Brumado: Debates calorosos nas votações do Plano Municipal de Educação
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 22 Jun 2015
- 11:04h

A votação se iniciou em clima de suspense, pois ninguém confirmou se a questão da identidade de gênero estava embutida no projeto (Fotos: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
Confinado, a princípio, somente ao ambiente das discussões internas, a Lei 1.523 que trata sobre Plano Municipal de Educação 2015-2025, teve suas duas votações na manhã desta segunda-feira (22) e aconteceu em caráter de urgência urgentíssima. Com a presença da maioria dos vereadores, a votação teve uma forte presença de lideranças das comunidades católicas e evangélicas, que mostraram muita preocupação com uma possível inserção no projeto da questão da identidade de gênero, que, segundo as lideranças, fere de forma severa o principal pilar da sociedade que é a família. Sem se saber ao certo se essa questão tinha sido incluída no projeto de lei ou não, os vereadores se sentiram sem condições de votar, a não ser o vereador Zé Ribeiro que participou desde o inícios das discussões do projeto, pois além dele nenhum deles tinha um conhecimento amplo do texto que iria ser aprovado. Após uma pausa, entre a primeira sessão e a segunda, houve, na sala da presidência uma reunião para esclarecimentos, na qual as lideranças expressaram a sua preocupação quanto à uma possível inclusão camuflada da questão da identidade de gênero, que é compreendida, na sua essência, como a maneira como alguém se sente e se apresenta para si e para as demais pessoas como masculino ou feminino, ou ainda pode ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo biológico (fêmea ou macho) ou da orientação sexual, ou seja, com a aprovação desse ponto, as escolas passariam a ter outra dinâmica estrutural, o que afrontaria de forma gritante os ensinamentos religiosos que sempre nortearam a cultura brasileira até hoje. Após uma intensa discussão, que foi comandada com muita responsabilidade pelo presidente Alessandro Lôbo, o projeto foi aprovado por unanimidade, pois, após uma análise mais substancial do mesmo e com a participação de membros da comissão e também do padre Eutrópio Aécio, ficou claro para as lideranças religiosas que a questão da identidade de gênero não estava embutida no projeto, o que acalmou os ânimos e tranquilizou a todos.

As discussões foram intensas até que ficou claro que a questão da IG não fazia parte do projeto (Fotos: Daniel Simurro | Brumado Urgente)




















