Em meio à crise, Dilma vem à Bahia amanhã pela 4º vez este ano
- 13 Ago 2015
- 07:59h

(Foto: Reprodução)
Com um índice de reprovação do seu governo entre os baianos na casa dos 84%, a presidente Dilma Rousseff vem à Bahia pela quarta vez em 2015. Amanhã, a petista, que vem enfrentando um espectro de crises política e econômica, vai a Juazeiro, no norte do estado, inaugurar um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida. Pela tarde, Dilma estará em Salvador para participar de um encontro com empresários na sede do Senai Cimatec, no bairro de Piatã, às 14h, onde existe uma expectativa de que a dirigente nacional anuncie recursos para obras estruturantes na capital, a exemplo do BRT. Em seguida, às 15h30, Dilma estará presente em evento do Dialoga Brasil com movimentos sociais.
Atualmente, a presidente tenta reverter o quadro crítico de popularidade que enfrenta, além da ameaça de impeachment articulada por setores da oposição no Congresso Nacional. Na Bahia, por exemplo, um estudo recente do Paraná Pesquisas indica que quase 70% dos baianos são favoráveis à cassação do mandato da petista. Para buscar a reversão desse quadro, a presidente começou essa semana uma série de visita pelo Nordeste, iniciada no Maranhão, onde fez apelo à militância para combater as críticas ao seu governo. “Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja o governo federal, seja o governo dos estados, dos municípios. No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já disse do ‘quanto pior, melhor’, é a população do país, dos estados e dos municípios’, reforçou a presidente Dilma. Segundo o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, o cenário atual requer preocupação, mas existe uma tendência na diminuição da crise econômica, o que vai restabelecer o conforto entre a sociedade e o governo. Para o petista, a visita da presidente vai revitalizar a força da dirigente. “Esse diálogo [com os movimentos sociais] vai retomar a confiança da presidente”, estima Anunciação. O mesmo tom é adotado pelo deputado federal baiano e vice-líder do governo na Câmara Federal, Afonso Florence. Vivemos uma expectativa muito positiva, da nossa matriz política, que é a relação com os movimentos sociais. Apesar de toda a disputa do cenário político, a normalidade do governo em relação à sociedade prevalece”, aponta o parlamentar. “Uma inauguração do Minha Casa Minha Vida [em Juazeiro] dá a dimensão da importância do trabalho que a presidenta executou e executa. O aperto da situação fiscal é conjuntural. Na hora em que os resultados da política econômica forem mais nítidos, quando as atividades forem retomadas à normalidade com a volta do crescimento na oferta de emprego, investimentos, acho que aí será possível aferir melhorias na avaliação do governo”, analisa o petista, que já ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário no primeiro mandato de Dilma. O líder governista na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), ressalta que a presidente Dilma está começando a fazer algo nato da corrente petista, ir para as ruas. “Dilma está fazendo um movimento importante porque tem que ir para as ruas, é isso que temos de positivo. Não podemos achar que a gente é o pior dos países, pois não somos o pior. Agora, é a hora de avançar, as dificuldades não são fáceis, por isso é hora de ouvir a militância, melhorar a articulação política para que possa sair dessa crise”, sugere a liderança ligada ao governador Rui Costa (PT). Zé Neto também diz que o retorno da presidente à Bahia pela quarta vez vai ajudar a fixar a imagem da petista na memória dos baianos. A primeira vinda este ano foi em Feira de Santana, em fevereiro, a segunda em junho, quando esteve em Salvador para o Congresso Nacional do PT, e depois no dia 19 do mesmo mês para inaugurar uma fábrica em Camaçari. “Vai servir para que as pessoas lembrem a importância dela em nosso estado, das intervenções que estão sendo feitas como o metrô e a via expressa já entregue, a reforma do aeroporto, os investimentos em obras de contenção nas encostas. É preciso que a presidente seja vista. O que não é visto, é esquecido”, arrematou.



















