Otto diz que melhor para o Brasil seria Bolsonaro tomar vacina. Contra a raiva

  • Levi Vasconcelos
  • 26 Out 2020
  • 13:54h

"É dessa vacina que ele precisa" | Fotocomposição

Vizinho de apartamento, amigo e aliado de partido, o PSD, o senador baiano Otto Alencar diz que o colega Arolde Oliveira, do Rio de Janeiro, que ontem morreu de Covid, cometeu um erro clássico: ao invés de dar ouvido aos médicos, deu ouvidos a Bolsonaro. E se estrepou.

Otto conta que falou com Arolde coisa de 30 dias atrás:

— Ele me disse que testou positivo para a Covid e estava se tratando com hidroclorixina. Ele era o melhor amigo e defensor de Bolsonaro. Quando procurou o hospital, já estava complicado.

Arolde era crítico ferrenho do isolamento social. No Twitter, postou: ‘O tratamento do Covid-19 com cloroquina divide a opinião dos especialistas. Fico com a sugestão do uso do medicamento desde o início’. Apostou e perdeu.

Melhor amigo

Otto diz que Arolde era um homem honesto, evangélico, amigo da deputada Flordelis (a acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson), militar de carreira, foi deputado federal nove vezes pelo Rio e era senador pela primeira vez. Tinha 83 anos.

— Ele era o melhor amigo de Bolsonaro no Senado.

Ironia: isso aconteceu justo na hora em que Bolsonaro politizou (ou demonizou) a vacina russa, como se nós cá, alvos da Covid, tivéssemos dando bola para hidroxicloroquina, ou se a vacina é russa ou chinesa.

Segundo Otto, Bolsonaro muito ajudaria o Brasil se resolvesse se vacinar.

— Contra a raiva. É dessa vacina que ele precisa.


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