Dois posicionamentos sobre o Projeto da Terceirização
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 13 Abr 2015
- 10:28h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)
O Projeto de Lei que regulamenta contratos de terceirização, que já foi aprovado em primeira votação pela Câmara Federal, está gerando muito polêmica e alguns posicionamentos chamam a atenção pelo confronto ideológico. Tendo como relator o deputado baiano Arthur Maia (SD), o projeto está gerando muita discussão e é visto como alguns como o maior golpe contra os trabalhadores brasileiros. Segundo Maia, defensor fervoroso do projeto, é um avanço e irá beneficiar os empresários e criar muito mais oportunidades de emprego, já para membros da situação, como o deputado Waldenor Pereira, a Terceirização “é uma afronta aos interesses dos trabalhadores”. Waldenor ainda alega que “caso seja aprovado esse projeto irá representar a perda dos direitos trabalhistas, enfraquecimento das representações sindicais, redução de salários e, o que é pior, indução ao trabalho escravo”. A essência da disputa que parece uma “batalha” entre a elite e a classe trabalhadora teria como combustível um contrataque da oposição que ganhou musculatura com a insatisfação popular contra as últimas medidas adotas pelo Palácio do Planalto, que provocou a adesão de alas rebeldes do PMDB e de outros partidos que eram da base e, que, com a queda da popularidade do governo Dilma, começam a “pular do barco”, engrossando as fileiras oposicionistas que prometem endurecer ainda mais com a aprovação de outros projetos como o da Redução da Maioridade Penal, do qual o governo é veementemente contra, já que irá onerar muito os cofres públicos, onde terá que ser feita, caso a redução seja aprovada, um grande reaparelhamento e ampliação dos presídios brasileiros, inclusive com a construção de centenas de unidades, já que o número de menores infratores na faixa de 16 anos seria muito alto no país. Então, nessa briga que começou nas últimas eleições presidenciais entre o mar e o rochedo, quem pode ser prejudicado novamente é o povo, que sempre é "siri" da história.



















