Setor de eventos pede volta às aulas na Bahia

  • Redação
  • 10 Mai 2021
  • 18:22h

Em comunicado divulgado nesta segunda (10) é questionado o motivo dos professores não terem voltado a exercer suas funções nas salas de aula | Foto: Reprodução

Em nota divulgada nesta segunda-feira (10) assinada em conjunto pela ABRAPE-BA, Grupo Bahia, APE, ABEOC BRASIL-BA e a Comissão dos Empresários de Eventos Sociais, os grupos pedem a volta às aulas na Bahia.

No texto, é questionado o motivo dos professores não terem voltado a exercer suas funções nas salas de aulas, já que a prefeitura de Salvador anunciou a vacinação de todos os trabalhadores da educação após a decisão do juiz Ruy Eduardo de Almeida Britto.

“Todas as classes essenciais que foram priorizadas e estão sendo vacinadas, a exemplo dos rodoviários, trabalhadores da limpeza urbana, agentes de segurança e salvamento, dentre outras, seguem com as suas atividades normalmente. Já os trabalhadores da educação, mesmo com todas as medidas e protocolos sanitários e de segurança apontados e implementados pelas autoridades, se negam a retomar as suas atividades semipresenciais, o que faz com que a Bahia seja hoje, o único estado do país com dificuldade na retomada das aulas”.

O texto ainda fala sobre dados da UNICEF e Unesco, porém, não apresentam com precisão quais são eles, apenas tratam como “números alarmantes”. Confira na íntegra:

Aula à distância nunca foi uma realidade para a maioria dos brasileiros. O Brasil é o país que teve escolas fechadas por mais tempo em todo o mundo! Estudos do UNICEF e Unesco já alertavam que quanto maior o tempo afastado da escola, maior a chance do aluno não retornar. Segundo pesquisas, números alarmantes demonstram que teremos imensos desafios para reverter os impactos da pandemia na educação neste e nos próximos anos. Impactos que reverberam na aprendizagem, desenvolvimento do país, no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), na fome, na violência e desigualdade social.

Para garantir o retorno seguro da volta às aulas semipresenciais na Bahia, trabalhadores da educação foram inseridos na lista de prioridade e já estão sendo vacinados com agilidade.Todas as classes essenciais que foram priorizadas e estão sendo vacinadas, a exemplo dos rodoviários, trabalhadores da limpeza urbana, agentes de segurança e salvamento, dentre outras, seguem com as suas atividades normalmente. Já os trabalhadores da educação, mesmo com todas as medidas e protocolos sanitários e de segurança apontados e implementados pelas autoridades, se negam a retomar as suas atividades semipresenciais, o que faz com que a Bahia seja hoje, o único estado do país com dificuldade na retomada das aulas.

O estado e o município estão reunindo esforços, investindo na saúde e adotando todas as medidas necessárias para segurança e preservação da vida na retomada gradual das atividades econômicas e educacionais. A Bahia não pode parar! O retorno às aulas, mesmo que no modelo semipresencial, é fundamental para o desenvolvimento pleno das crianças e para o restabelecimento gradual de todas as atividades econômicas do estado. APLB, é trabalhando juntos que vamos progredir!

Em comunicado disponibilizado no site da UNICEF sobre a reabertura das escolas, o órgão fala sobre um retorno seguro como prioridade. Socorro Gross, representante da Opas/OMS no Brasil, afirma que é fundamental investir na adaptação e na melhoria das escolas. No protocolo da UNICEF, dividem o retorno às aulas em quatro fases e dá diferentes considerações para cada uma delas. Confira:

Nenhum caso: todas as escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas.
Casos esporádicos: todas as escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas
Transmissão em grupos: a maioria das escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas. As autoridades podem considerar o fechamento de escolas como parte de uma MSSP mais ampla nas áreas com expansão do número de grupos de transmissão que incluem escolas.
Transmissão comunitária: abordagem baseada no risco para o funcionamento da escola e outras MSSP para toda a comunidade, com o objetivo de garantir a continuidade da educação das crianças. É provável que MSSP mais amplas, incluindo o fechamento de escolas, estejam em vigor em áreas com tendências crescentes de casos, hospitalizações e mortes por COVID-19; quaisquer escolas que permanecerem abertas devem seguir estritamente as diretrizes de prevenção e controle da COVID-19.

Atualmente a capital baiana tem 194.871 casos ativos de Covid-19, conforme o site Informe Salvador – Coronavírus, da Prefeitura de Salvador. O portal ainda pontua que a ocupação de leitos de UTI na cidade é de 76%.


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