Na campanha com pandemia, rádio, TV e redes sociais darão o tom

  • Levi Vasconcelos
  • 16 Jun 2020
  • 07:26h

Detalhe: quem é prefeito ou já tem recall está na vantagem | Fotocomposição: Brumado Urgente

Dizem que crises como a da pandemia trazem também boas lições, especialmente na correção de prumo (em todos os segmentos). Na política, ela operou um quase milagre: a televisão e o rádio, que vinham perdendo audiência para as redes sociais, tomaram uma colher de mel, resgataram o prestígio.

Ou seja, na hora em que muito se precisou de informações confiáveis pela referência de quem dá suporte, o povo correu para a tradição. A audiência pipocou. Fugiu das redes, um terreiro ainda sem regras que mais parece terra de ninguém, a casa das fakes, o direito de xingar, difamar e caluniar escondido atrás de um falso perfil, sem se responsabilizar, que Bolsonaro chama de liberdade de expressão.

Marketing

É na ponga desse cenário que o velho Horário Eleitoral, que vinha perdendo prestígio e ainda puxando a audiência das emissoras de rádio e TV para baixo, como a fênix, renasce das cinzas.

Imagine você: Rádio e TV num ano de eleição em que estão proibidos tapinhas nas costas, abraços, carreatas, caminhadas e comícios. Dez entre dez marqueteiros apontam: é ano do marketing.

Claro que o palco é restrito. A Bahia tem 220 emissoras de rádio espalhadas por 160 dos 417 municípios. 16 deles também têm televisão. Nos demais, vai valer as redes sociais, tendo as lives como estrelas, sem esquecer o velho carro de som.

Detalhe: quem é prefeito ou já tem recall está na vantagem.

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