Bolsonaro e a herança maldita do 7 de Setembro: o golpe na pauta
- Levi Vasconcelos
- 08 Set 2021
- 18:26h

Pode não ter golpe, mas confusão, sim | Foto: Revista Fórum
E eis que no 7 de Setembro de 2021 deu o barulho, incomodativo na medida em que o arauto principal, o presidente Bolsonaro, mais uma vez, atacou o STF, se referiu ao ministro Alexandre de Moraes como ‘canalha’ e agrediu o arcabouço institucional sem pudor..
Bolsonaro atirou também contra governadores e prefeitos, segundo ele, responsáveis pelos graves problemas da economia, por terem impostos regras que limitavam a circulação de pessoas durante a pandemia. Foi de Alexandre de Moraes a decisão dizendo que governadores e prefeitos também tinham autoridade para impor regras.
E se não houvesse as restrições, o que faria o Brasil (se tornaria caso único no planeta)? Tomar cloroquina. O preço disso em vidas seria um terror. E Bolsonaro: “Chega de mimimi, todos nós vamos morrer um dia’.
Confusão
Se o tom do recado de ontem, nas ruas e na boca de Bolsonaro, é o golpe, fica a pergunta: ele tem condições de dar o golpe?
O próprio Bolsonaro já admitiu em conversas reservadas que ‘a conjuntura internacional não ajuda’. Claro, em 1964, quando houve o golpe militar, o ponto xis do discurso era a ameaça comunista. Tal ameaça hoje só existe na cabeça dos bolsonaristas.
Diz o general Mourão, o vice, que os militares não estão ‘dispostos a embarcar nessa aventura’. Mas Bolsonaro está a pouco mais de um ano das eleições e não tem partido, e ainda assim reúne muita gente.
Pode não ter golpe, mas confusão, sim.



















