Implacável: Weliton faz discurso com forte teor oposicionista e questiona remanejamento orçamentário dado a PMB

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 01 Set 2015
  • 11:31h

O vereador Weliton Lopes foi duro em suas colocações envolvendo o remanejamento orçamentário concedido à administração municipal (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

O vereador Weliton Lopes (SDD), que poderá mudar de sigla partidária caso seja efetivada a janela de transferência da reforma política, fez um forte pronunciamento de embate à gestão municipal, deixando transparecer que o seu posicionamento atual é muito mais de oposição do que de situação. Cerebral em seus posicionamentos, tanto que alguns atribuem a ele uma incrível capacidade de discernir os fatos que envolvem a política local, o parlamentar voltou a chamar a atenção na noite desta segunda-feira (31), durante a sessão ordinária do Legislativo, onde fez colocações de enfrentamento ao Executivo. Primeiramente Lopes teceu considerações sobre o impasse das negociações salariais dos professores municipais destacando que “eu confesso que não acredito mais nos números apresentados pela gestão municipal, pois no ano passado foi garantida uma coisa e no final do ano constatamos que o aumento aos professores e aos servidores em geral poderia ser bem melhor sem se ultrapassar o limite prudencial” e continuou argumentando que “nesse ano a argumentação dada pela procuradoria foi muito parecida, mas, desta feita, não iremos aceitar isso passivamente, pois creio que os documentos apresentados pela APLB, os quais apontam que o índice de 13% é totalmente factível e não fere a LRF, são confiáveis, então, diante disso, que haja uma confrontação para que a verdade se estabeleça, mas queremos frisar que os professores podem contar conosco, pois estamos juntos nessa luta”.  Mostrando uma combatividade ainda maior ele elevou o tom ao disparar que “hoje, dia 31 de agosto, fiquei chocado ao ver no Diário Oficial do Município a publicação de 9 decretos que apontam o remanejamento de cerca de R$ 23 milhões, que seriam utilizados em vários obras importantes para o nosso município como a recuperação da estrada de Umburanas, a construção da nova escola de Arrecife, construção do Centro de Cultura e a ampliação e reforma de bibliotecas, mas que, agora, serão utilizados para outros fins desconhecidos até o momento”.  E finalizou observando que “não podemos mais autorizar um remanejamento de 60% como fizemos dessa vez, isso é assinar um cheque em branco e passar para a prefeitura fazer o que quiser com ele. Temos que rever urgentemente essa situação, pois essas decisões deveriam ser tomadas junto com o Poder Legislativo e não de forma unilateral como está acontecendo”. 


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