Projeto de Lei da Energia Solar nas Escolas Municipais domina debates na sessão desta sexta-feira (15)
- Ascom | CMB
- 15 Mar 2019
- 17:42h

As discussões em torno do projeto foram intensas (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
Após a sua apresentação e primeira votação, o Projeto de Lei 03/2019 que autoriza a atual gestão municipal a celebrar um empréstimo de R$ 5 milhões junto ao Banco do Brasil para implantação do Sistema de Energia Solar nas Escolas Municipais, o tema acabou ganhando repercussão, já que setores da oposição se colocaram contrários. Então, foi justamente essa atmosfera que foi o mote das discussões entre os vereadores na sessão desta sexta-feira (15). Durante as apresentações das justificativas, os parlamentares, na sua grande maioria, defenderam o projeto, fazendo ainda questão de destacar que o mesmo além de ser imprescindível para a ampliação e melhoria da logística das escolas municipais, trará uma economia significativa para os cofres públicos. O vereador “Rey de Domingão”, que é o líder do prefeito explicou que “atualmente as contas de energia das escolas municipais gira em torno dos 33 mil reais, assim que todos os aparelhos de ar-condicionado forem ligados, essa conta vai passar para cerca de R$ 80 mil” e emendou destacando que “então, diante desse aumento, a energia solar irá ser muito positiva, pois as contas ficarão, segundo os primeiros estudos, por volta dos R$ 12 mil, uma redução muito impactante que só trará benefícios para o setor educacional”. Essa também foi a linha adotada pelos vereadores Wanderley Amorim, Glaudson Dias, Girsom Ledo, Santinho, Elias Piau, Zé Carlos de Jonas, Lia Teixeira e pelo presidente Leonardo Vasconcelos.

Os vereadores Lek Cabeleireiro e Zé Ribeiro votaram contrários ao projeto (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
A vereadora Ilka Abreu se absteve da votação. Na linha contraditória ficaram os vereadores Lek Cabeleireiro e Zé Ribeiro, que votaram contra o referido projeto de lei sob a alegação que o município já possui um orçamento de cerca de 210 milhões anuais e que, recentemente, ainda celebrou um empréstimo de R$ 20 milhões junto à Caixa Econômica para obras estruturantes, então, diante disso, segundo eles o empréstimo é totalmente extemporâneo, além de que causará gastos para as próximas administrações que terão que arcar com a conta, o que, na opinião dos referidos edis é uma falta de bom senso. Eles também citaram que as verbas da devolução dos precatórios do Fundeb, que perfazem um total de R$ 40 milhões, poderiam ser tranquilamente utilizadas para a implantação da energia solar nas escolas, já que seria para o setor educacional. Por fim o Projeto de Lei 03/2019 teve a seguinte votação: 10 votos favoráveis, 2 contrários e uma abstenção.



















