Organizadores do movimento anti-Dilma esperam reunir 100 mil

  • 14 Mar 2015
  • 19:20h

Em São Paulo, segundo a Polícia Militar, 12 mil pessoas participaram dos protestos na Avenida Paulista (Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA)

Novos protestos estão marcados para acontecer neste domingo (15) em mais de 200 cidades do Brasil. Grupos contrários à presidente estão organizando o que pode ser um dos maiores movimentos anti-Dilma e a favor do impeachment da presidente. A convocação conta com o apoio de jovens adeptos da cartilha liberal, empresários que pregam enxugamento radical do Estado e até defensores da intervenção militar no país. Os principais líderes do movimento são os grupos Vem pra Rua, Legalistas e MBL - Movimento Brasil Livre, todos com forte atuação na internet por meio de redes sociais, onde divulgam suas ideias. Apesar de terem ideais diferentes, eles prometem se unir em torno do que consideram um ponto em comum: as críticas ao atual governo. Todos os grupos evitam estimar a adesão ao ato deste dia 15. Internamente, falam em levar 100 mil pessoas às ruas. O movimento Vem pra Rua divulgou nesta sexta-feira (13) em sua página do Facebook vários vídeos de artistas se manifestando contra a corrupção e chamando seus seguidores para participarem do ato de domingo.  “Existe alguma coisa errada com os políticos brasileiros, não todos, a gente não pode generalizar, achando que nada acontece. Não, está acontecendo. As pessoas estão insatisfeitas [...] Nunca tantos políticos foram pegos roubando”, afirma o ator Marcelo Serrado, em um dos vídeos em que convoca os brasileiros: “Só tenho a dizer uma coisa: vem pra rua”. Também em gravação, o ator Caio Castro diz: “Basta de mentiras, basta de corrupção. Vem pra rua”. A sexta-feira,13, foi marcada por manifestações pacíficas em apoio à Petrobras por todo o Brasil. Os protestos foram convocados por centrais sindicais e outras entidades. Apesar de terem sido organizadas como apoio ao governo da presidente Dilma, em vários locais pelo país as manifestações carregaram tons de cobrança ao governo federal, principalmente no que diz respeito aos direitos trabalhistas, com as recentes alterações em relação ao seguro-desemprego e mudanças previdenciárias. Foram pedidas reformas política e agrária.


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