Grupo de milionários: Brasil tem mais de 153 mil contas com aplicações acima de R$ 3 milhões, diz Anbima

  • g1
  • 11 Fev 2023
  • 07:11h

Foto: Freepik

O Brasil tem mais de 153,1 mil contas de pessoas físicas com aplicações financeiras acima de R$ 3 milhões, divulgou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (9). O grupo, considerado “private”, fechou 2022 com o montante de R$ 1,9 trilhão em investimentos.

Em relação a 2021, quando o país registrou 125,06 mil contas com aplicações acima de R$ 3 milhões, o aumento é de 28 mil novos investimentos milionários – um avanço de mais de 20%.

Os dados também mostram que o total de aplicações em dezembro de 2022, incluindo o grupo private e investidores de varejo – considerados “comuns”, com potencial de investimento menor –, superou os R$ 5 trilhões, uma alta de 11,7% frente aos R$ 4,5 trilhões registrados no ano anterior.

O montante de 2022 é o maior da série histórica da Anbima.

De acordo com a Anbima, o crescimento foi puxado pelo varejo (tradicional e de alta renda), que somou mais de R$ 3,1 trilhões em volume aplicado e registrou 143,6 milhões de contas abertas.

A Anbima esclarece que o número de contas não equivale ao número de CPFs, já que os investidores podem ter mais de uma conta aberta.

 

Tipos de investimento

 

O relatório consolidado de 2022 mostra que o brasileiro se manteve mais conservador naquele ano, com a renda fixa responsável por 60,3% dos investimentos. Ficaram em seguida:

 

  • renda variável: 17,1%
  • híbridos (fundos multimercados, ETFs, fundos imobiliários e COE): 16,1%
  • previdência (apenas volume do private): 3,7%
  • outros: 2,8%

 

A Anbima também destacou a alta das aplicações em títulos e valores mobiliários, que avançaram 25,8% na comparação com 2021, chegando a R$ 2,3 trilhões – o que representa 47% do volume total investido.

Na sequência, ficaram os fundos de investimento, que em 2022 representaram 30% do total aplicado, e a poupança, com 18% do montante. Por último, apareceu a previdência (do segmento private), com 5% de participação.


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