Envolvidos em esquema de corrupção na Agência Nacional de Mineração cobravam até R$ 10 mil em propina na BA, diz PF

  • 29 Jan 2019
  • 08:06h

Foto: Divulgação/PRF

Os servidores envolvidos no esquema de corrupção na Agência Nacional de Mineração (ANM), na Bahia, cobravam até R$ 10 mil em propina para agilizar guias de liberação de extração e comércio de minério no estado, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal. O grupo foi alvo de uma operação deflagrada nesta segunda-feira (28), em Salvador e Lauro de Freitas, na região metropolitana. Denominada "Terra de Ninguém", a ação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos. Entre os envolvidos, estão o atual gerente regional e dois anteriores, outros três servidores da ANM, além de três responsáveis técnicos que trabalhavam em empresas envolvidas. Os seis servidores, incluindo o gerente regional, foram afastados dos cargos. Em uma das residências visitadas pela PF nesta segunda, foram apreendidos, em espécie, R$ 48 mil, € 2 mil e $ 3,5 mil, segundo o órgão. O dono do imóvel não teve o nome divulgado. De acordo com a PF, as investigações começaram no final de 2017, após uma denúncia anônima de um homem, que se apresentou como empresário e disse que se sentiu extorquido por um servidor ao tentar uma documentação com a gerência regional do órgão. Em nota, a PF informou que, ao longo das investigações, foi constatado que servidores da ANM em Salvador recebiam vantagens indevidas para priorizar o andamento de determinados processos administrativos e até mesmo para modificar decisões contrárias aos interesses de empresários que se dispunham a efetuar esses pagamentos ilícitos. Os indícios apontam, ainda segundo a PF, que os dirigentes do órgão atuavam para beneficiar empresários ligados ao grupo político responsável por sua indicação para o cargo. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa.


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