Pesquisadora da Ufba lança livro sobre o poliamor

  • Érica Fernandes
  • 20 Mai 2015
  • 07:54h

Mônica Barbosa reflete sobre prática sexual em livro | Margarida Neide | Ag. A TARDE

Liberdade para se relacionar com quem e com quantas pessoas quiser, de maneira consensual e não exclusiva. Essa é a definição básica do poliamor, prática que virou tema de dissertação de mestrado e, agora, livro, pelas mãos da pesquisadora Mônica Barbosa. A autora é integrante do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS) da Ufba e lança hoje a obra Poliamor e Relações Livres: Do Amor à Militância Contra a Monogamia Compulsória.


Amor livre

Mônica questiona o amor monogâmico, analisando os discursos que sustentam essa forma de relacionamento e os movimentos contrários: Poliamor e Rede Relações Livres. "O Relações Livres (grupo surgido em Porto Alegre em 2001) não concorda com a polifidelidade (relacionamento apenas entre um grupo fechado de pessoas), porque  acredita que as pessoas devem ser autônomas para terem quantas relações desejarem ter. Essa é a diferença principal entre ele e o poliamor", explica Mônica Barbosa.


Em uma sociedade patriarcal e heteronormativa como a brasileira, por exemplo, a pesquisa de Mônica contribui para a compreensão das sexualidades existentes e que afloraram a partir da globalização e da facilidade de comunicação.


Desconfortável

"As pessoas estão circulando mais, estão tendo mais oportunidades de conhecer outras pessoas, e eu acho também que as pessoas querem ter relações mais honestas. Porque a monogamia, quando ela não é consentida, quando ela não é acordada entre o casal, ela é muito desconfortável para todo mundo", analisa.


Mônica acredita na importância desses movimentos do amor livre porque dão suporte aos praticantes, visibilidade à causa e promevem encontros de discussão. Nesta quarta-feira, 20, às 17h, é mais uma oportunidade de refletir sobre o tema, junto com autora, no campus de Ondina da Ufba.


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