Câncer de mama: Especialista frisa que cenário de combate à doença ‘é muito ruim' na Bahia

  • 14 Out 2015
  • 11:19h

Dr. César Augusto Costa Machado | Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias

O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, órgão ligado ao Ministério da Saúde, a cada 10 mulheres diagnosticadas com a doença no país, três morrem em decorrência da enfermidade. Apesar do alto grau de letalidade, este tipo de câncer pode ser evitado com algo simples: a prevenção através do exame de mamografia. Para chamar a atenção da população para a importância de se realizar o procedimento e o combate à doença, foi criado, na década de 1990, o movimento mundial “Outubro Rosa”. Em um mês que traz uma série de atividades de apoio à iniciativa, o Bahia Notícias traz uma entrevista com o integrante da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)  e chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Português, em Salvador, César Augusto Costa Machado. Coordenador de um estudo realizado na capital baiana que descobriu uma correlação entre obesidade e câncer de mama nas mulheres, o médico fala sobre os caminhos que levaram a este resultado e faz um apelo: “Para um pouquinho, pense, pois o fato de você estar engordando não aumenta só colesterol e diabetes, mas aumenta a chance de câncer de mama também”.  

Machado também falou sobre uma notícia que rodou o mundo em 2013: a decisão da estrela hollywoodiana Angelina Jolie de retirar os seios para evitar desenvolver o câncer de mama. Ele relembrou que o caso da atriz é específico. “No caso de Angelina Jolie, a gente tem que diferenciar um pouquinho, porque existe a questão da mutação genética. Foi um boom muito grande na clínica de mulheres com histórico familiar e que quiseram fazer a cirurgia, mas sem necessidade”, frisou. O especialista reconheceu, ainda, avanços na política de combate e tratamento da doença no Brasil, mas avalia que o cenário na Bahia é “muito ruim”. “Na rede pública, a gente vê situações de mulheres que a gente detecta uma alteração na mamografia, e elas demoram outros oito meses para conseguir uma biópsia. Depois dessa biópsia, levam três a quatro meses para conseguir uma cirurgia. O atraso é muito grande”, criticou.


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