Alvos da PF na BA, organizações sociais alvos criaram esquema de desvios na saúde, diz MPF
- Mauricio Leiro / Matheus Caldas
- 25 Nov 2020
- 07:33h

(Foto: Reprodução)
Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apontam que a ação que desencadeou quatro prisões preventivas e mandados de busca e apreensão por conta da administração do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) (reveja aqui) apurou repasses indevidos de verbas públicas para Organizações Sociais (OSs) que poderiam, segundo depoimentos, ter sido alocados para o combate à Covid-19 na unidade hospitalar e causado morte pela falta de suprimentos necessários para tratamento de doenças. As informações estão contidas em sentenças que estão em sigilo de Justiça, mas que foram obtidas pelo Bahia Notícias. Houve, além da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), busca em empresas e casas em Lauro de Freitas, em apartamentos em Salvador e Guanambi, em empreendimentos em Juazeiro e Petrolina (PE) e em um imóvel no município de Castro Alves. No processo, foram emitidos mandados de prisão preventiva para as seguintes pessoas: Alex Oliveira de Carvalho, conhecido como “chefe” e “patrão no esquema”; Luiz Alberto Hilarião da Silva, suposto sócio da APMI, empresa terceirizada para gerir o HRJ; Anderson Fontes Vieira, sócio da M&A Laboratórios Clínicos; e Victor Calixto Tambone, responsável pela “controladoria” da APMI e apontado como elo entre Alex Carvalho e Hucilene Simões Santos, diretora-geral do HRJ. Uma das decisões foi concedida pelo juiz federal Wagner Mota Alves de Souza, da Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Juazeiro, no dia 10 de agosto. A outra sentença é do dia 10 de novembro, do juiz Pablo Baldivieso, da Vara Única da Subseção Judiciária de Eunápolis, no exercício da titularidade plena da Subseção Judiciária de Juazeiro/BA. A última decisão determinou que fossem suspensos todos os pagamentos a empresas envolvidas nas supostas fraudes e desvios ora investigados. A Sesab, por sua vez, anunciou que, a partir de agora, a gestão da unidade será feita pelas Obras Sociais Irmã Dulce,



















