Rui e Neto lutam para evitar, mas admitem: o lockdown não está descartado

  • Por Levi Vasconcelos
  • 06 Mai 2020
  • 15:35h

Foto: Manu Dias/ GOVBA

Até que as estratégias adotadas por Rui Costa na Bahia, e por ACM Neto em Salvador renderam bons frutos. Num rápido olhar, o pico da pandemia por aqui inicialmente estava previsto para meados de abril, depois para o fim, passou para o início de maio, também empurrou-se para o fim, e, agora, se diz que a hora pior está chegando. O que é o pior? Uma cena já familiar na TV: hospitais e cemitérios abarrotados. Oxalá cá não precise ser assim. O que Rui e Neto querem, e o desafio deles é esse, é evitar essas cenas que dão a sensação de fundo do poço. É uma prova de fogo. Mas os dois dizem que até lockdown, o trancamento total, é possível.

Mau exemplo

Já é batido e reprisado que o corona veio da alta classe média, de avião, da Ásia ou da Europa para cá, sabe-se lá. E o grande medo aqui é que invada as áreas populares, densamente povoadas por pessoas que usam sempre o mesmo transporte. Se chegar lá, lockdown. E Rui Costa tem uma responsabilidade maior, até porque tem alguns prefeitos, como Rubem Bruno, de Umburanas (50 mil habitantes), que causou espanto nas redes da Chapada Diamantina por aparecer numa foto de segunda-feira ao lado de 25 outras pessoas sem máscara politicando. Detalhe: domingo foi confirmado o primeiro caso de Covid lá.

Pela Bahia afora, não só em Ilhéus, mas também lá, o isolamento é fraquinho, fraquinho.

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