'Chiclete' de 5.700 anos traz novas informações sobre DNA humano

  • G1
  • 18 Dez 2019
  • 10:03h

( Foto: Divulgação/Nature)

A análise de uma 'goma de mascar' com mais de 5 mil anos revelou não apenas as origens da mandíbula que a mastigou, mas também a cor de seus olhos, os germes que sua boca hospedava, e a composição de suas refeições. "Pela primeira vez, um genoma humano antigo e completo foi recuperado de algo que não ossos ou dentes", disse Hannes Schroeder, da Universidade de Copenhague, coautor do estudo publicado nesta terça-feira (17) na revista "Nature Communications". "Essa fonte muito preciosa de DNA antigo, particularmente para os períodos em que os restos humanos são escassos, não passa de uma pasta enegrecida, obtida da casca de bétula aquecida, mais comum do que achamos, porque se conserva bem". Seu trunfo: ter sido, em tempos pré-históricos, amplamente mastigada. Evidências de impressões dentárias são frequentemente encontradas em caules de bétula. A "goma" foi estudada por pesquisadores da Universidade de Copenhague foi descoberta durante escavações arqueológicas realizadas pelo Museu Lolland-Falster em Syltholm, no sul da Dinamarca. "Syltholm é realmente um local único. Quase tudo está selado na lama. No entanto, a preservação de restos orgânicos é fenomenal", disse em comunicado outro co-autor do estudo, Theis Jensen, também da Universidade de Copenhague. Ao estudar o DNA humano que o caule de bétula continha, os pesquisadores conseguiram estabelecer que a pessoa que o havia mastigado era uma mulher, provavelmente de olhos azuis, pele e cabelos escuros. Segundo o estudo, a pessoa era geneticamente mais próxima dos caçadores-coletores da Europa continental do que dos da Escandinávia central.


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