Israel declara Lula como "persona non grata" após comparação com Holocausto: “Não perdoaremos”

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2024
  • 11:20h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “persona non grata”, por conta das declarações do brasileiro, quando comparou a situação em Gaza ao Holocausto. A fala de Lula aconteceu neste domingo (18), ocasionando uma crise diplomática entre os dois países. 

Em uma publicação nas redes sociais, o chanceler isaraelense disse que Israel não vai perdoar e não vai esquecer o que foi dito pelo presidente brasileiro, até que ele peça desculpa pelo o que falou. 

"Não perdoaremos e não esqueceremos - em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao Presidente Lula que ele é "persona non grata" em Israel até que ele peça desculpas e se retrate de suas palavras", afirmou em publicação no X, antigo Twitter.

A declaração do israelense chega após o governo alterar o protocolo para encontros com diplomatas e representantes de nações estrangeiras. Ainda houve uma reunião com o embaixador do Brasil em Israel, no museu do Holocausto, em Jerusalém. Em outras ocasiões, o encontro aconteceria no Ministério das Relações Exteriores. 

“Esta manhã convoquei o embaixador brasileiro em Israel para o Museu do Holocausto, o lugar que testemunha mais do que qualquer outra coisa o que os nazistas e Hitler fizeram aos judeus, incluindo membros da minha família” , esclareceu o chanceler Israel Kantz.

O depoimento de Lula aconteceu durante entrevista coletiva neste domingo, onde comparou as mortes de palestinos em Gaza à matança de judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler. Logo depois, o governo de Israel anunciou que iria repreender o embaixador brasileiro em Tel Aviv. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “as palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves”.

"A comparação do presidente brasileiro Lula entre a guerra justa de Israel contra o Hamas e as acções de Hitler e dos nazis, que destruíram 6 milhões de judeus, constitui um grave ataque anti-semita que profana a memória daqueles que morreram no Holocausto", disse o chanceler nas redes.


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