Bradesco e Itaú estão interessados na compra do HSBC

  • 10 Jun 2015
  • 15:03h

(Foto: Reprodução)

Em meio à série de escândalos por suspeita de ter ajudado clientes em vários países (Swissleaks), incluindo brasileiros, a sonegar impostos o HSBC Holdings anunciou ontem o encerramento de suas atividades de varejo no Brasil e na Turquia. O plano prevê ainda o corte de 22 mil a 25 mil postos de trabalho nos 73 países onde o banco atua. Em comunicado no Brasil, o banco diz que “pretende vender a sua operação no país, mas planeja manter o atendimento aos clientes corporativos de grande porte em suas necessidades internacionais.” O banco confirma que as operações no Brasil estão à venda e nega demissões no país, onde emprega 21.479 pessoas. Os principais interessados são Bradesco e Itaú. As mudanças fazem parte de uma tentativa da empresa de reduzir os custos em US$ 5 bi e conseguir um retorno sobre o patrimônio líquido de mais de 10% até 2017. O HSBC fez o anúncio em um comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, pouco antes de oferecer uma atualização detalhada sobre o novo plano de investimentos. Em paralelo às demissões e à redução das operações no Brasil e na Turquia, o banco tem a intenção de acelerar seus investimentos na Ásia, com um enfoque particular na China e no sudeste do continente, apontou o comunicado. No Brasil, o banco britânico é hoje o sexto maior em ativos, tem 853 agências focadas na clientela de alta renda. Tem ainda a financeira Losango, que financia compras na agência de turismo CVC e nas lojas Hering e Colombo. A Losango está à venda há pelo menos quatro anos, mas o negócio nunca saiu porque o banco pede um valor considerado muito elevado. O banco não detalhou quanto espera obter especificamente com a venda do HSBC Brasil, que teve prejuízo de R$ 549 milhões em 2014. Seu valor é estimado em mais de R$ 10 bilhões, sem contar ágio esperado pela “oportunidade de negócio”. A expectativa do banco britânico é levantar R$ 17 bilhões com a venda das operações no Brasil e na Turquia. Na semana passada, Itaú, Bradesco e Santander fizeram propostas iniciais pelo banco. O Bradesco é visto como o mais interessado no HSBC, por agregar clientes de alta renda, enquanto o Itaú tem demonstrado pouca disposição para uma oferta mais agressiva. Corre por fora o espanhol Santander.


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