Simulador de direção volta a ser obrigatório para tirar CNH

  • 21 Jul 2015
  • 17:06h

(Foto: Reprodução)

O simulador de direção –máquina que imita um automóvel com um percurso virtual– voltou a ser obrigatório para os candidatos que forem tirar carteira de habilitação em todo o país. Nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), publicada nesta segunda-feira (20), determina que os futuros motoristas terão que fazer no mínimo cinco horas de aulas práticas nos aparelhos. A regra também vale para quem deseja mudar de categoria, mas inicialmente será obrigatório apenas as simulações virtuais de carros de passeio (categoria B).

Numa segunda etapa, ainda sem data definida, será exigido o uso do simulador para quem dirigir veículos comerciais, caminhão, ônibus e motos. Segundo o Ministério das Cidades, que controla o Contran, "o pedido da volta da obrigatoriedade partiu dos Detrans de todo o país". A regra deverá ser implantada até o dia 31 de dezembro. Os simuladores chegaram a ser obrigatórios no início do ano passado. Após reclamação das autoescolas, que questionavam, entre outras coisas, o valor dos aparelhos, o Contran voltou atrás e tornou o uso facultativo a cada Estado. Atualmente, segundo o ministério, apenas quatro Estados (Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba e Alagoas) exigem os simuladores de forma obrigatória. Segundo o diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e presidente do Contran, Alberto Angerami, a decisão foi tomada pensando na segurança do trânsito. "Já tivemos bons resultados nos Estados que aplicaram a medida, principalmente no Rio Grande do Sul, onde foi registrada redução do número de acidentes após a obrigatoriedade do simulador", afirmou.

HISTÓRICO

O Contran decidiu adotar os simuladores em 2010, motivado por um pacto na ONU para redução nas mortes em acidentes de trânsito. Mas foi adiando o prazo até desistir da ideia em junho de 2014. Os defensores dos aparelhos dizem que é positivo que condutores aprendam a enfrentar situações complexas, como dirigir com aquaplanagem, antes de iniciar as aulas na rua. Os críticos, porém, dizem que os modelos disponíveis no mercado são caros e que a obrigatoriedade dificulta o acesso à habilitação, pois as autoescolas repassam os custos aos candidatos. Parte dos usuários também relata sentir náuseas no aparelho e alguns especialistas questionam sua eficácia pedagógica. 


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