2020, a campanha que o mau político pediu a Deus, segundo Sérgio Carneiro
- Levi Vasconcelos
- 18 Mai 2020
- 11:51h

O mundo político já dá como certo: neste ano teremos eleições, mesmo que em dezembro, com a campanha eleitoral, que tem vitamina os abraços e tapinhas nas costas, vai ter que ser a distância, segundo o ex-deputado Sérgio Carneiro, um paraíso para um sistema corrupto.
— Vão chamar os líderes mascarados e acertar o preço. Antes, ainda iam nas comunidades, agora paga sem apertar a mão. É aí que os maus políticos, a maioria, vão surfar.
Diz Sérgio que o cenário favorece muito aos que têm mandato e mais quem tem dinheiro. Ou também, aí mais no lado normal, líderes já consolidados
Propostas
Ele afirma que a lógica é simples.
— Um prefeito numa cidade de médio porte tem 300 Redas. São 300 cabos eleitorais. E quem tem dinheiro já viu como é, não?
É só perguntar quanto é que é, a frase que mais tem poder de mudar mentes e corações, dita a história.
E brada que o Brasil não pode continuar refém de um modelo eleitoral que já se exauriu no seu sentido maior, o da representatividade popular, pela corrupção, a compra de votos incrustada na alma como cultura maligna.
E qual a solução?
— Quatro. Reduzir a cláusula de desempenho dos partidos; destinar o Fundo Eleitoral para os partidos e não a candidatos; instituir o voto em lista; e igualar as eleições federais e municipais com mandato de cinco anos.



















