A volta do Velho Coronelismo
- Por Cleio Diniz
- 15 Jan 2014
- 16:31h

(Foto: Laércio de Morais / Brumado Urgente)
Um velho problema volta a tona (aliás nunca saiu de pauta). A questão da segurança pública no estado da Bahia. Analisando mais amplamente percebemos que a questão é mais abrangente, estando ramificada e entrelaçada em várias esferas, escalões e sistemas.
Recentemente a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmom declarou em entrevista que “todos os órgãos da Bahia estão ‘cooptados’ pelo governo: ‘ TL, MP e TCE ‘.” Para melhor entendimento, segundo os dicionários, cooptar é: “Agregar, associar, admitir numa corporação, com dispensa das condições ou formalidades ordinariamente exigidas.” (http://www.priberam.pt/DLPO/cooptados). Vale lembrar que, tempos atrás, em outra entrevista a ex-corregedora denunciou a existência de venda de sentença na Bahia.
As declarações feitas, por si só deveriam causar maior impacto, principalmente por ter sido afirmado a possível omissão do atual governo, todavia pelo visto caminha para o abismo do esquecimento.
Tais fatos nos remete a outrora era do coronelismo e nos faz pensar se não estamos vivendo a mesma política de forma modernizada e camuflada. As declarações da ex-corregedora do CNJ coadunam com a situação vivida pelo sistema judiciário baiano, onde pela letargia do sistema, por diversas razões afastam o cidadão do anseio da busca por seus direitos empurrando-o para uma situação de ostracismo, submissão e aceitação de uma condição incompatível com os direitos arduamente conquistados sob o pesado ônus vividos por tantos.
Voltando ao tópico abordado, ou seja, segurança pública, a situação do sistema judiciário no estado da Bahia, conforme colocado, abstrai do sistema de governo a tripartição com independência e autonomia dos poderes, sendo que esta situação atinge diretamente a questão da segurança pública, a qual é agravada pela política adotada pelo poder executivo, tendo sido mais uma vez exposta na Assembleia Legislativa do Estado, e vivenciada no cotidiano de todos, principalmente no interior.




















"nós todos cidadãos comuns e que fazemos a justiça até funcionar, sendo as vezes até corpo de juri, nos tribunais, acreditamos nela, más vimos que a própria justiça perde seu crédito, pelos condutores(presidentes) dos tribunais, são desvios de precatórios, e opiniões que nos desanimão, pela própria postura em ver que tais pessoas se submeteram a ser meros fantoches... "