'Quantos músicos estarão vivos até lá?’, questiona Márcio Victor sobre Carnaval

  • Bianca Andrade
  • 29 Jun 2021
  • 19:10h

(Foto: Correio)

Gritar a frase "Música do Carnaval" na Avenida, no meio de uma canção, em cima de um trio elétrico no circuito Dodô (Barra/Ondina), para folião pipoca em um sábado de fevereiro, parece ser um futuro quase utópico para o autor do maior bordão do Carnaval de Salvador, Márcio Victor, que alega estar sendo deixado de escanteio quando o assunto é retorno dos eventos em Salvador.

“Acho que tem que ter uma conversa. O nosso setor vai ser o último a voltar, não houve uma ajuda para o nosso setor. Como que as pessoas estão felizes para voltar para o Carnaval sem esse incentivo? Eles não conversam com a gente”, desabafou em entrevista ao Bahia Notícias.

O fato, no entanto, não impediu o Psirico de continuar trabalhando para levar alegria para o público. A banda escolheu resgatar as raízes do Psi no primeiro single de 2021, ‘Pega na Cabeça’, e também protestar para o reconhecimento do pagodão como arte.

“Eu sinto que precisa ser tocado nisso, mostrar esse pagodão raiz. É o pagodão que dá calo no pé, o pagodão que arrepia independente de classe, cor, religião, credo. É o pagodão que levanta a poeira do asfalto. O pagode de povo, do gari, das pessoas simples, do médico também, de todo mundo”.

No bate-papo com o Bahia Notícias o artista ainda se divertiu com um tópico quase pouco falado na mídia, sua vida pessoal. Discreto fora dos palcos, o pagodeiro de 41 anos revelou que parou de dar tanta importância com as histórias (inofensivas) que criam sobre ele, e as mais pesadas fazem ele ganhar dinheiro com processo.

"Já me mataram, já me ressuscitaram, já me comeram, rapaz... já me casaram, me separaram. Eu gosto do fuzuê”.


Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.