Enfim a Fiol, a obra que não tem opositores, parece que agora vai
- A TARDE
- 02 Set 2021
- 11:22h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)
Dizem que de filho bonito todo mundo quer ser o pai (ou mãe). Na Ferrovia Oeste-Leste, a Fiol, que vai conectar, quando completa, o oeste baiano ao Porto Sul, em Ilhéus, é mais ou menos isso. Também convenhamos, será o principal motor do redesenho econômico da Bahia, cuja força hoje está em Salvador, Camaçari e Feira.
O novo pai (adotivo) é Bolsonaro. No DNA da questão, está o sonho de Vasco Neto, engenheiro, ex-deputado, que sonhava ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, de Campinho, em Maraú, a Iquitos, no Peru. A obra chegou a ser começada.
Mas o traçado de Vasco só se materializou mesmo com Dilma, parou com Temer, e Bolsonaro agora dá sequência.
Nilo e Ivana — A Fiol tem 1.527 quilômetros de Ilhéus a Figueirópolis, em Tocantins. O primeiro trecho, Ilhéus-Caetité, com 537 quilômetros, está com 75% prontos, é o que Bolsonaro vai contratar com a Bamin amanhã em Tanhaçu.
Mas é o tipo da obra que todo mundo almeja. Veja o que diz Nilo Coelho (PSDB), prefeito de Guanambi.
– É um marco. Empresários de São Paulo e estrangeiros estão querendo tocar um projeto de irrigação no Vale do Iuiu, mas o transporte de carreta fica muito caro. Só esperam a ferrovia.
Agora fala a deputada Ivana Bastos (PSD), também de Guanambi e adversária dele.
– Sem dúvida a Fiol vai descortinar novos horizontes na região. Vai mudar o mapa do PIB baiano tendo esse lado da Bahia como palco.



















