Aumento de roubos faz preço do seguro para carro subir 20% em 2014
- 22 Ago 2014
- 07:03h
(Foto: Reprodução)
A cada novo carro vendido, uma lista de custos é avaliada pelo consumidor – ou pelo menos, deveria ser. Trata-se de um monte de dinheiro: para estacionamento, combustível, possíveis reparos e o seguro. Esse último anda cada vez mais salgado, especialmente para quem mora na Grande São Paulo. Há corretores que já observam alta de até 20% nos seguros no País. Esse aumento é efeito do avanço de um índice nada positivo: o de roubo e furto de carros em todo o País. Segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), no primeiro semestre foram roubados 266 mil veículos no Brasil, 39% a mais que no mesmo período do ano passado. O Estado de São Paulo é cenário de 44,75% desses crimes, com 119 mil veículos roubados ou furtados. O efeito sobre os preços é direto. Entre 65% e 70% dos gastos da seguradora têm a ver com o pagamento de sinistros de todos os tipos. O diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Neival Rodrigues Freitas, ressalta que a maior parte dessa fatia cobre roubos e furtos. “É um ponto importante, talvez o principal item considerado no calculo do seguro de automóvel”, sinaliza. Quando há algum grande pico fora da curva, as seguradoras tendem a não mexer nos preços. Não é esse o caso, uma vez que a curva ascendente no número de roubos já entra no terceiro ano consecutivo. “O constante crescimento nesses sinistros faz com que a seguradora tenha de refazer o cálculo dos seus custos e o preço sobe”, diz. Em junho e julho, no entanto, o mercado experimentou uma redução no número de ocorrências desse gênero. O resultado ainda não pode ser lido como uma inflexão. “Com a Copa do Mundo, o policiamento foi muito mais ostensivo. Estamos torcendo para que essa inflexão continue. Em agosto teremos clareza disso”, afirma Freitas.



















