Artigo de Opinião: Na Contramão da História

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 12 Jan 2015
  • 09:32h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Crescimento e Desenvolvimento, apesar serem gramaticalmente sinônimos, na aplicabilidade social e política apresentam resultados distintos. Enquanto o primeiro representa o aumento material, o segundo representa o aumento intelectual, evolutivo agregado pelas ações. Partindo desse pressuposto, podemos dizer que ter o crescimento de uma sociedade não significa necessariamente que teremos seu desenvolvimento.


Trocando em miúdos, uma sociedade cresce construindo e se expandindo, mas somente se desenvolve com transformações concretas que alteram a situação daqueles que nela habita. Assim não basta construir um prédio, mas que este prédio produza saúde, educação, traga conforto e conhecimento que se multiplicam e resultem em melhorias.


A grande questão esta na diferença entre um político e um estadista, ou seja, enquanto o primeiro acha que sabe o outro consegue ver o resultado futuro. Infelizmente este último esta cada vez mais em falta. Na maioria das vezes vivemos resultados de situações plantadas a muito atrás a qual nunca teve seu curso acertado.


Nesta linha, mais precisamente em nosso município estamos vivenciando um retrocesso no desenvolvimento, onde já está concretizado a transferência da DIREC para um município vizinho e a forte cogitação da transferência da CIRETRAN pra outro e a dissolução da DIRES, prejuízos inigualáveis ao Município na falta desses três importantes órgãos. Apesar de não finalizada a existência total destas perdas, somente a sua cogitação e efeito parcial já demonstra que estamos no caminho errado, ou seja, na contramão da história.


A tendência natural é a busca pela evolução individual e coletiva, todavia, contrariando os anseios e expectativas ao invés de ganharmos estamos perdendo. O pior é querer defender a tese que a conduta adotada esta correta.


Vale lembrar que este fato não é novo, salientando que o nosso precário sistema judiciário, reconhecido pelo Tribunal de Justiça como deficiente em quantidade de magistrados foi esquecido na última nomeação de novos juízes, o que também representa uma perda considerável.


Infelizmente, podemos afirmar que com as perdas dos órgãos em questão, esse não é o primeiro sinal de que algo esta errado, quiçá, tudo esta errado. O que mais vai ter que acontecer? 


Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.