores também podem", reflete o Wagner.

Natural de Salvador, Wagner superou nomes de peso de Hollywood, consolidando-se como um dos grandes destaques da noite e colocando a Bahia e o cinema brasileiro ganha maior evidência no cenário internacional. Emocionado, o ator subiu ao palco para receber a estatueta e ressaltou a importância do reconhecimento para produções nacionais faladas em português " Viva o Brasil, viva a cultura brasileira", conclui.

A vitória marca um capítulo histórico em sua carreira, já que ele havia sido indicado ao Globo de Ouro anteriormente por sua participação na série "Narcos", mas conquistou a estatueta máxima em uma das categorias mais prestigiadas da premiação. O baiano chegou a brincar que carregava o santinho da Fernanda Torres, primeira mulher a levar a estatueta na categoria feminina.

O BAIANO BRILHA
Antes de se tornar um dos atores brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, Wagner Moura estudou comunicação social com habitação em jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom - UFBA). Ele credita parte de sua carreira à experiência universitária, marcada por debates culturais, vivências coletivas e um ambiente de intenso intercâmbio artístico e político.

A passagem pela universidade pública foi decisiva para a formação humana e artística do ator, ajudando a construir camadas do personagem Marcelo, que ele interpreta em "O Agente Secreto". No longa, ambientado no Brasil de 1977, Marcelo é justamente um professor universitário, perseguido pela vigilância e tensões políticas da ditadura, refletindo inquietações e senso crítico que ecoam na trajetória do ator.

Moura também administrou uma pequena empresa de relações-públicas na UFBA e já trabalhou como repórter no programa de entrevistas baiano. Participou de diversos projetos teatrais, entre eles a peça "A Máquina", que viajou por Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, impulsionando sua carreira junto a colegas como Lázaro Ramos Vladimir Brichta.

Na televisão, estreou com pequenos papéis em séries como 'Carga Pesada' e 'Sexo Frágil', e em telenovelas com 'A Lua Me Disse' e 'JK', interpretando uma versão jovem do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ex-presidente. Em 2007, seu papel como Capitão Nascimento em 'Tropa de Elite', de José Padilha, consolidou seu reconhecimento nacional e furou a bolha internacional.

Bem como, o filme político rendeu ao filme o Urso de Ouro no Festival de Berlim, a partir dali participa de filmes em Hollywood. Agora anda cada vez mais passos mais perto pelo Oscar (o maior prêmio para um ator), vencendo o 'Globo de Ouro' em 2026 e fazendo a vida de todo o Brasil prestar, como avisava sobre a necessidade de sorrir, Fernanda Torres. 

Embates com Rui Costa teria influenciado saída de Lewandowski do Governo Federal

  • Bahia Notícias
  • 12 Jan 2026
  • 10:41h

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um conjunto de desgastes entre Ricardo Lewandowski com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) teria levado à saída do ex-ministro da Justiça da pasta, no Governo Federal. De acordo com publicação do O Globo, Lewandowski estaria ainda sofrendo “fogo amigo” dos colegas de Esplanada.

Ele deixou o cargo em meio a falta da aprovação da principal bandeira de sua administração: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A tramitação pode retardar por conta da incerteza sobre o novo comando do ministério.

Segundo a publicação, Lewandowski estaria se sentido mais contrariado por alguns de seus colegas de governo. Conforme interlocutores da gestão, isso teria ocorrido de uma forma mais clara durante a ideia de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para concentrar as ações do governo na área da segurança pública.

Mesmo não sendo aprovada por Lula, Lewandowski entendeu que havia uma pressão interna para enfraquecer o seu ministério. Em uma tensa reunião no mês de novembro, ele chegou a questionar se Rui teria interesse em seu cargo. 

“Se quiser a segurança pública, pode ficar para você”, disse. 

Nos bastidores da administração federal, Lewandowski apontou que não se sentia “bem tratado” pelo governo e se sentia isolado nas articulações no Congresso. 

Após a saída de Lewandowski, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), Rui Costa e o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, têm defendido uma indicação em conjunto. O nome da ala baiana para comandar a pasta é o de Wellington Cesar Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras.

Wagner é um dos principais apoiadores do nome de Wellington ao cargo. Quando era governador da Bahia, ele chegou a indicar César para o comando do Ministério Público do estado. Já Rui e Sidônio atuam de forma mais discreta para indicar o chefe do jurídico da Petrobras.

Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

  • Por Ana Paula Branco, Júlia Galvão e Luciana Lazarini | Folhapress
  • 12 Jan 2026
  • 08:37h

Foto: Agência Brasil

Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos pagarão novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026.
 

A Previdência divulgou a nova tabela de contribuição válida desde o dia 1º de janeiro para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Os novos valores serão descontados a partir do pagamento de fevereiro.
 

As faixas de contribuição foram atualizadas seguindo o índice de inflação acumulado no ano passado, de 3,90%, medido pelo INPC, o mesmo percentual aplicado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.
 

VEJA A NOVA TABELA DE DESCONTOS DO INSS
 

_Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregado doméstico e trabalhador avulso, válida desde janeiro_
 

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) - ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS
 

até 1.621,00 - 7,50%
 

de 1.621,01 até 2.902,84 - 9%
 

de 2.902,85 até 4.354,27 - 12%
 

de 4.354,28 até 8.475,55 - 14%
 

A pedido da reportagem o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto o trabalhador irá recolher pelos próximos 12 meses ao INSS, considerando o reajuste da tabela de contribuição pela inflação do ano anterior, e também o valor do novo salário mínimo, de R$ 1.621.
 

Os valores de contribuições de autônomos e facultativos também são calculados considerando os limites mínimos do salário mínimo e máximo do teto do INSS, que subiu para R$ 8.475,55.
 

PARA TRABALHADORES COM CARTEIRA ASSINADA E DOMÉSTICOS
 

As alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são progressivas e incidem de acordo com a faixa salarial do trabalhador com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos. A mudança é aplicada desde a reforma da Previdência, válida desde novembro de 2019.
 

Os índices são aplicados sobre cada faixa de remuneração, como se fossem fatias do salário, e não sobre o valor cheio. No caso do assalariado, o recolhimento é feito diretamente pela empresa.
 

O INSS ainda deve divulgar os valores exatos de cada faixa de contribuição para 2026. Veja a simulação que o advogado Wagner da Silva e Souza fez para os valores de contribuição ao INSS para diferentes níveis de renda, considerando o salário mínimo vigente e o teto:
 

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - CONTRIBUIÇÃO AO INSS
 

R$ 1.621,00 - R$ 121,58
 

R$ 2.000,00 - R$ 155,69
 

R$ 2.500,00 - R$ 200,69
 

R$ 3.000,00 - R$ 248,60
 

R$ 3.500,00 - R$ 308,60
 

R$ 4.000,00 - R$ 368,60
 

R$ 4.500,00 - R$ 431,51
 

R$ 5.000,00 - R$ 501,51
 

R$ 5.500,00 - R$ 571,51
 

R$ 6.000,00 - R$ 641,51
 

R$ 6.500,00 - R$ 711,51
 

R$ 7.000,00 - R$ 781,51
 

R$ 7.500,00 - R$ 851,51
 

R$ 8.000,00 - R$ 921,51
 

R$ 8.475,55 - R$ 988,09
 

PARA TRABALHADORES AUTÔNOMOS
 

O pagamento de contribuição ao INSS dos contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda sobre um salário mínimo segue o novo piso nacional, de R$ 1.621.
 

Os autônomos que prestam serviços a pessoas físicas (e não a pessoas jurídicas) podem contribuir com 11% sobre o salário mínimo. Neste caso, porém, o segurado terá direito somente à aposentadoria por idade e no valor do salário mínimo.
 

VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
 

_Cálculos consideram alíquota de 11%_
 

Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
 

R$ 1621 - R$ 178,31
 

R$ 2000 - R$ 220
 

R$ 2500 - R$ 275
 

R$ 3000 - R$ 330
 

R$ 3500 - R$ 385
 

R$ 4000 - R$ 440
 

R$ 4500 - R$ 495
 

R$ 5000 - R$ 550
 

R$ 5500 - R$ 605
 

R$ 6000 - R$ 660
 

R$ 6500 - R$ 715
 

R$ 7000 - R$ 770
 

R$ 7500 - R$ 825
 

R$ 8000 - R$ 880
 

R$ 8475,55 - R$ 932,31
 

_Fonte: Wagner Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados_
 

Outro tipo de recolhimento de contribuição de autônomos é com a alíquota de 20% em cima de um valor que deve ser entre o salário mínimo e o teto do INSS.
 

VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
 

_Cálculos consideram alíquota de 20%_
 

Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
 

R$ 1621 - R$ 324,20
 

R$ 2000 - R$ 400
 

R$ 2500 - R$ 500
 

R$ 3000 - R$ 600
 

R$ 3500 - R$ 700
 

R$ 4000 - R$ 800
 

R$ 4500 - R$ 900
 

R$ 5000 - R$ 1000
 

R$ 5500 - R$ 1100
 

R$ 6000 - R$ 1200
 

R$ 6500 - R$ 1300
 

R$ 7000 - R$ 1400
 

R$ 7500 - R$ 1500
 

R$ 8000 - R$ 1600
 

R$ 8475,55 - R$ 1695,11
 

_Fonte: Wagner Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados_
 

Neste ano, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) passou a R$ 81,05, valor equivalente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90. Além do pagamento ao INSS, o microempreendedor precisa pagar taxas ligadas a sua atividade: ICMS (para comércio e indústria) e/ou ISS (para prestação de serviços). O recolhimento é feito em uma guia única, chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
 

O pagamento mensal também garante acesso a essas pessoas benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que a contribuição esteja em dia e seja cumprida a carência exigida para cada benefício.