'Meu coração sangra', diz mãe de adolescente agredido por PM na BA em dia de encontro com coronel da polícia

  • G1
  • 05 Fev 2020
  • 14:05h

(Foto: Victor Silveira/TV Bahia)

"Eu estou segura, mas continuo magoada. Meu coração está sangrando. Dói muito essa situação", disse Karina Barros. Ela é mãe do adolescente de 16 anos que foi agredido por um policial militar no subúrbio de Salvador.Karina falou com a equipe da TV Bahia na manhã desta quarta-feira (5), dia em que ela se encontrou com o coronel geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão. Inicialmente, o encontro foi a portas fechadas e depois a imprensa teve acesso à sala. Por volta das 8h30, o adolescente, a mãe e outras duas testemunhas, que estavam no momento da ação policial, saíram do subúrbio da capital baiana para o Largos dos Aflitos, onde fica o quartel da PM, local do encontro. No caminho para o quartel, o jovem revelou que está ansioso e com dificuldades para dormir. O exame de corpo de delito do adolescente está previsto para tarde desta quarta-feira.= "Tomei remédio para dormir", disse. A mãe do adolescente, Karina Barros, reforçou o comentário do filho e disse que foi difícil dormir. Falou ainda que espera resolução do caso. "Essa noite foi difícil para gente. Ele não dormiu, eu também não dormi. Não descansamos direito, não tem como descansar. Espero justiça. Como mãe, eu espero que haja justiça", destacou. Em depoimento, o soldado Laércio Sacramento, suspeito de agredir o adolescente disse desconhecer o fato. Entretanto, durante o encontro, o coronel Anselmo Brandão pediu desculpas e disse que as imagens mostram que o policial cometeu um ato infracional. "Quando ele faz a agressão é da pessoa, não o policial porque a gente não dá essa orientação. Eu só sei que ele disse que estava fazendo uma abordagem, o teor do depoimento, não posso me antecipar", disse. Após o encontro, na saída do quartel, Karina disse que ficou satisfeita com o encontro, mas as lembranças das imagens do filho sendo agredido ainda machucam. Duas testemunhas das agressões ainda não puderam prestar depoimento na Corregedoria da Polícia Militar. Então, as testemunhas foram marcadas para a próxima segunda-feira (10), na Corregedoria, localizada no bairro da Pituba, em Salvador.


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