'Melhor possível', diz presidente do BRB sobre expectativa para audiência no STF sobre crise no banco
- Bahia Notícias
- 13 Ago 2026
- 12:01h

Fotos: Reprodução / STF / BRB
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, declarou nesta quarta-feira (12) que possui a "melhor possível" expectativa para a audiência conciliatória agendada para esta quinta-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião, conduzida sob a coordenação do ministro Luiz Fux, busca definir uma solução para a crise financeira enfrentada pela instituição após a aquisição de carteiras de crédito podres do Banco Master.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Souza ressaltou que a audiência reunirá os principais órgãos envolvidos nas negociações para a capitalização do banco, incluindo o Banco Central, o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Governo do Distrito Federal (GDF) e o BRB. "É um pacto federativo", afirma o executivo.
O modelo de resgate originalmente proposto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e homologado no STF, prevê que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) conceda empréstimo ao GDF para que este realize o aporte de capital no BRB. Como garantia da operação, um sindicato de bancos privados forneceria fiança, recebendo como contragarantia do GDF as cotas de participação nos fundos estaduais e municipais (FPE e FPM).
Entretanto, as instituições financeiras recusaram-se a assinar a fiança, alegando a necessidade de maior respaldo jurídico sobre a execução das contragarantias oferecidas pelo governo local. Questionado sobre o impasse, Souza afirmou que os questionamentos apresentados pelos bancos tratam-se de "itens solucionáveis".
O presidente do BRB destacou ainda que a evolução do ajuste fiscal do Distrito Federal, que alcançou a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), abriu caminho para novas alternativas de financiamento, como a concessão de aval soberano por parte da União. “Decorrido esse prazo de dois meses, desde 28 de maio para cá, outras opções surgiram. Uma delas é o próprio aval soberano. Hoje pode ser dado”, argumenta.
Paralelamente às negociações, o FGC informou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e ao STF que o pedido de empréstimo não chegou a ser analisado formalmente devido à ausência da publicação dos balanços do BRB referentes ao exercício de 2025 e ao primeiro semestre de 2026.
A respeito do atraso nas demonstrações financeiras, Souza declarou ter apresentado um plano de negócios e um plano de capital ao FGC, ao Banco Central e aos bancos fiadores, argumentando que a documentação entregue é suficiente para análises retrospectivas e prospectivas.
O executivo justificou que a posterior publicação dos dados orçamentários foi suspensa para permitir a correção de irregularidades contábeis passadas. “Tendo em vista as fraudes que ocorreram, a diretoria atual entendeu que precisa dos números corretos”, explicou. Segundo Souza, a primeira etapa dos balanços está concluída e será submetida à auditoria independente e ao Conselho de Administração antes da publicação oficial.




















