Lava Jato analisa mensagens para saber se ministro ajudou empreiteira

  • 08 Jan 2016
  • 10:23h

(Foto: Reprodução)

Investigadores da Operação Lava Jato analisam troca de mensagens do ministro da Casa CivilJaques Wagner, com um dos condenados da operação, o empreiteiro Léo Pinheiro. Nessas mensagens, haveria negociação de apoio financeiro ao candidato do PT à Prefeitura de Salvador em 2012 e um pedido de ajuda ao ministro para liberar dinheiro do governo federal para a OAS, uma das construtoras investigadas na Lava Jato. Na ocasião, Wagner era governador da Bahia.

Os investigadores estão analisando as mensagens. Até agora, não há uma conclusão definitiva sobre as conversas nem um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Jaques Wagner. Em nota o ministro disse que está "absolutamente tranquilo" e que a atividade política dele é "exclusivamente baseada na defesa dos interesses do estado da Bahia e do Brasil". Ele afirmou que está à disposição do Ministério Público e demais órgãos para esclarecimentos e repudiou o que considera "prática de vazamento de informações preliminares e inconsistentes". O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a divulgação das mensagens de Léo Pinheiro, protegidas por sigilo legal (leia nota do Ministério da Justiça ao final desta reportagem). A assessoria do PPS informou que o líder do partido na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), protocolou nesta quinta na Procuradoria Geral da República uma representação na qual solicita abertura de inquérito para investigação do ministro Wagner e do empreiteiro Léo Pinheiro.


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