Este é o meu Brasil: Professores, deputados e o abismo salarial

  • Brumado Urgente
  • 13 Mar 2015
  • 10:22h

(Composição: Brumado Urgente)

Dentro da série “Este é o meu Brasil”, o Brumado Urgente vem buscando contribuir para uma reflexão sobre a principal vertente para o desenvolvimento, a Educação, que tem na figura do professor o seu principal protagonista. Mesmo com a repetição, à exaustão, por parte da mídia e dos políticos em campanha eleitoral, de que o futuro da Nação se constrói por meio da Educação, a realidade é completamente antagônica, pois a maior prova disso são os salários dos professores, que, apesar do aumento promovido pela aprovação do Piso Nacional, ainda continuam anos-luz no quesito meritocracia. Um paralelo simples, feito entre a figura dos mestres e dos deputados deixa bem explícito o abismo entre esses dois representantes da sociedade. Enquanto um deputado federal chega a ter no final do mês, segundo dados do FunPage Ranking Políticos, um rendimento em torno de R$ 120 mil, um professor graduado, tem no seu holerite, R$ 898,45, por 20 horas de atuação em sala de aula. Realmente é uma discrepância que coloca em dúvida se somos mesmos uma “Pátria Educadora”? Enquanto os professores continuarem com esses salários, é bem provável, que o Brasil continuará do jeito que está, com uma mentalidade que deixa muito a desejar, em comparação a grandes nações como a Alemanha e o Japão, que investem muito em Educação e dão aos seus professores um salário a nível de médicos e advogados. Sabe-se que isso no Brasil para acontecer é infactível, pelo menos por enquanto, mas como brasileiro “não desiste nunca”, tem que se tentar, de forma tenaz, a possibilidade de os professores receberem um salário que eles realmente mereçam, que possam entrar na sala de aula motivados para fazer deste país uma potência educacional. Talvez essa geração atual não veja isso acontecer, mas que a semente fique plantada e que os professores no futuro realmente venham a ser valorizados, pois, é por meio deles, que se formam os advogados, os médicos, os arquitetos, os engenheiros e, por que não dizer os políticos, que sabem legislar muito bem em prol dos seus próprios salários, mas ainda não conseguiram entender a importância de se dar aos professores um rendimento justo. 


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