João de Deus vai ficar em cela de 16 m² com outros três presos e só poderá receber visitas após 30 dias
- 17 Dez 2018
- 07:08h

Foto: Vitor Santana/G1
O médium João de Deus, preso preventivamente em Goiás neste domingo (16) suspeito de abusos sexuais, vai ficar em uma cela de 16 m² com outros três presos, que são advogados. Fontes informaram ao G1 que ele só poderá receber visitas após 30 dias. Mais de 300 mulheres o denunciaram. A defesa dele sempre negou as acusações. Entenda os rumos da investigação. João de Deus, que tem 76 anos, se entregou à Polícia Civil em uma área rural de Abadiânia às 16h20. De lá, foi trazido a Goiânia, onde prestou depoimento na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Pouco depois das 22h, foi para o Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito. O médium vai passar a noite no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Lá, ele ficará em uma cela com cama, pia e chuveiro e terá direito a banho de sol. Até o sábado, a polícia tinha feito buscas em mais de 30 endereços em busca do médium sem sucesso. Ele já era considerado foragido pelo Ministério Público. Em entrevista em frente à delegacia onde João de Deus prestou depoimento, o advogado Alberto Toron afirmou que pretende entrar com o pedido de habeas corpus nesta segunda-feira (17), para "discutir a legalidade da prisão", e também citou como alternativas possíveis uma prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica. Na ocasião, ele também negou intenção de fuga, disse que os R$ 35 milhões movimentados em contas foram "apenas tirados de aplicações" e declarou desconhecer o teor dos depoimentos das mulheres que denunciaram o médium. "O senhor João nega essas acusações. Nós, com o tempo, poderemos demonstrar o que aconteceu", afirmou o defensor. "[Ele deu] Mostras claras de que respeita a Justiça, respeita o judiciário." Também em entrevista coletiva no local, o delegado-geral deu detalhes sobre os rumos da investigação. “Ele vai ser ouvido caso por caso. Vai ser um depoimento longo [o do João de Deus], mas a Polícia Civil se preparou para isso. São 15 casos que chegaram até a nós.” “Além do interrogatório do João de Deus, devem ser ouvidas outras pessoas para apurarmos outras situações. E com a prisão devem aparecer mais vítimas”, completou o delegado. Segundo o delegado-geral, ainda não há como definir exatamente por quais crimes ele vai responder, pq os depoimentos tratam de crimes distintos. “De maneira geral, são crimes contra os costumes mediante fraude”, disse“Pela idade, ele acaba tendo alguns benefícios pela lei, como a diminuição pela metade da prescrição dos casos”, declarou também o delegado.



















